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Um amigo especial






Olá a todos. Aqui é Cláudio Roberto.

Não conhecia o blog até o dia em que o Dino - através de um amigo em comum - teve contato com um texto que havia postado como desabafo no meu perfil no Facebook. 
Ele achou interessante, e (de lá para cá) sempre apareço aqui para postar alguma coisa neste blog (como uma matéria que fiz sobre os personagens gays no universo do anime. Será que esta matéria já está no ar? ^_^).
Bem... Muita gente do blog deve me conhecer de uma entrevista que dei para o Dino alguns meses atrás, na qual muita gente torceu o nariz para mim.

Vejo que nada mudou na minha vida. 
EU QUERO UM AMIGO, UM COMPANHEIRO. 
Mas salas de bate papo (ou sites como “Badoo” e similares), provam ser uma armadilha na qual você não sabe quem está realmente do outro lado. Nunca encontro alguém que me agrade, ou, que seja sincero nas suas posições.
Vou citar alguns casos recentes: Pessoas idiotas haviam visto o meu perfil no Badoo. Me achavam até uma pessoa “legal”, mas... Haviam os 'poréns': Ora era uma indecente proposta de sexo, Ora era ser um “caso fixo” de algum 'casado' (que certamente traia a sua companheira com diversos homens e achava tal fato “normal”), Ou... Ora era alguém que dizia ligar para mim para encontros que acabavam nunca acontecendo pois fulano... Dizia estar “sempre ocupado”... Nem preciso dizer que a minha resposta para tudo isso foi um sonoro “NÃO”.
E sabe o que eu mais ouvia? “Você é chato e exige demais, nunca vai conseguir nada, pois não tem nada o que oferecer”...

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Postado por Dino | (3) Comente aqui!

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Mundo Dos Esportes


Boa tarde galera tudo em paz?

Hoje trago para vocês uma seleção de atletas só com a roupa de baixo e um especial no vestiário. Espero que curtam esse post que tem como destaque alguns jogadores como:
David Beckham, Cristiano Ronaldo, Leonel Messe e Rafael Nadal.
David Beckham
Leonel Messe
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Postado por Estagiario | (4) Comente aqui!

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FILMES TEMATICOS GLS

SECAO ANDY DE CINEMA


 

FILMES DA SEMANA

 

FILME(INEDITO): THE NIGHT LISTENER (USA-2006)


VEJAM O TRAILER NO FIM DO POST


SINOPSE: Adaptação do livro ''O Ouvinte da Noite'', do escritor Armistead Maupin - o mesmo de ''Histórias de uma Cidade'' -, sobre um radialista gay em São Francisco que comanda um programa e é objeto de desejo de um assassino que ouve o locutor todas as noites.

SINOPSIS: Adaptación del libro'' The Night Listener'', escritor Armistead Maupin - es'' Historias de la Ciudad'' - alrededor de un locutor de radio gay en San Francisco, que tiene un programa y es el objeto de deseo de un asesino que escucha al locutor nocturno.

SYNOPSIS: Adapté du livre'' The Night Listener'', écrivain Armistead Maupin - il'' Histoire d'une ville'' - environ un animateur de radio gay à San Francisco qui dirige un programme et est l'objet du désir d'un tueur qui entend le speaker nuit.

SYNOPSIS: Entnommen aus dem Buch'' The Night Listener'', Schriftsteller Armistead Maupin - es'' Geschichten einer Stadt'' - zu einer Homosexuell Radiomoderator in San Francisco, die ein Programm läuft und das Objekt der Begierde eines Killer, der den Sprecher hört Nacht.

SINOSSI: Tratto dal libro'' Una voce nella notte'', scrittore Armistead Maupin - è'' Storie di una città'' - su un conduttore radiofonico gay a San Francisco, che esegue un programma ed è l'oggetto del desiderio di un assassino che sente l'annunciatore serale.



FILME(INEDITO): SIMON (DUTCH-2004)




SINOPSE: Camiel, um estudante universitário, é homossexual, vindo do interior, filho de uma família bastante tradicional. Na libertina cidade de Amsterdã, ele conhece Simon, dono de um Coffieshop. Entre os dois irá se desenvolver uma amizade, onde os dois homens apesar das diferenças, irão compartilhar as tristezas e as alegrias mútuas.Simon é um filme holandês do cineasta Eddy Terstall, vencedor de inúmeros prémios no seu país e candidato a melhor filme de língua estrangeira para apreciação dos Óscares de Hollywood. Fala sobre a amizade entre 2 homens totalmente diferentes; Simon, um convicto politicamente incorreto, pequeno traficante, libertino e extrovetido, e Camiel, um tímido gay, estudante de odontologia. Os dois conhecem-se por um acaso, quando Simon acidentalmente atropela Camiel. A partir deste momento, Camiel faz parte do círculo de amigos de Simon e fascina-se pela vida boémia e despreocupada que este vive.

SYNOPSIS: Camiel, een student is homo, uit het binnenland, de zoon van een zeer traditioneel gezin. In libertijnse stad Amsterdam, ontmoet hij Simon, eigenaar van een Coffieshop. Tussen de twee zal een vriendschap, waar de twee mannen, ondanks hun verschillen, zullen delen ontwikkeling van de verdriet en de vreugde mútuas.Simon is een Nederlandse film van filmmaker Eddy Terstall, winnaar van vele prijzen in zijn land en de beste kandidaat taal film waardering voor buitenlandse Oscar Hollywood. Vertelt over de vriendschap tussen twee heel verschillende mannen, Simon, een toegewijd politiek incorrect, kleine dealer, libertijn en extrovetido en Camiel, een verlegen homo tandstudent. De twee ontmoeten elkaar bij toeval toen Simon ongeluk raakt Camiel. Vanaf dit moment, Camiel maakt deel uit van de kring van vrienden van Simon en gefascineerd door de bohemien en zorgeloze leven dat hij leeft.




FILME(INEDITO): JE TE MANJERAIS (FRANCE-2009-LEGENDADO EM PORTUGUES)


VEJAM O TRAILER NO FIM DO POST

SINOPSE: O filme conta a história de Marie (Judith Davis) e Emma (Isild Le Besco) que moram juntas em um apartamento. Amigas de infância, Marie se muda para a casa de Emma, em Lyon, quando vai estudar música em outra cidade. A relação amorosa entre as duas começa naturalmente e se estabelece um jogo de poder: Marie, em sua primeira experiência homossexual, se entrega e se deixa levar por Emma, lésbica assumida e de personalidade determinada. Aos poucos Emma se mostra possessiva e a obsessão amorosa leva gradativamente a um caminho sem volta.

SYNOPSIS: Le film raconte l'histoire de Marie (Judith Davis) et Emma (Isild Le Besco) qui vivent ensemble dans un appartement. Amis d'enfance, Marie se déplace dans la maison d'Emma, à Lyon, quand va étudier la musique dans une autre ville. Une relation amoureuse entre les deux commence naturellement et établit un jeu de pouvoir: Marie, dans sa première expérience homosexuelle, se rend et est dirigé par Emma, la personnalité lesbienne et déterminé. Peu à peu, Emma montre l'amour possessif et obsession conduit progressivement à un point de non retour.


FILME(INEDITO): WATERBOYS (JAPAO-2001-LEGENDADO EM PORTUGUES)




SINOPSE: Comédia colegial sobre cinco garotos que estimulados pela nova e atraente professora de natação de sua escola, decidem montar uma equipe de nado sincronizado.


1.Como legendar os filmes 


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Postado por Andy | (5) Comente aqui!

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LITERATURA GAY




Você é dos que acreditam que o primeiro amor a gente nunca esquece? E quando ele é interrompido drasticamente com a morte de um dos parceiros? Cruel não? Esse é o drama vivido por Lee Mitchell. Confira todas as emoções em "Frozen", nosso primeiro livro. 2- A vida nos prega cada surpresa. Uma grande paixão pode ter estado todo o tempo ao lado e a gente não percebe. Bem, será que Vic vai perceber? 3- Um lindo urso Panda, um presente para fazer uma criança feliz/ Nada de mais nisso não?, Será? Nem vou contar…. 4- Imagina o mico de você querer impressionar alguem e logo de cara cai de tacho com a cara no chão. Terrível, não? Bem talvez a entrada desastrada tenha um desfecho diferente para Taylor. Vamos ajuda-lo a se levantar e levantar sua moral. É só conhecer o personal de Taylor.







