sexta-feira, setembro 20, 2013

MINHA VIDA GAY

Gays, gAys, gaYS, GAYS! Qual é a nossa?



Por: m.V.




O amigo Sammy, leitor também do MVG, tirou férias e está em Nova Iorque (ou New York para quem curte os inglesismos!). Troquei uma rápida conversa pelo What’s App e vejam só que curioso a balada gay comum em Manhattan:

“Acabei de experimentar um pouco da madrugada em um clube gay em NY (…). Não tinha muita gente e tinha bastante ‘mano’, daqueles que usam ‘corrente de cadeado’ no pescoço e boné para o lado. Enfim, isso é só um detalhe. Também tinha uns velhos ‘tarados’ como sempre. O negócio é forte: os bartenders ficam com a bunda de fora, tem strippers que você pode colocar dinheiro na cueca, tem um concurso de ‘hottest body’ que qualquer um podia participar – a única exigência era ficar no máximo de cueca (entendeu, né?) – e o banheiro (nossa!), só explicando pessoalmente… nunca tinha visto tanto pau duro ao alcance das minhas mãos. Mas o segurança chegou e acabou com a graça sem eu entender nem ter entrado na brincadeira. O que é estranho, já que o jeito que o banheiro foi feito parecia ter sido justamente para estimular esse tipo de coisa. =P Muita droga rolando solta também na pista e na calçada, do lado de fora” - detalhe, queridos leitores, que a cocaína é uma droga extremamente popular nos EUA.

No Brasil a coisa é um pouco diferente, não é mesmo? Os EUA, no sentido econômico e cultural (ok, manifestem-se aqueles antiamericanos, anti-McDonald’s e anti-Coca-Cola) está há alguns anos-luz do Planeta Brasil. Apesar de existirem regiões ainda bastante extremistas, preconceituosas e tradicionalescas, Manhattan é 3 ou 4 vezes mais moderna (em amplo sentido) do que São Paulo. Mas, diante a breve descrição enviada pelo Sammy, me parece que o gay brasileiro é um tanto recatado (ou pelo menos as baladas são)! Será a influência dos valores cristãos e a gente mal se dá conta?

Nesse exato momento, lembrei de um cliente gay da área de turismo que narrou uma experiência num clube gay (e famoso) em Londres: o primeiro andar da casa lembra bastante as baladas por aqui. Pessoas bem vestidas e aquela paquera “normal”, pista e música eletrônica. No segundo subsolo já manifestam-se as transas, tipicamente comuns em dark-rooms e saunas gays. Os caras ficam pelados e rola aquela suruba básica. Já no segundo subsolo a coisa muda de figura: rola o fisting / fist-fucking (aquela prática “curiosa” quando os caras metem o braço até a altura do cotovelo no ânus do outro), coprofilia (manipulação de vezes na hora do sexo) e coprofagia (ingestão de fezes durante o ato). O.o

Whatafuckmothafucka! o.O

Os hábitos, comportamentos e valores culturais muitas vezes vão além dos limites que consideramos plausíveis. Para nós, brasileiros, todos esses “costumes” parecem extrapolar os valores da maioria. Para os gringos, mesmo que a maioria não pratique, existe um grupo ou grupos que seguem esses modelos e, no momento que a própria casa destina áreas para tais ações, o conceito torna-se público e não mais velado, da intimidade e da fantasia particular. Em outras palavras, empresas ganham dinheiro oferecendo ambientes para a prática do fisting, da cropofilia e da cropofagia; indivíduos se apresentam publicamente como seguidores de tais hábitos.

Complexo não?


Para quê constantemente desafiar os limites do prazer sexual?

Complexo e delicado. Até que ponto isso também refere-se ao “ser gay” em um contexto que ainda estamos definindo nosso próprio espaço em sociedade e que colocamos em desafio os limites para obtenção do prazer sexual? Sabemos que existem as casas de swing, talvez diretamente proporcionais as “baladas gays mais infernais” de Londres ou dos EUA. Mas práticas do sexo hétero há milênios fazem parte da norma. Não são todos os heterossexuais que “swingam”, mas se alguns casais frequentam as casas, compreende-se com mais naturalidade.

Mas quais são as fronteiras e os limites dos desejos sexuais dos gays? Até onde podemos chegar com as fantasias mais loucas e até mesmo perturbadoras e, inclusive, institucionalizar como características dos próprios homossexuais? Porque a grande questão não é a existência de grupos gays (ou heterossexuais) que ultrapassam o limiar comum do prazer sexual e passam a praticar outros “estilos”. O problema é a sociedade (ou até mesmo parte da comunidade gay) – ainda não preparada para a madura intersecção entre heterossexualidade e homossexualidade – achar que essas práticas são coisas do gay e ponto.

Não é gente, mas há quem acredite.

Aliás, será que todos gays querem mesmo uma intersecção homo-hétero ou existe ainda uma rebeldia latente da negação, da contrariedade e do avesso? Não tem até uma vibração do gay querer ir além justamente para justificar “ser diferente”? Qual o limite para nos estabelecer em sociedade como gays?

