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HOMOSSEXUALIDADE


Resposta ao Vilão do Grindr: Porque nós, garotos de Ipanema, escolhemos estar solteiros




O artigo publicado sobre o “Vilão do Grindr” criou um fogo cruzado gerando mais polêmica do que aquele boy magia que a gente descobre ser passivo. O tema causou tanto burburinho na comunidade gay que até hoje recebo e-mails dos leitores. Resumindo: um sucesso.

Por esse motivo, não poderia deixar de publicar a réplica, o outro lado da moeda, afinal, os “Garotos de Ipanema” também têm o direito de se defenderem. E eu, numa posição de investigador da natureza humana, sinto-me na obrigação de divulgar um resumo das mensagens que recebi e sintetiza o pensamento da “oposição”. Contudo, ainda assim, sigo de forma imparcial.. Peço, de antemão, desculpas aos que vão me odiar ainda mais e aos que irão me bloquear no Facebook nos próximos dias. Vou tentar sobreviver.

Apresento-lhes a resposta dos Garotos de Ipanema
 
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Hoje em dia, as pessoas se odeiam por pouco. A Internet, de todos os malefícios, criou a pior coisa: um bando de covardes que se esconde atrás de computadores e celulares pra atacar as pessoas de forma anônima. O que o vilão do Grindr fez é uma ofensa, um ato escrupuloso, um estupro:
#nós não merecemos ser estuprados.
 
Que fique bem claro. O fato de nós, garotos de Ipanema, sermos sarados e termos um estilo de vida diferente do seu não lhe dá o direito de nos julgar e achar que somos obrigados a dormir com você pra provar que somos seres humanos. Isso é uma ignorância tremenda, é o mesmo sentimento de repulsa que as mulheres tiveram quando souberam sobre a pesquisa do IPEA, em que os homens aprovam o fato de elas serem estupradas se usarem roupas curtas. Não invertam os valores.
 
Preconceito nunca foi novidade. Você mesmo não se aceita e por isso está dando com a cara na porta. Coloque a mão na cabeça e busque na sua memória a última vez que procurou alguém semelhante a você no aplicativo. Já parou pra pensar quantos “foras” poderia distribuir? Certamente, devem existir pessoas que lhe desejam e você nem as percebe porque está gastando energia para estar com quem não lhe dá a mínima.

Grindr é um aplicativo democrático e nos permite o direito de escolha. Não precisamos ir pra cama com quem nos desperta zero interesse pra provarmos ao mundo que somos dignos de um pedacinho no céu. Se você ganha mil reais por mês não faz o menor sentido querer jantar no Fasano todos os dias. Se você não malha, porque os sarados têm que lhe desejar? Sabe quanto custa manter um corpo em forma? Tudo tem seu preço. É o mesmo que desejar um apartamento na Vieira Souto sem nunca tirar a bunda da cadeira pra trabalhar. Se quiser mesmo usar a bunda, move your ass e corra atrás do prejuízo, porque no nosso mundo isso se chama inveja, cobiça, que também é um pecado capital.

Somos o que você quer ser e nunca foi por puro comodismo. Temos o corpo que está na sua mente nos momentos mais íntimos, com todas as curvas possíveis que você deseja com toda a sua alma e só tem acesso em filmes pornôs. Saiba que tudo isso é fruto de um investimento físico árduo. Fazer dieta e treinar diariamente exige determinação, disciplina, persistência, características essas que podem ser facilmente transpostas para o dia a dia, resultando em sucesso na carreira e vida pessoal – fato!

O dinheiro que gastamos com esteroides e suplementos importados pra ter um corpo escultural é o mesmo que você gasta com suas prioridades para ser quem você é. E se não tem esse dinheiro a culpa não é nossa. Não nos crucifique pelo sistema de merda que estamos todos inseridos.
Sim, nós temos cultura. Acompanhamos a política do país; lemos livros, jornais e revistas de temas variados, algumas vezes no caminho para o trabalho, outras antes de pegar no sono e o fato de não lermos na sua frente ou enquanto surfamos não quer dizer que todos são acéfalos. Seria o mesmo que dizer que quem não surfa tem uma vida de bosta. Cada um na sua onda, cada um no seu quadrado – e estamos todos quites.
Tomamos açaí – você um Milk Shake do McDonald’s. Acordamos às 6 da manhã pra treinar todos os dias – você estica o sono por mais duas horas. Pegamos praia no Coqueirão – você no Posto “X” ou nem vai pelo receio de se expor. Escutamos Rihanna e Katy Perry – você também. Finalmente uma afinidade. Quem sabe não surge uma relação a partir disso?

Pah! Tapa na cara.

Agora, quem levamos pra cama só diz respeito a nós mesmos. A vida é feita de escolhas o tempo todo. Qualquer um de nós pode tornar-se você amanhã e o contrário também. É uma linha tênue entre ser ou não um Garoto de Ipanema. Escolha o seu estilo de vida e respeite os demais. E se não estiver satisfeito com a própria presença...

#chucapraalma.

Consulte um psicológico e procure cuidar mais do corpo e da mente. Aprenda a aceitar as diferenças e conviva com os seus fantasmas. O mundo real é muito real, algumas vezes chega a ser cruel e só será realmente um lugar digno de se viver quando todos forem bem resolvidos consigo mesmos.

