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HOMOSSEXUALIDADE

Test Drive da H visita o Clube da Punheta


Repórter se joga em clube de masturbação no Rio onde te oferecem aquela mão amiga

O carioca C., 49 anos, professor da rede pública, é tão fascinado pela masturbação que adotou o apelido Negão Nabronha, e organiza no Rio de Janeiro desde 2011 encontros regulares para aqueles que partilham do mesmo prazer.

Negão Nabronha é gay, ativo e tem predileção pelo gouinage e voyeurismo, além, claro, de ser punheteiro convicto. “Uma boa punheta com toques íntimos pode ser melhor que penetração. Mas não digo com isso que tenha abolido completamente a penetração. Apenas a coloco em segundo plano”, explica Negão, que quase toda noite se masturba de duas a três vezes. “Mas se estiver com o tesão alto, pode ser mais. Conheço caras que se masturbam muito mais vezes que eu. Me considero dentro de um padrão ‘normal’ (risos)”.


Menores transexuais recebem apoio cada vez mais cedo nos EUA


Zoey sofreu abusos na escola e chegou a tentar suicídio até iniciar o tratamento

BBC Brasil

Ofelia Barba Navarro se emociona quando lembra das agressões físicas e insultos sofridos durante anos por sua filha Zoey, de 13 anos, que é transexual.

Ela sabia da identidade de gênero de sua filha desde muito cedo, e sua principal preocupação era tentar proteger Zoey, registrada como sendo o sexo masculino.

"A perseguição era constante, a pegavam, jogavam ao chão e diziam coisas horríveis", conta a mãe solteira que vive em uma casa simples com os três filhos em Downey, um subúrbio de Los Angeles, no Estado americano da Califórnia.

"Usavam insultos que eu não me atrevo a repetir. Foi nesta época que Zoey, com apenas oito ou nove anos, começou a falar que não queria mais viver e isso meu deu muito medo. Quando sua filha diz que preferia estar morta, ou quando te chamam na escola para dizer que sua filha quer pular do prédio, você percebe que precisa fazer algo."

Atualmente, depois de anos de sofrimento e incerteza, Ofelia e Zoey finalmente estão recebendo a ajuda que precisam e garantem que, finalmente, podem pensar no futuro com otimismo.

Ofelia, mãe de Zoey, temia pela vida da filha e procurou ajuda

Zoey é acompanhada há três anos pelos profissionais do Hospital Infantil de Los Angeles e começou a transição para poder se desenvolver totalmente como mulher.

Seu caso é parecido com o de centenas de menores transexuais de todos os Estados Unidos que estão recebendo ajuda cada vez mais cedo para que possam viver de acordo com sua verdadeira identidade de gênero.

Progresso

Esta é uma amostra de que está ocorrendo progresso na percepção da transexualidade.

"Os avanços que ocorreram nos últimos anos foram enormes", disse à BBC Mundo a médica Johanna Olson, diretora do Centro para Saúde e Desenvolvimento dos Jovens Transexuais do Hospital Infantil de Los Angelos, que cuida da transição de Zoey.

"É um tema falado cada vez mais abertamente e cada vez mais cedo. Não há dúvida de que a visibilidade da comunidade transexual nos meios (de comunicação) está ajudando. Agora até nas séries de televisão estão incluindo personagens transexuais", disse a médica, uma das principais especialistas deste campo nos EUA.

"Além disso, a internet está permitindo que crianças e jovens transexuais entrem em contato e possam ter acesso a comunidades as quais, antes, não teriam como encontrar. Isto está fazendo com que a visibilidade do coletivo aumente."

Segundo explica Olson, quando iniciou seu trabalho neste campo, há pouco mais de cinco anos, tinha apenas 40 crianças e jovens como pacientes e agora conta com cerca de 340 com idades entre quatro e 25 anos.

"A mentalidade dos pais mudou muito na última década. Cada vez mais estão conscientes de que há formas de ser alternativas."

"Dialogam de forma totalmente diferente com os filhos, os enxergam como seres humanos e não como uma propriedade. Isso permite que as crianças e adolescentes possam falar de suas experiências", disse.

Bloqueio da puberdade

Segundo Olson, uma das maiores mudanças dos últimos anos é a possibilidade de dar às crianças transexuais os chamados bloqueadores hormonais. Estes são remédios cujos efeitos são reversíveis, aplicados em forma de injeção ou implante subcutâneo. Estes remédios são fornecidos para crianças transexuais antes que comecem a puberdade biológica, para que o corpo não produza os hormônios sexuais que produziria normalmente. "Os transexuais ficam mais vulneráveis quando experimentam a puberdade que não corresponde (à identidade de gênero). É quando vemos que eles sofrem de ansiedade, depressão, tentativa de suicídio ou isolamento social." Paralisando a puberdade, os médicos evitam que se desenvolvam com os traços físicos e sexuais de um gênero com o qual não se identificam, como a voz grave e pelos no corpo, no caso de meninos, ou seios, no caso de meninas. Depois, entre os 14 e 16 anos, dependendo do protocolo de cada país, os médicos podem começar um tratamento hormonal para desenvolver os traços físicos de acordo com sua verdadeira identidade de gênero.