Frozen

Aos quinze anos, Lee Mitchell e Roman Carmichael tem certeza  que seu relacionamento novo pode sobreviver a qualquer mágoa ou angústia, até que uma viagem de primavera  de canoagem termina com Lee no hospital e Roman morrendo. Com suas memórias dessa viagem, com final trágico, Lee passa os próximos dez anos construindo uma vida em torno do rio, onde perdeu Roman.

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Postado por Mac Del Rey | (1) Comente aqui!

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LIVROS DA ESTANTE





Continuando nossa seção "livros da estante', uma seção voltada para quem gosta de livros impressos. Trouxemos mais uma seleção de livros homoeróticos disponíveis em nossas editoras.






Censurado!

Os desejos acolhem a alma como se fossem embalá-la em sono profundo. O corpo demonstra ao mundo nossa vontade de extravasar, mudar e mergulhar fundo no lago do prazer, do amor e do sexo. Ao crescermos, observamos o mundo se transformar e, claro, nosso corpos acompanham as transformações e amadurecem para serem provocados, provados, amados e idolatrados. O corpo se abre ao prazer, que se abre à paixão e se transforma em calor, provocando ardência na alma. Para viver, basta que façamos valer nossos desejos, taras e fetiches ocultos em nosso "eu" mais íntimo e profundo. A censura foi criada para proibir, mas tudo que é proibido, dizem, talvez seja mais gostoso. E não houve censura interna ou externa que impedisse o prazer de levar pelo ar os gemidos, gritos de loucura e pedidos desesperados de fazer o corpo arder e suar, numa mistura carnal de luxúria e amor. Ao quebrar a barreira do que é censurado, tornamo-nos pessoas verdadeiras e prontas para satisfazer qualquer alma pecaminosa.
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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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MINHA VIDA GAY

Relato de um amigo: Os desdobramentos da vida de um gay

Por: M.V.




Em 21 de junho de 2012 o leitor “P” entrou em contato por e-mail para narrar sua história. Na época, namorava com uma menina ainda e foi inspiração para o post “Relato de um gay que namora uma menina”, texto que teve bastante visibilidade.

Tive a oportunidade de conhecer o “P” pessoalmente e levar conselhos, ideias e apoio frente a frente. Surgiu uma amizade, ganhei o livro “Mãe sempre sabe?” da autora Edith Modesto e tenho acompanhado a evolução (evolução mesmo!) da vida de “P” desde aquela época.

Não temos nos encontrado com tanta frequência, fruto de momentos diferentes da vida, natural. Mas o “P” mandou recentemente um e-mail amplo e detalhado que merece destaque por aqui, para que os leitores possam enxergar – de maneira muito positiva – o quanto assumir a homossexualidade a si mesmo e encarar as realidades como gay podem ser bom para nós. Imagine que em junho de 2012 o amigo “P” era “heterossexual” e cultivava um namoro de mais de 5 anos. Vejam só a virada que fez em sua vida em um ano. Me enche de orgulho! =]

Relato do amigo P:

“MVG, meu querido amigo, tudo bom?

Faz certo tempo que quero te escrever, como nos velhos tempos, ou não tão velhos assim, mas a vida vai passando… até nos encontramos nesse meio tempo, mas sem chances de falar o que aqui te escreverei. Eu que quase sempre vim pedir conselhos, pedir ajuda e claro sempre receber as palavras certas para os momentos errados, hoje venho num tom diferente: venho dividir com você minha felicidade, dividir com você o momento bom que venho passando na minha vida. Para não perder o costume vou provavelmente escrever um e-mail enorme e puxar alguns flashbacks. Acho que, no final, escrever para você acaba sendo um balanço que eu mesmo faço em minha cabeça.

Vou voltar para o final do ano passado, muitas travas ainda me faziam sofrer e quando eu achava que estava me destravando, fatalmente caia nas armadilhas que estavam armadas dentro da minha cabeça. “Fulano”, o carinha que eu fui no apartamento depois de 2h de papo pelo Scruff (noite muito agradável) aparentou ser uma pessoa muito bacana. Minha cabeça começou a pensar muito e pronto – apaixonite – minhas ações podem ter assustado ou ele não queria nada mesmo. Sofri e, ainda sofrendo, Scruff novamente: conheço o “Cicrano”. Já jogou nos primeiros dez minutos de conversa o que ele queria – um namorado – não pensei duas vezes (talvez eu deveria ter pensado umas dez vezes) me joguei, encontrei nele coisas que não me agradaram, sim, mas resolvi seguir o meu coração e os seus conselhos, fui meio sem medo, ele me proporcionou um final de semana bastante agradável, não vou negar, me proporcionou a sensação de namorar alguém em público (ainda que na Augusta) sem medo de ser feliz e de fato eu fui, apesar do tempo limitado. Não faço a menor ideia do por quê, mas ele simplesmente saiu da minha vida. Talvez a vida tenha o tirado do meu caminho. Sofrimento, sim, compartilhado, sim e sim, tive o teu apoio, do Sammy e pela primeira vez da minha ex e depois que comecei a me levantar, iniciei um processo reflexivo muito grande sobre o que eu estava fazendo comigo mesmo em relação ao que eu queria, como eu estava me comportando com relação a isso e como você mesmo já falou, o “caranguejo” voltou para a toca. Voltou por bastante tempo.

Fiquei quase três meses meio fora da cena gay. Para falar a verdade, fiquei fora da cena social, mas não fiquei à toa. Foi um período de grande reflexão sobre a minha vida, não somente sobre eu ser gay e querer namorar. Foi um período de análise do que eu estava fazendo com a minha vida, sobre o que de fato é viver, o que é felicidade. Alguns livros me ajudaram, assim como conversas e conselhos que direta ou indiretamente chegavam até a mim e veja como é a vida: o “Beltrano” teve uma grande contribuição neste momento. Uma das primeiras coisas que ele me fez perceber foi que eu precisava de um porto seguro, algo que me ajudasse a manter o equilíbrio quando a vida apresenta um grande problema ou um sofrimento. O amigo Beltrano, por exemplo, tem no Reike este porto seguro, que o equilibra. E eu, qual seria o meu porto seguro?

Eu não tinha porto seguro e fui mais fundo: percebi que não tinha nada na minha vida que me fizesse vibrar, que me desse muito prazer em fazer, nada, e isso foi bastante angustiante. Essa preocupação entrou em minha cabeça e na mesma intensidade a vida começou a me mostrar opções temporais e atemporais. Comecei a abraçar projetos que me deram prazer, comecei a estudar para me tornar um LEED GA (três meses de estudo e um resultado muito bom na prova). Comecei a fazer a pós-graduação (consegui uma bolsa pelo contato com meu diretor) e por um golpe do acaso (ou não) o Teto apareceu na minha vida.

Pouco a pouco fui deixando a motivação entrar em minha vida, não porque não estava namorando, mas porque estava fazendo coisas que faziam sentido para mim. No caso do Teto, uma energia muito, muito positiva do trabalho voluntário. Eu comecei a ver que a vida era muito mais bela do que eu jamais tinha imaginado (me emociono só de escrever para você). Por mais que algumas pessoas me dissessem que eu precisava de um pouco de tempo para mim, ocupar minha agenda mensal com uma boa dose de Teto, um final de semana com a pós e horas de estudo a noite com o LEED GA me faziam ser cada vez mais positivo. A vida me devolvia essa positividade na mesma intensidade. Não me lembro exatamente quando, mas neste período, eu já melhor, sentei uma vez para ter outra conversa com o amigo Beltrano. Ele estava meio mal com o namorado e eu fui dar certos conselhos. Num dado momento eu falei a ele que na vida o que importava era o amor das pessoas, o resto era suporte: “exercite o amor pelo próximo”.

Aquelas palavras martelaram minha cabeça por alguns dias, não fui eu que falei aquilo para ele, aquela não era a minha opinião, mas aquilo fez muito sentido para mim. Lembrei que essa conversa com o Beltrano foi pouco depois de entrar no Teto. Então acreditando nisso eu comecei a mudar ainda mais a minha postura em relação as pessoas, comecei a sorrir mais, expressar mais o meu afeto, seja para quem fosse e incrivelmente a vida devolveu isso numa intensidade incrível (e novamente eu me emociono), me aproximei muito mais dos meus pais e dos meus irmãos, comecei a cultivar uma relação muito positiva com meus colegas de trabalho, em casa o clima comigo sempre estava bem, no Teto eu fazia tudo sempre com um enorme prazer e as crianças (que são mais suscetíveis ao afeto) não saiam de perto de mim. Isso gerou até um apelido entre os voluntários do Teto numa das atividades em campo que participei e nada me dava mais prazer do que ouvir que as crianças perguntavam onde estava o “Tio do Mapa” (eu participo da equipe de mapeamento no Teto) quando eu não ia a campo.

