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MINHA VIDA GAY

O sentido da promiscuidade




POR: M.V.G.


Até meus 30 e poucos anos a palavra “promiscuidade” era carregada de “sujeira”, doenças e um aspecto moral – inconscientemente religioso – que me mantinha bastante afastado do ato. Imaginar uma sauna gay me enchia desses sentidos: sujeira, doenças e imoralidade pelas referências cristãs. Porque a clareza é essa: a moralidade implícita foi apropriada pela religião católica, como a maior articuladora contra a luxúria.

No sábado, nas andanças em São Paulo com a minha amiga “Ela”, me questiona: “MVG, o que é promiscuidade hoje pra você?”.

Curioso que, ao levantar essa questão, a tensão que sentia antigamente ao ouvir essa palavra não bateu.

Respondi a Ela: “Não sei mais o que é promiscuidade. Acho que nada mais é promiscuidade – rs”.

Ela: “Acho que promiscuidade tem muito de uma convenção social mesmo”.

De fato, amigos leitores, é a nossa sociedade que ensina que promiscuidade tem um peso de sujeira, doenças, falta de moral sob um crivo religioso. E em partes a sociedade está certa em nos alertar, assim como na minha vivida e consciente década de 80 a AIDS vinha ao mundo para nos dizer sobre uma doença sem cura (que continua sem cura) e a mídia nos massacrava com campanhas e mais campanhas pelo uso de camisinha e o teste de DST’s.

Do ponto de vista prático, hoje em dia e a mim, a cautela perante a promiscuidade faz sentido – apenas – sob o aspecto da saúde. Praticar atos promíscuos é saber que existe um cuidado especial para não contrair as famosas doenças sexualmente transmissíveis.

Notando aquela molecada de 14 anos (ou menos) espalhadas pela Peixoto Gomide – e bem distantes das campanhas maciças de alerta a AIDS que rolaram nos anos 80 – não sei até que ponto existe essa clareza de que as DST’s nos provocam muito mal e boa parte são fáceis para contrair. O aspecto autoafirmativo, o tesão, a sensação de serem especiais e imbatíveis e a necessidade de nos sentir “experientes” muitas vezes nos cegam. Já fui um “aborrescente” e sei bem como é que é.

Sob o ponto de vista ainda das doenças, gostaria de fazer entender o sentido de promiscuidade: ir na sauna 269 e participar das orgias é igual a transar com um parceiro diferente a cada dia vindo pelo Hornet ou Grindr. O fato de definirmos por um parceiro “íntimo sob 4 paredes” a cada dia não nos redime e dá o mesmo sentido da pegação coletiva na sauna. Claro que nosso ego vai nos punir menos por um ou por outro, mas a rotatividade e a incidência da transmissão das DST’s é exatamente a mesma, o que configura atos promíscuos.

Só gay pode ter atitudes promíscuas? Claro que não. Embora a comparação a mim seja totalmente desnecessária, algum leitor que curte putaria pode achar que estou sendo “homofóbico” e preconceituoso com os gays. Então, existem as casas de suingue no meio heterossexual e, nada mais nada menos, que homens e mulheres heterossexuais que levam a cama suas/seus amantes, têm suas esposas/maridos e contribuem facilmente com a promiscuidade.

Todos nós que vivemos de rotatividade somos em certa medida “agentes da promiscuidade”, que no meu ponto de vista não precisa ter sexo. Basta ter beijo.

Tirando o aspecto das doenças, que a mim existe claramente, e que se deve ficar esperto, o valor moral-religioso a mim não mais pertence. As orgias são práticas recorrentes e seculares, sobre a careca do Papa e do cristianismo. Notem que cair de balada e beijar mais de um numa noite e mais outro punhado numa outra – hábito tão recorrente entre a juventude atual – nos tornam indivíduos também promíscuos. DST’s, como a herpes, são transmitidas pela boca.

E isso, minha gente, é o indivíduo (de natureza humana) exercendo a autoafirmação. A parte moralista da sociedade vem “brigando” com o indivíduo há muito, muito tempo, querendo colocar a prática de sexo sob o pecado da luxúria. E mesmo assim, o bacanal é secular e estamos totalmente abertos a beijar e transar a rodo hoje em dia. O moralismo não tem se sustentado e misturar a doença + pecado não está funcionando. Como acreditar em líderes religiosos que praticam a corrupção, vivem de políticas e interesses de poder e – de quebra – exercem a pedofilia? Todo nós, incluindo clérigos, somos corruptíveis. E corrupção não está sob o julgamento divino, mas sob a falibilidade humana que deve ser conscientizada, cada vez mais.

O “Ministério da Saúde” já advertiu que beijar e fazer sexo fazem muito bem para saúde pelas reações físico-químicas que acontecem em nosso corpo. Mas existem as DST’s que são “agentes reguladores” que vão querer nos controlar. A mim já basta a própria natureza fazer o controle. Não precisamos criar alegorias ou aceitar piamente os arquétipos, sugerindo que o “demônio” nos flerta pela voz da luxúria. É muito cômodo e fugidio acreditar que uma “entidade” externa é quem tem tal responsabilidade sobre nós. Nos tira a própria consciência e o peso de nossos atos.

A figura do demônio também foi criada para se colocar um tipo de controle sobre o indivíduo

No final, o que refina nosso senso crítico é essa relação: sexo VS. doença e não sexo VS. moralismo cristão.

E existe mais um lado, bem “jeito MVG” de pensar: há em nossa natureza também um espírito de preservação, que é individual, tanto quanto humano e – de certa forma – acima das normas sociais. Essa preservação diz respeito novamente a consciência, que é psicológica e particular (na relação do consciente VS. inconsciente): o que nos faz desejar atos promíscuos? Tenho controle disso ou deixo apenas o desejo fluir e encaro a maioria das ofertas? Meu medo é somente das DST’s ou existe uma necessidade de suprir um certo “vazio” quando não marco “pontos” no final de semana?

Quero ou não quero lidar com essas realidades de consciência e me conhecer melhor?

Lembro muito bem da conversa com um recepcionista da antiga 269: “Tem gente que entra aqui na segunda-feira e sai somente na segunda seguinte”. Tem gente que vai precisar contabilizar 2 ou 3 transas por semana e com pessoas diferentes via Grindr / Hornet. É a mesma coisa. Tem gente que vai precisar beijar 3 no sábado e mais dois no domingo. Qual é a diferença, criatura de Deus?! Ne-nhu-ma, para não virar hipocrisia.

Se a maioria de nós já se comporta assim, seja gays ou heterossexuais, a palavra promiscuidade perde o sentido. Os atos já estão socialmente absorvidos e virou padrão comportamental entre as pessoas. Está aí, quando disse a Ela que “nada mais é promíscuo”. O importante agora é saber o que fazer com isso.

Promiscuidade VS. Doenças VS. Consciência. Equação essencial. Basicamente é isso: “a sociedade oferta lugares para prazer sexual e luxúria. A moda incentiva a curtição e o frenesi entre as pessoas e sugere que assim seremos mais felizes. Mas também existem as doenças que são factuais, transmissíveis e palpáveis. Até onde você quer ir com essa história fica por sua conta e risco. Por conta e risco também das consequências de tudo isso”.

Esse pensamento não é sensato para praticamente tudo de nossas vidas?

Não vai entrar nenhum exorcista na sauna ou dentro da balada querendo chispar os “demônios” que lá se manifestam, a não ser que queira usufruir do serviço. No final e na prática, nem a igreja é responsável pelos seus atos promíscuos para ficar botando banca.

Não vai ter banho de sal grosso que vá extirpar uma gonorreia, herpes, sífilis ou até mesmo a SIDA (Síndrome de Imuno Deficiência Adquirida).

