sábado, janeiro 18, 2014

CASO KAIQUE

Polícia ouve depoimentos sobre morte de jovem gay em SP




Publicado pelo G1

A polícia ouviu na tarde desta sexta-feira (17) o depoimento de quatro familiares e amigos do jovem Kaique Augusto dos Santos, de 17 anos, encontrado morto sob o Viaduto Nove de Julho, no Centro de São Paulo, no sábado (11).
Estiveram no 3º Distrito Policial, no Centro da capital paulista, a mãe de Kaique, Isabel Batista, e os integrantes de uma família com quem o jovem estava vivendo na região do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo. Para família, o jovem, que era gay, foi vítima de homofobia. A polícia diz, porém, que Kaique caiu do viaduto e morreu na hora.
Depois do depoimento, a mãe de Kaique não quis falar com a imprensa. Segundo o advogado da família, Ademar Gomes, que está acompanhando as investigações, Isabel entregou à polícia uma foto impressa que ela teria recebido por mensagem eletrônica de uma testemunha que não quis se identificar, mas que disse morar na região do Viaduto Nove de Julho, onde o corpo de Kaique foi encontrado.
Outra testemunha, de acordo com Gomes, teria ligado para Isabel nesta sexta-feira ao meio-dia dizendo ter visto o rapaz ter sido espancado por skinheads. A testemunha, no entanto, não informou horário que as agressões ocorreram e nem quis se identificar, segundo o advogado. Ela disse à polícia ainda que o filho não apresentava sinais de depressão.
As demais testemunhas ouvidas, todas integrantes de uma mesma família, disseram que o jovem não sofria de depressão e que não acreditam na hipótese de suicídio, segundo Gomes.
Na noite de sexta-feira (10), o adolescente estava com amigos em uma festa em uma boate no Largo do Arouche, no Centro. Um dos colegas disse que Kaique saiu do local dizendo que ia procurar os documentos, que havia perdido. Horas depois, ele foi encontrado morto.
Os parentes da vítima ficaram dois dias procurando o rapaz em hospitais e no Instituto Médico Legal (IML). Por estar sem documentos, o corpo ficou até terça-feira (14) no IML como indigente. A família diz que Kaique estava bastante machucado.
O caso foi registrado inicialmente como suicídio. O laudo da perícia, que deve ficar pronto em 30 dias, deve apontar a causa da morte.

Um comentário:

  1. Éh, suicídio.... Deve ser daqueles casos que o agressor é o que taca a cara na mão do agredido. Ridículo!! Tentar encobrir mais um caso claro de homofobia, para não chamar a atenção das ONGS internacionais e dos movimentos LGBT. Tapar o sol com mentiras dessa forma não resolverá o problema. Temos que enfrentar de frente o problema e admitir que existem grupos de orientação neonazistas, extremamente preconceituosos e homofóbicos que agem nas grandes cidades, principalmente São Paulo. Temos que nos indignar e promover movimentos nas redes sociais para denunciar e cobrar providências. Até quando essa corja intitulada "bancada evangélica", vai continuar manipulando e barrando qualquer lei que proteja esse comunidade LGBT marginalizada e atacada tão vilmente dessa forma. Quantos Kaiques terão que se "suicidarem" para que a sociedade acorde??

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