terça-feira, junho 03, 2014

HOMOSSEXUALIDADE

"Dá ou come?": Pesquisa verifica que padrões heteronormativos influenciam comportamento sexual gay




REVISTA LADO A

Um trabalho de pesquisa do estudante Alessandro Ribeiro Hafemann da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aborda a curiosa vida sexual dos jovens homossexuais na cidade de Maringá. Apresentada no ano passado durante o do XI Seminário de Ciências Sociais da UEM, a pesquisa entrevistou jovens de 18 a 25 anos do município de 400 mil habitantes para verificar se eles seguem ou não os padrões heteronormativos e a influencia do mesmo na sexualidade do grupo.

A pesquisa encontrou dois grupos distintos, os “discretos” e os “ousados” em estabelecimentos voltados a comunidade gay local. “Algo muito interessante observado é que os gays do primeiro grupo buscam através de suas posturas exporem uma certa atividade e os do segundo grupo uma passividade, no entanto, em ambos os grupos existem passivos e ativos”, diz a conclusão do estudo. Ou seja, no mesmo ambiente, o comportamento atribuído para “machos” e “fêmeas” era percebido no grupo.

“Sendo assim, percebemos desde já que a forma como os gays se apresentam na sociedade é intrinsecamente influenciado pelos padrões heteronormativos, que denominam quem é o “macho” e quem é a “fêmea”, ou seja, o ativo e o passivo no sentido de que o ativo é supostamente superior ao passivo, dentro do padrão machista de relacionamento onde o homem é, visivelmente, colocado como superior a mulher. Ainda não entramos em um ponto da pesquisa que possamos dizer quais vantagens e o que leva estes gays a se postarem dessa forma, o que podemos dizer é que na pratica sexual estes papeis não são levados ao pé da letra, pois é permissível dentro dos relacionamentos que o passivo, de aparência e expressão, seja o penetrador, o que “come” e o ativo de aparência e expressão, seja consequentemente, o penetrado, o que “dá””, continua o estudante.

“Constatamos, dessa forma, que de fato existe uma certa exigência da sociedade para que todos, tanto héteros como homossexuais se dividam em dois sexos, macho e fêmea, e que esta divisão seja supostamente visível, porém, na prática do sexo em si parece ser tudo permitido como se os gays vivessem uma dupla personalidade, caracterizando, desta forma, uma identidade vivida porém, oculta”, verifica o estudo que afirma que nem sempre o machão é o ativo durante a relação sexual e vice versa, podendo ainda ser versátil.

O papel de gênero, ou seja, o comportamento esperado para cada sexo pela sociedade, nada tem a ver com a orientação sexual (objeto do desejo) ou com a identidade sexual (como a pessoa se vê).  A identidade de gênero (como a pessoa se sente), muito menos, tem a ver com o sexo genital, ou gonodal, ou andrológico, ou do DNA, lançando assim um quebra cabeça que fornece milhares de possibilidades. Enfim, em termos sexuais, o mundo não se divide em pertencer ao grupo azul ou rosa. Seguindo o mesmo princípio, gays não pertencem ao mesmo grupo e apresentam milhares de combinações de identidades sociais e sexuais mas fica sempre mais fácil apelar para o que a sociedade entende e julga como menos desviantes, seguindo assim o comportamento heteronormativo, considerado o “normal”.


Rabino ortodoxo gay está no Brasil para debater judaísmo e homossexualidade




Autor do livro “Lutando com Deus e os homens: a homossexualidade na tradição judaica”, o rabino ortodoxo norte americano Steve Greenberg, 58, está no Brasil com seu companheiro e filha para dar luz aos judeus gays brasileiros em um universo religioso ainda cheio de dogmas. Mas para o religioso, diretor do instituto Eshel de assistência a judeus ortodoxos gays e transexuais, não existem tradições imutáveis. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste fim de semana, Greenberg afirmou que a leitura de textos sagrados não pode ser feita de forma hermética. “Há uma concepção no próprio judaísmo de que a linguagem é uma questão escorregadia. Estamos sempre interpretando as palavras. O Torá também diz: “Não matarás”, mas não explica o que fazer quando há alguém correndo atrás de você com uma faca”, exemplifica.

Ele é um dos dois rabinos ortodoxos no mundo que se assumiram gay na milenar tradição judaica ortodoxa e participou de um ciclo de palestras no Rio de Janeiro, no Midrash Centro Cultural, onde falou sobre como é ser judeu e homossexual. O rabino ficará no Brasil até a próxima semana e participa ainda de debates fora da comunidade judaica. Para ele, as religiões precisam rever seus conceitos: “As tradições imutáveis não sobrevivem. E todas as religiões antigas têm condições de resolver um problema como esse, porque elas já resolveram outros problemas do tipo no passado. É só ela decidir que é hora de mudar. As comunidades religiosas vivem no “hoje” com as memórias e recursos do passado. Se apegar a uma tradição, insistir que a Terra é plana e negar as novas descobertas humanas é uma afronta a Deus. Para mim, é impossível imaginar uma tradição religiosa que não tenha uma disposição para aceitar novos fatos”, afirmou o rabino para o O Globo.