Para se aventurar (ou não) na promiscuidade vale muito menos o medo imposto pelo moralismo social e religioso. “Palavras máximas” das instituições são totalmente falíveis porque não reprimem desejos individuais para todo sempre. Vale mesmo é ter consciência, individual, de si consigo (e vale o pleonasmo). E esqueça de querer jogar a “culpa” da sua vida ser assim ou assado por causa da mãe, do pai ou do ex-namorado.

E agora José? E agora você!

BRASÍLIA- Livres para Amar
Avô militar confessa em depoimento que era super preconceituoso, até ter neto gay.



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FOFOCAS DECELEBRIDADES-GOSSIPS

Momento Fabíola Reipert: Galã global é visto com travesti na praia




Publicado pelo R7

Um galã da Globo que fez um protagonista de uma novela em que era chamado de bobão foi flagrado pela polícia com um travesti na orla da praia.
Ele, que faz a linha bem casado e com filhos, não levanta a menor suspeita.
O bonitão conseguiu abafar o caso com a polícia para evitar um escândalo em sua vida pessoal e profissional.
Vale lembrar que ele não é muito querido na emissora em que trabalha, pois é tido como antipático.

Bunda olímpica




E caiu na net a primeira do foto do mergulhador olímpico Tom Daley pelado, ele que foi eleito o muso das Olimpíadas de Londres. O rapaz inglês de 19 anos, gay assumido desde o final do ano passado, foi exposto pela melhor amiga de seu namorado, a atriz australiana Sophie Lee. No banho, de costas, a loira bateu a foto botando o dedo na direção das nádegas do atleta. A foto que foi para o Instagram foi apagada logo em seguida. A bundinha malhada mais desejada do mundo gay finalmente foi exposta.

O medalhista de bronze em Londres no trampolim de 10m namora o roteirista de cinema norteamericano Dustin Lance Black, 39.

Camisa histórica




Parece que os fãs da NBA, liga nacional de basquete dos EUA, querem guardar a camisa do jogador do Brooklyn Nets, Jason Collins, primeiro atleta gay profissional em atividade nos EUa. O jogador fez sua estréia na semana passada, depois de 10 meses sem contrato e ter se assumido gay, e sua camiseta é a mais vendida nos EUA!

A camisa 98 do Nets do atleta é uma homenagem ao jovem Matthew Shepard, morto após horas de tortura em 1998. Collins já usava o número desde 2012. O nome do jovem gay batiza a lei anti homofobia dos EUA que colocou o a homofobia como crime de ódio no país. Collins estreou a camisa 98 ontem em jogo contra o Blazers. As camisetas esgotaram dos estoques da loja on line da NBA em apenas 24h.

Tchau Tchau




O modelo Roni foi eliminado do BBB 14 na noite desta terça-feira e em coletiva em seguida falou com jornalistas que perguntaram de sua sexualidade, "amizade de verdade se confunde com homossexualidade”, afirmou o grandão.

Sobre ficar ou gostar de homens, ele disse: "Não gosto, sou heterossexual, gosto de mulher, 100% mulher, mas eu não tenho preconceito. Não tenho medo de nada, nunca saí com homem. Já sobre o carinho por Marcelo dentro da casa... “Se eu não brincasse com ele, ficasse com medo, seria um preconceito de brincar" e "Ele é um cara que age com o coração, daquele jeito. Das muitas conversas que tivemos, ele nunca mudou comigo de forma agressiva", falou sobre o seu relacionamento de amizade com participante curitibano.

Ele falou ainda sobre seu vídeo erótico que vazou (que não se arrepende), da ficante Tatiele na casa (que o eu te amo era de brincadeira) e falou ainda das sisters Franciele e Clara... Roni foi eliminado com 60% dos votos em paredão contra o carioca Diego.

Curioso como ele lembra o ex ator Victor Fasano.


Reprodução de filme lésbico vencedor de Cannes é censurada por empresas brasileiras de Blu-ray





(FILME:  EM BREVE AQUI NO ENTRE HOMENS)

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PIRIGUETE BOYS








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HOMOSSEXUALIDADE

Artigo: A homofobia, a misoginia e o racismo são os muros que exterminam



Muros em mim


Postado por: Breno Rosostolato*

Psicólogo reflete sobre os muros que geram o preconceito

Outro dia, assistindo ao canal History, um programa que até então me parecia despretensioso, me chamou a atenção por belas paisagens e um jeito diferente de apresentar as belezas da Inglaterra. As imagens vinham de um helicóptero e todo o programa consistia em sobrevoar o país, revelando suas particularidades. Mais em determinado instante algo que me acalmava se transformou em desconforto. Em muitas destas paisagens podia se ver muros que se estendiam por quilômetros. Em alguns pontos não existia mais muros, mas logo depois, mais uma sequência.

Senti-me instigado a pesquisar sobre outros países que ainda preservavam muralhas, cercas e se isso era apenas a conservação e uma homenagem à história daquele lugar. Guerras do passado, construções que protegiam o território, pontos estratégicos de observação ou até mesmo países que possuem através dos muros a concepção arcaica e destrutiva de uma nação cindida e fragmentada. Enfim, que muros são esses e qual a necessidade da construção destes.

Durante minha pesquisa, não só me surpreendi com muitos lugares que possuem estes muros levantados, como inevitavelmente, pensar neste artigo logo me remeteu ao, talvez, o mais famoso dos muros, o de Berlim na Alemanha, erguida em 1961 pelo regime socialista. Fim da guerra e derrota da Alemanha e do terceiro reich fez com que os países aliados fatiassem o país. Estados Unidos, França e Inglaterra ficaram com a parte Ocidental e, portanto, um regime capitalista.

A outra metade ficou com a extinta União Soviética, fundando Berlim Oriental, capital da Alemanha Oriental. Em 9 de novembro de 1989 o muro começa a ser derrubado com o fim da União Soviética. O fim de um das maiores mazelas da humanidade, unificando assim a Alemanha e marcando o fim da Guerra Fria.

A derrubada do muro de Berlim à base de chutes e marretadas, significou um gesto de desespero de um povo que já não aguentava mais de 40 anos de opressão e angústia. Uma queda que foi acompanhada pelo mundo que buscava novos rumos e principalmente, resignificar as mentalidades, dar fim a censura e restabelecer a liberdade e autonomia de um povo.

Acontece que ao contrário do que se esperava com todo o simbolismo da queda do muro de Berlim, uma nova era de ideologias e abertura entre os países, parece não ter acontecido exatamente assim. Vão se erguendo ao redor do mundo inúmeros preconceitos e arbitrariedades de concreto, madeira e aço. São verdadeiros cercados de intolerância, obstáculos de discriminações que denunciam um passado de guerras, divergências, violência e conflitos que não foram resolvidos.

Um passado muito presente e que alguns países cultivam os fantasmas deste passado. Ao se deparar com estas construções somos remetidos a prisões, verdadeiras jaulas, talvez porque o homem seja realmente o selvagem e prefere ignorar este passado do que aprender com ele.

O que dizer, por exemplo, dos 750km de extensão, que Israel ergueu ao redor da Cisjordânia, em Sawahre. Seus construtores defendem a ideia de que assim é mais seguro e que o enorme muro protege contra ataques terroristas. Mas olhando mais perto, sua construção foi engendrada de maneira arbitrária e invade ostensivamente o território palestino, cujos habitantes denunciam uma clara apropriação indevida de território. Esta é uma das maiores instalações fronteiriças do mundo. Já na Irlanda do Norte, a cidade de Belfast construiu paredes, chamada de “linha de paz”, que de paz não tem nada. Este muro foi levantado em 1969, separando áreas habitacionais católicas e protestantes que mesmo depois de um acordo de paz, insistem em ficar de pé.