Namorado, não obrigado, estava muito bem naquele momento, mas é claro que este assunto ainda era algo que no fundo da minha cabeça me chamava à atenção e me dava pequenas doses de desânimo, ainda que controlados.

Lá por Abril/ Maio, acreditando nesse meu estado muito positivo, com vários portos seguros definidos, uma família/amigos maravilhosos sempre dispostos a me entregar o afeto que eu precisava, resolvi dar margem para a questão que ainda não estava tratando e quase que seguindo a mesma regra de antes: instalei o Scruff no meu celular, fiz um perfil dando a entender o que eu queria, uma foto não apelativa e fui em frente, claro, querendo achar alguém bacana e tal – não que lá não tenha – mas não é bem o propósito de quem tem um perfil por lá.

Comecei o papo com um, com outro, me animei com um, me animei com outro, expectativas de um lado e frustrações de outro, me desestabilizei, pensamentos negativos, baixa auto-estima, tudo voltou a minha cabeça, quase como nos velhos tempos. Claro que dessa vez eu consegui me estabilizar muito mais rápido, mas comecei a perceber que o que eu queria era algo bom e portanto eu não precisaria passar por instabilidades negativas para chegar até lá. Então resolvi fazer um acordo (ou uma ordem ditatorial) comigo mesmo: “se você quer conhecer alguém, namorar, vai ter que ser no modo tradicional. Você está proibido de querer conhecer alguém por meios virtuais”. “Mas eu nunca cheguei em alguém”, “Eu fico nervoso só de trocar olhares, quem dirá coisas a mais”, “Eu perdi a fase da minha vida na qual as pessoas aprendem isso”, “Eu nunca vou conseguir”… pois é meu caro “P”, dá o seu jeito! A partir de agora internet não faz mais parte das suas opções.

Claro que um medo enorme e uma falta de referências veio até minha cabeça, mas eu fui em frente e de maneira muito tímida me peguei um dia olhando no metrô (detalhe, estava indo para uma reunião no Teto) um carinha bem lindinho e vejam só como são as coisas: ele retribuía o olhar, sem nenhuma expressão extra de ambas as partes, ficamos trocando olhares por um certo tempo, muito mais do que os 1-2 segundos que eu conseguia sem desviar o olhar até então. Claro que dentro de mim o meu sangue foi substituído por adrenalina, mas uma voz grossa gritava no meu ouvido “Continua”… e eu continuei, cheguei até em pensar numa abordagem, mas perdi ele de vista na multidão quando saímos do trem. Saí de lá aquele dia como se tivesse ganhado na loteria, sorriso de orelha a orelha, então comecei a praticar mais trocas de olhar no metrô. Via alguém bonito, ficava olhando, mesmo que fosse hétero. Fui ficando levemente mais confiante com isso, aquele sentimento de que eu não era capaz começou a diminuir e isso foi me deixando mais positivo, afinal aquele assunto no fundo da minha mente que me causava incômodo parou de mandar energias negativas. Afinal, eu sentia que eu começava a ter mais controle e que as coisas agora passavam a ser questão de tempo.

Fui no Gambiarra um dia com o Sammy, conversei comigo mesmo antes e me joguei e cai do cavalo. O ambiente de boate ainda me incomodava, eu não conseguia ficar a vontade, mal trocava olhares e não só isso: eu travava quando percebia alguém interessado em mim. Saí de lá mal, mas com um desafio na minha cabeça: precisava reverter aquela situação.

Nesse meio tempo surgiu a entrevista na “XYZ”. Eu entrei de cabeça nisso e fiquei um tempinho sem me preocupar com o desafio pós-Gambiarra. Acabei conseguindo a vaga, preparei a minha saída da “ABC” e a minha chegada na “XYZ”. Eis que como num passe de mágica o “Y” ressurge das cinzas depois de quase três meses sem dar sinal de vida. A última vez que eu falei/encontrei com ele foi no aniversário dele, no começo de Fevereiro. Marcamos de sair e depois de uma noite agradável eu tentei beijá-lo quando cheguei em casa. Ele recusou, mas eu fiquei tão feliz, tão feliz, não sei exatamente o por quê, mas acho que era uma mistura de ter tido iniciativa e coragem, desmistificação do que o “Y” sente por mim… não fiquei mal com o sentimento de rejeição.

No dia seguinte me senti um ridículo, tanto que dois dias depois eu quebrei o silêncio e mandei uma mensagem para o “Y” e ele amigavelmente respondeu dizendo para eu me concentrar na comemoração do meu aniversário/emprego novo.

Pois bem, pela primeira vez em minha vida eu estava muito animado para comemorar o meu aniversário, e assim o fiz, e fiquei muito feliz de poder passar um pedaço do meu final de semana de aniversário com as pessoas mais queridas da minha vida. Vale um destaque: com a minha rescisão da “ABC” troquei meu guarda roupas e a vida me brindou com uma costureira perto do trabalho que cobra um preço muito bom, estou ajustando tudo, está ficando um arraso! A comemoração começou sexta-feira, no Gambiarra com a companhia sempre querida de Sammy… o “Y” levou um amigo bem legal, a noite foi ótima, música boa, lugar lindo, uns drinks aqui e outros ali, dancei como nunca tinha dançado antes. Me acabei naquela noite! A primeira pessoa que me encarou eu travei, mas na segunda eu não resisti, deixei ele vir até mim e me beijar, sim, saí, apesar de bonito ele nem fazia tanto o meu tipo (e eu também não sabia o que fazer depois de começar a beijar. Achei melhor dar um de “piriguete” e simplesmente sair). Noite vai, noite vem deixei que o mesmo ocorresse novamente, a mesma saída do primeiro. Fechei a noite muito feliz, não pelos novos passos, mas por que de fato a festa foi muito boa. No dia seguinte quando sai a noite com meus irmãos, “Y” e Sammy para o Ringue Lounge, tirei do armário a minha calça rosa e agora ajustada. Por esse simples motivo tive que me assumir para o meu último irmão que não sabia. Ele decidiu ir na festa meio em cima da hora. Sem grandes traumas ele entendeu e ficou bem com a notícia.

Apesar da decoração e das músicas o lugar era hétero. Aparentemente os únicos gays eram eu, Sammy e “Y”, mas a companhia de todos fez a noite ser maravilhosa. Dancei sem medo e meus irmãos adoraram me ver feliz. Fiquei sabendo até de comentários posteriores em casa através da minha mãe, que está louca para sair um dia para dançar comigo… pode isso?! Adorei saber disso, porque o comentário deve ter sido do meu irmão “L” (o último a quem me assumi) afinal, dos que estavam lá, é o único que ainda mora com meus pais.

Final de semana maravilhoso de aniversário, minha energia super positiva, meu sentimento de que eu era muito capaz na cabeça, comecei a ler “O Segredo (Lei da atração)” que o “Y” me deu de aniversário (sem dedicatória!) e fiquei chocado como mesmo sem conhecer o livro, eu já aplicava parte das coisas na minha vida. Devorei e comecei a mentalizar o que eu queria neste momento: um relacionamento. Saí com o Bletrano no sábado do feriado e fomos fazer umas compras. Ele estava meio mal (para variar) com o namorado e saímos para distrair. Comprei um sapatênis vinho (queria faz um tempo um vermelho, mas me apaixonei pelo vinho). Estávamos combinando de ir na Yatch Club na segunda do feriado. Festa nova, ambos animados. Naquela noite o Beltrano teve uns problemas com o namorado e eles terminaram. Fomos no Bar Volt, perto do Tubaína, ambos muito bem produzidos.



Papo vai papo vem, fomos para a Hot Hot. Fazia tempo que o Bletrano queria ir lá comigo.  Tudo que eu estava mentalizando a quase uma semana de maneira intensa viu uma válvula de escape, apesar do público ser bastante jovem. Eu beijei um carinha, na fila do banheiro, mas novamente a pessoa veio até mim. A noite foi bem divertida. Adorei o lugar, o Beltrano também e dançamos muito. Saí de lá feliz, mas pensativo, obviamente, porque eu não conseguia chegar em alguém. Vi pessoas interessantes na noite, mas não consegui chegar, estava feliz por não travar mais quando alguém chegava em mim, mas não satisfeito porque não consegui chegar em alguém.

