terça-feira, setembro 03, 2013

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Homofobia russa

Videos com brutalidade inflamam propaganda antigay na Russia.



No Clube Lighthouse Cabaret, em Sochi, cidade russa que será sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, a música é bem alta, a fumaça dos cigarros é densa e a pista de dança é cheia de casais gays se divertindo na noite.

O ambiente é descontraído e, pelos sorrisos e trocas de carinho feitas abertamente pelos homossexuais, você pode até imaginar que ser gay na Rússia não é um problema.

Mas um dos donos do clube, Andrei Tanichev, conta uma história bem diferente.

"Existe mais agressão e está ficando mais perigoso nas ruas", lamenta Andrei.

"Muitos gays mudaram o jeito de se vestir, removendo brincos, mudando o estilo do cabelo, para evitar problemas. Mesmo nos tempos de União Soviética, onde homossexualidade era uma ofensa criminal, os gays eram tratados melhor do que hoje em dia na Rússia. Pessoas comuns nos veem como criminosos. Eles nos odeiam".



Militantes afirmam que liberdade encontrada em clube gay não é a mesma vista nas ruas da Rússia

Vídeos da brutalidade

Existem evidências dessa atitude hostil contra gays em vídeos com conteúdo chocante postados online por grupos extremistas. Em um deles, um homem é forçado a beber a própria urina para "curá-lo" da homossexualidade

Depois, um balde de metal é colocado na sua cabeça, que é violentamente acertada diversas vezes com o que parece ser um bastão de basebol e um cassetete de polícia.

Ataques como esse, filmados e postados online, são produzidos por grupos russos ultranacionalistas. O objetivo dos vídeos seria o de dar nome, envergonhar e punir suspeitos de pedofilia - crime que os ultranacionalistas russos associam aos gays.

Mas o tom dos vídeos é de de ataque homofóbico. Em um outro clipe postado online, uma mulher armada com uma pistola e com roupa de camuflagem brinca que ela está "num safári", caçando pedófilos e gays. Ela começa atirando para cima em um alvo que seria um "arco-íris".

O nome da mulher é Yekaterina. A equipe da BBC localizou a mulher em São Petersburgo, onde ela lidera uma unidade local do grupo "Occupy Pedofilia".

"Nossa prioridade é descobrir casos de pedofilia", explica Yekaterina.

"Mas também agimos contra a promoção da homossexualidade. E se, no meio do caminho, encontramos pessoas de orientação sexual 'não-tradicional', nós podemos matar dois pássaros com uma pedrada só", ameaça Yekaterina.

Lei controversa

Na Rússia, ativistas de direitos dos gays acreditam que esse tipo de agressão é um resultado direto de uma controversa lei assinada pelo presidente Vladimir Putin em junho deste ano. A legislação bane a divulgação de informações sobre "orientação sexual não-tradicional" para os menores de 18 anos, o que acaba definindo a homossexualidade como uma ameaça para crianças e para a família.

"A lei em si é não uma ameaça no que diz respeito à sua aplicação (prática). Mas é uma grande ameaça no que se refere ao tipo de opiniões que ela forma", acredita Anastasiya Smirnova, do grupo de direitos humanos Russian LGBT Network.

"Isso dá o poder às pessoas criar as próprias regras para ações organizadas de violência contra àqueles que eles percebem como uma ameaça à sociedade, às famílias e às crianças. Pessoas assumem a função de autoridades para reagir contra o que eles acreditam ser uma violação (da lei)", ressalta Smirnova.

Moscou foi alvo de grande crítica internacional por causa da lei aprovada por Putin. Até mesmo um movimento em países ocidentais surgiu para boicotar a próxima edição dos jogos olímpicos de inverno em Sochi. As autoridades russas acreditam que isto foi uma reação exagerada em massa. Acima de tudo, eles não baniram a homossexualidade, meramente restringiram a divulgação de informações sobre o tema.

Mas por que a lei foi criada? Parte do que pode explicar os motivos para a criação da lei se baseia nas ações da igreja ortodoxa russa e do estado para forjar uma identidade nacional baseada em valores conservadores. Assim, não há espaço para nenhum liberalismo ocidental de ideias, sejam sociais, políticas ou sexuais.

"Por que nós devemos respeitar todas as suas tradições se vocês não respeitam as nossas?", questiona o parlamentar de São Petersburgo, Vitaly Milonov, um dos arquitetos da nova legislação.

"Ações agressivas para aceitação de valores é injusta. Nós não falamos para a rainha da Inglaterra para não assinar a lei de casamentos gays no seu país. Nós não temos o direito de fazer isso, porque nós respeitamos a sua independência. Por que vocês não respeitam a nossa?", ressalta Milonov.

