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HOMOSSEXUALIDADE

"Homofobia: deixemos Deus fora disso".



Por: Delmar Bertuol


Eu não sei se Deus existe. Eu, particularmente, acredito na existência de um deus. Escrevo no sujeito indeterminado porque o meu deus é um tanto diferente do Deus dos cristãos. O meu deus não é tão sisudo, intolerante e vaidoso (ele nem se importa que eu escreva seu nome em minúsculo e não preciso agradecer a ele, de joelhos, a cada conquista, embora eu, confesso, volta e meia lhe requeira algo).

Mas se Deus existe mesmo, Ele deve ser um sujeito(?) por demais ocupado. Imaginem, ele tem que cuidar das bobagens que bilhões de seres humanos fazem ou estão na iminência de fazer diariamente. Sem falar nos pedidos. Sim, pois na hora do desespero, até os ateus esquecem sua não crença e solicitam audiência por meio de preces. Há também os trotes. O meu Deus do Céu é dito a cada espanto cotidiano. Aí Deus, solícito que é, presta atenção ao chamado que, na verdade, não era chamado, era uma expressão dita depois de uma piada, por exemplo. Se tá de bom humor, Deus ri junto. Do contrário, manda um acesso de tosse inexplicável ao sujeito ou uma coceira no lugar mais indiscreto. Que nunca mais fale o nome de Deus em vão. Isso atrasa a fila.

Mas pior do que usar o nome de Deus em expressões ou jurar por Deus alguma coisa (Deus não dá bola pra isso. Ele sabe que ninguém mais acredita nessa de juramento pela Divindade), é usar o nome de Deus para a legitimação de mortes e preconceitos. Ah, isso deixa Deus bravo, podem ter certeza.

Leia aqui todos os textos de Delmar Bertuol:

Em nome de Deus, foram feitas e ainda ocorre um sem número de guerras (e consequentes mortes) por esse Mundão de Meu Deus (desculpe, Deus, pela expressão. Não me manda um fora de hora acesso de tosse ou uma fisgada na coxa). Deus anda muito ocupado com isso. Deus existe (partamos desse princípio), mas não obrigou ninguém a crer nele. Por isso, aliás, Deus criou a possibilidade de pensamento e seus frutos, dentre eles, o ceticismo, as reflexões e os questionamentos vários. Portanto, é claro que Deus está muito preocupado com essas guerras ditas religiosas ao redor deste Mundão de Meu… do Mundo, enfim.

Como se não bastasse as guerras, virou mania, agora, usar Deus para outro crime que não o de guerra, a homofobia. Alegam, os homofóbicos, que não é coisa de Deus homem com homem, mulher com mulher, transexualismo, bissexualismo e outras “pocasvergonhas” mais. Deus está mesmo furioso. Com os homofóbicos, não com os gays, é claro.

Deus criou os sentimentos. O amor é o principal deles. Se um homem ama em sentido carnal, digamos assim, outro homem, Deus não fica bravo. O mesmo ocorre entre as mulheres e mesmo com o bissexualismo. Amem-se todos, sem pudores, deve dizer Deus enquanto que, num momento de rara folga, assiste à novela das nove.

Deus está preocupado com os males e não com as benesses do Mundo.