Outra destas cercas segregadoras é um cercado que existe entre as duas Coreias, em Imjingak. Fitas amarradas com recados escritos pelos sul-coreanos revelam o desejo de reencontrar os parentes e entes queridos que estejam do outro lado, na Coréia do Norte. Um gesto louvável reacende a chama da paz, da coerência e da sensatez. Representantes das Coreias concordaram em promover uma reunião de famílias separadas desde o fim da guerra na península, no começo da década de 50.

Essas barreiras nas fronteiras dos países fazem com que muitas pessoas manifestem sua indignação e tentem ultrapassar a todo custo estes muros.  Para se ter ideia, por ano, pelo menos 1.000 migrantes perdem a vida, geralmente de sede, tentando atravessar esses muros, haja vista, por exemplo, a travessia do deserto entre os Estados Unidos  e o México. Uma travessia arriscada, severa e assassina.

As guerras armamentistas, mas também aquelas de poder, cambiais e territoriais, constituem mentalidades equivocadas e separatistas, base do preconceito e da segregação, deixando milhões de pessoas refugiadas e famílias inteiras desmanteladas. Com o tempo esses muros intimidadores perdem a força e deixam de ter significado limitador, assim como aconteceu com a maior de todas as muralhas, a da China. Hoje um ponto turístico.     

Fato é que as cisões, as divisões e o mais grave, as separações que estas construções criam na sociedade vão para além do terror de ficar longe de quem se ama ou não permitir o livre-arbítrio, mas são os muros emocionais que são levantados dentro de nós que realmente são os mais preocupantes. Muros que são intransponíveis porque são construídos pelo preconceito e a discriminação. Muros que marginalizam todos que desejam se aproximar. Muros que classificam as pessoas e que resultam nas verdadeiras violências urbanas.

Ricos que não convivem com os pobres, pessoas que não toleram o diferente, sujeitos que vivem em padrões específicos e aniquilam quem não vive ou pensa como tal. O jovem que desdenha o idoso por não valorizar a experiência. A homofobia, a misoginia e o racismo são os muros que exterminam. Devemos travar lutas, as nossas lutas internas, começando por demolir os nossos próprios muros, para assim, conseguir enxergar o que de fato está do outro lado.

Marca decide parar de criar brinquedos só para meninas ou só para meninos




Publicado pelo Hypeness

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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Nobel da Paz Desmond Tutu compara lei antigay de Uganda ao nazismo




O vencedor do prêmio Nobel da Paz em 1984 e arcebispo sul-africano, Desmond Tutu, criticou a assinatura na semana passada de uma lei na Uganda que prevê prisão perpétua para homossexuais e proíbe a “propaganda” gay. Para o religioso, “Não há nenhuma justificativa científica para os preconceitos e a discriminação. Nunca. E também nenhuma justificação moral. A Alemanha nazi e a África do Sul, sob o Apartheid, entre outros, são provas disto, afirmou Tutu.

“Devemos ser muito claros a respeito deste assunto: a história do mundo está cheia de tentativas de legislar contra o amor e o casamento entre castas, classes sociais e raças. Mas não há nenhuma base científica nem razões genéticas para se amar. Apenas há a graça de Deus”, afirmou o anglicano nesta segunda feira.

Os EUA também criticaram a aprovação da lei, ameaçando cortar a ajuda que o país oferece a Uganda. No Brasil, o apresentador Ratinho afirmou que o Brasil deveria cortar relações com Uganda e afirmou que a lei é uma bestialidade. “Se o Brasil tem algum vínculo com esse país de MERDA, temos que cortar", afirmou o apresentador.

Novo presidente da CDHM diz que vai apostar no diálogo com movimentos sociais


 Deputado petista assume presidência de comissão que trata dos assuntos gays na Câmara

Após polêmica da possibilidade do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ser presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), depois ser presidida por um ano pelo seu colega pastor deputado Marco Feliciano (PSC-SP), o PT decidiu novamente negociar a presidência da CDHM e ficar com a cadeira para não haver mais desgaste da imagem do partido com a base militante em ano eleitoral. O nome que venceu a eleição na noite da última terça-feira, 25 de fevereiro, foi do deputado Assis do Couto (PT-PR), conhecido por sue amplo apoio a questões agrárias.

O novo presidente da CDHM anunciou que o diálogo será a palavra chave de sua gestão. “A prioridade será do diálogo com os parlamentares, com os movimentos sociais e com o Brasil. As decisões serão partilhadas e negociadas. Queremos esquecer o que aconteceu em 2013, quando a CDH deixou de ser um colegiado em defesa dos Direitos Humanos para ser um espaço de debate de todas as formas de preconceitos”, diz ao tomar pose do cargo.

Entenda

As comissões do Congresso são escolhidas em uma ordem em que o partido com maior representatividade na Casa pode escolher primeiro aquelas comissões que prioriza. O PT é o partido com maior bancada, sendo assim, ele pode escolher três comissões. As comissões que o PT dá prioridade são aquelas que envolvem questões financeiras e que lhe possibilitam implementar seus planos econômicos, como o PAC, e outras comissões que lhe dão maior influência sobre as demais pautas econômicas em tramitação no Congresso.

Foi por conta desta priorização de plano de poder do PT que em 2013 o partido deixou a presidência da CHDM com o deputado pastor Marco Feliciano, deixando a militância dos Direitos Humanos revoltada.

Com as novas eleições para as presidências das comissões, o PT enfrentou um dilema: garantir seu plano de poder político, deixando a CDHM ser presidida por partidos fundamentalistas e ter que enfrentar novas manifestações como as que estouraram pela saída de Feliciano, ou evitar a revolta da militância pró Direitos Humanos e um desgaste da imagem do partido.

A segunda opção foi a resposta dada pelo PT, como o Mix noticiou aqui, em que agora, o partido tem como prioridade as comissões de Trabalho e Legislação Participativa.

Quem é o novo presidente da CDHM?

O deputado Assis do Couto, do Paraná, é conhecido por sua ampla defesa da agricultura familiar, é contra a correção monetária dos créditos agrícolas e luta pelo acesso à terra. Em seus três mandatos, Assis Couto tem pautado seu trabalho em temas ligados à terra. Sem muita expressão em outras causas sociais ligadas aos negros, mulheres e LGBT. Agora é esperar a Casa voltar com suas atividades após o Carnaval e ficar de olho nas pautas da CDHM.

Haddad quer investigar suposto caso homofóbico no Ibirapuera



Prefeito quer saber quem é culpado

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FILMES TEMATICOS GLS




FILMES DA QUARTA-FEIRA (WEDNESDAY'S MOVIES)


FILME(INEDITO): VAMPIRE BOYS (USA-2011-RMVB-LONGA)



VEJAM O TRAILER NO FIM DO POST



SINOPSE: O tempo está se esgotando para Juntin e sua ninhada de vampiros. Para sobreviver, Jasin precisa encontrar um mortal para se transformar em um vampiro a passar a eternidade com eles. Los Angeles oferece muitos jovens candidatos. A ninhada tem os olhos fixados em Tara, um jovem estudante de faculdade gaúcha de Porto Alegre. Tara está aberto à ideia de se tornar um vampiro, mas alguém entra em cena para atrapalhar os planos da ninhada. Na escola, Caleb atende ao estrangeiro, Jasin, e eles têm uma conexão instantânea. O problema é que o tempo é curto, e Jasin precisa convencer Caleb que a eternidade como um vampiro pode ser uma vida muito doce.

SYNOPSIS: Time is running out for Juntin and her brood of vampires. To survive, Jasin needs to find a mortal to turn into a vampire to spend eternity with them. Los Angeles offers many young candidates. The brood has their eyes set on Tara, a young college student from Porto Alegre city, Rio Grande do Sul (BRAZIL). Tara is open to the idea of becoming a vampire, but someone else enters the picture to disrupt the brood's plans. At school, Caleb meets the stranger, Jasin, and they have an instant connection. The problem is that time is short, and Jasin needs to convince Caleb that eternity as a vampire can be a very sweet life.



