terça-feira, setembro 24, 2013

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Igreja insiste demais em homossexualidade e aborto, diz papa



A Igreja Católica insiste demais em pregar contra o aborto, a homossexualidade e a contracepção e precisa demonstrar mais piedade, disse o papa Francisco, em entrevista divulgada nesta quinta-feira.

Ele advertiu que a estrutura moral da igreja pode cair como "um castelo de cartas" a não ser que se promova "um novo equilíbrio".

O papa usou a entrevista, à revista jesuíta La Civilta Cattolicato, para citar prioridades de seu papado e avançar nos comentários que já havia feito em julho, no fim de sua visita ao Brasil, a respeito da homossexualidade - "Se uma pessoa é gay e busca a Deus, quem sou eu para julgá-la?", disse o pontífice na ocasião.

Agora, ele complementou dizendo que "não podemos insistir (em falar) apenas nas questões relacionadas ao aborto, ao casamento gay e ao uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível. Os ensinamentos da igreja sobre isso são claros, e eu sou um filho da igreja, mas não é necessário que eu fale disso o tempo todo. (...) Não falei muito a respeito e fui repreendido por isso".

"A igreja não pode ficar obcecada com a transmissão de um conjunto desarticulado de doutrinas sendo impostas insistentemente", prosseguiu o papa. "Temos de encontrar um novo equilíbrio, ou até mesmo a estrutura moral da igreja pode cair como um castelo de cartas, perdendo o frescor e a fragrância do Evangelho."

Em vez de focar nesses temas, a Igreja Católica deve trabalhar pra curar feridas de seus fiéis e buscar os excluídos, opinou Francisco.

"A igreja em que devemos pensar é a que é a casa de todos, e não uma pequena capela onde cabe apenas um pequeno grupo de pessoas selecionadas. Não podemos reduzir o âmago da igreja a um ninho que proteja nossa mediocridade."

Contraste

Sua visão marca um contraste com as prioridades dos papados de seus antecessores, João Paulo 2º e Bento 16, que viam a doutrina como um guia máximo para o clero.

Francisco disse que suas declarações estão alinhadas com os ensinamentos da igreja, mas agregou que a esta está muito ligada a regras e corre o risco de perder seu propósito.

"É inútil perguntar a uma pessoa seriamente ferida se ela sofre de colesterol alto", afirmou. "Temos que curar suas feridas. E depois podemos falar do resto."
A entrevista trouxe também detalhes dos gostos culturais do papa, que disse apreciar Mozart, o pintor Caravaggio, o escritor Dostoevsky e o filme La Strada, de Fellini.


Deputados italianos se beijam em protesto contra a falta de direitos LGBT no país





Um grupo de legisladores italianos promoveu um beijo coletivo para interromper um debate que decorreu na última sexta-feira como protesto à falta de leis na defesa da população LGBT italiana. Em causa está uma medida aprovada, no dia anterior, que estende a lei de anti-descriminação de 1993 aos casos de “crimes motivados por homofobia e transfobia”. O jornal La Republica publicou que a lei foi aprovada com 354 votos contra 79, pela Câmara de Deputados. No entanto, o PdL, Partido de Silvio Berlusconi, terá feito declarações no sentido da mesma não ser aprovada pelo Senado italiano.
Um grupo de deputados do partido M5S (Movimento 5 Estrelas), como forma de protesto ao possível chumbo da lei, levantou-se durante a discussão para beijar e/ou abraçar uma pessoa do mesmo sexo, enquanto outras seguraram cartazes apelando a “mais direitos” LGBT na Itália. Defendem a “igualdade de direitos e dignidade sem género. Porque um beijo e um abraço não devem ser assustadores”.




Ainda que a lei venha a ser aprovada, os grupos LGBT têm-se manifestado negativamente sobre o conteúdo do projecto, alegando que esta pode ser uma lei “inútil”. Explicam que o projecto original, apresentado em Outubro de 2012, terá sofrido alterações significativas por pressão dos partidos da direita. Assim, a lei é considerada “perigosa” porque embora penalize a homofobia e transfobia, não prevê a descriminação com base na “orientação sexual” e “identidade de género”, conceitos que não são omissos no projecto de lei.
Esta notícia surge numa altura em que a Itália, tem sido reconhecida pela Amnistia Internacional, como um dos países mais homofóbicos/transfóbicos na União Europeia. Falham, principalmente na implementação de leis anti-disciminatórias com base na orientação sexual e identidade de género, onde estes crimes não são considerados crimes de ódio.

Ao mestre com desprezo
Professores homossexuais são pressionados a pedir demissão em escolas da Rússia.





"A situação na Rússia para a comunidade gay está desagradável". Essa foi a declaração da professora de história, Olga Bakhayeva, de 24 anos, que foi pressionada a pedir demissão da escola onde lecionava por ser lésbica.

Bakhayeva declarou que há três meses sofria insultos homofóbicos por parte de pais e professores, que descobriram um depoimento seu em uma página de um grupo pró-LGBT em uma rede social.