Segunda feira chegou. Yatch Club no final do dia. Troquei uma informações com a minha ex e ela me disse: “’P', pesquisa na internet boas cantadas e dicas para chegar nas pessoas” – e fiz isso. Encontrei coisas muito genéricas, mas uma cantada muito boa, porém com um apelo mais voltado só para um beijo. Bem, para quem precisava se soltar isso parecia uma boa ideia. O Beltrano acabou voltando com o namorado no dia seguinte que eles terminaram. Ainda assim o amigo Beltrano foi minha companhia naquela noite. Estávamos muito felizes, tínhamos vários motivos para comemorar e iniciamos a noite com um “rasgando seda” para o outro e brindes com vodka com coca-cola.

A casa estava cheia, a música estava ótima, entramos no meio do bolo de gente e lá caímos na dança. Pensei: “quer saber, eu vou é me divertir”… não deu 5 minutos e um menino começou a passar a mão na minha bunda. Eu virei e lhe dei um beijão… larguei e voltei a dançar com o Beltrano. A música daquela festa estava muito boa, não demorou muito e outro carinha (um pouco mais longe) estava de olho em mim. Pedi licença para o amigo e fui até ele. Dancei um pouco e lhe tasquei um beijo. Sem muito, voltei até o Beltrano e assim foi passando a noite. Beijei um terceiro e um quarto, me senti a “piriguete”. Estava sim sobre o efeito do álcool, mas não estava completamente bêbado não, até porque não bebi muito.

No final, depois de dar muitas risadas, dançar muito, lá pelas 4:30 da manhã, resolvemos pegar mais leve e dançar num dos cantos da pista. O que eu mais queria naquele momento era um pouco de ar fresco

Foi então que minha vista travou num menino que estava numa rodinha, não muito longe de nós. Fiquei olhando para ele, achei muito bonito, dançava de maneira meio tímida, os amigos estavam se divertindo todos, felizes, não conseguia parar de olhar para ele e acho que ele percebeu assim como os amigos dele. Mas algo na minha cabeça falava que seria uma falta de respeito chegar nele beijando. Então, virei para o Beltrano e falei “Amigo, o que eu posso falar para chegar naquele menino ali?”. Ele me indicou o velho “OI, TUDO BOM?”. Eu não aderi a ideia dele e continuei flertando com o olhar. Ele virava para me olhar, fingindo só ver como o salão estava.

Eu ficava tentando pensar no que havia lido, mas nada me ajudava, nada. Então pensei: “se ele olhar mais uma vez eu vou lá…” e não ia, não sei te dizer quanto tempo fiquei nessa, mas foi um certo tempo. Até que lembrei dos arrependimentos de minha vida por não ter tomado uma atitude na hora certa e isso me deu uma energia. Fui até ele… vi que a cerveja que ele estava tomando havia acabado e ofereci companhia até o bar para pegar outra, ele sorriu e aceitou. Ele pegou a cerveja, eu fiz um elogiou, o levei até perto da parede e comecei a beijá-lo. Mas bem diferente do beijo que dei nos outros naquela noite e ele respondeu numa mesma frequência. Não vou negar que foi o melhor beijo da noite e o único que me deixou excitado.

Começamos a conversar entre um beijo e outro, e adivinha, ele é de Campinas, mas os melhores amigos dele são de São Paulo. Tem 29 anos.

Perguntei o que mais ele gostava de fazer além de ir na balada. Ele falou que gostava das coisas clichês como cinema e jantar. Então perguntei se eu o convidasse para vir para São Paulo fazer um programa clichê ele toparia. Novamente, aquele sorriso lindo dele e um sim! Aí, eu falei que precisaria saber o telefone dele. Ele me passou e nisso veio um amigo dele, estavam indo embora. Demos mais alguns beijos e nos despedimos. Depois dessa eu e o Beltrano demos um tempo e fomos embora. Eu fiquei feliz, sim, bastante, a noite não tinha como ser melhor. Além de me divertir muito, me destravar ainda mais, havia conhecido alguém bacana, exatamente o que eu havia mentalizado a semana inteira enquanto lia “O Segredo”.

Tentei ligar no dia seguinte, tivemos uns problemas de comunicação e só conseguimos nos falar na quinta. Ele disse que provavelmente iria em outra festa neste final de semana, me convidou para ir junto, eu aceitei, apesar de que preferia sair com ele em algo mais calmo para conhecê-lo melhor.

No final ele não vai vir mais para São Paulo. Trocamos algumas mensagens vendo outras possibilidades de nos vermos novamente e ele deixou claro que tem interesse em me ver, e eu o mesmo. Eu continuei exercitando “O Segredo” em minha cabeça. Ele vem se mostrando uma pessoa bem bacana viu, mas independente disso, estou bem tranquilo, gostando sim de estar conhecendo alguém, mesmo que bem no início. O sentimento de que eu não estou tendo sorte, mas sim colhendo o que plantei, me deixa bem mais tranquilo com relação ao “A”. Se não der com ele, ok, posso tentar novamente, sei que agora eu posso. Não vou negar, sempre que eu tenho alguém em mente eu fico com menos vontade de olhar e procurar outras pessoas e dessa vez não está sendo diferente. Mas ao contrário de todas as outras pessoas que entraram na minha vida, minha felicidade agora, sim nesse exato momento, não é só devido a ele. Outras várias coisas me deixam feliz e empolgado.

Ontem fui num happy hour com o pessoal do antigo trabalho e me diverti muito, hoje a noite vou jantar com meu irmão mais velho e com sua esposa e depois vamos no cinema. Eu estou super animado de vê-los. Amanhã devo ir no Ibirapuera, sozinho, andar de bike e estou empolgado, assim como estou empolgado com o dia que eu e o “A” vamos nos ver novamente. Provavelmente não será nas próximas duas semanas, ambos estamos bastante ocupados, mas no que depender da minha vontade e aparentemente (até pelo que ele já falou) da dele também, esperar um pouco não será um problema.

E para além de tudo isso eu comecei a fazer academia a umas três semanas, estou me alimentando muito bem, tendo acompanhamento de vários médicos e cuidando com carinho da minha saúde.

Sabe, meu amigo, as vezes eu me pego pensando que viver é mais simples do que imaginamos e que a felicidade está ao alcance de todos.

Um grande beijo para você!

Com carinho,
‘P’”

MVG: Agradecido por deixar postar seu e-mail enviado a mim. Seu relato dispensa maiores comentários. Carpe diem e da maneira que você entender que te faz feliz. Como já disse: somos os autores de nossas histórias. ;)


Carlos Tufvesson: "O preconceito é democrático e atinge todas classes"




Em entrevista, estilista fala de seu casamento de 17 anos com André Piva e da luta pelos direitos dos homossexuais.
Carlos Tufvesson, um dos mais festejados estilistas brasileiros e que veste gente como Angélica, Ana Maria Braga e Vera Fischer, nasceu em 1968. Um ano antes de acontecer a chamada Batalha de Stonewall, quando no dia 28 de junho, grupos gays que frequentavam o bar Stonewall, em Nova York, se rebelaram contra a polícia que sempre aparecia no lugar para bater e cometer abusos. A data virou marco e ficou conhecida como Dia do Orgulho Gay no mundo todo. Para Tufvesson, 43 anos, homossexual assumido, casado há 17 anos com o arquiteto André Piva e responsável pela Coordenadoria de Diversidade Sexual do Rio de Janeiro, órgão da prefeitura do Rio, dia do orgulho gay é todo dia.

Pelo menos é com essa lógica que ele trabalha ao receber denúncias de gente que foi destratada ou agredida por tentar exercer sua orientação sexual, ou por ainda não ver direitos como o do casamento gay reconhecidos pela Justiça brasileira.

“Soube do caso de irmãos gêmeos que foram agredidos na Bahia porque estavam andando abraçados. Isso é crime de ódio. Até quando o Estado brasileiro vai permitir que isso aconteça? Que pessoas morram por sua orientação sexual? No caso em questão, nem gays as pessoas eram”, diz ele que, apesar de fazer parte da alta sociedade do Rio de Janeiro e de ser filho da estilista Glorinha Pires Rabelo, não foi poupado de situações de discriminação e preconceito

.
“O preconceito é bem democrático e atinge a todo mundo, a todas as classes sociais, religiões e raças. Só foi mais fácil porque posso contratar um advogado ou ter acesso ao conhecimento e me defender. Mas, só. Não tenho os mesmos direitos que outros cidadãos brasileiros têm. Ainda não posso me casar de verdade. Eu até poderia casar na Inglaterra, por exemplo, já que o André é cidadão europeu. Mas não quero isso, não quero desistir de ser brasileiro por ser gay”, conta ele. Nesta entrevista ao EGO, Tufvesson fala ainda sobre a desistência da candidatura a vereador e de seu quadro, o “Fashion Express”, no programa “Mais Você”.