(BEE-FILES LEGENDADO EM PORTUGUES)







FILME(INEDITO): TRU LOVED (USA-2008-LONGA)


VEJAM O TRAILER NO FIM DO POST


SINOPSE: Tru, é filha de um casal de lésbicas. Elas acabaram de mudar para uma pequena comunidade da Califórnia, e entre os novos desafios de Tru, está o de criar um ambiente tolerante quanto à questão da homossexualidade. Um filme engajado, leve, cheio de referências interessantes e um elenco bem marcante.

SYNOPSIS: Tru, is the daughter of a lesbian couple. They just moved to a small community in California, and among the new challenges of Tru, is to create a tolerant environment on the issue of homosexuality. An engaged, light, full of interesting references movie and a very remarkable cast.






(ESTE FILME ESTA DIVIDIDO EM VARIAS PARTES COMPACTADOS. EU UTILIZO E TENHO O WINRAR(DESCOMPACTADOR) JA INSTALADO NO COMPUTADOR, PORTANTO UTILIZEI-O.BASTA CLICKAR NUMA DESSAS PASTAS E FAZER A DESCOMPACTACAO QUE O FILME SAIRA INTEIRO NA PASTA QUE VC ESCOLHER, normalmente no "meus documentos"). 




FILME(INEDIO): CARANDIRU (BRAZIL- 2003-LONGA)


VEJAM O TRAILER NO FIM DO POST


SINOPSE: Um médico (Luiz Carlos Vasconcelos) se oferece para realizar um trabalho de prevenção a AIDS no maior presídio da América Latina, o Carandiru.
Lá ele convive com a realidade atrás das grades, que inclui violência, superlotação das celas e instalações precárias.
Porém, apesar de todos os problemas, o médico logo percebe que os prisioneiros não são figuras demoníacas, existindo dentro da prisão solidariedade, organização e uma grande vontade de viver.

SINOPSIS: Un doctor (Luiz Carlos Vasconcelos) se ofrece a realizar un trabajo para la prevención del SIDA en la prisión más grande de América Latina, Carandirú.
Allí vive con la realidad tras las rejas, como la violencia, hacinamiento en las celdas y las malas instalaciones.
Sin embargo, a pesar de todos los problemas, el médico se da cuenta de que los prisioneros no son figuras demoníacas, que existe dentro de la cárcel la solidaridad, la organización y una gran voluntad de vivir.

SYNOPSIS: Un médecin (Luiz Carlos Vasconcelos) propose d'effectuer des travaux pour la prévention du sida dans la plus grande prison d'Amérique latine, Carandirú.
Là, il vit avec la réalité derrière les barreaux, y compris la violence, des cellules surpeuplées et les installations pauvres.
Cependant, malgré tous les problèmes, le médecin se rend vite compte que les prisonniers ne sont pas des chiffres démoniaques, existant au sein de la solidarité de la prison, de l'organisation et une grande volonté de vivre.

SINOSSI: Un medico (Luiz Carlos Vasconcelos) offre a svolgere un lavoro per la prevenzione dell'AIDS nel più grande carcere in America Latina, Carandiru.
Ci vive con la realtà dietro le sbarre, compresa la violenza, le celle sovraffollate e strutture povere.
Tuttavia, nonostante tutti i problemi, il medico si rende conto ben presto che i prigionieri non sono figure demoniache, esistente all'interno del carcere di solidarietà, organizzazione e una grande voglia di vivere.

SYNOPSIS: A doctor (Luiz Carlos Vasconcelos) offers to perform work for AIDS prevention in the largest prison in Latin America, Carandirú.
There he lives with the reality behind bars, including violence, overcrowded cells and poor facilities.
However, despite all the problems, the doctor soon realizes that the prisoners are not demonic figures, existing within the prison solidarity, organization and a great will to live.







FILME(INEDITO): ALKALI, IOWA (USA-1996-LEGENDADO EM PORTUGUES-CURTA)


VEJAM O FILME NO FIM DO POST


 SINOPSE: Na fazenda de sua família em Iowa, o jovem Jack Gudmanson está lutando com sua identidade sexual. Não é uma coisa fácil de fazer no mundo machista do Centro-oeste. Mas as coisas ficam mais claras quando ele descobre, através de uma caixa enferrujada um segredo sobre seu pai, já morto na guerra do Vietnã.

SYNOPSIS: In his family's farm in Iowa, young Jack Gudmanson are struggling with their sexual identity. Not an easy thing to do in the macho world of the Midwest. But things become clearer when he discovers, through a rusty box a secret about his father dead in the Vietnam War.





 1.Como legendar os filmes 

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CONTOS DO LEITOR


XANDÃO, O CARIOCA FUDEDOR








Igor era um primo de Xandão, filho de uma tia que morava em Paracambi, interior do estado. O garoto acabara de completar 18 anos e precisava ficar 2 dias no Rio, para se alistar na Aeronáutica.


Xandão chegou em casa e se deparou com o garoto na sala vendo TV, sua mãe lembrou tinha avisado que o primo chegaria, mas ele havia esquecido.

A ultima vez que tinham se vista fazia 10 anos, o garoto ainda era uma criança, mas agora tinha crescido e, aos 18 anos era um belo moreno de 1.77, 74kg, cabelo moicano olhos castanhos feito o dele.
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DICA DE SAUDE


A PELE E O SOL

Dr. Walter Pinheiro
Dermatologia e Cosmiatria







O Brasil é o país do sol, nosso clima tropical apresenta alta incidência de dias ensolarados, favorecendo as atividades de lazer e esporte praticados ao ar livre. O mês de janeiro se aproxima e é o período das férias escolares. Nossas belas praias são um enorme atrativo, seja em busca de refresco para o calor ou a diversão.

A seguir, Dr. Walter Pinheiro lista algumas dicas importantes para você poder aproveitar o melhor do sol, protegendo sua pele.


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MINHA VIDA GAY

Relato gay – As diferentes maneiras de se lidar com a sexualidade




POR:  MVG


Uma vez já comentei sobre meu amigo “Ding”, ex-namorado de outro amigo, o “Tablito”. Ambos namoraram durante seis anos e preservam uma forte amizade hoje em dia. Referência importante para mim, vindo de amigos mais velhos.

Ding tem seus 40 e poucos anos, daquele cara que viveu (e ainda vive) intensamente desde muito jovem, quando essa coisa de ser gay era – definitivamente – muito mais limitador do que hoje. Ding é eternamente novo de espírito e, apesar da idade, é aquele que sempre topou ou idealizou nossas viagens mais aventureiras, com muito contato com a natureza e um desprendimento material importante para se praticar de vez em quando.

Dos muitos amigos gays que fiz nos últimos anos, poucos são aqueles que realmente tenho retomado contato ativamente. Como o meio gay é um ovo bastante pequeno, de codorna, coincidentemente encontrei o “Charosk” e um outro amigo na mesma quarta-feira dessa semana. Sai para jantar com a “ONG MVG” que está se formando, entre eles o Paulo, o Sammy e, agora, o “Hey” e estavam lá, nas bandas do “quadrilátero da Paulista”, esses dois amigos, em momentos diferentes.

Ontem estive no Bar da Dida com o Ding, “base” que sempre nos acolheu muito bem para idelizar nossas viagens e desenvolver centenas de papos intimistas regados de cerveja. O lugar estava abarrotado, noite predominantemente de sapas, mas apresentando alguns belos exemplares de homens da nossa comunidade.

Falávamos sobre projetos atuais e futuros, sobre a vida e sobre nossas realidades. Certa hora, tarde da noite e diante de algumas de minhas provocações, Ding começa a passar seu relato sobre a sua nova-antiga experiência com um peguete-marmita. Nova porque já tinha ouvido algo sobre esse peguete recentemente. Antiga porque a relação se estabeleceu há mais de sete anos.