Um dos pais dos alunos chegou a dizer que o filho encontrou o perfil da professora na internet e acabou sendo vítima de "propaganda gay". "Foi desagradável, eu não vou negar. A vida como um LGBT na Rússia é horrível", declarou a professora que, após alguns meses, resolveu pedir demissão.

Segundo Bakhayeva, será difícil voltar a lecionar. Outro professor, Alexander Yermoshkin, de 38 anos que dava aulas de geografia, também foi afastado.

"Em agosto os pais haviam coletado 678 assinaturas e entregue ao Ministério Regional da Educação pedindo a minha demissão", declarou Yermoshkin.

O professor, que foi praticamente obrigado a pedir demissão, afirmo em entrevista ao site russo Colta que pretende levar o caso à Justiça.

"Eu vou, claro, lutar pelo meu direito de ensinar, mas não sei quanto tempo terei que continuar lutando", declarou.


RÚSSIA: Advogada de elite assume-se trans e bissexual como protesto





Masha Bast é a presidente da Associação dos Advogados da Rússia para os Direitos Humanos e já trabalhou em alguns dos casos de direitos humanos do mais alto nível do país.
Ela defendeu clientes perseguidos pelo governo por supostamente protestarem violentamente contra a corrupção. Este fim de semana participou numa manifestação nas ruas de Moscovo para protestar contra as draconianas leis anti-LGBT da Rússia.
E na semana passada a luta pelos direitos humanos da advogada, sediada em Moscovo, adquiriu um tom pessoal, ao anunciar que é uma mulher transexual bissexual. Bast, que é casada com outra mulher russa, disse que decidiu assumir-se agora como protesto contra a proibição nacional de "propaganda de relações sexuais não tradicionais", que foi aprovada este verão. Desde que a lei, modelada de legislação local similar, passou no parlamento, por unanimidade, os russos LGBT e os visitantes foram espancados, sequestrados, presos, e silenciados no que equivale a uma proibição de identidades LGBT em qualquer espaço público ou privado, que possa ser acessível a menores.
Ao jornal The Moscow Times, Bast disse que sua motivação para se assumir publicamente era tripla.
"Em primeiro lugar, teria sido muito difícil para mim, pessoalmente, não me assumir", disse Bast. "Em segundo lugar, depois de ter representado as pessoas da Praça Manezh, partidários do Primorsky, e os casos Bolotnaya, quando terminaram finalmente tive a oportunidade de o fazer. Em terceiro lugar, como um protesto contra o que está a acontecer na Rússia de hoje. Eu não poderia apenas sentar-me e não fazer nada ".
O Moscow Times perguntou então a Bast o que a "fez" trans. Bast explica pacientemente o significado da palavra trans, ressalvando que se vê a si mesma como mulher, mas também como parte da comunidade LGBT.
"Não é uma questão de educação", disse Bast. "É da natureza. É por isso que eu penso que a lei contra a" propaganda homossexual "é uma lei contra as crianças e uma que tem como alvo certos grupos sociais. É uma lei fascista e nada mais."
Bast também falou sobre o conhecimento de ser uma rapariga desde os 10 anos de idade, e mesmo ter ido a bailes da escola vestida com roupas femininas, embora enquanto crescia na Rússia soviética, não houvesse pessoas LGBT que ela pudesse olhar como inspiração.
"Têm que entender a completa falta de informação sobre o assunto", explicou ela. "Segundo as estatísticas, há milhares de pessoas a passar pelo que eu passei. Imaginem todas as crianças que não têm nenhuma ideia do que está a acontecer com eles. Eu nunca encontrei um homossexual na minha infância e só aprendi o que era um homossexual pelos 14 anos. "
Apesar da proibição em todo o país da chamada propaganda homossexual, que impõe multas e possíveis pena de prisão para qualquer grupo de media ou indivíduo que fale positivamente sobre as pessoas ou identidades LGBT, Bast exorta os jovens russos trans para se assumirem publicamente.
"Quanto mais cedo, melhor", disse ela. "Não tenham medo dos pais. Muitas pessoas trans preocupam-se sobre como a sociedade os vê e pensam ser um problema para a sociedade. Não pensem assim. É um direito vosso. Se isso fizer alguém desconfortável, isso é problema deles . E especialmente para jovens mulheres trans, não tenham medo de irem a um médico. Há bons médicos em Moscovo e alguns em São Petersburgo que não vão julgá-las. "
Bast convidou apoiantes para acompanharem o seu progresso no Facebook, onde pretende postar informações sobre a sua transição clínica, incluindo a terapia hormonal, uma possível cirurgia, e sua resolução de permanecer assumida e viva num país que criminaliza a sua própria existência.
Bast também tem seu próprio canal no YouTube, onde ela posta "night blogs" discutindo a transfobia, a transição, e sua vida na Rússia.


