terça-feira, setembro 30, 2014

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Homofobia no debate.




REVISTA LADO A

Gays indigandos com a homofobia descarada do candidato Levy Fidelix no debate dos presidenciáveis da Record, na noite deste domingo. Ao ser perguntado por Luciana Genro sobre sua opinião em relação ao casamento gay, Fidelix fez associação da homossexualidade com a pedofilia e chamou gays de doentes indiretamente e disse que sistema excretor não gera filhos. Ele ainda evocou o direito da maioria e uma reação contra os homossexuais, claramente incitando o ódio. As declarações chocantes na mesma hora foram respondidas com memes na internet.



ELEIÇOES- Tire seu voto do armário







"Tire seu voto do armário" é slogan de campanha do candidato Everlei que concorre a Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul.
 
Everlei é o primeiro vereador gay assumido eleito no interior do Rio Grande do Sul. Atualmente preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Cruz Alta e coordena o Movimento LGBT do PSB Gaúcho. Além disso, é fundador do Grupo Diversidade Cruz Alta e por duas vezes indicado ao Prêmio Estadual de Direitos Humanos na categoria Defesa dos Direitos da População LGBT.
 
Everlei relara que sua candidatura a Deputado Federal nasceu do desejo de homens e mulheres que sonham em construir um Brasil  mais justo e igualitário. O slogan da  campanha 4000“Tire seu voto do armário”. “Não temos grandes recursos financeiros, como  a maioria dos políticos tradicionais, porém temos uma rede colaborativa que alcançou noventa cidades, hoje somos muitos”, relata.
 
O candidato salienta que ser eleito o Deputada da DIVERSIDADE é pleitear pela garantia dos DIREITOS HUMANOS e defender o RESPEITO a todos os tipos de manifestações religiosas. “Em Cruz Alta exercemos o mandato de vereador focado nessa área porque acreditamos que é possível construir uma sociedade mais fraterna. Na minha cidade, construímos a CAMINHADA contra a HOMOFOBIA e o Encontro da Diversidade que se tornou referência na luta estadual por direitos e na promoção da CULTURA e entretenimento LGBT. Agora, erguemos a bandeira para ser a tua representação também na política em nível federal”, explica.
 
Everlei ressalta ainda que além de erguer a bandeira da garantia dos direitos da população LGBT, pautará o mandato na Câmara Federal diretamente em políticas que venham de encontro com a Garantia dos Direitos Humanos e da Diversidade em geral, desde os LGBT´S até os negros, juventude e mulheres.
 
Propostas para a população LGBT:
- Defesa do Estado Laico
- Criminalização da Homofobia
- Apoio as paradas da diversidade
- Educação e Escola Sem homofobia
- Geração de emprego e renda para travestis e transexuais
- Fortalecimento do Plano de controle DST/AIDS
- Capacitação de guardas municipais, policiais civis, bem como profissionais da área da saúde para atendimento à população LGBT.


Barbárie: Parlamento de província da Indonésia pretende punir sexo gay com 100 chibatadas.




Da agência EFE

Parlamento regional aprovou por unanimidade a lei. Lei proíbe sexo anal entre homens e o atrito das partes do corpo da mulher.

 Os legisladores da província indonésia de Aceh, a única do país onde se aplica a lei islâmica, aprovaram neste sábado (27) uma lei que permite o uso do castigo físico contra pessoas que mantenham relações homossexuais, informou a imprensa local.

De acordo com o novo decreto aqueles que tenham relações com alguém do mesmo sexo serão punidos com até 100 chibatadas, em uma decisão qualificada como "um enorme passo atrás" pelas organizações de direitos humanos.

O parlamento regional aprovou por unanimidade a lei que proíbe explicitamente o sexo anal entre homens e o atrito das partes do corpo da mulher para estimular-se.

A Anistia Internacional, que pede o fim dos castigos físicos na região, instou os legisladores locais em comunicado a retirar imediatamente ou revisar a disposição do ordenança que viola os direitos humanos.

"Criminalizar os indivíduos segundo sua orientação sexual é um duro golpe para a igualdade na Indonésia", disse Richar Bennett, diretor da Anistia Internacional na Ásia e o Pacífico.

A nova regulação será aplicada também contra não muçulmanos e estrangeiros.

O castigo físico já é utilizado nesta região autônoma da Indonésia por delitos como beber álcool, apostar e manter relações fora do casamento.

"O açoitamento é cruel, desumano e um castigo degradante que está claramente proibido pela legislação internacional. As vítimas não só experimentam dor e humilhação, mas frequentemente também enfrentam danos físicos e psicológicos de longo prazo", lembrou Bennett.

Desde 2010, pelo menos 156 pessoas foram condenadas a castigos físicos em Aceh, segundo dados da organização.

A 'sharia' ou lei islâmica se impôs em Aceh em 2001 em uma tentativa de apaziguar o conflito armado entre o exército e o movimento separatista muçulmano desse antigo sultanato de quatro milhões de habitantes e rico em recursos energéticos.


Gangue cobra R$ 38 mil por casamento gay falso no Reino Unido.




 BBC Brasil

Casamentos entre pessoas do mesmo sexo se tornaram legais no Reino Unido em março de 2014. Mas, pouco tempo depois de a legislação entrar em prática, já há tentativas de fraude para permitir a legalização de imigrantes que estão no país sem visto de permanência. Um jornalista do programa da BBC "Inside Out London" fingiu estar em busca da cidadania britânica para investigar uma denúncia de que uma gangue estaria vendendo casamentos gay por cerca de R$ 38 mil.
"Se você diz que é gay, tudo certo, ninguém pergunta mais nada. É fácil para gays", afirma um homem chamado Ricardo, que participa da venda de casamentos.
De acordo com autoridades, um em cada 4 casamentos entre pessoas do mesmo sexo teria como objetivo fraudar as leis de imigração.