Foi no chat do UOL que meu amigo conheceu tal rapaz. Tudo começou com um primeiro encontro de apresentação: jovem casado, sarado, lindo e que na primeira noite com meu amigo ficaram (apenas) assistindo um filme pornô, cada um se masturbando, lado-a-lado no sofá.

Os anos – e um senso de preservação de saúde e cuidado muito grande de ambas as partes – foi conduzindo a relação, que foi bastante “asséptica” no começo, para uma “foda fixa”, ou “pau amigo”, ou “marmita” ou qualquer nomenclatura que possa se designar aquele relacionamento que se restringe, basicamente, ao sexo fixo mas sem maiores compromissos além da própria foda. Modelo que, sim, quando se está solteiro é bastante comum entre os gays (e porque não dizer entre os heterossexuais?).

Durante esses sete anos, meu amigo tem uma “parceria de amante” com um cara que hoje está com 35 anos, é delicioso, lindo, sarado e casado nos moldes tradicionais da heterossexualidade.

Puxa vida, pensei comigo: “está aí, vindo até a mim sem pedir licença, novamente, o assunto que virou pauta nos posts ‘be gay or not be gay’ tão recentemente”. Mais um caso verídico, real, que se perdura há quase uma década.

Ding conheceu o rapaz pela Internet pouco tempo depois do término do namoro com o Tablito, relação homossexual e homoafetiva que deve-se reforçar: durou seis longos anos. De lá pra cá, Ding chegou a ficar com um ou outro rapaz; lembro até de um deles que se aprochegou uma vez que estávamos na Dida. Moço bonito, que começava a ter uma história de namoro com meu amigo, mas que – no final – não foi até a décima página pela pura falta de afinidade.

Enquanto Ding ia me relatando suas experiências sexuais mais atuais com sua “foda fixa”, de fato comprovado por meio de mensagens de celular que eu li (e dei altas gargalhadas com o teor das trocas), veio à tona novamente o assunto tão fresco e recentemente comentado em ambos posts citados.

O sexo entre eles, hoje, está cada vez mais “avançado”, numa história que dura longos anos com um tipo de fidelidade. Chegaram a trocar algumas vezes testes de DST durante todo esse tempo, quando Ding assumia uma história com outro alguém.

De frente ao meu amigo Ding, 40 e poucos anos, totalmente emancipado e uma referência de vida de tempos em que eu estava nas fraldas, aquela conversa me provocou a lançar meu moralismo para longe, bem longe novamente, e me aproximou de novo a essa realidade: homens que vivem amplamente a heteronormatividade mas que destinam uma pequena parte de seu tempo para o sexo com outro homem.

Ding me deixou bem claro sua crença: “todas as pessoas são ‘bissexuais’ desde sempre. É a sociedade (diga-se a moral, a religião e a cultura) que nos joga em caixinhas”. Não tenho forças nem vontade para negar. Principalmente que, agora, sei dessa história de quase uma década. Não se está falando de experiências furtivas e pontuais. São anos de envolvimento.

Hoje, entre ambos, assume-se uma intimidade. Seus encontros raramente acabam somente na foda. Sete anos (ou mais) representa um acúmulo de horas juntos. Se torna inevitável saber das vontades e expectativas um do outro.

Em determinado momento o questionei sobre a esposa do rapaz (eis meu lado moralista querendo matar a curiosidade da parte que realmente pega nessas relações). Ding me respondeu: “Nesse tempo, não sei de nada a respeito da mulher, nunca perguntei e ele nunca falou nada”. Fiquei perplexo.

Além da questão que obviamente se levanta de novo, sobre a existência de tais homens que vivem a caixinha da heteronormatividade mas que transam outros homens, existe um outro ponto bastante em evidência aí, embora nas entrelinhas: a capacidade do homem gay de dividir de maneira natural o sexo da afetividade. Num cenário repleto de sapas, como foi a noite de ontem e sabendo que o Ding tem dezenas de amigas sapas, foi inevitável a comparação comportamental, de como a mulher gay, ou sapatão, ou racha vincula sexo e sentimento. Bastante diferente do homem gay, quando sexo e envolvimento afetivo podem ter uma divisão mais natural quase em todas as circunstâncias. Isso a mim, é também uma realidade, vivida, sentida e constatada recentemente com meu ex-namorado.

Por falar no ex e nesse meu processo atual de nova compreensão de mundo, das relações e das pessoas, posso arriscar a dizer que meu relacionamento, mais uma vez, terminou pela moralidade. Ficou evidente que o desejo sexual não existia mais. Mas existia companheirismo, envolvimento e carinho. Poderíamos, sim, ter partido para aventuras sexuais acordadas, mas a moralidade não nos permitiu. Partimos para o rompimento. Não é reclamação nem desabafo. Hoje, é apenas uma constatação que chega pela consciência. Águas passadas não movem moinhos.

Mais uma vez, esse post (e a mim) não serve para julgamentos morais, sejam os filosóficos ou religiosos, diante dos desejos e comportamentos das outras pessoas. Estou aqui, na vida solteira para – além de curtir, rever o que já foi visto nas baladas e nas ruas – buscar entender um pouco mais de mim depois de 11 anos somados de relacionamentos homoafetivos, sob um mesmo modelo normativo, moral. O Blog MVG tem aberto demais a minha cabeça sobre a diversidade sexual, me permitindo seguir por abstrações, sem a forte pressão da minha própria moralidade. É importante dizer: não sou eu no papel o “homem que trai a esposa”. Estou livre desse “rabo preso”.

Hoje tem noite na Yacht Club. Pretendo ir de carreira solo, embora saiba que o amigo Paulo vá com mais uns conhecidos. Combinamos de deixar para nos encontrar furtivamente pois essa seria a minha primeira experiência dentro de uma balada sozinho (fora a sauna que já fui nesse período um punhado de vezes). O que sei é que o padrão comportamental “Yacht Club”, apesar de muito gostoso, divertido, numa casa linda, de música boa e pessoas belas, é papel passado e repassado a mim. Nada mudou nesses anos, fora os nomes, fora as caras.

O novo, a mim, diante dos mesmos cenários, sou eu mesmo.

Jason Collins se torna primeiro gay assumido a jogar na NBA




Publicado pelo Terra

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FOFOCAS DE CELEBRIDADES-GOSSIPS

Robert De Niro produz documentário sobre seu pai, um artista gay




Publicado pela GQ Brasil
 
PAI DO ATOR ERA UM PINTOR ABSTRATO QUE, NOS ANOS 1950, SEPAROU-SE DA MULHER QUANDO PERCEBEU QUE ERA HOMOSSEXUAL
 
Robert De Niro, um cara que nunca expôs muito da sua vida pessoal na mídia, decidiu mostrar detalhes bastante íntimos de sua família em um documentário produzido por ele para a HBO. A obra, que vai ao ar em junho nos Estados Unidos, foi baseada no diário do pai dele: um pintor que se separou da mulher, a mãe do ator, quando percebeu que era homossexual.
 
Robert De Niro Sr., o pai, manteve uma boa relação com a ex-mulher depois do divórcio e esteve muito presente na vida do filho, que só iria descobrir o motivo da separação vários anos depois. “Eu fiz isto por ele”, disse De Niro, o filho, durante a apresentação do documentário no Sundance Film Festival, festival de cinema que acontece todo ano em janeiro. O filme é, diz ele, uma homenagem ao pai, cujas pinturas foram exibidas em galerias do mundo todo.
 



A princípio, o documentário seria apenas um trabalho pessoal, para ser dividido com a família, mas os produtores convenceram De Niro a compartilhá-lo com o mundo.
 
