sexta-feira, agosto 22, 2014

MINHA VIDA GAY

Falando sobre HIV/AIDS com os filhos




MIX BRASIL

Como falar ao filho sobre a própria sexualidade e assumir que possui HIV?

Falar sobre sexo com o filho ainda é uma dificuldade para inúmeros pais. Resistência, vergonha, situações constrangedoras e falta de desenvoltura são alguns fatores que impossibilitam os adultos de entrarem em contato com este aspecto nos filhos. Muitos pais, por conta da própria educação, de uma criação rígida e muito reprimida sexualmente, perpetuam esta rigidez e conceitos que deveriam ser quebrados se mantém quase que intocáveis e criam raízes, cada vez mais sedimentadas e petrificadas.

Mas acontece que a atual geração não vê mais limites para falar sobre o assunto, pelo contrário, os adolescentes solicitam uma explicação e orientação sobre um assunto que é costumeiro na roda de amigos, faz parte do cotidiano das escolas, das baladas, que a sociedade convive com mais abertura. Falar é necessário e conviver com um mundo sexualizado, que autoriza o jovem a se entregar ao ato, é muito distante ainda da construção que esses adolescentes fazem sobre sexo, prazer e desejo.

As lacunas existem e para algumas pessoas são verdadeiras crateras, que crescem e prejudicam a percepção de si e dos outros. Muitos jovens, fechados no próprio mundo, acham nos amigos uma “válvula de escape” sobre suas questões e dúvidas mais íntimas.

Se a dificuldade não fosse pequena, falar sobre um assunto denso como a vida sexual dos filhos é para muitos pais, incômodo, para outros nem tanto. Falar sobre a própria vida íntima torna-se um pouco mais delicado para pais que veem que esta exposição pode comprometer a referência e admiração que o filho nutre por eles. Acontece que falar das próprias experiências é importante para aproximar ainda mais esta família e fazer com que este vínculo afetivo seja ainda mais fortalecido.

Ok, os pais sabem e reconhecem seu papel e valor diante dos filhos. Mas como falar sobre a própria sexualidade e assumir que possui HIV?

Converse com o filho de maneira mais clara e objetiva possível. Não será uma missão muito fácil. Procure falar pausadamente e veja a reação do filho. Explique sobre HIV/AIDS e seja didático. Fale sobre a doença e quais são os métodos e tratamentos aos quais você se submete. Falar sobre preconceitos e discriminações é importante no sentido de mostrar para o filho que esta conversa é para que esta família fique cada vez mais unida e que assim, os comentários, críticas e dificuldades que surgirão pode e vão ser assimiladas, compreendidas e que mesmo assim, eles devem permanecer juntos.

Procure não criar rótulos e estigmas. Isso em nada ajudará. Seja sincero com seu filho e fale sobre alguns cuidados que você possui, mas que isso não é, em nenhum momento, impedimento para que você seja e busque sua felicidade. A conversa deve sempre partir do princípio de igualdades e não acentuar sentimentos de perdas, morte, segregações ou ser fantasioso a ponto de minimizar os efeitos da doença. É importante a franqueza dos pais no sentido de orientar este filho sobre métodos de prevenção e os medicamentos existentes, a profilaxia pré-exposição e sobre a PEP. Profilaxia Pós-Exposição.

Fato é que a AIDS já matou milhões de pessoas até hoje, e a cada ano são registrados de 33 a 35 mil novos casos (números somente do Brasil). Até hoje se estima que 630 mil pessoas no País vivam com o HIV. A melhor forma de combater esta pandemia é o uso de preservativo, não compartilhar seringas e, principalmente, muita informação contra a ignorância e equívocos, pois muitas pessoas ainda possuem dúvidas sobre as formas de contrair a doença. Combater o preconceito é essencial à medida que é preciso desmistificar algumas ideias totalmente errôneas sobre a doença, como considerar que apenas contrairão a doença homens homossexuais e usuários de drogas.

