sexta-feira, agosto 22, 2014

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Líder de grupo neonazista homofóbico russo é condenado por incitar e fomentar extremismo.




Uma boa notícia da terra de Putin. Maxim Martsinkevich, 30, líder do grupo “Occupy Pedophilia”, que desde o ano passado, quando foi aprovada a lei que proíbe qualquer menção à homossexualidade em público na presença de menores de 18 anos na Rússia, lei apelidada de Lei contra a propaganda gay, foi julgado e condenado a passar 5 anos de prisão em uma colônia penal.

O homem incitava e propagava vídeos em que homossexuais eram torturados, acusados de pedofilia. Martsinkevich e seus grupos espalhados pelo país marcavam encontros na internet com jovens homossexuais e promoviam o linchamento dos mesmos que eram humilhados com banhos de tinta, urina, tinham os cabelos cortados. Tudo era gravado e os vídeos postados na internet.  Todavia, o homem foi condenado por comentários racistas e opiniões extremistas contra o Estado, e não por homofobia ou pelos vídeos que chocaram o mundo.

Procurado desde o ano passado, ele foi preso em janeiro, em Cuba, e extraditado para a Rússia.


Justin Fashanu: História do primeiro futebolista gay assumido que se matou em 1998 vira livro




REVISTA LADO A

A vida e drama do atacante inglês Justin Fashanu são mostrados em sua primeira biografia, editada pelo jornalista Nick Baker. “Forbidden Forward: The Justin Fashanu Story” (Proibido seguir adiante: A História de Justin Fashanu Story) narra a verdadeira história do talentoso atleta que ousou sair do armário. O livro narra a homofobia que o atleta sofreu depois que decidiu contar publicamente que era homossexual.

Para o site PinkNews, o autor comentou o livro: “Como vocês sabem, a batalha contra a homofobia no futebol é ainda uma luta em andamento por isso a história de Justin Fashanu continua muito importante. Eu terminei o livro com um capítulo que se chama “Legado de um herói relutante”, que mostra como Fashanu continua a inspirar atletas gays e outros pelo mundo e o que tem sido feito para combater a homofobia no futebol hoje”, explica o escritor que afirma que resolveu investir na história do atleta, que cometeu suicídio em 1998, aos 37 anos, por tê-lo visto jogar quando era pequeno. O livro conta com depoimento de amigos gays e atletas que conheceram  Fashanu ao longo de sua carreira.

Filho de imigrantes nigerianos, Justin Fashanu se assumiu gay em 1990, no auge de sua carreira, em edição de capa do tablóide The Sun, com a chamada de que o atleta que valia um milhão de libras era gay. A matéria rendeu comentários homofóbicos de ex companheiros de time e de familiares. Nos bastidores, ao longo dos anos, a homofobia foi minando a vontade do atleta de jogar, ao mesmo tempo que os grandes clubes o boicotavam. Depois de sair do país, ele se aposentou  precocemente em 1997, aos 35 anos de idade. Depois de ser acusado de violentar um jovem de 17 anos ele voltou às manchetes dos tablóides. O atleta se matou e deixou uma carta dizendo: "Me dei conta de que eu havia sido condenado. Não quero mais ser uma vergonha para meus amigos e minha família. (...) Espero que Jesus me dê boas vindas e que eu finalmente eu encontre a paz"


Saiam da Toca!- Casal gay é discriminado em bar de Santos, e dono reitera homofobia no Facebook




Dois jovens alegam que foram discriminados no bar Toca do Garga, em Santos, litoral de São Paulo, pelo simples fato de eles formarem um casal gay.

De acordo com eles, que preferem não revelar o nome, o garçom não quis anotar o pedido e os expulsou do local.

"Nós fomos com outros amigos. Chegando lá, decidimos pedir uma porção. O garçom nos ignorou completamente, não anotou o pedido e disse: "Vocês não vão dar certo aqui. A nossa reação foi de perplexidade", alegou um dos estudantes de 18 anos ao G1.

O casal registrou um boletim de ocorrência por injúria e também ingressou com um processo no âmbito administrativo na Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado.

Após o ocorrido, uma amiga do casal escreveu sobre o caso no Facebook e a página do bar se defendeu, alegando que o local "foi, é e sempre será um bar para quem gosta de cerveja, comida pesada e futebol. Não queremos saber de homem com homem, mulher com mulher e outras coisas do gênero. Aqui não vira".

Diante de vários comentários negativos sobre a postura do estabelecimento, a página saiu do ar e, pouco tempo depois, voltou e mudou o discurso: "Lamentamos tudo o que aconteceu e nunca tivemos a intenção de ofender ninguém".



Justiça determina remoção do Secret de lojas de app no Brasil




fonte: G1

A Justiça do Espírito Santo determinou, em decisão liminar, nesta terça-feira (19) a retirada do "Secret" das lojas de aplicativo de Google e Apple e do "Cryptic", de funcionamento similar, da loja da Microsoft. A Justiça acolhe o pedido do Ministério Público do Espírito Santo, que protocolou uma ação civil pública na sexta-feira (15).

Além de determinar a suspensão do aplicativo, a Justiça decidiu ainda que as empresas devem também remover remotamente os aplicativos dos smartphones das pessoas que já os instalaram. Esse também era um pedido do MP-ES, em ação assinada pelo promotor Marcelo Zenkner. A Justiça fixou multa de R$ 20 mil para cada dia de descumprimento.

O Google informou que ainda não foi notificado, mas que não comenta casos específicos. "Qualquer pessoa pode denunciar um aplicativo se julgar que o mesmo viola os termos de uso e políticas da Google Play ou a lei brasileira. O Google analisará a denúncia e poderá remover o aplicativo, se detectar alguma violação." A Microsoft também disse ainda não ter sido notificada: “A Microsoft não recebeu qualquer notificação, portanto, não pode comentar o caso”. A Apple não respondeu até a publicação deste texto.

Como o nome diz, o Secret permite que segredos sejam contados, sem que a identidade do autor da mensagem seja revelada. O caráter anônimo do app abre uma brecha para que não só os segredos mas também mentiras sejam espalhadas pela rede.

Para o juiz Paulo Cesar de Carvalho, da 5ª Vara Cívil de Vitória, o Secret infringe princípios constitucionais, por permitir que seus usuários usufruam do direito à liberdade de expressão sob a condição de anonimato. "A liberdade de expressão não constitui um direito absoluto, sendo inúmeras as hipóteses em que o seu exercício entra em conflito com outros direitos fundamentais ou bens jurídicos coletivos constitucionalmente tutelados, que serão equacionados mediante uma ponderação de interesses, de modo a garantir o direito à honra, privacidade, igualdade e dignidade humana e, até mesmo, proteção da infância e adolescência, já que não há qualquer restrição à utilização dos aplicativos indicados na inicial", escreveu o juiz na decisão.

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