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Um lobisomem americano em Londres



  

Publicado em 12/10/2014

A primeira vez que tentei assistir esse filme foi na saudosa sessão das 10 e como toda "criança" da época Fiquei assustado e não conseguir assistir.


E quando era noite de lua cheia?

Meus pais me colocavam para dentro de casa e diziam que caso não entrasse eu seria atacado pelo lobisomem. Que pânico!!😬

E na escola só se falava desse filme e muitos meninos inventavam historias, que tinha um bicho andando pela redondeza (lembram da história da Kombi que tirava órgãos das crianças?) E achavam que era um Lobisomem.


Até minha avo contribui com essas histórias (coisa de mineiro) e o que me deixou assustado.
Depois o medo acabou e assistir ao filme e considero ele um dos melhores de sua época.

Algumas imagens e vídeos.

A cena que me deixou aterrorizado. rs













Abaixo uma cena de sexo envolvendo os protagonista do filme.






Segue uma matéria sobre o filme. 






A figura do licantropo é bastante discutida, seja no cinema ou na literatura, e não surpreende que esporadicamente sejam lançados filmes bons dentro do gênero horror. Em 1981, John Landis escreveu e dirigiu - ambos com eficiência - a história de David Kessler e Jack Goodman, dois amigos que vão à Inglaterra passar uma temporada lá e, no caminho, deparam-se com um lobisomem que muda a vida dos dois brutalmente. Antes, porém, eles param num bar na área rural de Londres e são recebidos com frieza e algum receio, principalmente quando começam a indagar os símbolos religiosos e características do local: estrela de cinco pontas, velas espalhadas estrategicamente, o nome do bar (O Cordeiro Sangrento). Os habitantes, todos parecendo estar confinados ali, não apenas não lhes respondem como ainda negligenciam a informação de que os dois não devem caminhar à noite por aquela região, principalmente em noites de lua cheia - o resultado disso é um ataque que mata Jack e deixa David desacordado por três semanas, sem saber o que lhe aconteceria no próximo período lunar cheio.

Sem delongas, os primeiros vinte minutos de filme nos apresentam a tensão que percorrerá todo o enredo, nos mostrando sombriamente o caminho seguido por David e Jack à procura de um lugar no qual possam ficar. Não apenas vemos a falta de receptividade do pessoal local como também vemos a escuridão, a névoa, etc., como elementos que acentuam a hostilidade na qual os personagens se encontram. É bastante aterradora a cena na qual eles se encontram fora da estrada e totalmente perdidos, cercados por sons que eles não conseguem imediatamente reconhecer e tampouco podem identificar o animal que os atacou, até porque não o conhecem. E mais tarde, quando David é levado para o hospital e descobrimos que ele está lá por três semanas, somos também informados, assim como o personagem, de que a criatura responsável por aquilo foi na verdade um homem.

Percebemos então que estamos lidando não apenas com a tensão do desconhecido como também com uma trama conspiratória que inclui muitas pessoas mentindo para encobrir o fato de que há um lobisomem ali. Mas, àquele momento do enredo, é importante ressaltar que não “há” ainda um licantropo, uma vez que o bicho que destroçou Jack e infectou David foi morto - então, sabemos que temos que esperar a próxima lua cheia para conhecer qual será a reação de David. E devo dizer que a reação é maravilhosa: ele se transforma num lobo. A maquiagem é assombrosamente boa e não me surpreende que a Academia tenha dado um Oscar a esse filme na categoria Melhor Maquiagem. Ainda que já tenhamos visto antes o rosto destruído de Jack, ficamos verdadeiramente impressionados com a transformação de David, vemos cada parte do seu corpo sendo modificada - as mãos crescendo, o tronco ficando mais largo, o rosto se estende, formando um focinho e uma boca maior etc.

E a trilha sonora é fundamental pra o filme. A maioria das cenas é brilhantemente embalada por canções cantadas ou instrumentais, destaco aqui “Bad Moon Rising”, do Creedence CLEARWATER Revival, e “Blue Moon”, em três versões diferentes. Também há bastantes elementos cômicos do filme, sendo a cena no cinema pornô provavelmente a mais engraçada, com direito a exibição de uma cena que, a meu ver, por si só já vale pelo filme! As atuações deDavid Naughton e Griffin Dunne, além, claro, da bela presença Jenny Aguther, são excelentes, com direito a uma direção de um John Landis certeiro: ele não erra, não transforma seu filme numa ode ao horror nem o torna caricato, a mistura de comédia com horror funciona muito bem e leva o espectador muito bem na hora e meia de trama sobre o lobisomem. Destaco a cena final, realmente interessante, mostrando que o título não é só pano de fundo na história: o lobisomem americano em Londres é mesmo capaz de fazer muito estrago.

- Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London), de John Landis, EUA, Inglaterra, 1981.



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Postado por Dino | (6) Comente aqui!

6 comentários:

  1. Dino ainda bem que verifiquei o blog antes de publica os post..caso o contrario teríamos um post repetido^^

    Em relação ao filme: também morria de medo de assistir..Mas diga : O Pablo deve ser amarrar nesse tipo de filme..Alias no antigo blog você dizia que ele comia x tudo assistindo filme de terror ? argggg.

    Um abraço

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  2. Nossa, eu lembro que assisiti esse filme, so nao lembro quando e onde...Sera que foi na Tela Quente da globo ? Achei muito legal

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  3. Esse filme nunca passou na Globo .... quem comprou foi o SBT
    É o melhor filme de lobisomem já produzido !!!!!!!!

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  4. Filme que inspirou Michael [Jackson] a fazer Thriller. =)

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  5. Dino, bom dia. De filmes abordado o tema Lobisomem, nunca houve até agora um outro igual a UM LOBISOMEM EM LONDRES. Nem mesmo os recentes 3 filmes cuja protagonista principal é uma atriz, chegam perto daquela produção. Aliás será que o diretor John Landis ainda é vivo? O mesmo se da com o tema Vampiros cuja melhor e único filme foi Vampiros da Noite, dom Christopher Lee e o mais é conversa pra boi dormir. Se não estou enganado os melhores diretores de cinema seja com temas musicais, terror, drama, etc., já passaram para o outro lado. Ainda bem, que o ator americano Clint Eastwood, especializado em "faroestes" e que tornou-se um dos grandes diretores cinematográficos (O cavaleiro solitário no qual atuou e dirigiu), ainda está vivo e já na casa dos 80 e tantos e inclusive quando trabalhava na Itália, tornou-se um dos grandes amigos do diretor dos spaguettis italianos Sergio Leone (falecido) como: VOU MATO E VOLTO, O DOLAR FURADO,O BOM, O MAU E O FEIO, etc...Ah! Bons tempos, bons filmes. Chego até a me arrepiar. Infelizmente hoje vivemos apenas de efeitos especiais. Vcs acreditam que se tentarem exibir, hoje, BEN HUR de 1958, O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, WINCHESTER 73, A CAVALGADA DOS PROSCRITOS, etc.,os cinemas ficarão vazios? Sorte é que quem tem tv por assinatura, pode assistir alguns deles (não todos) no canal TCM, nas novas tvs full hd, de 32", 40", 50" e até 80".

    Abraços, extensivos a esta equipe fora de série

    Pedro A.Machado

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  6. Dino e Pablo, se tiverem instagram passe aqui para que os leitores do blog sigam vcs!
    Nick

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