terça-feira, setembro 16, 2014

HOMOSSEXUALIDADE

Exigimos a PLC 122!
Comunidade LGBT se une para pedir justiça pela morte de jovem gay.




Na última quarta-feira (10), João Antonio Donati, de 18 anos, foi encontrado morto em um terreno abandonado de Inhumas, região metropolitana de Goiânia. Na boca do jovem havia uma sacola plástica, possivelmente utilizada no assassinato, já que o jovem morreu asfixiado.

João era era homossexual, e a polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por homofobia. A imprensa chegou a noticiar que dentro da boca do rapaz havia um papel com a frase “vamos acabar com essa raça maldita”, fato que foi negado pelo delegado, Humberto Teófilo, que conduz as investigações.

Nas redes sociais, militantes da causa LGBT já organizaram uma série de protestos para exigir respostas das autoridades sobre o assassinato do rapaz e pedir a aprovação da lei que determina a criminalização da homofobia no País. A principal mobilização acontece no próximo sábado, no Largo do Arouche, em São Paulo.

“Este protesto é para você, João Antonio Donati, e para toda a sua família, amigos e conhecidos, que sofrem da sua perda prematura e de forma tão trágica e cruel. Este ato é uma resposta de todos os LGBTs de São Paulo, direcionada aos que são contra a Lei que criminaliza a #HomoLesboTransFobia. Exigimos, todos nós, LGBT’s (somos muitos e temos direitos), que a Lei PLC122/06 seja aprovada em Brasília no Congresso Nacional”, diz a descrição da página do evento no Facebook que já conta com mais de 7 mil confirmações.


Contra homofobia, Corinthians divulga manifesto por fim de grito de 'bicha' no tiro de meta.




ESPN

O Corinthians divulgou na manhã desta sexta-feira um manifesto contra a homofobia, pedindo entre outras coisas, o fim do grito de "bicha" no tiro de meta do goleiro adversário.

A torcida alvinegra costuma, principalmente, insultar o goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, nos clássicos contra o rival em que o Corinthians é mandante.





Outros goleiros também já sofreram isso por parte dos corintianos. Justamente por isso, e também para evitar qualquer represália do STJD, o clube quer acabar com os gritos.

Confira, na íntegra, o manifesto feito pelo time e divulgado em seu site oficial:

"Aqui é o time do povo. Do povo e para o povo. Desde 1910, aqui se combateu o elitismo e o racismo. Aqui houve pioneirismo na inclusão social e racial. Aqui não tem pobre, rico, negro ou branco. Aqui somos todos Corinthians. Aqui nos engajamos para ir às ruas e brigas pelas 'Diretas Já' em um movimento inédito e histórico que uniu o futebol e democracia. Como fazemos na arquibancada e em campo, aqui lutamos até o fim para que todos sejam iguais. E, aqui não há, e nem pode haver, homobia. Pelo fim do grito de 'bicha' no tiro de meta do goleiro adversário. Porque a homofobia, além de ir contra o princípio de igualdade que está no DNA corinthiano, ainda pode prejudicar o Timão. Aqui é Corinthians".

 

Como a gente reage quando leva um fora




Por: Bruno de Abreu Rangel

Seja um fora ou um pé na bunda,
como lidamos com a rejeição?

Fui ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro assistir à tão comentada Ópera Salomé, realmente digna de aplausos, com direito a muitos assovios seguidos de “bravo”. Mas não vou me estender muito pra não ficar chato e vou resumir a história da forma mais coloquial possível pra irmos direto ao ponto.
 
Reza a lenda que Salomé era bem rodada e já tinha se deitado com homens de todos os tipos. Até aí tudo bem, quem não tem um “amiguinho” galinha que passa o rodo em geral e se acha o rei da cocada preta?  Sem nomes, por favor.

O fato é que Salomé conheceu o profeta João Batista, um homem puro que, previsivelmente, a rejeitou. A dançarina, que tinha o poder da sedução à flor da pele, ficou tremendamente desnorteada: ‘Como assim, alguém não se entrega aos meus encantos?’.

E então, ela tentou, tentou, tentou de novo e pah! Levou um baita pé na bunda. Não convivendo bem com a dor da rejeição, ela dançou para o rei, que se entregou aos seus jogos e se comprometeu a dar qualquer recompensa que ela quisesse, e sabem o que ela pediu? Quem se arrisca?

Dou-lhe uma, dou-lhe duas...
 Pasmem! Ela pediu a cabeça de João Batista. Esse desfecho é o mesmo contado na história judaico-cristã – está na Bíblia.

