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MINHA VIDA GAY

Transou comigo mas é hétero. Isso é possível?




POR: MVG


Relato de Sid:

Oi pessoal. Estou num dilema e preciso da ajuda de vcs.

Há um ano um menino que é enteado de um ex-colega de trabalho meu me procurou pedindo ajuda para arrumar um emprego. Ajudei ele indicando-o para minha chefe. Ela o contratou e, desde então, trabalhamos juntos. Sou gay, mas bem discreto e sempre tive ele como hétero. Ocorre q no meu aniversário, uns dois meses depois, todo mundo foi embora e ele ficou. Eu e ele, meio bêbados, começamos a ver um filme pornô hétero na tv. Ele se empolgou e começou a me provocar, falando em nos masturbarmos. Quando tirou o pênis pra fora caí de boca e ele gostou muito. Chupei até ele gozar.

Depois, ficou tudo como se nada tivesse acontecido. Semanas depois aconteceu mais duas vezes. Fui além e chupei o ânus dele, chegando a enfiar o dedo. Ele adorou.

Depois disso, a influência do trabalho (colegas começaram a fazer insinuações sobre nós), imagino, e o fato de ele ter certeza que é ht, fizeram ele me dar uns cortes quando tentei novamente. Ele me admira muito e deixa isso claro. Na última vez que tentei, ele se irritou e saiu do carro onde estávamos. Aí desabafei, dizendo que se ele não queria que não tivesse me provocado da primeira vez, que ele que começou tudo, do contrário, eu estaria na minha e o respeitaria como um amigo hétero. Disse que ele brincou com meus sentimentos, meio que deixando claro que eu estou apaixonado por ele.

Na semana seguinte, mudei o tratamento com ele. Fazíamos muitas brincadeiras de cunho sexual no trabalho. Cortei e passei a tratá-lo só profissionalmente. Ele sentiu muito isso, ficou triste mesmo e começou a me estimular, sem entrar no assunto da discussão, tentando me animar e tals, me reconquistar, diria, como amigo. Eu sofri tanto dando gelo nele que acabei voltando a me relacionar como amigo e, inclusive, com as brincandeirinhas que, acabam, vez ou outra, num abraço mais apertado, numa pegadinha discreta. Ele gosta, mas não deixa ir além disso. Acho que ele gosta de mim, mas como amigo, mas aí o que me atormenta é: se só quer minha amizade, porque teve relações sexuais comigo por 3 vezes? Por que elogia minhas roupas, meu perfume e repara em qualquer coisa diferente em mim?

Dia desses fucei o histórico do computador dele e vi um monte de acessos a sites pornôs hts. Pra mim é a prova cabal de que ele é ht. Ou não?

O que faço? Preciso de ajuda.

Ponto de vista do MVG:

Oi Sid, tudo bem?

Peço desculpas por demorar em responder. Diante tantos afazeres (sou apenas um), acaba que – dos assuntos do MVG -, o e-mail de contato é o último que vejo. Peço desculpas também para os demais leitores que todas as semanas mandam alguma mensagem narrando suas histórias para que eu faça algum comentário. Não é possível responder a todos já há algum tempo. Acabo pinçando aqueles assuntos que me parecem mais diferentes para tornar de acesso a todos pelo Blog.

A resposta central para suas dúvidas é seguida de uma pergunta: todos os homens que têm algum relacionamento sexual com outro homem é gay?

Antigamente, diante das minhas limitações de referenciais, contatos e experiências de vida, eu responderia da maneira mais cartesiana possível: sim, todos os homens que têm algum relacionamento sexual com outro homem é, certamente, gay.

Mas foi vivendo experiências práticas e tendo acesso a centenas de pessoas pelo Blog que fui mudando de opinião. Note que minha percepção não tem base em estudos médicos ou científicos, mas decorre de vivências pessoais e percepções que vêm das mesmas, totalmente pela vivência e sem uma pesquisa profissional propriamente.

Antes de mais nada, eu vejo muitos gays (principalmente os ativistas radicais) numa tensão constante de colocar todo homem que faz sexo com outro homem numa caixinha da homossexualidade e, se ele não se aceita como homossexual, o problema dele é puramente psicológico. Há gays que tratam tais homens como uma aberração e – se depender do MVG – não é bem por aí. Para abordar tal assunto com a máxima imparcialidade, das necessidades dos próprios homossexuais de delimitarem a “caixinha gay” para assegurarem a nossa existência, precisamos nos desprender desses valores de rótulos e condições. O gay ainda vive uma fase muito intensa de orgulho e qualquer variante que possa ofuscar a “integridade gay” é quase como uma ameaça. Aqui no Blog MVG não tem disso.