Deus não é contra, acreditem, nem mesmo, a poligamia. Ele indica a, por vezes chata, monogamia por uma questão de conveniência administrativa. Agora, se a pessoa consegue gerenciar dois casamentos/relações em que todos os envolvidos estejam cientes da situação (os problemas, lembro, são, neste caso, dobrados), que seja feliz. Talvez ganhe até um reconhecimento de Honra ao Mérito no dia do Juízo Final (Deus adora quando as pessoas, suas criaturas, se superam positivamente).
Deus criou o mundo para ser povoado, além de animais, por outros seres humanos, todos felizes e se amando. Por isso, os homofóbicos dizem que uma relação homossexual é pecaminosa (Deus não gosta de pecados), pois não gera outros seres humanos, o que deixaria Deus triste. Estão errados, contudo. Em primeiro lugar, Deus não é egoísta. Ele está mais preocupado com a felicidade dos Seus filhos do que a Dele própria. Na verdade, Deus é tão humilde que fica feliz apenas sabendo-nos felizes. E depois, Deus sabe que os seres humanos criaram um excedente. No amai-vos uns aos outros e multiplique-vos, a segunda parte foi sagradamente obedecida. A primeira não.
Vamos dar uma folga a Deus. Ele não legitima esses pensamentos homofóbicos e de ódio propagados por aí. E digo mais. Ele deve estar adorando a novela das nove. As grandes Fernanda Montenegro e Nathalia Thimberg contracenando, é algo que até Deus para pra olhar. Vamos deixá-Lo descansado para assistir.

*Delmar Bertuol é escritor, membro da Academia Montenegrina de Letras, graduando em história e colaborou para Pragmatismo Político.

Boyfriends: Comercial é acusado de tentar fazer jovens virarem gays.


Comercial da Mars: pessoas ofendidas e reclamações na Austrália


Um comercial causou polêmica na Austrália nas últimas semanas.

Algumas pessoas acusaram um comercial de "tentar fazer os jovens virarem gays". A reclamação foi enviada ao Advertising Standards Bureau (ASB), o órgão australiano responsável pelas propagandas no país.

O comercial em questão é da Maltesers, marca de chocolates e doces, e se chama "Boyfriends". A campanha é antiga e ficou no ar por anos no Reino Unido, por exemplo. Mas só chegou à Austrália agora.

No vídeo, dois casais assistem à televisão. Os dois rapazes dormem. As meninas, comendo os chocolates, resolvem brincar com os namorados e colocam os dois abraçados no sofá.

Isso foi suficiente para que muita gente enxergasse uma "apologia à homossexualidade".

A reclamação foi registrada pelo ASB no dia 25 de março. Mas ontem (8), o órgão não aceitou as queixas.

Isso quer dizer que a propaganda pode continuar no ar e a Mars, responsável pelos Maltesers, não terá de fazer nenhuma mudança em seus anúncios.

O órgão citou um dos consumidores que ficaram indignados. A pessoa em questão disse:

"Achei muito ofensivo que, enquanto assistia à TV com meu filho, esse comercial com dois homens se beijando tenha tentado me vender chocolates - fazendo o mesmo que os comerciais de álcool e cigarro que tentam levar os jovens para essas coisas. Eu sinto que os homossexuais estão tentando fazer as pessoas se tornarem gays com esses anúncios".

Mas não foram apenas reclamações sobre pessoas "ofendidas com a apologia" que surgiram.

Muitos acharam que o comercial estava ridicularizando os gays ao dizer que era engraçado ou servia ao propósito de "pegadinha" colocar dois homens em contato físico inesperado.

Uma das pessoas que se ofenderam por esse viés disse:

"Esse comercial é ofensivo porque continua a perpetuar a ideia de que ser gay ou ter uma intimidade entre amigos homens é algo a ser ridicularizado, algo passível de risos".

O ASB rejeitou as queixas. Sobre a preocupação com o "incentivo a ser gay", disse que era uma interpretação altamente improvável.

Sobre a queixa sobre a "ridicularização dos gays", disse que não viu no comercial nenhum sentimento depreciativo.

Já a empresa responsável pelo anúncio disse que a intenção do vídeo era ser "divertido" e "inocente" e que era inapropriado assumir qualquer coisa sobre a orientação sexual das pessoas do comercial apenas pelo abraço dos dois homens.

Veja o comercial:




(Comentario do Andy: Quanta bobagens por causa de um comercial. Se vemos constantemente casais heterossexuais se beijando e, logicamente, incita ao homossexual a se tornar hetero,entao, pra que a `cura gay``? A imbecialidade e ignorancia da homofobia, esta de assombrar...)

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