 ESTUDO: PERMITIR QUE GAYS DOEM SANGUE PODERIA SALVAR 1,8 MILHÕES DE VIDAS NOS EUA.




Spotniks

Cientistas norte-americanos cruzaram dados sobre doações de sangue e restrições; resultados desafiam leis de prevenção ao HIV.
 
Pesquisadores da Universidade da California, nos Estados Unidos, divulgaram um estudo sobre o impacto da proibição de gays doarem sangue, que existe desde 1983 no país. Os dados mostram que 615 mil bolsas de sangue deixam de serem coletadas todos os anos devido a restrição imposta pelo governo. Isso representa mais de 290 mil litros de sangue que não são coletados anualmente.
 
“A Cruz Vermelha Americana sugere que cada doação de sangue tem o potencial para ser usada em procedimentos de salvamento de vidas em três pessoas. Nossas estimativas sugerem que suspender a proibição das doações de sangue […] poderia ajudar a salvar as vidas de mais de 1,8 milhão de pessoas”, diz Ayako Miyashita, co-autor do estudo.
 
A proibição foi imposta pela Agência Federal de Administração de Drogas e Alimentos (FDA), após a descoberta da transmissão do HIV por transfusões de sangue. A medida, no entanto, tem sido questionada por médicos da Associação Americana de Médicos (AMA), que em julho do ano passado acusaram-na de “discriminatória” e “sem bases científicas”

Em contraste, no Reino Unido, gays podem doar sangue desde que estejam a pelo menos 12 meses sem manterem relações sexuais. No Canadá, são necessários pelo menos cinco anos.
 
No Brasil, o Ministério da Saúde proíbe que homens homossexuais e bissexuais doem sangue desde 1993, pela Portaria 1.366/93. A medida imposta no Brasil é tão restritiva quando a norte-americana, e tem sido criticada por não levar em conta o comportamento de risco, mas a simples opção sexual. Mesmo após sucessivas discussões e tentativas de revogar a proibição, ela permanece e foi reforçada em 2004 pela Resolução nº 153 da ANVISA, que confirmou a vontade dos burocratas de manter os gays longes das salas de doação de sangue.
 
Nos Estados Unidos, não é diferente. O porta-voz da FDA disse que a agência não possui planos para rever a proibição enquanto não surgirem evidências científicas comprovando que a restrição não diminui o risco de infecção por HIV.
 
Os pesquisadores ainda divulgaram outras estatísticas: restringir as doações para homossexuais que estão há 12 meses sem manterem relações sexuais já traria um ganho adicional de 317 mil bolsas por ano; caso a restrição fosse similar às leis canadenses (5 anos), os bancos de sangue receberiam mais 293 mil bolsas de sangue por ano. Para chegar a estes resultados, o estudo levou em consideração dados coletados por pesquisas realizadas pela Universidade de Chicago entre 2008 e 2012, com margens de erro de 1%, para mais ou para menos.


Homofobia em pedras




REVISTA LADO A

O candidato Waldir Pires Bittencourt, 25, enfermeiro, que disputa pelo PSOL um cargo de deputado federal pelo Amapá, foi vítima de homofobia enquanto andava nas ruas da capital Macapá nesta quarta-feira. Gay assumido e com plataforma contra o preconceito, o rapaz foi atingido na cabeça por uma pedra, arremessada de um carro em movimento em plena campanha, enquanto panfletava. O ferimento provocou um corte que gerou um grande sangramento mas ele passa bem. O candidato afirma que já vinha sendo alvo de ameaças telefônicas e que o ataque não vai diminuir sua militância.

"Eu não sou a primeira vítima, não. A violência contra o gênero LGBT no nosso estado é uma rotina. Não fui o primeiro nem serei o último enquanto o Estado não encarar essa pauta como prioritária", afirmou o jovem para a revista Vice


Indignado com homofobia, padeiro divulga mensagens em sacos de pão.




G1

Padaria fica localizada em Curitiba; 500 mil mensagens foram impressas. Iniciativa foi aprovada pelos clientes, garante o comerciante.

O dono de uma padaria em Curitiba Aderson Arendt decidiu reivindicar o preconceito sofrido por homossexuais e ilustrou os pacotes de pão com mensagens contra a homofobia – crime configurado pela discriminação contra gays, lésbicas e transsexuais. Um levantamento divulgado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos mostra que, no Brasil, mais de um homossexual tem seus direitos violados a cada hora. Os dados também apontam que a cada 20 horas um gay é morto.

A mensagem "Homofobia é crime. Direitos iguais é inclusão social", também está estampada em um painel luminoso na padaria. Ao G1, Aderson contou que tomou a iniciativa após perceber o comportamento de pessoas dentro e fora do estabelecimento.





"Recentemente percebi uma cena em um restaurante que me deixou muito constrangido. Em uma mesa estava um grupo de gays e na outra havia várias pessoas tirando sarro e brincando com a situação", contou Aderson. "Eu me senti muito mal e constrangido. Não sabia nem como reagir ou ajudar", acrescentou o padeiro.

O comerciante destacou ainda que a maioria dos clientes da padaria aprovou a iniciativa. "As pessoas que vierem aqui e tiverem preconceito, prefiro que dêem meia volta e nem entrem", completou o comerciante. Nesta primeira etapa da "campanha", foram impressas mensagens em 500 mil pacotes. Arendt está no segundo casamento e tem seis filhos.

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