terça-feira, agosto 20, 2013

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Polêmica
Após declaração polêmica, a russa Isinbayeva afirma ser contra a discriminação a homossexuais.



MOSCOU, 16 Ago 2013 (AFP) - A russa Yelena Isinbayeva, que na quinta-feira afirmou ser favorável à lei que proíbe em seu país a "propaganda" homossexual, destacou nesta sexta-feira em um comunicado que foi interpretada de maneira equivocada e que é contrária a qualquer discriminação.

"Quero deixar claro que respeito os pontos de vista de meus companheiros atletas e quero expressar de maneira firme que me oponho a qualquer discriminação contra a comunidade gay a respeito de sua sexualidade (o que iria contra a Carta Olímpica)", afirma a russa em um comunicado.

A russa de 31 anos, que na terça-feira conquistou o terceiro título mundial do salto com vara, deu declarações na quinta-feira nas quais pareceu defender a lei que proíbe em seu país a "propaganda" homossexual.

"O inglês não é minha língua materna e acredito que aconteceu um mal-entendido quando falei ontem. O que queria dizer é que as pessoas devem respeitar as leis de outros países, particularmente quando são convidados", completou a atleta no comunicado.

Na quinta-feira, Isinbayeva criticou os atletas estrangeiros que defendem um boicote aos Jogos de Inverno de 2014 em Sochi como forma de protestar contra a legislação anti-homossexual russa.

"Sou contra o boicote (a Sochi)", disse a atleta na quinta-feira em entrevista coletiva após receber sua medalha.

Posteriormente, em declarações à agência Itar-Tass, Isinbayeva foi mais contundente e advertiu os atletas estrangeiros: "Somos tolerantes com todas as opiniões e respeitamos as pessoas, mas vocês devem respeitar nossas leis e não promover ideias de orientação não tradicional" (a expressão russa utilizada para citar as relações homossexuais).

"Os que vierem aos Jogos Olímpicos deverão respeitar nossas leis", advertiu.

Isinbayeva criticou a atleta sueca Emma Green, que competiu no Mundial de Moscou com as unhas pintadas com as cores do arco-íris para apoiar a comunidade gay da Rússia.

"Vivemos homens com mulheres e mulheres com homens", destacou a atleta russa, que aos 31 anos anunciou que fará uma pausa de 18 meses na carreira esportiva para se dedicar à maternidade.

O presidente russo, Vladimir Putin, promulgou em junho duas leis que determinam pesadas multas contra qualquer ato de "propaganda" homossexual diante de menores ou que "ofenda os sentimentos religiosos", em uma decisão muito criticada por defensores dos Direitos Humanos, governos estrangeiros e até pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).


Depois de Isinbayeva defender lei antigay, atletas russas se beijam no pódio





Depois de vencerem, na tarde deste sábado, o revezamento 4x400 metros no Mundial de Atletismo em Moscou, as russas Kseniya Ryzhova e Tatyana Firova comemoraram a vitória com um breve "selinho" sobre o pódio. Ninguém comentou o assunto. Mas, há dois dias, a compatriota e estrela do atletismo Yelena Isinbayeva, que conquistou medalha de ouro no salto com vara, defendeu a lei antigay russa, que tem recebido críticas e ameaça a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi-2014.

A lei antigay da Rússia, aprovada em junho pelo presidente Vladimir Putin, não permite que menores de 18 anos obtenham informações relativas à homossexualidade. Além disso, proíbe a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, além de coibir qualquer tipo de manifestação a favor da união homoafetiva.

Em entrevista, Isinbayeva chegou a dizer que os russos se consideram “pessoas normais”, que vivem “com homens ao lado de mulheres e mulheres ao lado de homens”. “Tudo deve ser assim, é histórico. Nós nunca tivemos problemas assim na Rússia, e não queremos ter no futuro”, afirmou a atleta. No dia seguinte, após ser alvo de críticas, a russa divulgou comunicado afirmando que havia sido mal interpretada.

Represália — Em protesto contra a lei antigay russa, a saltadora sueca Emma Green-Tregaro, que participa do Mundial de Moscou, publicou uma foto em seu Instagram em que mostra suas unhas pintadas com as cores do arco-íris. No entanto, a atleta foi proibida de repetir o gesto durante a competição neste sábado. “Fomos abordados informalmente pela Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo, em inglês) dizendo que isso é, por definição, uma violação das regras. Informamos nossos atletas sobre isso", disse Anders Albertsson, secretário-geral da federação de atletismo sueca, à agência Reuters.

Suprema Corte da Califórnia rejeita último esforço contra união gay




A Suprema Corte da Califórnia rejeitou um último esforço dos opositores da união gay de reinstalar a "Proposta 8", uma medida que proibia os casamentos homossexuais, depois que eles voltaram a ser realizados no estado há dois meses.

Em uma sessão a portas fechadas, a Suprema Corte da Califórnia em San Francisco decidiu nesta quarta-feira não revisar uma apelação dos promotores da "Prop 8" - liderados pelo grupo de defesa dos matrimônios entre um homem e uma mulher ProtectMarriage -, sem detalhar os motivos.

"A Prop 8 está morta e não voltará mais. Embora comemoremos essa vitória, lembramos os outros 37 estados sem equidade matrimonial", declarou o presidente da organização de direitos civis Human Rights Campaign, Chad Griffin, em uma nota.

"Devemos concentrar toda a nossa energia em conseguir igualdade total para todos, em todas as partes", acrescentou.

