terça-feira, agosto 12, 2014

MINHA VIDA GAY

Como lidar com o preconceito gay




POR: MVG


Qual gay nunca sofreu algum tipo de preconceito, algum amigo que se distanciou, alguma piada no trabalho ou algum acontecimento na rua?

O preconceito existe em nossa sociedade, na mesma proporção que a homossexualidade é uma realidade social incontestável. A palavra “homofobia” ainda é muito bem aplicada: HOMO quer dizer igual e FOBIA quer dizer medo. Medo do igual ou medo das pessoas que se atraem por outras do mesmo sexo.

Medo e preconceito andam de mãos dadas e isso é parte da natureza humana ou parte do que é colocada pela sociedade. Nenhum indivíduo é desprovido de preconceito. Funciona mais ou menos assim: pela nossa natureza, ou pelo que aprendemos (não dá para saber qual dos dois tem mais influência) tudo aquilo que se distancia da realidade que confiamos, tudo aquilo que aparenta ser diferente ou fora dos padrões pode gerar o preconceito. E em linhas gerais, preconceito nada mais é que a insegurança, o medo pelo que desconhecemos, pelo que não faz parte do nosso repertório ou não entendemos como correto.

O preconceito, o medo, podem se revelar de diversas maneiras. Ha um tempo,vimos na tevê os ataques agressivos a pessoas na região da Paulista. O preconceito revelou-se pela agressão. Outrora, vemos algum amigo se distanciando ou alguma piada no ambiente de trabalho. O distanciamento e a piada podem ser maneiras de manifestação do medo, do preconceito.

A fundo, todos nós temos algum tipo de preconceito. Seja racial, seja pelas diferenças de classe, seja por lugares, comidas, jeito de pessoas, entre outros. Preconceito está também associado a definir ideias sobre algo ou alguém de maneira superficial, sem conhecer efetivamente a fundo, sem experimentar.

Creio que a maneira mais abrangente de lidarmos com o preconceito é, cada um de nós, buscarmos superar os nossos próprios. Buscar superar os nossos próprios preconceitos é entrar mais a fundo em nossos medos, superá-los, tornar igual ou próximo aquilo que parecia diferente ou distante. Lidar com o preconceito é reconhecer a beleza da diversidade, das diferenças. A natureza é assim: diversa, e não seria diferente nas sociedades.

A natureza humana é limitada e a sociedade também. Cabe a cada um de nós, todos os dias, buscar um exercício de superação. Viver também é um exercício de evolução, de quebra de paradigmas, de mudanças.

Você pode optar a ser levado pela vida, de maneira passiva e, quando velho, possivelmente ser frustrado. Ou buscar mudar, melhorar, encontrar melhores referências e, assim, estar mais realizado com você em todos os tempos.

Quem tem muito preconceito costuma não ser uma pessoa feliz. E isso, sim, é um consolo para quem sofre preconceito.

Reação de alunos faz professores pararem com piadas homofóbicas de cursinho.




Por THAIS BILENKY

"O movimento feminista mais importante na história é o movimento dos quadris." Piadas típicas de cursinho pré-vestibular como essa correm risco de extinção.
 
As direções de instituições preparatórias frequentadas pela classe média alta paulistana têm orientado professores a suspender comentários jocosos para evitar processos.
 
Alunos e especialmente alunas têm reclamado do que consideram machismo, homofobia e racismo aos pais, que cobram explicações.
 
"Virei chato. Não faço mais brincadeiras. Minhas aulas estão terminando mais cedo. Passo exercícios a mais", diz um professor do Intergraus que não quis ser identificado.
 
Um professor do Anglo diz que é brincadeira entre os meninos chamar os professores de "bicha" e "veado". No início de 2014, ele passou de sala em sala para informar: "Se eu for conivente, como sempre fui, estarei permitindo que vocês usem a palavra gay com sentido pejorativo. E não tem. Não permito mais".
 
Para ele, o tema é tabu. "Entre 80 pessoas entenderem que é brincadeira e 20 acharem que você está incentivando alguma coisa, é melhor não fazer piada. O incrível é que, dez anos atrás, você podia contar piada de preto, de português. Ao mesmo tempo, era inimaginável ter dois meninos se beijando no cursinho como temos agora."
 
"Eu, três meninas e um menino saímos da sala quando o professor falou que, se quiser 'comer' a empregada, o cara tem que levá-la ao Habib's. Ele sempre fala que pobre adora Habib's", conta Julia Castro, 19, aluna do Anglo de Higienópolis. "Essas brincadeiras reforçam o preconceito. Nossa luta já é difícil."
 
Adolpho Mayer, 18, disse que se indignou. "Isso é discriminação de classe."

No aniversário de uma estudante no ano passado, meninos sortearam quem a beijaria. A aniversariante não consentiu, mas disse às amigas que foi obrigada pelo professor a ceder.
 
O professor, na condição de anonimato, admite que entrou na brincadeira: "Falei 'quem vai ser o felizardo?' Mas outra estudante protestou: 'Mulher não é objeto para ser sorteada'. Eu então pedi desculpas e passei a repudiar a brincadeira".
 
Para Clara, 18, que fez Intergraus em 2013 e hoje cursa arquitetura na USP, "o humor que oprime alguém não merece a risada de quem assiste à aula". "Não digo que não se deve fazer piadas. Mas que estas sejam inteligentes o suficiente para tirar sarro do opressor, e não do oprimido."
 
Jorge Ovando, gerente de marketing do Intergraus, afirma que as queixas, em geral, são fruto de má compreensão. "A instrução é não brincar." Luís Ricardo Arruda, coordenador-geral do Anglo, conta que a recomendação é tratar os alunos "com respeito". "As piadas têm que ser adaptadas a seu tempo."

"EU MAIOR" (Higher Self)




Um filme sobre autoconhecimento e busca da felicidade. Foram entrevistados trinta personalidades, incluindo líderes espirituais, intelectuais, artistas e esportistas. Vale a pena reservar um tempo e refletir sobre a existência de outras possibilidades.

Humor: Thália Bombinha: "Chandelier"


Um comentário:

  1. Olá, eu troquei de link, antes era Brdick e agora é www.sambadick.blogspot.com.br

    Agradeço a troca de link, abraço e sucesso.

    Alex Brasil

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