Assim, livre dessa teimosia de classificar e embasado também nas percepções de minha própria psicóloga – essa sim, atuante há décadas e profissional da área -, nem todo homem que transa com outro homem é gay e isso só é um efetivo problema para o homossexual quando nos envolvemos por esse perfil. Existem sim homens heterossexuais que se sujeitam a ter algumas experiências homossexuais pelo puro desejo sexual, de extravasar, de gozar e saciar a libido. Isso é coisa de ser homem, assim como muitos gays aprendem a liberar seus próprios desejos com mulheres antes de se realizarem como gays.

Tais heterossexuais permitem-se viver essas fantasias e fetiches, muito mais hoje, num contexto onde a própria homossexualidade é vista com mais tolerância e a própria sexualidade de um indivíduo não se rende mais tanto a modelos restritos como antigamente. A medida que a sociedade abraça a causa gay, um novo espaço se dá para outras “variantes”, se é que posso chamar assim.

Quantas vezes não ouvimos por aí as histórias de primos mais velhos que “brincam” com primos mais novos durante a juventude e que acabam casando, tendo filhos e nunca mais colocando em conteste a própria sexualidade? Só no MVG, por esses anos, recebi dezenas de relatos desse tipo, quando algum leitor, homossexual, trouxe a mim seu caso. E claro, sempre enroscado com um homem desse perfil.

Por outro lado, existem homens bissexuais e existem ainda gays que vão conflitar com a própria sexualidade por anos e tais homens podem viver a homossexualidade enrustida, podem vir a se aceitarem como gays ou ainda partirem para outras esferas como a transgeneridade. Mesmo assim, nem pelo fato do seu amigo elogiar suas roupas, seus perfumes e etc. é possível definir que ele seja realmente gay. Quem tem que saber, de fato, é ele mesmo.

Em quais dessas “caxinhas” ou até mesmo outras o seu amigo está? Bem ou mal, não cabe a você ter tais respostas.

É totalmente legítima a sua chateação, principalmente sabendo que ele tem a ciência que você é gay, e mesmo assim há essa provocação (ou estímulos) que te excitam. Mas a questão aí não é o mistério dele ser isso ou aquilo, mas a pura cafajestagem e falta de respeito. É bom separar as coisas. Nesse contexto, a única coisa que você pode fazer (e de maneira acertada) é saber colocar os limites no momento em que você sim é homossexual e pode, da maneira que já está, ficar confuso e inconformado pela postura (repito: postura) que vem do outro.

Agora, tentar desvendar as incertezas desse seu colega de trabalho – fique sabendo -, será um fardo que não vale a pena se aprofundar. Se você não banca a situação, aprenda a colocar limites e não tente desvendá-lo. A frustração é a recompensa mais possível caso você escolha querer entendê-lo. Dificilmente você saberá fazer estando apaixonado.

Tais caras são problemas para a vida de alguns gays? Sim, são problemas e sempre serão à medida que dermos a parte da trela que nos cabe. Se a gente não tem cabeça para bancar, de nada vale condenar, mas sim, reconhecer os nossos próprios limites. O que um não quer dois não fazem, inclusive nesse caso.

Preconceito no preconceito.


Uma foto de um casal gay de mãos dadas em um metro na Tailândia se tornou viral nas redes sociais, no sábado e tirou várias reações de internautas que variaram de ódio ao suporte para ao casal .


 As fotos foram primeiro publicadas na pagina  BV Patrol Facebook na manhã de sábado,  contou com o diretor criativo Thailandes Naparuj Mond Kaendi e seu namorado alemão Thorsten Mid de mãos dadas  a bordo do metrô Sky Train Bangkok.

A pagina BV Patrol usou a legenda “Apoiá-los. Pessoas amargas não são bem-vindas” na foto. E depois disso a foto virou viral na rede, e varias paginas postaram a mesma.

