sexta-feira, julho 19, 2013

NOTICIAS DO MUNDO GAY

REINO UNIDO- Defensor ferrenho



Estou orgulhoso por termos feito o casamento gay acontecer, diz primeiro-ministro britânico.

O primeiro-ministro britânico David Cameron foi um dos ferrenhos defensores do casamento gay no Reino Unido.

David enfrentou inclusive resistências dentro do seu próprio partido, o Conservador, mas nunca deixou de lutar pela aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Após a lei ter sido aprovada pelo Parlamento e assinada pela Rainha Elizabeth II, Cameron enviou um comunicado oficial.

“Estou orgulhoso de que fizemos o casamento entre pessoas do mesmo sexo acontecer. Estou muito contente que o amor que duas pessoas têm uma pela outra – e o compromisso que elas querem selar – pode agora ser reconhecido como igual. Tenho feito esta reforma porque acredito em compromisso, responsabilidade e família. Eu não quero ver o amor das pessoas dividido por lei”, disse Cameron.

“Tornando o casamento disponível para todos diz muito sobre a sociedade que somos e a sociedade em que queremos viver – uma que respeita as pessoas, independentemente de sua sexualidade. Se a um grupo é dito uma vez e outras vezes que eles são menos valiosos, com o tempo eles podem começar a acreditar. Para além do dano pessoal que isto pode causar, inibe o potencial de uma nação. Por essa razão também, eu estou contente que nós tivemos a coragem de mudar”, continuou o primeiro-ministro.
Em seguida, ele enalteceu o Reino Unido como um dos lugares que mais respeitam os direitos gays na Europa.

“O Reino Unido é classificado como o melhor lugar na Europa para a igualdade LGBT – mas não podemos ser complacentes. Há assuntos que devemos continuar a enfrentar: não menos importante uma abordagem de tolerância zero ao bullying homofóbico e cuidar dos membros mais idosos da comunidade LGBT. Tenham certeza, este governo vai trabalhar incansavelmente para garantir que isso aconteça. Ontem foi um dia histórico”, concluiu.

Rainha britânica dá aprovação final à lei do casamento homossexual



O Reino Unido aprovou oficialmente nesta quarta-feira (17) o casamento homossexual depois que a rainha da Inglaterra sancionou a lei aprovada anteriormente pela Câmara dos Lordes, informou o ministério da Cultura.

"É um momento histórico, que repercutirá na vida de muitas pessoas. Estou muito orgulhosa que o tenhamos tornado possível", afirmou a ministra da Cultura, Maria Miller, cuja pasta elaborou o texto.

Os primeiros casamentos só poderão ser realizados a partir do próximo ano porque o governo tem de resolver algumas questões administrativas, como o efeito sobre as pensões.

O texto, aprovado na terça-feira pelos deputados, foi impulsionado pelo primeiro-ministro britânico David Cameron, apesar da oposição dentro de seu próprio campo.

Os deputados decidiram não obstar uma série de emendas menores ao projeto de lei propostas pela Câmara dos Lordes, deixando livre, assim, o caminho para a regulamentação do casamento gay na Inglaterra e em Gales.

O texto quase não provocou debate na opinião pública, majoritariamente favorável, mas continua dividindo o Partido Conservador.

Para os britânicos, a mudança é principalmente simbólica, porque os casais gays têm os mesmos direitos de paternidade que os heterossexuais.

Eles também podem adotar crianças recorrendo à procriação medicamente assistida e a uma mãe de aluguel, desde que ela não seja remunerada.

Desde 2005 também existe a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Califórnia nega pedido de conservadores e confirma união gay



A Suprema Corte da Califórnia rejeitou nesta segunda-feira um pedido feito por um influente grupo de ativistas anti-gays, que pede que a Justiça volte a proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo nesse estado.

Em sua conta no Twitter, a promotora geral do estado, Kamala Harris, uma franca partidária da causa dos homossexuais, declarou que "a Suprema Corte da Califórnia negou o pedido dos promotores da 'Proposição 8' de suspender os casamentos gays".

Depois de uma breve aprovação da união gay, no final de 2008, os eleitores da Califórnia votaram em referendo a favor da "Proposição 8", que voltou a proibir essas uniões.

Os ativistas do grupo Protect Marriage ("Proteja o casamento", em tradução livre) queriam a suspensão da legalização da união gay na Califórnia, depois que a Suprema Corte americana emitiu uma sentença histórica no mês passado. Com isso, o casamento homossexual pôde ser retomado no estado, após cinco anos de proibição.

Dois dias depois da sentença da Suprema Corte em 26 de junho, a Califórnia voltou a realizar os casamentos.

Em sua última ação iniciada na Suprema Corte estadual, o grupo conservador alegou que a Proposição 8 deveria voltar a valer, entre outros motivos, porque foi aprovada por 52% dos eleitores.

"A definição do casamento como uma união entre um homem e uma mulher ainda é parte da nossa Constituição estadual", afirmou Andrew Pugno, assessor dos promotores da Proposição 8.

O Protect Marriage ainda não divulgou nenhuma reação à decisão da Justiça californiana.


Pioneira-Celebrado há 3 anos, casamento gay na Argentina chega a sete mil registros civis.




A Argentina foi o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Neste mês, a lei, apresentada pelo Partido Socialista, completa três anos. Segundo a organização Comunidade Homossexual Argentina, sete mil cerimônias já foram realizadas nos registros civis desde então.

Com um histórico intolerante, a Argentina foi marcada por um governo extremamente preconceituoso e machista. Em 1946, o general Domingo Mercante, governador peronista da província de Buenos Aires, proibiu por decreto que eleitores votassem em candidatos homossexuais por questão de “dignidade”. A lei só foi revogada na década de 80.

Assim como nos Estados Unidos, com a política “Don’t ask, Don’t Tell”, uma emenda ao Código Militar proibia expressamente que homossexuais fossem admitidos no exército, em 1951. Se algum homossexual fosse descoberto nas Forças Armadas, seria punido com destituição e prisão. A medida só caiu em 2006.
A bandeira de “cidade gay-friendly” só chegaria com a crise econômica e política de 2001. Unindo o útil ao agradável, o país quebrou vários paradigmas sociais, incluindo o preconceito contra a comunidade LGBT. Quem impulsou a virada foram os comerciantes que viram no público gay um excelente nicho de mercado e criaram bares, lojas, hotéis e livrarias, gerando à comunidade LGBT uma nova opção de vida e turismo

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