A médica afirma que os bloqueadores são seguros e lembra que há décadas eles são usados para crianças com transtornos que levam à puberdade precoce.

Mas Olson reconhece que a terapia de substituição hormonal, a mais polêmica e que usa estrogênio ou testosterona, resulta em mudanças irreversíveis e os pacientes ficam estéreis.

Outros especialistas afirmam que, devido a estas mudanças irreversíveis e pelo fato de não se conhecer os efeitos no longo prazo, seria necessário esperar que os jovens atingissem a maioridade para que eles decidissem se devem ou não seguir com a terapia.

Mudanças

Zoey, que começou o tratamento há três anos, usa os bloqueadores hormonais e faz tratamento com Johanna Olson graças à organização União das Liberdades Civis dos Estados Unidos (ACLU, na sigla em inglês). Desde então, sua vida mudou muito. Os especialistas da organização tiveram que intervir para que Zoey não fosse expulsa da escola, que considerava a forma como ela se vestia e seu comportamento inadequados.

"Percebi que não tinha que ser uma pessoa diferente e que podia ser eu mesma. Um mundo de possibilidades se abriu. Pude deixar o cabelo crescer e me vestir como realmente queria", disse Zoey em entrevista à BBC Mundo.

Ofelia, por sua vez, conta que não foi uma decisão difícil a de deixar sua filha começar o tratamento, já que sabia dos problemas que transexuais enfrentam durante a transição para a idade adulta.

Drian Juárez, que trabalha como diretora do programa de fortalecimento econômico dos transexuais do Centro de Gays e Lésbicas de Los Angeles, passou por isso.

"Como mulher tive que atravessar a puberdade masculina e isto, quando fui ficando mais velho, fez minha transexualidade mais visível, o que levou à discriminação, abuso e violência", disse à BBC MUndo.

Juárez contou com o apoio da família, mas sofreu muitos abusos físicos e verbais durante a infância e adolescência. Quando entrou na idade adulta, isolada socialmente e sem poder pagar pelos tratamentos para fazer a transição, teve que se prostituir. Juárez acredita que as mudanças dos últimos anos podem ser em parte atribuídas aos pais que têm cada vez mais informações, particularmente graças à internet.

"Ver que agora os filhos podem expressar quem realmente são é incrível. Casos como o de Zoey me dão esperança. Esperança de que não terá que enfrentar tanta discriminação e poderá mostrar ao mundo sua verdadeira identidade", afirmou.


Grupo cria festa para "homens que curtem homens", mas que garantem ser héteros




Campo Grande News

Em Campo Grande, uma festa privê, destinada ao público masculino, não abre espaço para gays, nem g0ys (homens que fazem de tudo com outros homens, menos sexo) e muito menos aos afeminados, porque é exclusiva para “héteros que curtem héteros”.

A primeira edição do "evento" aconteceu há menos de um mês, em um motel, e reuniu 63 homens. A maioria deles tem algum envolvimento com mulher. São casados ou namorados e, por isso, precisam manter uma aparência mais máscula, viril, para não levantar suspeitas.

“É uma festa gay, de gay que não curte gay. Tem que ser gay hétero”, resume, em uma explicação meio confusa, o organizador, Rafael Alencar, de 26 anos. “Um amigo meu, que tem até namorada grávida, foi. Ele não se considera gay”, exemplifica.

Os frequentadores pensam assim mesmo, diz. Não gostam de ser chamados de gays e nem se definem como g0ys porque, ao contrário desse grupo, entre eles tudo é liberado, inclusive o sexo anal, prática condenada pelos adeptos do “bromance” (brother + romance).

Alguns se apresentam, no máximo, como bissexuais. As palavras gay e homossexual não agradam. “Soa afeminado”, justifica um jovem de 25 anos, que pediu anonimato. “Machos que curtem machos não aceitam esses nomes”, esclarece.


 
Ambiente recebe iluminação e decoração, como em uma balada.

Não aceitam “esses nomes”, mas transam com pessoas do mesmo sexo. Não é, no mínimo, incoerente? Para ele, não. “Esse negócio de macho com macho é só para sexo e nada mais. É só diversão sem envolvimento afetivo”, defende.

Mas esse mesmo rapaz, que foge de um envolvimento afetivo dessa natureza, tem um caso de 3 anos com outro jovem. “Mas nada sério”, alivia. Além de frequentar festas como a de Rafael, ele também vai à sauna, em busca de sexo com outros homens, pelo menos duas vezes por mês, mas, mesmo assim, não se diz gay.

“Fico com outros machos porque eles sabem onde pegar e tocar. Muitas vezes, com mulher, você não pode pedir isso por medo do preconceito”, argumenta, citando como exemplo o falado fio-terra. “Caras machos que se dizem héteros mas curtem outros caras vem de muito tempo, só que hoje, com a internet, ficou mais fácil achar”, comenta.

