quarta-feira, junho 19, 2013

MINHA VIDA GAY

Vida gay – Nos resumindo aos esteriótipos


*Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação.Estereótipos são fonte de inspiração de muitas piadas, algumas de conteúdo racista, como as piadas de judeu, que é retratado como ávaro, negro, retratado como malandro, português (no Brasil), como pouco inteligente, etc.



Por:  M.V.

Feira gay no Rio de Janeiro. Vale a segmentação?

O leitor “P” mais uma vez contribuiu com uma reportagem para o MVG referindo-se a questão dos esteriótipos que nos assola! Cá está o link que deu no G1, referente a Feira Gay que ocorre no Rio de Janeiro.

Começou no dia 17/11/2012 a primeira feira destinada para o público LGBT, seguindo a Parada no Rio de Janeiro. E o que  rolou por lá:

- Concurso de abdômen “tanquinho”;

- Beijo sexy;

- Corpos musculosos;

- Gangnam Style;

- Sexshops e materiais pornográficos.

O “estilo de vida gay” se resume a isso? WTF! Por que eventos para gays são tão condicionados a um universo restrito dessa forma?

Ok, existem os mais fervidos que gostam de fechar o próprio quadradinho no modelão: sexo, corpo sarado, posto 9 e pornografia. O que existe é uma dificuldade tremenda em definir – com clara estratégia de segmentação – produtos e serviços para gays. Afinal de contas, existe produtos e serviços para gays?
No meu ponto de vista, não, quase nada e graças ao bom Deus que não! Gays consomem produtos e serviços que não se segmentam a sexualidade! Ok, que tem cuequinha, algumas músicas e filmes pornôs que ornam com esse público é verdade. Talvez algumas viagens temáticas para lugares carimbados funcionem? Talvez.

Mas temos uma mania de querer segmentar produtos e serviços para o público gay, numa busca de diferenciação ou destaque. É uma tentativa em vão. Não tem motivo de buscar essa diferenciação e o jogo de marketing é errado porque gay não é gênero! Do ponto de vista de negócios, gay é homem. Certo? Hello? Anybody home?

Gays consomem Hyundai i30, roupas da Zara, restaurante Sujinho, havaianas, perfume da Burberry, cuecas Calvin Klein, jeans Diesel, óculos Rayban, Omo, arroz Tio João, tevê LCD da Samsung, viagem de cruzeiro, apartamento Loft ou Duplex, etc. Podem consumir também Chevrolet Celta, roupas da Hering, Mac Donald’s, Boticário, Lupo, C&A, Chilli, tevê da Buster, viagem de ônibus leito, kit net, etc.
Mas efetivamente, o que de gay tem nisso? Absolutamente nada diretamente gay e a gente tenta que tenta segmentar.

Restringe tanto que inclusive essas marcas que poderiam oferecem gordos patrocínios para eventos desse tipo – Feira gay – perdem seu interesse. Perde-se em negócio e mantém essa imagem desgastada, restrita e até chata de que gay só pensa em curtir sexo, de que gay é fácil e é objeto.

Eu, pelo menos, estou bastante cansado. O foco me parece outro: é interessante profissionalizar os negócios para o público gay sem necessariamente restringir. A restrição não faz sentido nenhum e banaliza a identidade gay. Juro, cansei da ideia da imagem de gay ficar associada a cueca colorida ou camisinha da Olla! Não tem como ir além não, produção?
Saimos do armário para entrar no dark room? Ou seria numa casa de bonecas? Ou numa piscina de bolinhas?

Dá para virar o disco?

Acho que dá e tem um grande potencial. A maneira que lidamos hoje com marcas e o público gay está desgastada e merece uma revisão. Será mesmo que gay está tão interessado nesse mundo de abdômen “tanquinho”? Sempre tem a meia dúzia que gosta, mas e os outros quinhentos?
O fato é que produtos do sexo promovem um tipo de venda que não tem muito erro. Falta-nos criatividade e estratégia de bons negócios.

Entrevista de Poli com Jean Wyllys para a TV Cultura





Casamento Gay: famosos posam para Marie Claire a favor da causa


Mateus Solano, ator: "Duas pessoas que se amam devem ter o direito de se casar perante o mundo em que vivem. Esse é o conceito de família em que acredito. O resto é detalhe. Ninguém é obrigado a gostar, mas ninguém tem o direito de proibir"



Fernanda Lima, apresentadora: “Cada um tem o direito soberano de escolher seu par. Se todo mundo pudesse ser feliz à sua maneira, o mundo seria um pouco melhor”



Paulo Miklos, músico: “Muita gente vem a público exercer o ódio, o preconceito e a intolerância, como se isso fosse um direito democrático. Não é”



Jean Wyllys, deputado federal: “A Constituição Federal diz que todas as pessoas são iguais perante a lei”



Cleo Pires, atriz: “Sou a favor do amor de verdade. E, ao meu ver, vivê-lo é para todos”



Fiorella Mattheis, atriz: “Se todos são iguais perante a lei, os gays também têm direito de se casar”; Flavio Canto, judoca e apresentador: “O casamento gay legitima a relação. Proibi-lo é seguir na contramão da história”



Marcelo Serrado, ator: “Claro que eu apoio esta causa! Todo mundo deveria apoiar”



Marcelo Tas, apresentador: “O mais importante no casamento é o amor entre os seres humanos”


Fernanda Paes Leme, atriz: “A vida é diversa e o amor é para todos” 1010101001010100101 Dani Calabresa, humorista: “O amor é o sentimento mais poderoso e transformador. É o que nos une como seres humanos. Torço para que todos que se amem possam casar e ter – ou adotar – filhos”



José Luiz Datena, apresentador: “O preconceito é execrável. Não há base religiosa ou moral que sirva de argumento para isso. Assim surgem os regimes de exceção. Lembram do nazismo?”



Alexandre Borges, ator: “Por que digo sim? Porque quero a liberdade de escolha para todos os meus irmãos”



Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, casal de atores: “Todos têm o direito de ser feliz”



Sabrina Sato: "Todos têm direito a ter uma família"

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