O pai de De Niro era um pintor abstrato que, por volta dos anos 1950, começava a ter sucesso com seus quadros, mas estava sentimentalmente insatisfeito e havia caído em depressão. O documentário, chamado Remembering the Artist Robert De Niro Sr., tem 40 minutos de duração, e estreia na HBO em junho. O pintor morreu em 1993, vítima de um câncer na próstata, aos 71 anos.

Ghilherme Lobo, de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, conta ao Mix como é encarar um gay nas telonas


Foi um susto receber o prêmio, diz Ghilherme


O queridinho do cinema LGBT em Berlim, na Alemanha, e aqui no Brasil, Ghilherme Lobo, com seus 19 aninhos, conversou com o Mix sobre como se preparou para interpretar Leo, personagem principal de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, produção de Daniel Ribeiro que trouxe ao Brasil o Teddy, considerado o Oscar do cinema LGBT. Confira a entrevista:

Como é ser o protagonista do filme que recebe o maior prêmio do cinema LGBT do mundo?

Incrível. Foi um susto, porque pela reação do público a gente não esperava que ia ganhar, mas estava com uma boa expectativa em relação à premiação. O interessante é que quando começaram a anunciar o nome do vencedor, da forma que eles começaram a dizer a palavra ‘hoje’ parecia que era algo em oriental, e tinha um filme oriental na competição, mas aí ele completou o título do filme e o nome do Daniel e a gente começou a comemorar. O interessante foi sentir por uma fração de segundos uma decepção sobre a expectativa que eu criei e de repente esta sensação mudar.

Entre a produção do curta e do longa são quatro anos de diferença. Como foi a preparação do personagem, permanecer o mesmo depois de anos? Você ainda continua praticamente com a mesma aparência.
Na verdade na época do curta a gente não tinha muito tempo de desenvolver o personagem até o início das filmagens. O desenvolvimento do Leo ocorreu em meados de 2012, quando eu soube que o longa de fato ia rolar, e então comecei a me preparar da parte física, já que eu estava me dedicando de forma intensiva ao balé clássico eu estava com um musculatura bastante marcada - e o físico do Leo não, é mais natural, menos atlético. Então fiz uma dieta para ganhar peso. O corte de cabelo também é algo que ajuda muito, eu percebo isso pelo Wagner Moura, que faz personagens de 20 anos em uma produção e depois personagem de 40 anos e ele está completamente diferente.

E você teve algum tipo de laboratório com deficientes visuais gays pra te ajudar na interpretação do Leo?

Eu tive laboratório sim com eles, mas não sei se eram homossexuais, eram duas senhoras que me ensinaram a como conduzir um deficiente visual e também a como ser conduzido. Outra parte importante para o laboratório foi a parte escrita. Eu fiz um curso para saber usar a máquina. O Daniel não queria que o Leo apenas ficasse apertando os botões, mas que de fato escrevesse corretamente na máquina. Não me preocupei com a parte de fazer um ‘personagem cego gay’, a sexualidade do personagem não me preocupou muito. O Daniel queria mostrar que a sexualidade é algo que vem de dentro, então o Leo não é ‘afetado’, não tem os trejeitos estereotipados, então eu deixei a sexualidade do personagem fluir de acordo com o que as cenas vão desenvolvendo.

O curta fez bastante sucesso em 2010, este ano o longa é um dos mais aguardados. Interpretar um gay colaborou na sua carreira?

De forma positiva, sem dúvida. É um personagem com características diferentes daquelas que eu estava acostumado interpretar e isso foi ótimo para mim. Em outros aspectos, interpretar um gay não me atrapalhou em nada.

E como é o assédio do público? Como você lida com isso?

Tento me divertir ao máximo com isso. Claro, algumas pessoas ultrapassam limites, teve um rapaz que procurou o nome da minha mãe na lista telefônica, ligou em casa e disse para ela que era meu amigo e tinha perdido meu número. Claro, minha mãe acreditou e passou meu celular para ele. Este rapaz passou dias me mandando mensagens. Mas de modo geral a maior parte do assédio é divertida. Muitos apenas se aproximam para brincar, outros brincam com um tom de segundas intenções, querendo saber se sou gay ou não. Eu gosto disso pelo fato de ser um feedback do expectador, significa que fiz um bom trabalho e estou sendo reconhecido por ele.

Você tem namorada, o que é uma grande decepção para muitos. Como a namorada lida com o assédio, e ainda de gays?

(Gargalhadas). Ela não tem problema nenhum com isso. Eu até brinco com ela dizendo: ‘você é a namorada de ator mais sortuda do mundo, porque 99% dos fãs dele são homens’. Claro, ninguém me agarra na vida real, a maior parte do assédio é virtual. Por exemplo, em uma das fotos que publicamos recebendo o Teddy, um rapaz fez um comentário em forma de imagem, e tinha ele com um cartaz escrito ‘me engravida Ghilherme’, mas ele é homem, não dá. Ela se diverte com a situação.

Maria Eduarda fala sobre papel gay e diz que já foi cantada por uma mulher




Publicado pelo Ego
 
"Uma personagem instigante", é assim que Maria Eduarda, 31 anos, define Vanessa, a produtora de "Em Família" que irá perturbar a relação entre Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller). "Na Vanessa, o mais desafiador é a forma como ela é apaixonada pela Marina, como ela administra esse amor não correspondido. E vai ser duro vê-la junto com Clara", conta a atriz, que se inspirou no filme "Azul é a cor mais quente", para compor a personagem.
 
"O filme conta uma história de amor muito bonita entre duas mulheres.Tudo feito com muita delicadeza, muita sensibilidade. O olhar apaixonado entre as duas é algo que eu busco na Vanessa, esse olhar de desejo, tudo de uma forma muito sensível e de bom gosto”.
 
Maria Eduarda diz também que na vida real nunca passou pela experiência de um triângulo amoroso, como acontecerá com Vanessa na trama. "Nunca fiquei nessa situação. Não conseguiria ficar do lado de alguém que eu percebesse que não me queria mais. Ou eu partia para outra, ou ficava um tempo em casa, mal, sozinha... (risos)".
 
O convite para participar da novela é literalmente uma história a parte para a atriz. Fã de Manoel Carlos desde pequena, Maria Eduarda quase não acreditou quando foi abordada pelo autor em uma livraria no Rio de Janeiro. "Até o Maneco chegar do meu lado e falar: ‘oi, posso falar com você?', eu tinha certeza de que não era comigo. Ele veio falar que estava me assistindo em 'A Vida da Gente' e me elogiar, dizer que era meu fã. Eu gaguejei e disse: ‘Meu Deus, é um sonho meu fazer uma novela sua..’, aí ele me disse: 'é um sonho? Então é fácil de resolver’ e disse que tinha umas coisinhas para mim e que a gente voltava a se falar. E realmente a gente voltou a se falar, um ano e meio depois”, comemora.
 
É a primeira vez que Maria Eduarda interpreta um papel homossexual e para ela a experiência não poderia ser melhor: "Acho interessante abordar esse tema. Quanto mais se toca no assunto, mais tenta-se fazê-lo ser encarado de forma natural e sem preconceitos. Abordar o homossexualismo na televisão é um serviço social. Fico feliz de estar participando disso", diz a atriz, que lamenta que o assunto ainda seja mal visto por algumas pessoas: "Acho que o preconceito ainda existe e é infinitamente grande. Acho que você tratar isso de uma forma natural, como realmente é, casais se relacionando, é um caminho. É uma esperança de que isso seja visto de uma maneira natural”.
 
Maria Eduarda conta que já foi cantada por uma mulher durante o carnaval e encarou a situação da melhor maneira possível: "Eu estava na quadra da Mangueira e demorei muito tempo para perceber o que estava rolando. A gente foi conversando muito ao longo da noite e quando eu achei que tinha encontrado uma nova amiga, ela se declarou. Achei muito divertido. Falei para ela que tinha adorado conhecê-la, mas que eu era heterossexual e que, inclusive, estava namorando. Foi algo normal, acontece".
 