No entanto, os comentários sobre as fotos do casal na internet vão de elogios e apoio ao casal, a  discursos de ódio e racismo.  Como se o diretor criativo Naparuj não merecesse o namorado branco barbudo alemão.



Vivemos em uma sociedade que diz que o negro, asiático, índio, não merecem estar com pessoas brancas, e isso vai desde o espaço hetero até o LGBT. Pessoas brancas (na sua maioria homens cis sarados)  são postas como prêmio, são os endeusados pela comunidade como sonho de matrimônio e tal, ainda é um choque tão grande ver um “deus grego” com pessoas não brancas, elas são tão “especias” que ninguém não branco pode ficar/tocar/namorar, e quando namora é lido como algo anormal, “magia negra”, “macumba”.

As pessoas estão tão perdidas nesse mundo medíocre de aparências racistas e elitistas onde um gesto de amor gera tanto susto e ódio.   E nem vale apena vir com comentários do tipo “eles não combinam” o que não combina é tu gay com esse preconceito, o que vale lutar contra os homofóbicos quando se é racista, misógino, transfóbico e elitista.

E para o choro dos invejosos o  Naparuj e o  Thorsten estão juntos já há 2 anos.  

Naparuj usou a sua conta do instagram para falar do assunto:

“ #OBRIGADO a todos vocês pelo apoio e toda a positividade. Para ser honesto, eu não estava tão surpreso quando as pessoas aleatórias mostraram as nossas fotos e os comentários sobre nós  . Aconteceu antes, algumas vezes no  ano passado e todos os comentários maldosos não trouxeram  nada , mas preocupação e lágrimas. Este ano , por outro lado , Thorsten e eu , inesperadamente , somos tão gratos pela tempestade do vosso enorme apoio . Nós nunca quisemos tentar estar sob os holofotes e tudo … Mas agradecemos  a vocês de qualquer maneira."



Simbólico: Atrizes japonesas se casam para  pedir legalização da união gay.


Casal fez cerimônia para 80 convidados na capital japonesa

As atrizes japonesas Ayaka Ichinose, de 34 anos, e Akane Sugimori, de 28 anos, vestiram-se de branco e celebraram um casamento simbólico em prol de uma grande causa: o pedido que seu país legalize a união entre pessoas do mesmo sexo.

A cerimônia aconteceu em Tóquio e reuniu cerca de 80 convidados. “Nós realizamos a cerimônia de casamento de modo que possa se tornar mais fácil para os outros fazerem o mesmo no futuro”, disse Sugimori, em entrevista concedida após o evento.

Ela acrescentou que o casal vai tentar registrar o casamento no cartório municipal, mas espera que seu pedido seja rejeitado. No mês passado, um conselho de Tóquio aprovou a emissão de certificados de “parceria” aos casais gays, o que seria o primeiro tipo de reconhecimento de uniões do mesmo sexo no Japão. Outros municípios estão agora considerando fazer o mesmo.

De acordo com a Agência France-Press, o certificado vai levar apenas um significado simbólico, já que a Constituição japonesa identifica o casamento como uma união baseada no consentimento mútuo das partes de “ambos os sexos”.
Embora o Japão seja em grande parte tolerante com a homossexualidade, não há proteção legal específica para os gays, que se queixam da insegurança de talvez serem impedidos de visitar seus entes queridos doentes em hospitais ou terem contratos recusados em virtude do não reconhecimento jurídico da união.

Trilha Especial: "Spectrum" com Ryan Amador.



Trilha Especial: The Young Professionals - All Of It But Me ft. Anna F.




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Postado por Andy | (2) Comente aqui!

2 comentários:

  1. Eu fiquei emocionado com a história do casal do tailandês com o alemão. <3

    As invejosas piram porque jamais poderão viver um amor puro e digno assim (porque não são nem puras, nem dignas e nem capazes de amar).

    VIVA O AMOR!!!

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  2. Pois e´´, Fabio. Vc ve preconceito dentro da comunidade ,quando alguem esta numa boa. Eu li as curtidas e o que vejo sao invejas , falta de amor-proprio, prq elas mesmas nao conseguem ter as alegrias de um amor. Quem ama, nao ve defeitos na pessoa que ama, porq ja conhece o interior e nao pela aparencia fisica, Desejo de tudo de bom para esse casal !! O que importa nao sao as opinioes das pessoas e sim a felicidade de ambos.

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