Por que desistiu de se candidatar ao cargo de vereador no Rio de Janeiro?

Percebi que não estava preparado para chefiar uma campanha política. Não era só ter uma ideia na cabeça e uma boa intenção. Teria umas 30 pessoas trabalhando diretamente comigo, mais umas 200 na rua. É uma empresa! Fechei a minha empresa porque percebi que era uma grande roubada. E, no final das contas, eu estaria de novo administrando uma. Não quero isso. Acho que cada um pode ser militante, um soldado, no front em que atua.

Como é o trabalho na Cordenadoria de Diversidade Sexual?


Tentamos combater a homofobia e conseguimos criar o programa “Rio sem preconceito”, que trabalha a cura da homofobia a partir de todo o tipo de preconceito e transforma a causa gay na causa de todo cidadão que já sofreu preconceito. Além disso, recebemos denúncias e tentamos encaminhar a questão. Aliás, essa é a nossa preocupação no momento, o baixo índice de denúncias que recebemos. A gente acha que o cidadão homossexual está tão acostumado a ouvir que ele não tem direito, que é um subcidadão, que ele acredita nisso. Temos leis que garantem a cidadania do cidadão LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), como manifestação de afeto e isonomia de tratamento. Neste 28 de junho, vamos lançar uma campanha pra mostrar a importância da denúncia. Não adianta vir no meu Twitter ou no meu Facebook e falar que foi vítima de homofobia. Temos uma coordenadoria na cidade, com cidadãos homossexuais trabalhando nela, que vão atender com respeito, dignidade, conhecimento técnico e privacidade. Sem a denúncia, não podemos agir.

Como é transformar uma opção em uma bandeira política?


É muito simples: não é uma opção. É uma orientação. Ninguém na vida optaria por ser veado e tomar uma porrada na esquina, ter sua orelha mordida, ser esculachado na escola.

Formulei mal! Quis me referir a algo que deveria ser apenas uma decisão pessoal e tem que se transformar em uma briga por direitos civis para que seja garantido.



Não! Acho que você formulou bem. Acho que você deveria manter assim porque tem muita gente que acha que ainda é uma escolha. Desconsidera que a Organização Mundial de Saúde já declarou que não é doença. Acho engraçado quando algum parlamentar ou algum religioso vem opinar sobre isso e propor, por exemplo, que homossexualidade é doença e precisa de cura. Não quero a opinião deles falando sobre a minha condição. Quero uma opinião técnica. Existe um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional, que propõe isso. A cura para gays. Mas quero ver que médico vai curar isso já que é passível de perda do CRM do profissional. Quem vai curar se não pode? Como pode uma pessoa sem conhecimento técnico decidir a esse respeito?

Você acha que sua trajetória pessoal na luta dos direitos civis dos gays de algum modo foi beneficiada pela sua classe social?
Você e o André, por exemplo, são citados no anuário da Sociedade Brasileira.


O preconceito é bem democrático ele atinge a todo mundo, a todas as classes sociais, religiões e raças. Só foi mais fácil pra mim por ser de uma classe social mais favorecida porque posso contratar um advogado ou ter acesso ao conhecimento e me defender. Mas, só. Mas estudo também não está ligado a classe social. Tem muita gente da minha classe social, que é completamente ignorante. Acho que é mais fácil pela minha profissão, talvez. Sou um profissional respeitado, sou dono da minha empresa, assim como o André. A gente não tem que ficar preocupado se vai deixar de ser promovido ou não porque se assumiu gay. Mas é só isso. Não é fácil para ninguém. Preconceito a gente sofre desde criança. Quanto ao anuário da Sociedade Brasileira, o que aconteceu foi que a gente era citado em verbetes separados, mas no mesmo endereço, na mesma edição. Aquilo me incomodou. Liguei para a Helena Gondim, na época, e falei que não queria continuar no livro. Ou ela me colocava como um casal ou me tirava. Porque eu e o André somos um casal, temos um casamento e todo mundo sabe disso. Foi bacana porque ela topou e ainda ligou para outros casais perguntando se queriam a mesma coisa. Mas só eu e o Gilberto Braga topamos figurar como casal no anuário. Mas entendo que ninguém é obrigado a assumir nada. Eu só tenho que lutar para que as pessoas tenham o direito de escolher e exercer sua cidadania.

Como foi para você se assumir gay e contar para a sua família?



Meu caso é uma exceção. Minha mãe se separou do meu pai, que era militar, quando eu tinha seis meses de idade. Eu carrego o preconceito de ser filho de pais separados desde que eu tinha seis meses, minha mãe teve um segundo casamento, mas não tinha divórcio ainda, meu irmão era tido como filho bastardo. Então, todo o tipo de preconceito que você possa imaginar eu já passei. Tinha que ver na época em que frequentava o clube militar com o cabelo comprido. Confundiam-me com subversivo. Acho que na época, se pedisse para meu pai escolher o que eu seria, gay ou subversivo, não sei o que ele iria preferir (risos). Nos éramos uma família atípica. Mas minha mãe sempre me disse para eu lutar pelas coisas em que eu acredito.

É claro que tive dificuldade em dizer: “Sou gay”. Se bem que na verdade, eu não cheguei e falei. Voltei da minha pós-graduação na Itália e estava apaixonado por um cara. Até então, achava que um homem não podia se apaixonar por outro homem. Trepar podia, apaixonar, não. Mas voltei e estava mal, ficava só em casa, não saía. Até que minha mãe virou e falou: “Você está com saudade dele, né?”. Tomei um susto, mas foi assim. Mas acho que a pessoa tem que ter todo o tempo do mundo para absorver isso, se conhecer e entender a sua sexualidade, o homossexual se sente isolado no mundo, que a sexualidade dele é promiscua, suja. Enquanto ele achar isso, não deve falar com a família. Ele não está preparado. Só quando entender que o que ele sente pode ser o mesmo amor que a mãe sente pelo pai, que a irmã pelo namorado. Que é tudo normal.

E como foi contar para o eu pai?



Eu tinha muito pouco contato com ele. Quando ele morreu, eu estava só há um ano com o André. Não tivemos tempo de ter essa conversa. Mais novo, eu sempre tive muitas namoradas. Teve um dia que ele me perguntou: e aí, nunca mais me apresentou uma namorada. Eu virei para ele e falei: 'Você vai querer falar sobre isso?'. Ele mudou de assunto (risos). Mas é um direito. Não tenho que forçar ninguém a me entender, me aceitar. Só a me respeitar

.


E como foi fazer da cerimônia do seu casamento, no ano passado, um ato político então?


Mas não foi, nem é. Meu casamento foi um ato de amor, não uma manifestação política.
Ficou frustrado pelo fato de a Justiça não ter concedido a conversão da sua união estável em casamento civil?

Acho que esse episódio serviu para mostrar até aonde vai o preconceito. O Supremo Tribunal Federal reconheceu por unanimidade esse direito. Aí você pensa assim: luto há 16 anos por direitos civis dos homossexuais. Pronto! Foi! Vou conseguir!
Mas aí vem o juíz que negou a minha conversão, e envia um ofício para o Supremo justificando a decisão dele dizendo que ele não sabia que a entidade havia d
ecidido sobre a união estável há seis meses. O mesmo aconteceu com um desembargador, que se disse impedido de julgar a causa porque teve uma educação jesuítica. É isso! Por mais que a gente lute, tenha leis, mas o preconceito abre suas brechas. Isso coloca a independência do judiciário em xeque.

Você acha que com o reconhecimento desse direito para todos os cidadãos brasileiros já dá para começar a descansar?


Não. É apenas o primeiro passo! Quando você reconhece o casamento, você diz apenas que eu tenho o mesmo direito que outros cidadãos brasileiros. Eu poderia casar na Inglaterra, por exemplo. O André é cidadão europeu. Mas não quero isso, não quero desistir de ser brasileiro por ser gay. Nós homossexuais não temos 120 direitos que nos são negados. Ou me dá meus direitos, ou desconto no imposto de renda porque só obrigação não dá. Meu estado civil continua solteiro ainda. Todo mundo sabe que sou casado com ele há 17 anos. Isso é uma falsidade ideológica, é patético, é uma situação vexatória. O judiciário vai ter que se pronunciar para evitar que mais crimes de ódio continuem acontecendo no nosso país

.
Como rolou o convite para participar do programa da Ana Maria Braga?



Foi o Boninho que teve a ideia do quadro, dando dicas de moda e me chamou. É um tesão porque voltei a trabalhar com tecido, coisa que não fazia desde que fechei minha empresa. A moda não é só minha profissão, é minha vida.