Tranquila, a ruiva diz que não teme ser aborda nas ruas com possíveis críticas de um público um pouco mais conservador: "Acho que tudo é possível, principalmente quando você trata de um assunto polêmico e delicado, como ainda é o homossexualismo no Brasil. Eu estou preparada para isso, mas tomara que não aconteça, tomara que o público receba a Vanessa positivamente, goste e torça por ela".


Cantora iraniana lança clipe sobre amor lésbico e causa grande polêmica




Publicado pelo Correio da Bahia
 
Uma das cantoras mais famosas do Irã, a persa Googoosh, se envolveu em uma polêmica após lançar o clipe “Behesht”. Isso tudo porque as imagens mostram a cantora se envolvendo com uma pessoa do mesmo sexo.
 
No vídeo, uma mulher aparece tendo uma cena de paixão com outra pessoa, que inicialmente não é revelada. No final do clipe, é revelado que se trata de uma relação homoafetiva, entre duas mulheres.
 
O refrão da música diz "eu sei que eles dizem que esses sentimentos não deve ser, mas são" e fala sobre um relacionamento homossexual. O problema é que, no país, ser homossexual é considerado crime.
 
A cantora tem sido alvo de ataques na internet, mas também recebeu diversas mensagens e apoio.



 

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PICAÇO















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HOMOSSEXUALIDADE

Vai se jogar horrores no Carnaval? Confira dicas preciosas para não ficar todo errado na folia


Carnaval é tempo de curtir, com responsabilidade

O Carnaval, para muitos foliões, representa dias e dias de diversão, exageros, ingestão regular de bebidas alcoólicas, desgaste físico e noites mal dormidas. Isso tudo, certamente, compromete o bom equilíbrio do organismo e a saúde do sono, já que, o indivíduo acaba saindo de sua habitual rotina.

Para manter as energias neste período, nada melhor do que equilibrar a diversão de Momo com boas doses de sono, alimentação adequada e algumas formas simples de relaxamento. “Neste período muitos excessos acontecem, no entanto, é importante que os hábitos saudáveis sejam mantidos, para que a saúde do indivíduo não seja afetada”, explica a consultora do sono da Duoflex, Renata Federighi.

A privação do sono nesta época é um dos alertas feitos pela especialista, já que, na ausência de um repouso adequado, o corpo não produz os hormônios necessários para o bom funcionamento do organismo. “Em curto prazo esta privação pode causar dores no corpo, cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração. E em longo prazo, falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinais e perda crônica da memória”, ressalta.

Portanto, para minimizar alguns problemas, Renata recomenda dicas essenciais capazes de proporcionar o repouso necessário que o corpo e a mente precisam. Confira abaixo:

Dormir bem é fundamental: O corpo fica totalmente desajustado no Carnaval e dormir bem vai ajudá-lo a descansar e recarregar as energias. Oito horas de sono todos os dias, aliadas ao uso de um travesseiro adequado ao seu biótipo e postura correta ao dormir, garantem um repouso revigorante;

Hidrate-se: Reponha as vitaminas e os minerais que o organismo precisa bebendo bastante líquido e aumentando o consumo de frutas e vegetais.  A melancia, o mamão, o kiwi, o abacaxi, as folhas verdes, o leite, os sucos de frutas e a água de coco são excelentes opções para inserir no cardápio, pois contêm grandes quantidades de água em sua composição;

Utilize o travesseiro correto: Mais do uma boa noite de sono, o travesseiro é responsável pela saúde do corpo, pois alinha a coluna cervical com o tronco, melhorando a circulação sanguínea e facilitando os estímulos elétricos enviados pelo cérebro aos demais órgãos. O uso do travesseiro em altura e suporte apropriados, de forma a preencher completamente o espaço entre a cabeça e o colchão, faz com que a postura de descanso favoreça a anatomia fisiológica da coluna, permitindo com que a pessoa se levante bem disposta e sem dores no corpo no dia seguinte, além de não comprometer a qualidade de vida do indivíduo, ao longo do tempo;

Bebida Alcoólica: Mantenha a moderação intercalando a bebida com água. Isso ajuda a diluir a concentração de álcool no sangue. Além disso, tente evitar o consumo do álcool uma hora e meia a duas horas antes de ir dormir. Ao contrário do que muitos pensam, a bebida alcoólica não relaxa. Após alguns goles, ela pode afrouxar as estruturas da região da faringe, comprometendo a respiração. E o resultado é o ressonar, que prejudica as fases do sono.

Relaxe: Para evitar dores no corpo no dia seguinte e manter-se relaxado, faça alguns movimentos tranquilos de alongamento durante a noite (porém sempre até 3 ou 4 horas antes de se deitar). Ao liberar a adrenalina, o exercício físico aquece e relaxa a musculatura, evitando lesões, dores musculares e problemas ortopédicos;

Silêncio e ambiente escuro: Na hora de dormir, para que haja um descanso completo do corpo e da mente é necessário silêncio e concentração, portanto, fuja de barulhos. Além disso, mantenha sempre as luzes apagadas, pois na claridade a produção de melatonina e cortisol é interrompida, causando sensação de cansaço pela manhã.

Diversão e responsabilidade: Vale lembrar que os exageros são perigosos e que o corpo precisa recuperar as energias, para que, no dia seguinte, as pessoas se mantenham dispostas e, sobretudo, com a saúde em dia. Sendo assim, a melhor receita para curtir a folia, é se divertir com sensatez, respeitando sempre, os limites do corpo.

Carnaval de Olinda terá primeiro boneco gigante gay




Publicado pelo UOL

Além de figuras de Hugo Chávez e Ivete Sangalo, o tradicional carnaval de bonecos gigantes de Olinda (PE) ganhará o primeiro personagem gay. Ele vai desfilar no novo bloco do Menino Rosado, que sai às ruas também pela primeira vez no domingo, 23. Embalado por um frevo que celebra a diversidade, o novo bloco quer reunir gays e heteros na mesma folia.
 
Os responsáveis pelo bloco são dois foliões experientes: o empresário Ricardo Cavalcanti e o artista Silvio Botelho. Conhecido como pai dos bonecos, Botelho, desde 1974, é o bonequeiro responsável pela criação dos personagens que animam o carnaval de Olinda.
 
O primeiro desfile do bloco Menino Rosado era para ter acontecido no ano passado, mas, devido à grande quantidade de trabalho de Botelho, o boneco gay só ficou pronto dois meses antes do Carnaval. "Não dava tempo de colocar o bloco na rua", lamenta Cavalcanti.
 
O nome do bloco foi inspirado em uma brincadeira com um funcionário do empresário de Olinda. "Ele gosta de usar camisas rosas e comecei a chamá-lo de menino rosado da 13 de maio" – rua localizada no centro histórico de Olinda, ponto de concentração do público gay durante o carnaval da cidade.
 
O endereço gay é justamente o tema do frevo criado por Cavalcanti para animar o desfile de estreia do Menino Rosado. O empresário garante que o funcionário que deu nome ao bloco vai participar da folia, de rosa, e com a esposa.
 
Boneco gay



Já o projeto do 'boneco gay', que ganhou o mesmo nome do bloco, surgiu em uma conversa do bonequeiro Silvio Botelho com o prefeito Renildo Calheiro (PCdoB) e a ex-secretária de Cultura e Patrimônio, Márcia Souto.
 
Na ocasião, o artista foi convidado a montar o primeiro boneco gigante voltado ao tema da diversidade. Com isso, o Menino Rosado se tornou o primeiro boneco gay de Olinda e Recife. E o bloco carnavalesco, o primeiro ligado ao tema da diversidade a ter um registro na cidade, segundo Cavalcanti.
 