Estamos solteiros pelo mesmo motivo de todas as pessoas.  Não estamos obcecados com a ideia de alma gêmea, casamento, felicidade apostada num anel com direito a mudança de status no Facebook. Ser solteiro nem sempre é dúvida, mas escolha. Alguns simplesmente optam por investir em outras prioridades até que alguém especial apareça e faça o coração ir a mil por hora. Há, sem sombra de dúvidas, uma parcela de pessoas com dificuldades em estabelecer intimidade com outras, mas não dá pra julgar um biscoito pelo pacote. Espane a poeira de sentimentos ruins que não lhe fazem bem porque a vida é curta e quem não se diverte perde a vibe.
 
‘Se liga, manezão’.
 
Ass: Os garotos de Ipanema

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Aos 45 do segundo tempo, fico pensando com os meus botões que existe realmente um abismo entre sarados e não sarados, entre ricos e pobres, “machos” e afeminados, moradores da Zona Sul e moradores da Zona Norte. Sempre vai haver motivos de guerras para as diferenças. Sábio é aquele que sabe transitar pelo mundo sem sair da sua aldeia, que tem o discernimento pra entender que estamos de passagem na Terra e que nenhum de nós foge das possibilidades de tornar-se num mendigo ou mendigar por companhia. Porque sim, somos todos moradores de rua que vagam perdidos pelo mundo na esperança de encontrar amor, um porto seguro, um lar e o conforto de um abraço. E usamos o Grindr como uma esmola pra alma, um petisco pra solidão, um lanchinho pra passar o tempo ocioso, pra suprir as necessidades do ego e saciar a fome de sexo. Mas fiquemos atentos, pois, embora tenhamos sentimentos e desejos, nesse território estamos todos disfarçados – e de máscaras.


#cockinasock: Transexual adere à campanha que luta contra o câncer de testículos




Publicado pelo Dezanove

A campanha #cockinasock, que tem vindo a fazer sucesso nas redes sociais, com a participação de vários homens, na luta contra o câncer de testículos, ganha uma nova perspectiva com a participação de uma mulher transexual.







A campanha surgiu no Instagram e em outras redes sociais, com um conjunto de fotos de homens nus, apenas com uma meia a cobrir o seu pênis e testículos. Para fugir à norma, a canadiana Samatha Lauzon decidiu publicar as suas fotos, nua, e com uma meia a cobrir o seu pênis e testículos, com o propósito de dar visibilidade ao transgenerismo e transexualidade.
 
O objetivo de Samatha foi alertar para o binarismo existente na sociedade, mesmo quando se fala de doenças como o cancro. A imagem de que o cancro dos testículos ou da próstata afeta apenas homens cisgéneros (contrário de transexuais) levou a canadiana a tomar esta “decisão importante de permitir a mim mesma expor-me desta forma”. “O me levou a tomar este passo foi a falta de atenção ou até referência a mulheres trans que têm cancro da próstata e testículos”, refere a ativista LGBT, que procurou “dar luz e criar uma diálogo que possa ajudar a salvar a vida de alguém”.
 
Apesar dos tratamentos hormonais reduzirem as probabilidades de cancro – no caso dos transexuais que fazem este tipo de tratamento – o risco continua a ser existente.

Cresce número de filmes com histórias LGBT no Brasil


 

Publicado pela Folha

Os gays estão no cinema brasileiro desde a década de 1920. Mas, até os anos 1980, eles eram quase sempre depreciados ou relegados a clichês da bicha afetada ou hipersexualizada.
 
Em fins dos anos 1990, iniciaram uma marcha para deixar seus nichos na tela (underground, pornô, pornochanchada) rumo ao lado de lá do gueto, levando questões sérias do meio LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) ao cinema mais "oficial". A filmografia gay brasileira, enfim, ousa dizer seu nome. E mais: atreve-se a adentrar o mainstream.
 
Os dois de Barreto têm foco no público."Crô" explora o (terrível) estereótipo do gay "bobo da corte", e "Flores" se contorce para falar de lesbianismo sem chocar. Já "Tatuagem" marca pelas cenas de sexo e desejo visceral.
 
Os filmes não poderiam ser mais diferentes e dão uma ideia do quão variado é o cinema gay hoje. Mais longas comerciais vêm aí, mas é no indie que a força gay segue mais expressiva.
 
Não há unidade estética ou temática. Um curta como "Jiboia", de Rafael Lessa, convive com o estilo "limpinho" que consagrou Daniel Ribeiro e documentários como o belo "São Paulo em Hi-Fi", sobre os anos de ouro da noite gay paulistana, de Lufe Steffen.
 
Claro, há muita coisa ruim sendo feita, mas a qualidade e a quantidade dos filmes cresceu muito. No último festival Mix Brasil, mais de 140 produções nacionais foram inscritas. A cada ano, o número sobe 10%
 
Em tempos de Parada Gay, uma filmografia gay pode soar sem sentido. Mas as conquistas vieram juntas com forte resposta conservadora. Sim, em 2014, fazer filmes gays ainda é um ato de resistência.

 
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Postado por Andy | (4) Comente aqui!

4 comentários:

  1. Gostaria de ler o outro texto, pelo que acabei de ler concordo com os “Garotos de Ipanema” apesar de achar o texto bem arrogante em muitos momentos. Ass: carlos

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  2. Poxa, ja faz um tempo que o primeiro texto foi publicado... Creio que foi na coluna ``Minha vida gay`` .Esta com a imagem inicial do Grindr.

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  3. Corrigindo: tratamentos hormonais feitos por transexuais não diminuem em nada o risco de câncer de testículo, apenas o de próstata. Eu tive câncer de testículo há 4 anos, quando tinha 22 anos (não sou transexual)

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