"Nós não atacamos nenhuma minoria sexual. Eles têm absolutamente os mesmos direitos. Mas eles não deveriam tentar mudar as tradições russas que são apoiadas por 90% da população. Para a população russa tradicional, homossexualidade é pecado".

De volta ao clube gay em Sochi, o dono Andrei acredita que o debate sobre homossexualidade é desenhado para distrair os russos de outros problemas sociais e para unir o país em apoio ao governo.

"O cidadão russo médio, sentado em casa assistindo TV agora entende contra quem ele precisa lutar, quem é o inimigo", explica Andrei.

"(O inimigo) são os gays e os países ocidentais que os apoiam. E quanto mais o ocidente apoia os gays na Rússia, mais os russos nos odeiam, porque o conceito mais aceito aqui é o de que o ocidente representa o mal".

Nota do Governo Federal destaca o Dia da Visibilidade Lésbica

Governo Federal diz que diversidade é valor inegociável para a democracia no Brasil




Nota foi lançada pelo Dia da Visibilidade Lésbica

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República lançou nota pública na última sexta-feira, 29 de agosto, sobre o Dia da Visibilidade Lésbica, lembrado na mesma data. Na mensagem, a Secretaria manifesta “seu reconhecimento à diversidade como valor inegociável para a democracia e os direitos humanos no Brasil e no mundo contemporâneo”.

A mensagem da pasta do Governo Federal diz ainda que “reconhecemos também o desafio de superarmos o preconceito e as violações provocadas em razão de sua orientação sexual”. Além disso, a Secretaria destaca ainda a criação de seu Sistema Nacional de Promoção da Cidadania e Enfrentamento a Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República vem a público, neste dia da Visibilidade Lésbica manifestar seu reconhecimento à diversidade como valor inegociável para a democracia e os direitos humanos no Brasil e no mundo contemporâneo. Reconhecemos também o desafio de superarmos o preconceito e as violações provocadas em razão de sua orientação sexual.

Segundo relatório de 2012 sobre Violência Homofóbica no Brasil, das vítimas que se declararam homossexuais, 37,59% delas são lésbicas. Sabemos que a violência lesbofóbica, muitas vezes, é invisível e que estas mulheres, em sua maior parte, são vítimas de um machismo extremado, manifestado em violências das mais diversas (simbólica, moral, física, institucional, dentre outras).

A Secretaria de Direitos Humanos, ao lançar o Sistema Nacional de Promoção da Cidadania e Enfrentamento a Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – Sistema Nacional LGBT, dá  um passo importante na efetivação e articulação das políticas públicas que apoiam e fortalecem a promoção  da igualdade e valorização da orientação sexual e identidade de gênero como constitutivas de uma sociedade plural e justa.

Brasília, 29 de agosto de 2013

Conselho Nacional dos Direitos LGBT e Coordenação-Geral dos Direitos da População LGBT da SDH/PR


Uso de banheiro por travesti termina em confusão em clube de Piracicaba



A travesti Riany Rodrigues Sabara, de 20 anos, que trabalha como agente de prevenção, afirma que foi proibida de usar o banheiro feminino do Clube do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba (SP), na madrugada deste domingo (25), durante baile que acontecia no local. Um boletim de ocorrência foi registrado e a travesti disse ter sido agredida fisicamente e verbalmente pelos seguranças do local. Ela afirmou ainda que foi expulsa do estabelecimento com a mãe e, por isso, procurou a polícia. O sindicato negou que tenham ocorrido agressões e discriminação.

De acordo com a agente de prevenção, a confusão começou quando ela usou o banheiro feminino. “Eu usei o banheiro como todas as mulheres que estavam no local, mas quando saía fui abordada por um segurança que disse que eu não poderia usar o feminino e que teria de usar o masculino", afirmou.

Ela também disse que, para evitar problemas, foi ao banheiro masculino e quando ainda estava sentada no vaso sanitário uma pessoa do clube chutou a porta, que atingiu o nariz da travesti. Ela afirmou ainda que foi obrigada a se retirar do local.

“Eu fiquei assustada. Ele me obrigou a sair, me ofendeu e eu fiquei muito constrangida. Quando deixei o banheiro, outros seguranças estavam do lado de fora me esperando e também me humilharam. Um deles inclusive pegou a minha mãe pelo pescoço porque ela foi me ajudar. Foi uma cena horrível. Eu tentei chamar a polícia e eles me ameaçaram, disseram que não ia dar em nada”, disse Riany.

A travesti ainda disse que ela e a mãe foram puxadas pelos braços para fora da festa após a discussão. A agente de prevenção fez exame de corpo de delito devido à pancada que afirma ter recebido no nariz.