Ficou mais fácil achar e reunir vários em um único lugar. Rafael que o diga. Ele aluga um espaço que tem capacidade para comportar 200 pessoas porque sabe que, nas próximas festas, o número de participantes pode aumentar. É bem provável que isso aconteça, porque a prática é extremamente comum, confirma.

O organizador acredita ser possível hétero “gostar” de hétero porque ele mesmo se define assim. “Não curto gay. Acho promíscuo ser gay e me rotular como gay. Acho que sou hétero que curte hétero porque não curto gay”.

O discurso não é nada seguro. Ora ele ele diz ter consciência de que, sim, é homossexual, ora teima em dizer que não: é heterossexual. E quando adota essa postura, parece não enxergar a agressividade que dispara entre uma frase e outra.

Rafael não gosta de gays mais afeminados. “Quero bem longe. Não sinto raiva. Só não quero por perto. Tenho amigos assim, só que nem convido para vir em casa”. A figura do gay, para ele, está associada a uma imagem feminina e, como disse, promíscua.


 
Maquiador Gustavo Martins dispensa rótulos


Não é só ele que pensa assim. O maquiador Gustavo Martins Sorrilha, de 23 anos, tem a mesma opinião e, por isso, se diz, em alguns momentos, “socialmente hétero” e, em outros, “meio termo”. “Não vou ser hipócrita de dizer que sou completamente hétero. Não tenho comportamento hétero, mas também não tenho comportamento gay”, argumenta.

Apesar de ficar com homens desde os 12 anos, o rapaz dispensa rótulos. “Eu gosto do ser humano. É assim que eu me vejo. Não gosto de homem ou de mulher, mas do ser humano”, reforça.

Alguns diriam que Gustavo é o típico gay enrustido, mas ele discorda. “Gay enrustido é totalmente diferente. Não quer que ninguém saiba, se esconde da própria família. É totalmente o contrário do que sou. Minha família sabe, meus amigos sabem, as pessoas com quem eu convivo sabem. E eu não tenho problema com isso. Um enrustido tem problema de expor isso. Ele bate o pé, afirma que é hétero até o fim. Ele acredita nisso. Eu não sou, não sou, não sou hétero”, declara.

Mas, no final, se contradiz: “Se fosse para colocar em uma classificação social, eu me definiria como hétero pelo meio no qual vivo, pelo respeito que gosto de ter. Eu defino hétero assim. Beleza. Sou hétero. Mas também não me incomoda ser chamado de, é... Se eu me classificasse como gay também não teria problema”.

O maquiador reconhece que tem um discurso com muitos pontos soltos e bastante incoerente. Rafael Alencar também tem essa consciência, e por isso, brinca que precisa aprender a ser gay. O jovem de 25 anos, que não quer se identificar, tenta deixa mais claro o que pensa: “Somos todos gays, mas nos rotulamos como 'héteros' para ficar com outros 'héteros'”. Hétero, na cabeça dele, é homem “macho, rústico, casado ou não, que bebe cerveja, curte jogar bola, playstation 3 e que seja peludo”.

O que diz a psicologia? - O Lado B procurou a psicanalista Isloany Dias Machado para tentar entender, à luz da psicologia, o que motiva ou justifica comportamentos assim.

Ela começa citando um famoso texto de Freud, de 1905: “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”. Dentre as várias questões abordadas pelo autor, que desmistifica a sexualidade humana, a psicóloga se detém sobre a homossexualidade, no estudo dos “invertidos”. De maneira resumida, destaca três tipos elencados por Freud:

Os “absolutos”, cujo objeto sexual só pode ser do mesmo sexo, os “anfígenos ou hermafroditas sexuais”, que tem como objeto sexual tanto o mesmo sexo quanto outro, e os “ocasionais” que, em certas condições, podem tomar como objeto sexual uma pessoa do mesmo sexo.

“O autor tenta buscar explicação para a inversão. Cita a possibilidade de ser de caráter inato ou adquirido e, enfim, descarta ambas na tentativa de explicar sua natureza”, diz. Freud recorre, então, à bissexualidade como explicação. Segundo Isloany, “para a psicanálise, no inconsciente, todos os seres seriam bissexuais, pois esta instância psíquica não comporta oposições”.

No entanto, ela prossegue, há motivações sociais que muitas vezes levam algumas pessoas, bissexuais, a não quererem carregar o peso que isso implica em termo de convívio social. Para a psicanalista, outra questão tem a ver com homens que gostam de homens, mas se atraem pelo aspecto viril e não por características femininas.

Sobre isso, a explicação parece simples: “A sexualidade humana comporta muitas diversidades. [...] O mais importante é que cada um saiba respeitar a opção do outro, não atacando ou achando que a sua escolha é a melhor e que as outras não deveriam existir”, afirma.

É como diz a música “Masculino e Feminino” de Pepeu Gomes, cita. “Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino. Se Deus é menina e menino, sou masculino e feminino..."



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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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