Os preservativos devem ficar à disposição do jovem. Desta maneira, o conceito de sexo seguro é internalizado, o que desmitifica a ideia de imprudência e inconsequência. O sexo não é sujo, podre e ruim. Deve ser entendido como algo natural, gostoso e prazeroso e ao mesmo tempo não é obrigatoriedade. É importante o adolescente saber que não deve se submeter à prática sexual se não quiser. O “sim” pode ser dito, mas o “não” é imprescindível também.

Sexo quando quiser e quando se sentir preparado para tal, sem pressão. A concepção do sexo deve permear a liberdade e ser uma sustentação para autonomia. Sexo não é moda, tampouco instrumento para se popularizar. Deve ser feito com responsabilidade e segurança. Os benefícios a uma conscientização sexual estão implícitos na própria permissão a ele. Se necessário, livros sobre o tema também podem contribuir para este aprendizado.

O que os pais devem compreender é que desta maneira não estão banalizando o ato sexual ou incentivando os filhos a terem comportamentos promíscuos ou precocidade. É justamente o contrário. Com informação e referência os filhos ampliam seus caminhos e ponto de vistas. Sentindo-se seguros, os adolescentes estão respaldados e mais confiantes.

Não se esconda do filho e nem o poupe da realidade e do conhecimento. Seja justo com ele e com você. O crescimento pessoal e a própria maneira de combater o HIV/AIDS é olhar de frente para ele. Procure conversar sempre que puder com o filho sobre o assunto e participe com ele sobre o que está acontecendo com você e como está se sentindo, sem passar uma responsabilidade ou culpa que o filho não tem e não é obrigado a sustentar.

*Breno Rosostolato é psicólogo e terapeuta sexual.
brenorosostolato@gmail.com

LoL: Finalistas brasileiros de League of Legends saem do armário.




"League of Legends" é um jogo estilo MOBA da Riot Games, um dos mais jogados do mundo, e que tem grandes eventos para jogadores profissionais por todo mundo. A final brasileira foi em julho e duas “estrelas” brasilerias dos jogos saíram do armário neste final de semana nas redes sociais. O jogo tem fama de atrair os gays, mas isso não impediu que o jogador Gabriel "Kami" Santos, contasse que era sim gay nas redes sociais.

"Ser gay não define caráter, não te faz melhor ou pior do que ninguém, não te torna especial, e não te dá direitos que as outras pessoas não tem. Ser gay não é motivo pra ser tratado diferente, assim como não é motivo pra tratar os outros como não gostaria que fosse tratado. Ser gay é, por definição, sentir atração pelo mesmo sexo, apenas. Espero que continuem gostando de mim, porque eu vou continuar gostando de todos vocês", afirmou o jogador da equipe paiN Gaming que disse ainda que primeiro se autorrejeitou e depois não tinha com quem conversar sobre o assunto.

O concorrente e amigo Gustavo "Minerva" Alves, do time KaBum, atual campeão da Liga Brasileira, também se sensibilizou e saiu do armário. “Amei o que o PaiN Kami Razer fez. Hahahah, eu fiz isso recentemente e contei pros meus pais. q___q  Bem, eu não vou digitar um texto e blá blá blá. Eu apenas nunca falei se sou ou se não pro pessoal não rotular, odeio isso. Mas nunca escondi que era, tdo mundo do competitivo sabe pela convivência de qdo vamos pro campeonato e etc. Sempre me incomodou o pessoal ficar perguntando na stream toda hora se sou ou se não. E eu também vou amar comentar com vocês a respeito da minha vida agora. Sempre quis isso, ahahah”, disse o campeão.

A notícia não foi uma surpresa por eles serem gays mas pela coragem dos dois gatinhos nerds que foi muito aplaudida e comemorada pelos fãs.


Trilha Especial: Gisele Bündchen Ft. Bob Sinclar - "Heart of Glass"


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