Rumores apontam que Hillary Clinton teria caso com sua assessora






Gennifer Flowers, que afirma ter tido um caso de 12 anos com Bill Clinton, carregou na tinta sobre os boatos de uma bissexualidade de Hillary Clinton dizendo que a ex-secretária de Estado dos EUA teve mais relações com mulheres do que com o próprio marido.
Novos rumores apontam que Hilary teria um caso de anos com Huma Abedin, sua assessora. Abedin é casada com Anthony Weiner, político que pretendia concorrer à prefeitura de Nova York este ano se não tivesse se envolvido em um escândalo. Ele mandou fotos em que aparece nu para uma moça de 22 anos e as imagens caíram na internet.
“Eu não sei sobre Huma ou os Weiners. Eu só sei o que Bill me disse e era que ele estava ciente de que Hillary era bissexual e ele não se importava. Ele deveria saber”, disse Flowers, que já foi modelo e jornalista e está lançando uma nova coluna de sexo.


Casamento gay divide partidários de Angela Merkel





Ralf König - desenhista que começou há mais de 30 anos no underground do mundo dos quadrinhos e acabou vendendo mais de cinco milhões de livros protagonizados por homens que se apaixonam por outros homens - não acredita que a Alemanha ainda não tenha aprovado o casamento gay. Por outro lado, ele comemora as numerosas sentenças do Tribunal Constitucional que decretam que todos os casais devem ter os mesmos direitos. Mas também lamenta que ainda haja uma última barreira a ser quebrada: a adoção.
- Está claro que, neste país, os juízes e os cidadãos estão à frente dos políticos - desabafou König. O posicionamento da chanceler federal Angela Merkel corrobora a teoria do desenhista:
- Digo honestamente que a total igualdade de direitos é algo muito difícil para mim - disse Merkel, ao responder a uma pergunta de um telespectador. - Não estou segura de que seja o melhor para o bem-estar da criança (no caso da adoção)
As palavras da chanceler animam os partidos de oposição, para os quais o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma bandeira nas eleições deste domingo. Por outro lado, elas se chocam com o pensamento de alguns membros do governo como Guido Westerwelle, ministro das Relações Exteriores alemão, que não esconde o fato de ter um companheiro - que seria seu marido, caso a lei permitisse. Há choques até com um setor do próprio partido da chanceler, a União Democrata Cristã (UDC).
- Se a UDC quer continuar sendo um partido das massas, deve levar em conta a realidade em mudança. Não podemos dizer simplesmente que algo está bem porque sempre foi assim - disse, há alguns meses, o ministro da Fazenda alemão, Wolfgang Schäuble.
Jens Spahn, deputado da UDC, prefere focar nos avanços feitos pelo partido, e não no terreno que ainda falta percorrer:
- Há quatro anos teria sido impensável um debate aberto como o que tivemos no Parlamento do final do ano passado. Hoje, estamos todos de acordo quanto à equiparação de direitos, sem contar a adoção - apontou Spahn, que faz parte do grupo dos 13 legisladores da UDC que lutaram pela igualdade, e completou: - Estou convencido de que, em mais alguns anos, teremos avançado mais.
Porém, depois do apagão nuclear e do fim do serviço militar obrigatório, sobraram poucos slogans para Merkel apresentar aos eleitores mais conservadores. E não dar aos casais homossexuais o direito à adoção é um deles, embora existam pesquisas indicando que a maior parte dos alemães (74%) apoia a equiparação dos direitos. Um estudo da revista “Stern” indica que a ideia é aprovada, inclusive, pela maioria do eleitorado da UDC consultado (64%).
O ativista da causa homossexual Klaus Jetz lembra um parágrafo do Código Penal alemão que impunha penas para homens que tivessem relações com outros homens e que vigorou da fundação do Império alemão, em 1871, até 1969.
- Avançamos muito desde então. Já temos uma situação legal muito boa. Falta dar o último passo para podermos nos ocupar de assuntos mais importantes, como os direitos humanos em países como a Rússia - contou Jetz, diretor da Federação de Lésbicas e Gays da Alemanha.
No caminho em direção à igualdade, a Alemanha tem ensaiado uma via própria. Ela não copiou o modelo de matrimônio adotado por países como a Holanda, a Bélgica e a Espanha. Mas algumas sentenças nos últimos anos permitiram que os casais de fato pudessem se beneficiar da declaração de impostos conjunta e de outros privilégios que eram exclusivos dos matrimônios heterossexuais. Uma das afetadas pela impossibilidade de se casar é a psicoterapeuta Judith Steinbeck.
- Há 13 anos adotei uma menina vietnamita. Neste tempo todo, não pude colocar minha mulher como sua mãe. Assim, estou há 13 anos temendo que me aconteça algo. Não por mim, mas porque, se eu desaparecer, a lei alemã não garante que minha filha fique com sua outra mãe - reclama.
Steinbeck foi uma das beneficiadas pelo Tribunal Constitucional. Graças à corte de Karlsruhe, a mulher de Judith pôde iniciar o processo para se tornar a mãe legal da adolescente. Porém, se as duas quiserem adotar outro filho, não poderiam fazê-lo como casal. Esta é a diferença que vai continuar existindo entre a família delas e aquelas formadas por um homem e uma mulher.


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