O que mais me intrigou no espetáculo foi quando, ao final, ela se despencou no chão de arrependimento por um amor doentio que não foi correspondido e citou as últimas palavras:
“- O mistério do amor é maior que o mistério da morte”.
Será mesmo?
 
Todos os dias pessoas levam um NÃO, se desabam, morrem e voltam a viver, silenciosamente. Sentem-se como um lixo, marginalizadas pelo que chamam de amor. E carregam consigo uma amostra grátis da sensação de abandono. Quem não perde o chão quando valoriza muito algo ou alguém que acaba fugindo de nós? Vez por outra a gente se pega chorando e nem sempre caem lágrimas. Ficamos com o coração estraçalhado sem que ninguém perceba, mas seguimos com nossas vidas esperando que o tempo possa nos curar. Eu mesmo já passei por isso, e não foi na adolescência.
 
Não precisa bancar o valentão, nesse momento somos eu e você. Faça um mini flashback na sua vida e tente buscar na sua memória um momento em que você amou alguém que nunca soube da sua existência, ou, talvez, que você tenha se deitado por uma, ou duas vezes, e passou uma eternidade esperando que o telefone tocasse, convivendo diariamente com a dúvida, com a angústia que nos leva em direção ao abismo. E tem também, a pior de todas no meu entender, você viveu um romance de filme, se entregou de corpo e alma e, num estalar de dedos, se viu fazendo as malas para partir porque alguém decidiu que não te amava mais.  E o que fazemos quando isso acontece, o que somos capazes de fazer por falta de amor?
 
Não há nada de novo debaixo do sol quando o assunto é rejeição. Somos todos crianças imaturas que não sabem lidar com uma resposta negativa.  Eu poderia passar uma tarde compartilhando casos de pessoas que ouviram um NÃO e deixaram essa frustração contaminar suas vidas; disseminando o mal; fazendo fofoca da vida alheia (Twitter pra quê, não é mesmo?) ou, então, terminaram o relacionamento de anos desejando que a pessoa com quem dividiram a maior intimidade se ferrasse – que doideira. Isso sim é pedir a cabeça numa bandeja, isso é inferno.
 
O mundo está infestado de Salomés, de gente que vive preocupada com seu próprio prazer, que se acha irresistível, digna de capa de revista, com milhões de seguidores nas redes sociais e não acredita, sequer, nas voltas que a vida dá. E quando dão com a cara na porta de alguém, querem se vingar, fazer joguinhos, sair falando mal a torto e a direito pra justificar um problema mal resolvido com a própria autoestima. Briga de egos, ou, mimimi mesmo, pura infantilidade.
 
É preciso aprender a interpretar os sinais pra não surtar e tornar-se numa pessoa amarga que sai por aí desacreditada num recomeço, se blindando e vivendo de farsas do tipo: eu sou o sorriso que posto no meu Facebook, enquanto por dentro está um caos. Levar um pé na bunda dói sim, não há como negar, mas paciência. O ideal é conviver com isso, dar risadas de si mesmo e jamais adicionar esse sentimento na sua lista de favoritos da alma. A vida é muito curta pra ficar ouvindo o mesmo disco, carregando um peso nos ombros de coisas que não são pra gente.  Levou um fora?
 
Pule pra outra. E aprenda a compreender porque em algum momento será a sua vez de ser testado diante de alguém que estará do outro lado do balcão, lhe desejando como uma hiena faminta e despertando em você, zero interesse.  Falta empatia por toda parte, já presenciei pessoas em boate sendo enxotadas com um “Sai pra lá viado pobre” ou “rala sua mandada” bem no estilo Valesca Popozuda, podem rir, mas vamos combinar, é pesado. Quando fazem com a gente a história muda de figura. O pau come.
 
De todos os foras e pés na bunda que já levei, aprendi que não dá pra sair por aí desperdiçando lágrimas com pessoas que não tem nada a ver com a gente. Precisamos encontrar alguém que enxergue a vida da mesma forma que nós. Em contrapartida, não dá pra usar as pessoas como step, ou meros peguetes sem esclarecer de fato as reais intenções. Nunca sabemos o que se passa na cabeça das pessoas. Então, pegação é pegação, namoro é namoro, casamento é casamento. Se a pessoa não entender, vale a pena desenhar. Seja lá qual for o seu grau de contato, brincar com o sentimento alheio é correr o risco de pedirem o seu coração – numa bandeja.

Nenhum comentário:

Postar um comentário