Versão do clube

O Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba afirmou na tarde desta quinta-feira (29) que as acusações da travesti não procedem. "Em nenhum momento falamos que ela era homem. Foram os frequentadores do clube que chamaram os seguranças", disse Hugo Liva Júnior, tesoureiro do sindicato. Ele afirmou ainda que a travesti fazia xixi em pé e com a porta aberta no banheiro feminino quando foi abordada pelos seguranças.

Liva Júnior negou também que tenha ocorrido agressão. Segundo ele, depois da saída da travesti do banheiro feminino, foram oferecidos outros dois banheiros (um de uso da banda que se apresentava na festa e outro que fica no ambulatório do clube), mas ela se recusou a usá-los. "Nesse momento ela foi até o banheiro masculino e começou a se debater sozinha na porta", afirmou o tesoureiro. Ele disse que outras pessoas que estavam no local chamaram os seguranças, pois acharam que havia mais uma pessoa dentro do box.

O sindicalista ainda negou que a travesti estivesse acompanhada da mãe, mas na companhia de uma moça jovem. "Não há discriminação no clube. Inclusive, temos associados transexuais que usam outros banheiros, mas que podem usar o masculino e feminino, desde que não o façam de porta aberta. Existe uma conduta estabelecida pelo nosso estatuto e que deve ser mantida."

Casvi

De acordo com o presidente do Centro de Apoio e Solidariedade à Vida (Casvi), Anselmo Figueiredo, esta não foi a primeira vez que uma travesti passou por constrangimento no clube dos metalúrgicos.

“Apesar de não haver uma lei específica para esses casos, agressão e discriminação são crimes e as pessoas precisam pagar por isso”, afirmou. Ele disse ainda que o Casvi possui um sistema de denúncia que está aberto ao público e funciona todas as sextas-feiras, das 14h às 20h, na sede da entidade, na Rua Bernardino de Campos, 401, Centro.

Atrocidade- Jovem é encontrado morto com rosto desfigurado após show em Palmas.




O atendente Renato Batista da Silva, 22 anos, foi encontrado morto na manhã de terça-feira (27), em um matagal que fica atrás de um condomínio na quadra 205 Norte, em Palmas. Segundo informações da Polícia Militar, uma pessoa disse que encontrou o corpo após sentir o mal cheiro no local e que aparentemente o rapaz foi morto após levar várias pedradas na cabeça.

Núbia Lima de Moura era amiga da vítima e disse que foi com a família para o Instituto Médico Legal (IML) fazer o reconhecimento do corpo. "Não dava para saber o que era nariz, boca, olho. O rosto dele estava muito deformado, nós só o reconhecemos porque ele tinha umas tatuagens e porque ele era bem pequeno. O Renato estava [vestido] com a camisa e a calça que usou no show [de Gusttavo Lima, no último sábado]", conta.

A irmã de Renato, Marilene Batista da Silva, diz que a família é do Maranhão e que o irmão morava na capital há três anos. Ela conta que o irmão gostava muito de festas, mas que era uma pessoa trabalhadora. "Ele morava comigo, mas ele disse que queria ser independente, que queria trabalhar. Meu irmão era muito querido, tem muitos amigos, quero que a justiça seja feita", desabafa.

Marilene afirma que a última vez que conversou com o irmão ele estava muito animado. "Renato me disse assim: Ô mana (sic) eu te amo muito. Antes de sair para o show eu te ligo". Ela conta que essa foi a última vez que falou com a vítima. Ela disse ainda que o pai infartou quando recebeu a notícia da morte do filho. "Meu pai está internado no hospital do Maranhão."


esaparecimento

O jovem estava desaparecido desde o último domingo (25). De acordo com informações de amigos de Renato, ele não apareceu em casa depois de ser visto no show que aconteceu no sábado (24). "Eu fui com ele no show e assim que entramos ele disse que iria se encontrar com as amigas do serviço dele. Depois disso não o vi mais", explica a amiga Luanna de Oliveira Vaz da Silva.

Ela conta que o amigo era gay e que poderia ter sido vítima de preconceito. "O Renato gostava de se maquiar, de se produzir. Ele fazia chapinha (sic) no cabelo, às vezes tingia também" explica a amiga da vítima. Além disso Luanna afirma que o amigo era ameaçado pelo ex-namorado que queria reatar a relação.

Investigação

A Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) investiga o caso e informou que até o momento não existe nenhuma informação nova.




3 comentários:

  1. Essas notícias sobre homofobia me deixam muito triste... Eu nunca vou entender o motivo de tanta crueldade.

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  2. Apesar das noticias tristes, e´necessario denunciar. E´mostrar a reslidade de que existe para esses que acreditam que nao exista homofobia e que e´ necessario leis rigidas para esses tipos de crimes.

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  3. Que ódio está me dando dos Russos, e dos alemães. Em pleno século XXI.

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