A ProtectMarriage havia alegado que a decisão tomada em 2010 por um juiz federal, segundo a qual a "Prop 8" era inconstitucional, não era suficiente para anular a medida.

Essa apelação era a última alternativa legal possível do movimento anti-gay, depois que a Suprema Corte do país decidiu, em 26 de junho, em Washington, que os opositores dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo não tinham fundamentos suficientes para apelar da decisão de inconstitucionalidade.

Após a decisão, os casamentos gays começaram a ser realizados na Califórnia dois dias depois.

Nesse liberal estado do oeste dos Estados Unidos, os casamentos gays haviam sido admitidos por seis meses, em 2008, até serem novamente proibidos em um referendo que aprovou a chamada Proposta 8.

Os grupos contrários à união gay prometem continuar lutando.

MG- Cerimônia civil
Casais do mesmo sexo de Uberlândia se unem em casamento comunitário. Saiba mais!




Uberlândia realiza em dezembro o primeiro casamento coletivo de casais do mesmo sexo. Serão oferecidas 25 vagas e as interessadas e os interessados podem se inscrever na sede do Núcleo de Diversidade Sexual (Nuds), que fica no Setor de Diretoria de Proteção Básica, no Centro Administrativo, todas as terças e quintas-feiras, das 12h às 17h.
De acordo com o chefe do Núcleo de Diversidade Sexual, Marcos André Martins, o casamento coletivo garante isenção de todas e quaisquer taxas cartoriais. “O objetivo é incentivar casais que mantém as relações conjugais a regularizarem a relação perante a Justiça. Esta é uma forma de garantir direitos”, disse.
A iniciativa é do Nuds, que faz parte da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Trabalho, em parceria com a Defensoria Pública de Minas Gerais, Grupo Shama, Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais e com a Comissão da Diversidade Sexual da OAB Uberlândia. O casamento coletivo será realizado no dia 05 de dezembro e apenas 25 vagas estão sendo disponibilizadas.
Documentos necessários
É necessário ser residente em Uberlândia, maior de 18 anos e necessário que o casal comprove, juntos, renda de até 3 salários mínimos. Se os noivos forem menores de idade, será obrigatória a presença dos pais ou responsável legal, com documentos no cartório para assinarem o consentimento. A efetivação da inscrição se dará com a apresentação do comprovante de residência (água, luz ou telefone), sem necessidade de estar no nome dos noivos. Se o cidadão for solteiro deverá apresentar a certidão de nascimento original, no caso dos divorciados será necessária a apresentação da certidão de casamento original com a averbação de divórcio original. Os viúvos devem entregar a certidão de casamento original com anotação de óbito.
Para mais informações, basta ligar no Nuds, no telefone (34) 3239-2587, ou enviar email para o endereço nuds.uberlandia@gmail.com.

Prefeitura de São Paulo faz reunião sobre Arouche e promete transformar bairro gay. Veja como foi


A Coordenadoria de Políticas LGBT da Prefeitura de São Paulo (antiga CADS) promoveu encontro nesta quarta-feira com objetivo de estabelecer um diálogo para imediata recuperaçãodo Arouche, região conhecida por abrigar o maior número de negócios voltados à comunidade lgbt, inúmeros bares e clubes gays e concentrar imenso público gls, de adolescentes à terceira idade.

Fazem parte dela logradouros que já foram cartões postais da capital paulista: Largo do Arouche, Vieira de Carvalho, Praça da República e ruas adjacentes.
O coordenador Julian Rodrigues e o sub-prefeito da Sé Marcos Barreto abriram as discussões, colocando que é intenção do município agilizar o processo de readequação do Arouche reconhecendo sua importância como vitrine da comunidade lgbt de São Paulo.

Cerca de 50 pessoas entre residentes e empresários do bairro estiveram presentes. Entre as necessidades e problemas apontados estão o cuidado com jardins, limpeza e manutenção das calçadas, destruição das inúmeras esculturas e adequação do policiamento. Foram sugeridas várias iniciativas de ocupação do espaço.
É esperar para ver o que vai acontecer.

John Greyson, cineasta e ativista lgbt canadense, continua desaparecido após prisão no Cairo




O diretor e ativista de direitos lgbt canadense John Greyson foi detido pela polícia do Cairo. Ele estava no país  com o médico Tarek Loubani, que estava cuidando de pessoas feridas nas manifestações populares recentes na capital egípcia. Ambos estavam a caminho de Gaza nesta sexta-feira, onde prestariam ajuda humanitária. Devido a um bloqueio na estrada foram obrigados a retornar e segundo testemunhas presos por agentes policiais no Cairo.

Greyson é também professor da York University, em Toronto, uma cebeça pensante da mídia lgbt mundial e liderou boicote a filmes de Israel em festivais de cinema gay ao redor do mundo.
Ele dirigiu filmes icônicos da cinematografia gay, como Paciente Zero (que recria o primeiro caso de aids do mundo), Lillies (que venceu o prêmio Coelho de Prata de melhor longa metragem no Festival MixBrasil de 1997) e Proteus (sobre um caso de amor entre um negro e um branco na Africa do Sul colonial). Todos exibidos no Brasil no Festival MixBrasil.
Não há notícias do paradeiro de Greyson e Loubani e a embaixada do Canadá no Egito cobra das autoridades locais informações sobre re eles.

Nenhum comentário:

Postar um comentário