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HOMOSSEXUALIDADE

"O pastor que se acha o dono da praça"


Por Débora Diniz



Erro de local e hora não foi das garotas hostilizadas por Feliciano, mas do pastor que se apropriou da rua como se seu templo fosse  

Um pastor com poderes de governante de um Estado laico. Foi a isso que assistimos no último curto- circuito entre religião e democracia protagonizado pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP). “Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas!”, esbravejou o pastor-deputado. Seu mal-estar era um beijo lésbico entre duas jovens. O espaço não era um templo, mas uma festa na praça principal de São Sebastião, uma cidade do interior de São Paulo, cujo maior financiador foi a prefeitura do município. Uma festa ao ar livre, com dinheiro público, auto intitulada “semana socio cultural”, porém tendo um pastor como soberano do Estado. As ordens de Feliciano não bradaram apenas no microfone, mas na força policial que arrastou as garotas para a delegacia.
Poderia ter sido pior. Os números dizem que 350 mil pessoas passaram pela praça para se divertir ou louvar. Os gritos de ordem de Feliciano foram acompanhados por um coro de fiéis também ávidos por vingança. Não sei o que sentiam enquanto gritavam – se nojo das mulheres ou lealdade ao pastor.
As duas mulheres viveram momentos de pânico, e as marcas do corpo são algumas das cicatrizes da violência. Talvez porque a multidão fosse pacífica ou porque também se intimidou com a força policial, não houve um massacre animado pelos gritos do pastor ao microfone. A multidão se aglomerou como abutres em torno das duas garotas – uma apanhava enquanto resistia e gritava, a outra era arrastada. A imagem das duas garotas provoca compaixão pela juventude e pelos corpos miúdos :indefesas na carne, porém convencidas do direito de existir como desejam.
Erra quem resume o evento a um abuso da força policial. Essa é uma das peças mal postas na história, mas há outras que a antecedem. A primeira é o Estado brasileiro financiar eventos que se descrevem como culturais, mas cujas estrelas os assumem publicamente como religiosos. A segunda é o uso do espaço público para fins privados e segregacionistas – a praça é um templo do mundo que recusa proprietários. A rua não é um templo religioso, e a Guarda Municipal não é a encarnação detorquemadas medievais; seu papel é defender o patrimônio do município. Por fim, mas não menos importante, o Estado não reprime com força policial beijos entre duas mulheres. A verdade é que o Estado nem discrimina nem algema lésbicas por estarem no mundo.
O quadro é triste. Se a festa cultural financiada com dinheiro público era “um culto”, como descreveu Feliciano,é urgente uma investigação sobre a moralidade do financiamento. Se era uma festa cultural, nela todas as expressões da diversidade deveriam ser bem-vindas – alguns estavam lá para ouvir as pregações do pastor, outros para se divertir, outros poucos para protestar. O direito à liberdade de expressão é fundamental em nossa ordem política, e as duas moças, além de se beijarem, protestavam. Se há crenças religiosas que consideram o beijo de duas mulheres um ato de vilipendiação ou de baderna – palavras do pastor Feliciano –, essa é um liberdade de pensamento com limites claros de expressão pública. Jamais as duas moças poderiam ser reprimidas com a força policial por suas preferências existenciais. Jamais poderiam ter sido objeto de perseguição por um microfone financiado com recursos públicos.
Feliciano descreveu a praça como um“ ambiente religioso”. Seu argumento para perseguir as moças, convocar a polícia e expulsá-las da vida pública foi o de inadequação espacial: as moças estariam no lugar errado, na hora errada, fazendo algo muito errado. Ora, se há algo equivocado nessa história é que a praça não é um espaço religioso; portanto, o erro de geografia não foi das garotas, mas de quem se apropriou da rua comose fosse um templo. Mas a discussão sobre pessoas certas nos lugares certos é realmente interessante quando proposta pelo pastor, que se crê representante da democracia e é o principal líder dos interesses das minorias n Câmara dos Deputados. Se há mesmo pessoas certas para lugares certos, como entender que ele lidere a Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados?
Feliciano pediu que as lésbicas, os gays ou os transexuais o esquecessem. “Eles estão me fortalecendo. Deviam ter um pouquinho de juízo e me esquecer”, disse o deputado- pastor imediatamente após as garotas serem algemadas em uma viatura policial. Se quer mesmo ser esquecido pelos grupos que não suporta que estejam na praça, Feliciano deve esquecer as próprias pretensões políticas, pois não sabe conviver com o espírito democrático. Seu papel como líder da Comissão de Direitos Humanos é conviver com os fora da norma religiosa.
Ao contrário do que o deputado-pastor imagina, a sociedade brasileira não é um evento gospel que o reconhece como soberano, nem as meninas são como “cachorrinhos latindo”, a metáfora que escolheu para descrevê-las enquanto eram arrastadas pela polícia. Não são latidos o que ouvimos nos últimos dias sobre o incidente, mas vozes de resistência à discriminação. Vivemos em uma democracia em que lésbicas têm o pleno direito de viver na praça, de beijar-se em eventos culturais e de não temer a força das algemas como repressão religiosa.


DEBORA DINIZ É ANTROPÓLOGA, PROFESSORA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA E PESQUISADORA DA ANIS – INSTITUTO DE BIOÉTICA, DIREITOS HUMANOS E GÊNERO.


Fifa diz que não tolera homofobia no futebol




A Federação Internacional de Futebol (Fifa) afirmou ter uma postura de tolerância zero diante das variadas formas de discriminação. A reação veio após a publicação de reportagem na edição de domingo do Estado, que mostrou o tabu sobre a homofobia no esporte.

A Fifa e o Comitê Olímpico Internacional (COI) não fizeram campanhas diretamente relacionadas ao combate à homofobia. Ambas, porém, possuem em seus estatutos e códigos de conduta regras que condenam a discriminação por gênero.

Em janeiro de 2012, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros enviou um ofício à Fifa pedindo uma campanha contra a homofobia na Copa do Mundo que será realizada no Brasil. A entidade ainda espera uma resposta, segundo o presidente Carlos Magno Silva Fonseca. "Nossa ideia era de que houvesse uma campanha como as que já foram feitas contra o preconceito racial, mas não recebemos nenhuma resposta."

A escolha das sedes para as próximas Copas do Mundo e Jogos Olímpicos colocaram diante das entidades um desafio na discussão sobre a questão gay no esporte. Após a Copa no Brasil, em 2014, os Mundiais serão disputados na Rússia, em 2018, e no Catar, em 2022, países com histórico de violações nos direitos dos homossexuais. A Olimpíada de Inverno, no início de 2014, será em Sochi, também em território russo.

Em agosto, a Rússia aprovou a chamada "lei antigay", que proíbe manifestações públicas a favor dos gays - até 1993, a homossexualidade era crime no país, o que ainda está em vigor no Catar.

"Rússia e Catar se comprometeram a dar boas vindas a todos os torcedores, além de garantir a segurança deles. A Fifa acredita que (os países) vão cumprir a promessa", diz a entidade em nota. A Fifa ainda afirma ter pedido esclarecimentos aos russos sobre a "lei antigay", assim como fez o COI.



Alunos canadenses fazem vídeo para discutir a questão de gênero



Papeis são invertidos em vídeo canadense


Os alunos Sarah Zelinski, Kayla Hatzel e Dylan Lambi-Raine, da Universidade de Saskatchewan (Canadá), do curso de Estudo de Gênero, fizeram um vídeo com o intuito de discutir como a publicidade explora os papeis e os estereótipos de gêneros. O vídeo é dividido em duas partes.

Na primeira parte, os alunos apresentam as propagandas e alguns dados, como, por exemplo, número de violência de gênero no Canadá, sobre o público-alvo e como são colocadas homens e mulheres nas propagandas. Na segunda, as imagens originais são alteradas com a inversão do homem e da mulher nas imagens previamente apresentadas.

“Algumas campanhas retratam a mulher como altamente sexual e submissa. E o homem, como dominante e agressivo”, afirma Sarah Zelinsky. No final do vídeo, os alunos questionam se o espectador achou ridícula a inversão dos papeis, mas o intuito é mostrar como os gêneros estão enraizados culturamente na sociedade.





Novo site ajuda gays a organizarem o tão sonhado casamento



Qual gay nunca pensou em encontrar o amor da sua vida e casar com ele? Ou, ainda, soube da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga os cartórios a realizarem a união entre pessoas do mesmo sexo, e não sonhou com o seu casamento? Mas, diante essas imaginações veio, em conjunto, também uma listagem de dúvidas e questionamentos.

