domingo, setembro 01, 2013

Espaço do visitante



Hoje estou iniciando mais uma coluna do blog que vai se chamar ‘‘ espaço do visitante” aos domingos este blog vai ceder espaço para participação dos visitantes.
Por isso, se alguém tem algo interessante para contar, ou uma opinião para dar, estamos a espera!


Lembrando que relatos pessoais não se enquadra nessa seção. 

Envie a sua opinião ou uma matéria escrita por você mesmo  para:

dinoexfire@hotmail.com

Iniciando a coluna de hoje temos uma matéria sobre religião enviada por CR e para a próxima semana a matéria sugerida pelo blog e´:

As dificuldades de um garoto gay tímido de ser enquadrar no "universo gay"

Se você tem algo a dizer sobre esse assunto escreva para nos.


Ser gay e cristão


Vejamos... Sobre ser gay e cristão e o dilema que esse jovem vive que para ser aceito dentro da religião tem que submeter ao celibato:


Após 1800 anos de celibato, a existência de religiosos com vida dupla já faz parte do imaginário coletivo. Eles aparecem em clássicos da literatura como O crime do padre Amaro, de Eça de Queirós, e filmes como O padre, de Antonia Bird. 

Quando a paixão fala mais alto do que a vocação para o sacerdócio, é necessário abandonar as funções ministeriais e assumir o matrimônio (...) “Gostaríamos que o clero reavaliasse a questão e permitisse o fim do celibato. Além disso, deveria ser legítima a ordenação de homens com esposa e família”, diz Queiroz. 

Mas nem todos os membros do Movimento sonham com a possibilidade de vestir novamente a batina. “De nada adiantaria reassumir o ministério em uma Igreja retrógrada como a atual. Nossa luta é ainda maior: queremos um diálogo com a alta hierarquia clerical e maior atuação junto ao povo”, completa.


A postura da Igreja costuma ser mais radical quando envolve homossexualismo, pecado considerado mais grave do que a quebra da castidade por setores mais tradicionais da Igreja.



Eugênio Ibiapino foi obrigado a deixar o seminário. Motivo: ter assumido sua orientação sexual. “Ser ordenado era um sonho de criança. Ele foi arrancado, amputado por uma Igreja preconceituosa, com discursos e sacerdotes cada vez mais homófobos”, revolta-se. Após viver entre religiosos desde os 16 anos, em seminários de Pernambuco e São Paulo, Ibiapino não conseguiu seguir o exemplo de muitos colegas e professores e esconder sua atração por outros homens.

 “Não dá para ser homossexual enrustido. Considero minha inclinação um dom divino, não punível pela lei nem pela Constituição”, diz.


Hoje, membro do Movimento 28 de junho (homenagem ao dia mundial do orgulho gay), Ibiapino lança-se candidato a vereador em Nova Iguaçu, na baixada fluminense. Em seu currículo, constam passagens polêmicas como celebrações de casamentos gays. “Como conhecia a liturgia, casais de amigos pediam para eu celebrar sua união. Fazíamos uma cerimônia simulando um casamento de verdade”, conta. Em 1994, quando João Paulo II visitou o País, Ibiapino juntou-se a outros militantes e atearam fogo em pôsteres do sumo pontífice em frente à igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. “Ele é o papa mais conservador da História. 

Se o discurso da Igreja em relação aos homossexuais não mudar, a comunidade GLS será obrigada a tomar atitudes mais radicais, como denunciar os padres gays que se escondem sob o discurso moralista”, ameaça. Segundo ele, esses padres são muitos 



Sobre religiões que aceitam a homossexualidade, talvez a mais conhecida seja a Igreja Cristã Contemporânea (http://www.igrejacontemporanea.com.br/). Nascida de uma visão ousada e inovadora onde o pastor Marcos Gladstone acredita que a Palavra de Deus era realmente “para todas as pessoas, sem preconceitos, se opondo a toda comunidade cristã dos nossos dias” (um contraponto ao dogma católico, por exemplo).

Quanto aos outros cultos,  as religiões “Afro” não existe a noção de pecado como nas outras religiões. A Umbanda e o Candomblé são tolerantes quanto a homossexualidade porque a considera como opções individuais e não compete às religiões condenar ou estigmatizar, mas tão somente orientar seus fiéis nos aspectos religiosos. Já o Espiritismo ensina que os espíritas devem sempre respeitar o comportamento das pessoas, procurando compreendê-las, quando suas atitudes não estão de acordo com aquilo que não é considerado normal; por isso não é contra os homossexuais, mas também não é a favor da homossexualidade. 



O Espiritismo não é contra o sexo, mas contra o abuso da atividade sexual.
Consideram a homossexualidade como um distúrbio de comportamento sexual intrínseco, marcado pela feminilidade ou masculinidade da alma, muitas vezes levada àquela condição, por força da educação, dos desequilíbrios emocionais e de influências diversas, inclusive daqueles que no passado (outras encarnações) abusaram das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas 

Enfim... Parece um assunto religioso demais para gays, né? Muitas vezes colocamos a culpa do preconceito e das discriminações de modo geral nas religiões. Gostaríamos que fosse assim, pois dessa forma o problema seria fácil. Se, de um lado exigimos respeito e queremos, cada vez mais, um Estado laico, por outro, devemos respeitar aqueles que acreditam na religião como uma ferramenta para levar à paz espiritual. Inclusive os homossexuais que assim pensam. 

A gente está acostumado com o discurso de que as religiões são locais inóspitos para os homossexuais. No entanto, há uma luz no fim do túnel. Dezenas de igrejas e seitas religiosas têm defendido as uniões entre homossexuais, desde que baseadas na fidelidade, monogamia, afeição e respeito mútuos, cuidado e a comunicação franca, que podem levar 

os indivíduos à paz espiritual e ao contato direto com o Senhor.
Por isso, se você se sente na certeza de que a presença divina lhe conforta, conheça as igrejas, capelas, sinagogas e templos em que o seu amor é reconhecido pelo próximo e por Deus (*).

Enfim, é isso!

Abraços, CR.




2 comentários:

  1. CR, essa é uma questão bastante polêmica! Eu fui criado no Catolicismo, porém com o passer do tempo os dogmas excessivos e a imposição dos mesmos sem espaço para questionamento me afastaram da igreja. Após isso, passei a conhecer a Doutrina Espírita aos poucos, e hoje a considero em minha vida. Continuo sendo Cristão, pois creio nos ensinamentos morais de Jesus e tenho muito respeito por todas as religiões, inclusive a Católica. Vi muita hipocrisia, sei de muitos casos de Padres que tem vida sexual ativa, e homossexual, inclusive. Porém, vejo muitas pessoas de fé! Acho que de alguma forma todos seremos afetados por nossas açoes, seja positivamente, seja de forma negative. E acho que o homossexual deve estar na religião que o faça bem! Eu me senti excluído na Igreja Católica, sem espaço, limitado! Mas é uma questão pessoal, que pode ser diferente de outras pessoas! Não devemos deixar dogmas ultrapassados nos impeder de Acreditar! Ass.: Daniel

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