O que é tolerável ou não para o nosso contexto? O que é ser gay em um contexto público?

Muitas dúvidas, mas as variantes estão aí para serem conhecidas, pensadas e debatidas, variantes que estão dentro da mente de cada um e mundo afora.

PS: o clube que o Sammy foi chama-se Splash e parece que vai passar por mudanças e chamará Excelsior.



Só existe uma única forma de aceitar um filho homossexual - por inteiro, sem titubear.



Postado por: Thereza Pires




A cena se passou no aeroporto do Galeão.
Vindo de férias na Bahia com um amigo que, na verdade, já era o primeiro  companheiro, aproveitou o tempo da curta escala da Ponte Aérea, para me contar acerca de sua verdadeira orientação sexual (eu já tinha quase certeza) e explicar que o namorado. àquela hora, deveria estar fazendo o mesmo junto à família, em São Paulo.
Aqui em casa, nossos filhos foram orientados no sentido de privilegiar a verdade, em qualquer circunstância. Meu marido foi informado na mesma noite, a caminho de uma comemoração de aniversário de um cliente importante.Teve (e sempre tem) um comportamento impecável.

Nada disse na hora  mas mandou reservar, no dia seguinte,quarto num belo hotel  em Búzios e alugar um carro para que os  meninos pudessem respirar aliviados com conforto.
A tal festa ia de vento em popa quando a anfitriã  mandou chamar o chef, gay identificável à primeira vista.

Socialite conhecida e mãe de lésbica igualmente conhecida me sussurrou “ que desgosto deve ter  mãe deste viado” e assim, poucas horas após a cena no Galeão, confirmei o que já tinha sacado:  só existe  uma única forma de aceitar um filho homossexual - por inteiro, sem titubear.

Quanto  à reação das pessoas, sinceramente, estou me lixando.
Mas informo, just in case, que é tipo sistema binário. Ou aceitam e te admiram ou rejeitam e te desprezam.
Já fui cumprimentada na rua por uma vizinha de bairro que leu meu depoimento em revista semanal e agredida verbalmente em reunião de condomínio por uma pobre coitada  homofóbica que já se mudou aqui do prédio e foi ser feliz longe de todos nós.
Se ser mãe, conforme o poeta é “padecer no paraíso”, ser mãe de homossexual, no meu caso, é motivo de grande orgulho.
Meu filho é um ser humano da melhor qualidade, poderia ter optado pela mentira ou – pior -pela omissão. Alguns meninos e meninas até fazem casamento de  conveniência. Ele preferiu confiar nos pais e viver em paz.

Um filho que confia e  se mostra por inteiro merece a contrapartida da solidariedade, do respeito e da admiração.


Boxeador pede namorado em casamento pelo Facebook




O boxeador porto-riquenho Orlando Cruz, que se assumiu gay ano passado, revelou que se casará com seu namorado, depois de um pedido em vídeo publicado em sua conta no Facebook. "Sim, é verdade. Vamos ter um casamento", declarou ao jornal alemão Die Welt.

"É o próximo passo na minha vida agitada. Eu refleti muito. Agora estou feliz com a forma como tudo correu", afirmou. Cruz já havia dado o primeiro passo alguns dias para postar em seu Facebook um vídeo de dois minutos, em que se dirigia a seu namorado, José Manuel: "Quero dizer-te e compartilhar com teus amigos e meus amigos, se queres casar comigo."

Mas antes, a meta do atleta é se tornar o primeiro campeão mundial de boxe assumidamente homossexual



Jogador francês de futebol é demitido de time por ser gay



Um jogador de futebol foi expulso de seu time depois de se assumir homossexual. O fato aconteceu em Paris (!) depois que Yoann Lemaire, 28 anos, saiu do armário no FC Chooz. A justificativa do time é que era perigosa a permanência do atleta na equipe, em função de que entre seus colegas de plantel havia alguns "homofóbicos e violentos".

Conforme o site argentino SentidoG.com, já havia informado ao clube em 2005 sobre sua opção sexual, mas só em agosto passado resolveram dispensá-lo. Ele recebeu uma carta da instituição em que alegavam estar o "protegendo" de qualquer incidente.

Lemaire disse ao jornal El Tiempo, da Colômbia, que já estava sendo vítima de homofobia em campo. "Durante muito tempo, alguns jogadores do clube me ofenderam, e quando a imprensa passou a me mostrar jogando, os atletas me chamavam de 'viado', 'bicha' e outras palavras agressivas. Então, eles disseram que não gostavam abertamente gay e nós não somos pessoas normais. Apesar da atitude, eles não foram punidos, porque o presidente do clube, que parecia sem preconceito, nunca teve a coragem de tomar medidas rigorosas. Esse ano eu cheguei a receber ameaças de morte por ser gay", disse ele.

Depois disso, Lemaire agora joga pelo Vireux Club. Entretanto, assegurou que ainda tem medo que o pior acontece em frente às câmeras.


Humor: "Trollando a mãe fingindo que é gay" nº 3.457, porém...








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