Slide 1 Slide 2 Slide 3

LIVROS DA ESTANTE



Uma seção dedicadas aos Livros homoeróticos disponíveis em nas editoras




Cinema Orly

Este é um livro inteiramente despudorado, sem vergonha mesmo. Tudo o que você sempre quis saber sobre os escurinhos nos cinemas pornôs e nunca teve oportunidade. Cinema Orly é a estréia de Luís Capucho na literatura. "… um livro catarse", ele define. Foi escrito quando o autor se recuperava de um acidente do qual ainda hoje sofre seqüelas. Peita o leitor, digamos, menos desavisado... É corajoso e impressiona. Isso existe e não tem como dourar a pílula. A Cinelândia é um point e o Orly, antes Cine Arte Rio e Rivoli, que passou por várias reformas e foi o pioneiro em exibir filmes pornôs no Rio de Janeiro, é o cenário desta história only for men. Memória, depoimento, a merda no ventilador, o amor é sacanagem, putaria, fissura, no escurinho do cinema, mata tudo e vai ao cinema, é o fim do mundo, o começo, a verdade, os minutos e os segundos, tesão. Escolha um desses, ou melhor, junte tudo e se deixe levar por este diário de bordo: Cinema Orly. Luís Capucho é saudado como um mestre por músicos como Cássia Eller, Pedro Luís, o grupo Boato, Suely Mesquita, Mathilda Kóvak e Marcos Sacramento, para citar alguns. Capixaba de Cachoeiro de Itapemirim, no Rio desde os 14, formado em Letras pela UFF, Luís Capucho experimenta no "Cinema Orly", pela primeira vez, a literatura.

Você pode comprar os livros e discos de Capucho diretamente com ele. Contatos em   luiscapucho.blogspot.com.br





Trem Fantasma

“Não há ficção nas próximas páginas. Os nomes podem não ser reais. Mas os locais e as situações são pura verdade”, explicita a apresentação. É o ambiente gay da São Paulo do final dos anos 70 e começo dos 80 o tema do livro escrito pelo jornalista Carlos Hee. Os capítulos têm nome dos lugares da época: Medieval, Caneca de Prata, Off, Aquarius, Trianon, Praça Roosevelt, Homo Sapiens, Val Improviso, Bel Ami, Colorido. A sexualidade dos 70 em sua plenitude, mesmo estando nos anos 80, e antes do aparecimento da Aids. Bem no começo, um clube de Nova York que tem como atração “um homem nu deitado dentro de uma banheira cheia de urina”. E uma turma de amigos às voltas com saunas, boates, mictórios e arbustos em noites de drogas, sexo e prazeres fugazes, antes que a barra pese. Esgotado, pode ser encontrado no Estante Virtual.






Risco de Vida

A São Paulo dos anos 80, seu ambiente cultural e principalmente teatral é o cenário do livro de Alberto Guzik. “Não tive a intenção de escrever um romance biográfico, embora muita coisa incluída nessas páginas tenha acontecido de fato. Misturei fantasia e realidade”, avisa Guzik numa nota ao leitor. São quase 500 páginas de uma narrativa envolvente e no centro de tudo uma história de amor e morte, a do crítico teatral Thomas, trinta e muitos anos, que deseja tornar-se escritor com o bailarino Claudio, 20 e poucos anos. Em volta, o circuito gay e a vida cultural da São Paulo daquele tempo. Quando lançado, Risco de Vida foi elogiadíssimo.






Salete Campari, Uma Drag Queen
  
A trajetória do garoto nascido em 1969 que saiu de Araruna, interior da Paraíba, e se tornou festejada drag queen na paulicéia. A mãe era professora primária e o pai cavava açudes em terras particulares. Segundo homem e sexto na escadinha de sete filhos, os pais morreram quando pequeno. Sonhava ter um sapato Montreal, que via Silvio Santos anunciar.  O garoto deixa sua cidade de caminhão, para morar com o irmão, dono de um boteco em São Paulo, e a cunhada. Aos 17, “virgem de tudo” o primeiro e “fantasmagórico” amor, um soldado, que o levou pela primeira vez a uma boate gay (Val Improviso). E aos poucos vai entrando na história a poderosa Salete Campari com seu visual Marilyn Monroe. A edição é bem cuidada e a narrativa simples.



BOA LEITURA !!!




Poder� gostar tamb�m de:
Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...