Como saber com quais roupas os dois devem ir? Vai ou não vai ter lua de mel? Será que podemos usar cupcakes no casamento sem deixar o glamour de lado? Flor na lapela ainda está na moda? E os convites, como devem ser? Onde podemos fazer uma festa bem bacana? Quanto será que vamos gastar com essa comemoração? Fazer uma festa ou ir viajar?

Esses assuntos agora são dúvidas para muitos casais gays. Por isso, a jornalista Laura Fraga e sua colega Fernanda Prestes, ambas de Porto Alegre, desenvolveram um blog para sanar as dúvidas de qualquer gay que quer colocar os pés no altar.

“Mr. & Mr.” tem média diária de visita de 200 pessoas e já tem parcerias com doceria e designer de convites. Então, hora de arrumar o casório. Ops, quer dizer, acessar o site e imaginar a sua cerimônia. E um brinde aos noivos!

www.misteremister.com

Gêmeas do Tegan and Sara fazem clipe falando sobre rompimentos amorosos. Confira





As irmãs gêmeas idênticas que formam a dupla de indie rock Tegan and Sara, lésbicas assumidas, apresentaram um novo vídeo, intitulado “Goodbye, Goodbye” – canção presente no novo álbum da dupla, “Heartthrob”. Para quem gosta da dupla, Tegan and Sara não foge das suas raízes eletrônicas nesse último álbum e traz, novamente, canções dançantes e agitadas.

“Goodbye, Goodbye” tem a presença tecnologias digitais e redes sociais. Elas apresentam o universo de alguns rompimentos amorosos via a inserção de textos no vídeo no meio online. O clipe tem imagens bonitas, uma excelente direção de fotografia, mas a mensagem é oposta ao último vídeo da dupla, que ganhou adeptos no mundo todo por apresentar adoráveis cães. O clipe “Closer” é muito meigo e traz os caninos fazendo a festa quando as moças saem de casa.

Veja “Goodbye, Goodbye”:





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MACHOS PELUDOS
























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FOFOCAS DE CELEBRIDADES-GOSSIPS

Daniel Radcliffe diz que não fará filme de Freddie Mercury




O ator Daniel Radcliffe, conhecido por ter interpretado o personagem Harry Potter nos cinemas, desmentiu que tenha sido escolhido para dar vida ao cantor Freddie Mercury na cinebiografia do líder do grupo britânico Queen.
Em entrevista à revista “Empire”, Radcliffe disse não “haver verdade nisso de forma alguma”. “Isso é uma daquelas coisas muito, muito engraçadas: surge uma história no ‘Daily Star’ e então você vê jornal como o ‘The Guardian’ usando o ‘Star’ como fonte, e isso cresce e cresce até que ‘Dan Radcliffe está interpretando Freddie Mercury’, o que eu nunca vou fazer”, falou.
No festival Sundance, realizado em janeiro deste ano, Radcliffe divulgou seu novo filme, “Kill Your Darlings”, sobre a juventude do poeta Allen Ginsberg, um dos ícones da Geração Beat. Durante o festival a Sony Pictures comprou os direitos do longa e irá distribui-lo.
O filme contará a iniciação de Ginsberg, então com 17 anos, no momento em que conhece Lucien Carr (Dane DeHaan), William S. Burroughs (Ben Foster) e Jack Kerouac (Jack Huston), que mudariam sua visão de mundo e seriam seus parceiros na fundação do movimento beatnik.
Em julho, o ator Sacha Baron Cohen, de “Borat”, desistiu de ser Freddie Mercury nos cinemas, após se desentender com os integrantes ainda vivos do Queen.
De acordo com o site Deadline, os antigos colegas de Mercury querem que o longa foque a trajetória da banda e tenha um tom mais leve, enquanto o ator insistia para que o roteiro tivesse o vocalista como personagem principal.
Além disso, Cohen queria que a vida pessoal do cantor, que morreu em 1991, fosse retratada de forma mais adulta, sem qualquer restrição ao seu envolvimento com drogas e sua homossexualidade, o que provavelmente elevaria a classificação indicativa.


Modern Family e American Horror Story levam prêmios no Emmy


Modern Family venceu pela quarta vez seguida


Com casal gay mega divertido, Modern Family vence mais uma vez o Emmy Awards

No último domingo, dia 22, em Los Angeles, foi realizada a 65ª edição do Emmy Awards, considerado o Oscar da TV americana. A série “Modern Family”, queestá exibindo a sua  quarta temporada com direito a casal gay, recebeu o prêmio de “Melhor Série de Comédia”, pelo quarto ano consecutivo, além de também ser premiada na categoria “Melhor Direção de Comédia” com Gail Mancuso. Gail já trabalho nas séries “Friends” e “Two and a Half Men”.

A série “American Horror Story: Asylum” também foi agraciada com o Emmy com a premiação de James Cromwell na categoria Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Filme para TV. James atuou nos filmes “A Rainha”, “O Artista” e “À Espera de Um Milagre”.

Tanto “Modern Family” como “American Horror Story: Asylum” começam a exibir a suas próximas temporadas no início de 2014 – todas as séries são televisionadas, na América Latina, pelo canal Fox.

Personagem instigante
Wagner Moura fala sobre Marco Feliciano e diz que faria um pastor nos cinemas.



Como na maioria de suas entrevistas, Wagner Moura foi super sincero em admitir que o filme “Elysium”, sua estreia no cinema internacional, não é a porta de entrada para mais trabalhos em Hollywood.

O ator, eternizado como o Capitão Nascimento de “Tropa de Elite”, afirmou que procura por trabalhos que lhe deem tesão, tanto faz se for no Brasil ou em Hollywood.

Entre os personagens que ainda gostaria de viver nos cinemas, Moura revelou que tem interesse em interpretar um pastor protestante.

"Tem muita gente legal no universo protestante, vários pastores que admiro, e outros que de fato são muito loucos. Veja o Marco Feliciano. Um imbecil que ganhou com esta história toda um cacife político gigante. É um cara que vai ser eleito ad-infinitum para o Congresso por falar um monte de imbecilidades", declarou em entrevista à Carta Capital.

O ator disse ainda que o conjunto intolerância moral e religiosa é o que o instiga a fazer um personagem desse tipo. “Até que ponto esses caras acreditam no que falam ou é só proselitismo? É só dinheiro, é só filha-da-putice, ou há de fato algo que eles acreditem ser uma experiência espiritual? Este é o personagem que eu sonho em fazer no momento”, afirmou.

Sobre ter aceito o convite para atuar em Elysium, o ator explicou os motivos.

“Passo mais tempo trabalhando do que em casa, então tem que ser algo que eu tenha tesão de fazer. Eu tenho orgulho de Elysium. A metáfora do apartheid em um filme de ficção científica que é Distrito 9 me deixou de boca aberta. Foi a senha para eu fazer Elysium”, declarou.

No novo trabalho, que estrou recentemente no Brasil, Wagner Moura divide as cenas com o personagem de Matt Damon e da também brasileira Alice Braga.

Marcelo Serrado grava filme gay com ator do seriado True Blood

Marcelo grava história de amor gay com Ryan


Marcelo Serrado grava filme gay com ator do seriado True Blood


O ator Marcelo Serrado está gravando o filme “Rio, Eu Te Amo”, do diretor australiano Stephen Elliot, que retrata as 10 histórias de amor vividas na Cidade Maravilhosa. Ele contracena com ator também australiano Ryan Kwanten – o Jason Stackhouse da série de vampiros “True Blood” – para narrar a história do encontro do diretor com o seu parceiro, o brasileiro Wilmann.

Stephen tece elogios a Marcelo Serrado: “Não conhecia o Marcelo. Ele é um homem muito engraçado e tive muita sorte porque ele trabalhou pesado com dedicação, seja fazendo um filme, uma novela ou teatro. E ele foi incrível", diz Elliot.

O diretor ainda tem planos para o Brasil, “mas todos ficarão em segredo”, relata.


Novela Joia Rara terá personagem gay que será internado por ser homossexual





A nova novela das seis da Rede Globo, “Joia Rara”, dirigida Amora Mautner, não chegou a estrear e já promete dar o que falar. Com cenários belíssimos, a novela se passará entre as décadas de 1930 e 1940, mas não deixara de levantar questões atuais – ou nem tantas assim. De acordo com o blog NaTV, as autoras Duca Rachid e Thalma Guedes incluíram um personagem gay, Viktor, interpretado por Rafael Cardoso.

Na trama ele fará de tudo para esconder a verdade sobre sua sexualidade para a família, mas será descoberto e seu pai, o poderoso Ernest, interpretado por José de Abreu, irá internar o filho em um sanatório.

