terça-feira, agosto 19, 2014

MINHA VIDA GAY

Namorados gays: lugares para se namorar



Por: MVG

Antes de mais nada desbloquei sua mente. Não há um lugar certo para um casal gay namorar. O que há é uma boa conduta em qualquer que seja o lugar.

Direto e reto: todos os motéis, hoje em dia, tratam casais gays com naturalidade. Desde 2001, durante os meus namoros, fui a diversos e nunca senti algum tipo de preconceito. Obviamente, se você fizer escândalo dentro do motel, os empregados vão reclamar. Mas não por você ser gay, mas porque motel é algo mais íntimo e sigiloso e fazer muita bagunça é falta de educação de qualquer jeito! Respeite a vizinhança!

Dá para passear em qualquer lugar juntos: no shopping, em parques, na praia, no campo e na rua. Tire da sua cabeça o preconceito de achar que dois homens andando juntos são alvos para comentários de qualquer pessoa. Tem gente que vai comentar e tem gente que não. De qualquer forma, se você tem limitações para dar um passeio em qualquer desses lugares, a primeira coisa a se fazer é entender que dois homens podem estar juntos independentemente do lugar! Parece óbvio? Nem tanto: já tive amigos gays que tinham insegurança para entrar dentro do cinema!

Desapegue-se da ideia da reação dos outros! “Ninguém paga suas contas”.

Já reservei pousadas na praia, no campo e fiz viagens para fora do Brasil acompanhado de meu namorado. Reservarmos quarto de casal e fomos tratados na medida do respeito que colocamos.

Preste atenção: nessas situações, mais do que ser gay, você é cliente. O mercado está cada vez mais profissionalizado por “n” motivos que não cabe citar aqui. Mas saiba que, para o dono de uma pousada – por exemplo – a satisfação do cliente é prioridade, e não saber de sua sexualidade!

No final, qualquer lugar é lugar para se namorar com a seguinte ressalva: você não vai agarrar seu namorado no saguão de um hotel, mesmo porque, expor a intimidade assim é estranho, seja de um casal gay ou um casal heterossexual. Se não aprendeu bons hábitos, é bom rever!

Se você sente vergonha de pensar em estar nessas situações é porque ainda é muito apegado ao que os outros vão dizer. As coisas não são assim. Ou melhor, as coisas são assim se você acreditar.

Comentários e fofocas todo mundo faz um pouco porque é da natureza humana. Ou você nunca falou sobre alguma aberração andando na praia? (RISOS)

Que diferença faz se a camareira de um hotel comentou para uma amiga? Diferença nenhuma! Você é cliente e ponto.

Pensar que tem lugar certo para namorar é viver sob o preconceito que está dentro de você. Acho que dá para virar essa página, não é? Se ainda não dá, esqueça. Não tem nenhum lugar para você namorar!

Cantora gospel americana revela que é gay e diz que Deus a ama do mesmo jeito





O GLOBO

Aos 35, Vicky Beeching contou nunca ter tido um relacionamento por conta do conflito existencial em torno de sua sexualidade.

Fãs evangélicos da cantora gospel Vicky Beeching, de 35 anos, podem levar ao susto ao ler os jornais nesta semana. Em entrevista ao periódico inglês "The Independent", Beeching declarou que é gay, e que mesmo assim, Deus a ama do jeito que ela é.

A artista é um dos maiores ícones dentro da Igreja Anglicana. Formada em Teologia em Oxford, na Inglaterra, Beeching também se popularizou ao comentar aspectos religiosos do dia a dia, conquistando hordas de fieis. Escrevendo canções gospel desde os 11 anos, a cantora já fechou contrato com duas gravadoras internacionais e vendeu milhões de discos no chamado “Cinturão da Bíblia” dos Estados Unidos.

Na entrevista, Beeching diz que foi criada por pais evangélicos conservadores. Na escola, livros diziam que a homossexualidade era pecado, “coisa do demônio”. Mas isso não foi o suficiente para que ela não começasse a se sentir atraída por outras meninas, ainda aos 12 anos:

- Perceber que eu estava atraída por elas foi uma sensação horrível. Eu estava tão envergonhada! Era uma luta, porque eu não podia contar a ninguém – confessou.

Ao se dar conta de sua homossexualidade, Beeching entrou em depressão, acreditando que estava pecando e que não poderia ser “curada”. Aos 13, ela chegou a pedir a Deus que ou tirasse a vida dela, ou a atração por outras meninas. Com 16, durante uma colônia de férias cristã no interior da Inglaterra, a cantora chegou a se submeter a uma sessão de exorcismo, em vão.

- Lembro de muitas pessoas colocando as mãos nos meus ombros, orando muito alto e, em seguida, gritando coisas tipo: 'Nós ordenamos que Satanás saia! Saia fora, corja de demônios! Nós falamos a vocês, demônios da homossexualidade: deixem a menina em paz!'.

Isso foi a gota d`água para Beeching, que se sentiu humilhada com a situação. Na entrevista, a cantora contou que o episódio serviu para que ela se tornasse mais introspectiva, buscando outras soluções por conta própria. Dedicou-se aos estudos, formando-se em Teologia em Oxford e seguindo logo depois para Nashville, no Tennessee, atraída pela carreira de compositora. Por lá, imersa no centro do conservadorismo evangélico americano, gravou discos e percorreu grandes igrejas do país para mostrar suas canções.

Mas amores frustrados por amigas e outras mulheres a perseguiam como uma sombra. Nesse meio tempo, Beeching teria tentado até começar relacionamentos com homens, todos sem sucesso.

Em 2008, aos 29 anos, ela decidiu se mudar para a Califórnia, esperando que San Diego fornecesse um ambiente mais liberal. Mas este foi o ano em que a Proposição 8, lei estadual que proíbe o casamento homossexual, estava para ser votada. Em paralelo, Beeching cumpria sua série de shows agendados em igrejas do estado.



No início de 2014, a artista descobriu ter uma doença rara de pele, que deixava a epiderme com marcas de cicatriz, podendo levar até a morte. Durante uma sessão de quimioterapia, a cantora pensou consigo mesmo que deveria resolver sua situação pessoal. Ela já tinha 35 anos:

- Olhei para o meu braço com a agulha da quimioterapia, olhei para a minha vida, e pensei: 'tenho que entrar em acordo com quem eu sou' – afirmou Beeching na entrevista. - Trinta e cinco é metade de uma vida, e eu não posso perder a outra metade. Perdi tanta vida como uma sombra de uma pessoa.

Até então, Beeching nunca tinha mantido um relacionamento homossexual. O tratamento da doença a fez refletir e aceitar gradualmente sua homossexualidade. Na Páscoa, ela revelou aos seus pais a situação, que acabaram se desculpando por fazerem ela passar pelos constrangimentos. Beeching e eles concordaram em discordar sobre a teologia.

Ao final da entrevista, a cantora afirmou que espera agora que a Igreja Anglicana siga o exemplo acolha fieis homossexuais.


Documentário: "Leve-me pra sair"



Trilha Especial: Chris Crocker - "One Day"



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