Há 15 anos, o religioso de Nova York se assumiu homossexual e conseguiu mudar muito o ambiente da comunidade judaica ortodoxa americana, hoje tolerante aos homossexuais nos grandes centros, chegando a abençoar casamentos do mesmo sexo. Mas ele destaca que não fez a mudança sozinho, em entrevista ao site Huffington Post.  Ao passo que gays foram saindo do armário, ganhando apoio entre os jovens e casos de depressão e suicídio entre jovens gays chegaram aos rabinos, o tema foi sendo inserido nas comunidades e despertou o entendimento dos mais velhos, explicou ele.

Pais mostram em vídeo transformação de filho transgênero de 6 anos




Publicado pelo jornal Extra

Se muitos adultos têm dificuldade de compreender o conceito de identidade de gênero, imagine uma criança. Para Ryland Whittington, de 6 anos, isso sempre foi muito claro. Nascido como menina, ele nunca se identificou com o seu sexo e questionava constantemente seus pais sobre o assunto. Quando completou 5 anos, Jeff e Hillary Whittington, de San Diego, Estados Unidos, permitiram que ele fizesse a transição do universo feminino para o masculino.

Na última semana, a família foi homenageada no 6º Harvey Milk Diversity Breakfast e recebeu o Premio Inspiração depois de exibir o vídeo em que mostra a transição do filho Ryland de menino para menina. No evento, o garoto subiu ao palco usando terno e gravata e leu um anúncio ao público: “Meu nome é Ryland Whittington. Eu sou uma criança transgênera”.



O vídeo “The Whittington Family: Ryland's Story”, publicado na web nesta semana, já alcançou quase 350 mil visualizações no Youtube. A família só foi confrontada com a identidade de gênero dele, quando Ryland já estava mais crescido. Isso porque ele nasceu com um problema de surdez e só começou a escutar após fazer um implante coclear — dispositivo tecnológico que estimula as fibras nervosas do ouvido. Pouco depois de aprender a falar, ele contou aos pais: “Eu sou um menino”.

 Jeff e Hillary, despreparados para lidar com a novidade, acharam que era algo temporário, que iria passar. Mas, ao completar 5 anos, ele começou a rejeitar tudo que se relacionasse ao universo feminino. O estopim foi quando ele questionou aos pais: “Por que Deus me fez assim?”.

A família decidiu, então buscar ajuda profissional e pesquisar sobre a identidade de gênero de crianças. A explicação encontrada foi que Ryland é transgênero. A pesquisa trouxe um baque: 41% das pessoas transgêneras tentam cometer suicídio devido à dificuldade de serem aceitos socialmente. Decididos, Jeff e Hillary, que têm também uma filha mais nova, abraçaram a “nova” identidade de seu filho.

A mudança das roupas, dos brinquedos e da decoração do quarto foram apenas algumas das alterações. O menino adorou cortar os cabelos e a família ainda precisou se adaptar a se referir a ele no gênero masculino.

“A identidade de gênero de Ryland não foi provocada pelo nosso jeito de criá-lo, nossa estrutura familiar ou fatores ambientais”, explica um trecho do vídeo. As imagens retratam a infância de um menino comum e feliz.


 Facebook lança pacote gratuito de stickers em comemoração ao mês do orgulho gay




Usuários de todo o mundo poderão baixar gratuitamente o pacote “pride”, orgulho na versão brasileira, de figurinhas alusivas ao orgulho gay no Facebook Messeger. São 28 imagens com arco-íris, casais do mesmo sexo e até uma drag queen negra, claramente inspirada em Ru Paul.

O pacote traz ainda família gay, gays idosos, casamento e um monte de coisinhas legais. Para baixar o pacote para seu aplicativo basta acessar a loja de “emoticons”, uma cesta de compras à esquerda quando você vai enviar as figurinhas.

“Estamos celebrando o Orgulho adicionando estas figurinhas gratuitas do Facebook Messenger na loja de figurinhas. Sentimos isto como uma maneira que podemos fazer o Facebook um lugar melhor onde as pessoas podem expressas suas identidades autênticas. Feliz Orgulho!”, anunciou a página do Facebook  Diversity ao anunciar a novidade na sexta-feira passada..

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