Enquanto as novelas contemporâneas tratam a homossexualidade de forma natural, pela primeira vez uma trama de época abordará o assunto mostrando como a sociedade tentava ocultar a homossexualidade a todo custo.

Não é a primeira vez que Rafael Cardoso interpreta um gay. Um dos seus trabalhos de maior sucesso e polêmica foi interpretando o personagem Thomas no filme "Do Começo ao Fim", dirigido por Aluizio Abranches em 2009.

Lady Gaga aplaude transformista brasileira via Twitter




Alexia Twister é elogiada por performance na Victória Haus por ninguém menos que Lady Gaga


Em “uma apresentação que deu tudo errado até a hora do show”, como diz Alexia Twister para o Mix, ela é elogiada via Twitter por ninguém menos que Lady Gaga. Alexia apresentou um cover do show da diva pop no VMA 2013 no último fim de semana, no Victoria Haus, em Brasília. Gaga via Twitter citou Alexia ao dizer que a rotina de ser artista não é fácil e que "@alexiatwister foi tão impressionante, que quando ficou de sereia fiquei de queixo caído gritando”. Além disso, Gaga continuou falando de Alexia em outro twite, “você é a razão de eu ensaiar tanto. E então alguém refaz. Isso vai durar para sempre”.

Sobre a apresentação, Alexia explica que ensaiou no dia “o ensaio é feito no dia, ensaio sozinha e tiro dúvidas via whatsapp com o coreógrafo da Victória Haus e neste dia, tudo deu errado. Perdi o avião que ia para Brasília, era para eu chegar às 3h e só pousei em Brasília. Foram apenas 3 horas de ensaio”.

Alexia ficou sabendo que Gaga tinha citado seu nome na rede social por meio de amigos. “Eu vi que meu celular toda hora apitava alguma atualização no do Twitter, eu não estava entendo nada, até que meu telefone não parou de tocar e meus amigos falando que Lady Gaga me elogiou. Eu levei um susto.”

Ela diz que já tem data marcada para o próximo show nesta sexta-feira, 27 de setembro. “Será uma apresentação baseada na Katty Perry. Provavelmente farei alguma apresentação novamente da Gaga quando estiver próximo do lançamento do novo CD dela”.


Raí está passando recibo de gay ou de homofóbico?




Jogador tenta tirar do ar site e processa colunista por insinuarem que ele é gay. E daí se for?
 
OK, assim como a história de que o Richarlyson seria gay, a história de que Gianechinni seria, na verdade, amante de um dos filhos da Marília Gabriela, a história de que o Henri Castelli seria caso do Wolf Maya, a história sobre a suposta homossexualidade do Raí e de seu mais suposto ainda caso com o jornalista Zeca Camargo está rendendo mais um capítulo vergonhoso na história da homossexualidade e, me atrevo a dizer, da censura no Brasil.
 
Saiu no blog do meu amigo Vinícius Segalla, o único blog esportivo que eu já li em toda a minha vida, que o Raí pediu que a Justiça brasileira tirasse do ar uma página do Facebook que insinua que ele e Zeca Camargo vivem um caso amoroso. A página em questão, que eu nem sei qual é, se baseou em uma notícia publicada no blog da Fabíola Reipert, que escreve no R7, e que insinuaria sem citar nomes o suposto fato. Sim, todo mundo que já leu a Fabíola alguma vez sabe: ela nunca diz os nomes, apenas, como dizia meu avô, “bate na cangalha pro burro entender”.

E o burro, que nem é tão burro quanto se supõe, entende. Quando Ricky Martin saiu do armário, todo mundo já sabia que ele era gay (ou pelo menos desconfiava). Quando Daniela Mercury saiu do armário, todo mundo já tinha ouvido falar alguma história de que ela curtia mulher, sem falar na Ana Carolina, que acabou chocando ao dizer que era bi, quando já era claro pra todo mundo que ela gostava de mulher. Ela, inclusive, gravou “Eu Gosto É de Mulher” do Ultraje a Rigor e, em uma entrevista a mim, falou o motivo por ter escolhido essa música. “Quando o Roger cantava, tinha uma conotação machista. Quando eu gravo, tem outra conotação, né?” E caiu na gargalhada.






Eu sempre digo: quando você sai do armário as pessoas te respeitam mais, especialmente as que te conhecem e que já gostam de você por algum motivo. Isso acontece porque você para de subestimar sua inteligência, porque elas podem até não comentar, mas percebem que tem algo no seu comportamento que não fecha a conta.
 
Enfim, sai do armário quem quer, o país é livre, ou pelo menos deveria ser. A questão que me parece mais grave é exatamente o fato de o Raí querer tirar do ar o site. Aqui no Brasil as celebridades sempre querem dar um cala a boca em quem publica coisas a seu respeito que elas não gostariam que fossem publicadas. Recuerdos da censura. O autoritarismo parece estar no DNA do brasileiro.
 
Hoje mesmo eu estava lendo a matéria sobre a visita da Comissão da Verdade ao 1º Batalhão da Polícia do Exército, na zona norte do Rio de Janeiro, onde funcionava o antigo DOI-Codi, e nos comentários tinha gente defendendo a ditadura militar sob o argumento de que, não fossem eles, o Brasil teria virado uma ditadura de esquerda. Vejam, o problema não é ser ditadura. É ser de esquerda.
 
Agora me diz uma coisa, meu caro Raí: Qual o problema de estarem falando que você é gay se você não é? Se você não é gay e não está vivendo um caso com o Zeca Camargo, você não é macho o suficiente para simplesmente ignorar a ignorância de quem ainda acha que tirar sarro ou falar mal de viado é engraçado?
 
Será que você não está ou passando recibo de gay e do pior tipo de gay, que é o gay homofóbico? Porque, meu querido, ser gay não é ofensa. Não pra mim, pelo menos.
 
Será que vocês famosos brasileiros não estão se dando ares de autoridades? Querendo legislar em prol de uma privacidade que, a despeito de sua vontade, abriram mão quando se tornaram famosos? Será que eu tenho que explicar que o ônus da fama é a perda de privacidade assim como o ônus da omelete é a casca do ovo em pedaços?
 
Semana retrasada a gente entrevistou no programa um humorista inglês, o Charlie Hides, que imita as divas do pop. E ele fala absurdos sobre o que ele imagina ser a vida privada delas. Disse a seguinte frase: “Não me importa o que é verdade. Me importa o que é engraçado.”
 
Ah, mas a Fabíola Reipert é uma jornalista e todo mundo assume que o que ela escreve é verdade. Pergunto: ela disse com todas as letras que você e Zeca Camargo estavam tendo um caso? Não. E a tal página do Facebook, que qualquer um pode criar, realmente você está levando isso a sério? Realmente o grande jogador Raí, um cara que além de jogar bola é inteligente, vai dar trela pra isso?
 
Será que você foi mordido pelo mesmo inseto que mordeu o Reinaldo Azevedo ao afirmar com todas as letras que os mensaleiros estavam pagando gente na internet pra fazer meme com as atrizes de “Amor à Vida” por elas terem publicado uma foto em que estavam de luto contra o julgamento do mensalão? Você também acha que o brasileiro é tão cordial selvagem a ponto de não querer fazer isso de graça só pelo prazer de tirar uma onda com as tiazonas?
 
Voltando ao Charlie Hides, o comediante inglês. O que você acha que Cher, Madonna, Lana Del Rey e Lady Gaga fizeram contra ele após as sátiras? Processaram ele? Tentaram tirar os vídeos dele do ar? Não! Elas seguem ele no Twitter. Cher o imita imitando a si mesma com as amigas. A Kylie Minogue gravou um vídeo com o cara tirando sarro da altura dela. E ACHOU O MÁXIMO!
 
Os atores e até alguns políticos americanos participam de auto sátiras em programas como o “Saturday Night Live” a torto e a direito. São massacrados em programas de fofocas como o “Fashion Police” da Joan Rivers. E o que eles fazem? Participam da brincadeira ou a ignoram.
 

O pessoal do Porta dos Fundos esses dias deu um exemplo de que é realmente um grupo de humor e usou uma nota da Fabíola Reipert pra trollar o Fábio Porchat.
 




Então, para de se levar tão a sério assim e vai cuidar da vida. Para de dar mais trabalho inútil para a já sobrecarregada Justiça brasileira.
 
A gente não tá nem aí se você estiver pegando o Zeca Camargo ou a Sophie Charlotte que acabou de liberar a vaga do Malvino Salvador. A gente, no máximo, lamenta que você não esteja nos pegando.
 




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