"Mas nossa ideia é reunir tanto o público homossexual quanto o heterossexual, promovendo igualdade de gênero", observa Cavalcanti.
 
O bloco do Menino Rosado também fará uma homenagem a um boneco famoso da região, o 'Menino da Tarde', que completa neste carnaval 40 anos de existência. "Foi o primeiro boneco do artista plástico Silvio Botelho, confeccionado em 1974", diz Cavalcante.
 
O boneco Menino Rosado também estará no badalado encontro dos bonecos gigantes, um dos maiores eventos da cidade que acontece na terça-feira de Carnaval.
 
"Este ano, o homenageado será Ariano Suassuna, suas obras serão contadas no desfile do Galo da Madrugada, que é o maior bloco carnavalesco do mundo", conta Cavalcanti.
 
Blocos de Olinda
 
Os blocos de Olinda em geral se concentram no começo da tarde e antes de anoitecer ganham as ruas. É quando o boneco sai com os passistas de frevo.
 
Logo atrás vem a orquestra de frevo com cerca de 50 músicos arrastando os foliões fantasiados ou com camisas do bloco, pelas ladeiras da Cidade Histórica.
 
No caso do Menino Rosado, Cavalcanti informa que o bloco terá alguns convidados especiais, como o artista plástico João Andrade e Pedro Augusto, travestido de 'Vagiene Coqueluche', drag queen conhecida na cidade.
 
O primeiro desfile do bloco do Menino Rosado acontece no próximo domingo, dia 23 de fevereiro, a partir das 12h, no Centro de Cultura Luiz Freire, sob o comando do empresário Ricardo Cavalcanti e do pai dos bonecos gigantes de Olinda, Silvio Botelho.
 
Serviço:
Bloco do Menino Rosado
 
Dia 23 de fevereiro de 2014, concentração às 12h.
Saída às 17h Centro Cultural Luiz Freire.
Rua 27 de Janeiro, 181, Carmo, Olinda
Shows de João do Morro, Banda Sem Razão, Swing do Amor, Grupo Família.
Itinerário do bloco – Rua 27 de Janeiro, Sede da Pitombeira dos 4 Cantos, Largo da Igreja de São Pedro, Licoteria, Rua Treze de Maio, Rua do Amparo, Bodega do Véio. Finaliza na Rua do Amparo

RIO DE JANEIRO- Carnaval mais gay!




A alegoria tem tudo para ser um dos maiores destaques dos desfiles da Marquês de Sapucaí neste ano. Alvo de muita especulação nos bastidores do carnaval carioca, o carro sobre a parada gay promete causar comoção na passagem da tradicional escola de samba Mangueira na passarela do samba. Nele, estarão 32 homens que vão entrar em armários com trajes masculinos. Saindo deles, logo depois, eles vão se tornar belas drag queens.

A responsável por essa ‘mágica’ é a carnavalesca Rosa Magalhães, que estreia na escola depois ser campeã no ano passado pela Vila Isabel. Ela vai comandar o enredo “A Festança Brasileira Cai no Samba da Mangueira”, que aborda as festas populares que acontecem em todo o Brasil. O carro da parada gay se encaixa no desfile como o principal evento festivo da cidade de São Paulo.

Embora reticente em revelar detalhes sobre o carro, Rosa conta à reportagem como concebeu a alegoria. “Fazendo a pesquisa sobre o tema, eu percebi que a expressão ‘sair do armário’ , que é muito engraçada e ninguém sabe de onde veio , é usada em muitas línguas. Surgiu então a ideia de brincar com essa expressão, de forma irônica”, revela a carnavalesca, lembrando ainda a intenção de celebrar os avanços que a comunidade LGBT alcançou recentemente.

“É uma maneira também de comemorar todas as conquistas que os gays conseguiram ultimamente, como o casamento, por exemplo” , explica Rosa, que além do carro alegórico, criou quatro alas representando a diversidade na avenida, com 100 componentes em cada uma delas.

Uma das alas será inclusive coreografada, celebrando justamente a aprovação do casamento civil gay. Na encenação, homens e mulheres estarão a princípio lado a lado. Depois, eles vão se separar para formar casais homoafetivos.

No setor LGBT da Mangueira também estarão personalidades importantes da comunidade gay, como o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). "Acho esse retorno que a escola está dando aos homossexuais algo lindo. Nada mais justo. Na verdade, podemos dizer que a abordagem deste tema está até mesmo vindo com certo atraso. A comunidade LGBT está presente nas escolas de samba desde a sua fundação”, avalia Jean.

Jean pode ter companheiros bem famosos no carro. A verde e rosa convidou para desfilar na alegoria o ator Mateus Solano, o Félix de “Amor à Vida”, e o cantor inglês Elton John, que está fazendo uma série de shows pelo Brasil. Nenhum dois confirmou se vai aceitar o convite.

Faltando poucos dias para o desfile, o ritmo de trabalho é frenético no barracão da Mangueira, na Cidade do Samba, na região central do Rio. Alguns funcionários revelam que estão até dormindo por lá, trabalhando do começo da manhã até o meio da madrugada. Mas sendo homossexuais, eles fazem esse sacrifício com a alegria de se verem representados no enredo de sua escola do coração.



Um exemplo desse humor inabalável é o aderecista Leonardo Ramos, 31. Chamado de Fininho pelos colegas, por conta dos seus 70 kg distribuídos em 1,85 m. “Eu quero aparecer no salto... Aqui tem muita bicha, eu trabalho com três. Lá no ateliê, é o que você mais vai encontrar”, brinca Ramos, ao ser abordado pela reportagem. "Vai ser uma afronta levar a diversidade para a avenida. A escola está dando a cara para bater e isso é muito bom. A Mangueira vem para ganhar, é uma das favoritas com certeza", profetiza.

O aderecista Andrew Gaspar, 23, ficou emocionado ao descobrir que a verde e rosa fará uma referência ao universo das drag queens. Ele atua há cinco anos em boates do Rio como a drag Delayla. “É muito significativo para mim. É uma grande barreira sendo quebrada. É muito importante que o carnaval retrate a nossa diversidade desta forma bonita que a Mangueira vai fazer. Antes de ser drag, eu sou um homem e o carro vai mostrar isso. Somos homens durante o dia para virarmos estrelas durante a noite”, filosofa Gaspar.

No ateliê, onde são confeccionadas as fantasias, a empolgação é a mesma do barracão. Mas mesmo demonstrando alegria, o funcionário Vinícius Ribeiro, 23, não deixa de ressaltar o impacto que o desfile pode ter no combate ao preconceito. Algo que ele sofreu na pele, ao ser agredido no ano passado. “Estava caminhando normalmente na rua com um amigo, indo ao cinema, quando quatro rapazes vieram em nossa direção e nos agrediram. Fiquei um bom tempo sem sair de casa, com medo, traumatizado”, relata Ribeiro.

Douglas Santos, 23, é outro operário do carnaval que acredita na importância política do desfile. “Para muita gente, o gay é considerado um doente, até cura gay já quiseram inventar. Esse desfile da Mangueira é mais uma forma de vencer o preconceito”, argumenta.

A proximidade do desfile deixa todos ansiosos, como não esconde o confesso mangueirense fanático Wilton Souza, 30. “É a segunda vez que desfilo. É uma emoção imensa, o coração quase sai pela boca. Esse ano tem um motivo especial, uma importância muito grande para a comunidade gay. Um passo importante para a quebra do preconceito. Seremos campeões, sem sombra de dúvida”, torce Souza.

O desfile que eles tanto aguardam está marcado para o primeiro dia do Grupo Especial do Rio, em 2 de março, um domingo. A previsão é que a Mangueira passe na Sapucaí por volta da 0h15.

 
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