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MINHA VIDA GAY

Gays.




POR:  MVG


Afinal de contas qual é a diferença em ser gay?

Por mais que a gente queira buscar uma diferenciação, afastando-nos do que achamos ruim ou pejorativo dos modelos do homem heterossexual, ser gay é muito mais próximo do conceito “homem” do que imaginamos. E essa afirmação serve para o gay pensar e para o heterossexual também.

No exercício de buscar resoluções, ou para nos tornar pessoas mais resolvidas se esse é o real interesse, levar para a consciência que a negação ao homem heterossexual traz mais dificuldades que benefícios é bastante importante. Muitas vezes queremos nos destacar tanto do homem heterossexual, negar e impor um novo modelo que acabamos “forçando” uma diferenciação pela aparência/estética ou na exposição da sexualidade (casos mais comuns). No final, acabamos nos limitando a isso, nos pegamos num “beco sem saída”, dificultando inclusive a nossa própria inclusão social, dificultando o desenvolvimento de relacionamentos afetivos e nos confundindo, como até mesmo idealizar homens heterossexuais. O gay, muitas vezes, “esquece” que é homem ou nega.

A diferença primordial é que o gay se atrai por outra pessoa do mesmo sexo ao passo que o heterossexual se envolve pelo sexo oposto. Além disso estão as referências sociais, as percepções de mundo e sensibilidades individuais que podem tornar a vida gay confusa ou muito simples. Simples se entendermos que somos todos parecidos, somos seres humanos acima dos gêneros e das sexualidades. Confuso se quisermos ser muito diferente assumindo para a sociedade um personagem, que não precisa ser só a “bicha louca”, mas o gay “machão”  que não se envolve com o afeminado também.

Precisamos de uma aceitação social? Claro. É fundamental que a sociedade enxergue o gay com naturalidade. Mas o próprio gay precisa encontrar dentro de si essa naturalidade, sair da busca frequente de se auto-afirmar como tal, colocando muito o foco na “personificação da sexualidade”, dos apelos estéticos e dos vícios do meio.

Nos identificamos com os homens ou com as mulheres heterossexuais? Com os dois, nas combinações mais íntimas, particulares e variadas possíveis, mas até aí o mesmo acontece com os heterossexuais. Seremos sempre ou pelo menos a maioria das vezes, a soma de referências positivas e negativas de nossos pais, amigos e grupos sociais. Impossível tirar a influência dessa rede, e quanto mais tempo negamos as referências mais tempo postergamos um certo amadurecimento. É o mesmo que querer enganar a si mesmo.

A libido do homem gay costuma ser evidente. Mas para o homem heterossexual é a mesma coisa. No fundo, gays e homens heterossexuais, independentemente da orientação sexual, adotam modelos semelhantes, instituídos a milênios para o “ser homem”: uma voracidade pelo sexo que funciona como válvula de escape, para relaxar, para esquecer dos problemas e para resgatar a auto-estima. A falta de tato para articular, dividir questões íntimas e demonstrar fragilidades porque “homem não precisa dessas coisas”. Martelam isso na nossa cabeça desde muito cedo.

Em outras palavras, somos hábeis para criar intimidade com uma melhor amiga que faz ela própria achar o gay “o máximo”, mas na hora que estamos cara-a-cara com o parceiro normalmente entramos num jogo de competição que dá um tempo somente para o sexo. Passamos a viver um modelo “paixão e ódio” ou traumatizamos tanto que não conseguimos nem começar uma outra história. Mas e quando o tesão da paixão acaba? Normalmente acabam os relacionamentos gays e o casal nem chega a trocar a real intimidade que se adquire com o tempo e com o convívio. Que se adquire vivendo a relação muito além do sexo e diz respeito a trocar intimidades.

Intimidade? Segundo a sociedade na qual vivemos, que martelou isso na nossa cabeça desde a infância, homens não devem abrir a intimidade. Homem age e não discute, não demonstra fraqueza, não apresenta imperfeições, não chora e, assim, o gay que também é homem vive um ciclo “sem fim” de relações de intensidades de paixão e sexo e só, sem conhecer direito a outra pessoa. Afortunado é o gay que supera essa barreira e aí consegue “puxar” o relacionamento para outros capítulos. Mas são poucos ainda na sociedade brasileira.

Dá para ser um gay feliz, assumido, resolvido e realizado? Dá, mas o caminho que é das pedras, tem suas dificuldades. Nada muito diferente das dificuldades de qualquer vida nesse planeta, mas que pode ficar mais complicada dependendo exclusivamente da nossa cabeça. Culpar a sociedade não vai modifica-la.

O problema de ser gay, se existe, começa antes dentro da gente.

Estudante hétero convida aluno gay para ser seu par em baile de formatura.


Em uma faixa, Jacob disse: 'Você é muuuuuito gay e eu sou muuuuuito hétero, mas você é como meu irmão. Então, quer ser meu par?


Jovem fez uma faixa para surpreender o amigo: 'Você é como um irmão'. Anthony Martinez organiza bailes e nunca tinha sido chamado para um.

Um convite para o baile de formatura de uma escola do ensino médio de Las Vegas, nos Estados Unidos ganhou grande repercussão nas redes sociais. Um aluno heterossexual convidou seu melhor amigo, que é homossexual, para ser seu par na festa. Para o convite, Jacob Lescenski fez uma faixa com a mensagem a Anthony Martinez: “Você é muito gay e eu sou muito hétero, mas você é como meu irmão. Então, quer ser meu par?”

Jacob (esq.) e Anthony (dir.) após a surpresa- Foto: Reprodução/Twitter/Anthony Martinez

A ideia de fazer a surpresa surgiu depois de Jacob ler um post no Twitter de Anthony Martinez, que queria um par para o evento. "Eu não quero um namorado. Eu quero apenas uma companhia para o baile. Eu sempre ajudo a planejar os bailes e nunca sou convidado para um", escreveu Anthony.

Jacob então chamou um outro amigo para ajudá-lo com a surpresa. "Uma noite eu vi Anthony, que é meu melhor amigo, twittando sobre querer um par. Então, eu tive a ideia e chamei o meu amigo Mia para participar comigo e o convidei no dia seguinte. Foi uma surpresa gigante para todos, especialmente para o Anthony”, contou Jacob.

Os dois estudam na Desert Oasis High School.

Para expressar sua gratidão e emoção, Anthony escreveu em outra rede social: “Adivinhem quem foi convidado para o baile de formatura? Por um cara hétero!", destacou.

"Ele é meu melhor amigo e um homem de verdade, dado o fato de que ele tem coragem de realizar meu sonho de estudante gay que sempre ajuda a planejar os bailes, mas nunca é chamado. Não poderia pedir por uma pessoa melhor na minha vida. Obrigado Jacob e eu mal posso esperar pelo dia 2 de maio [dia do evento]!"

O convite de Jacob se tornou viral nesta semana e muitos internautas elogiaram o adolescente pelo gesto de amizade.

***(Andy: Meus olhos se encheram de lagrimas de felicidade. Neste mundo , onde vemos tantas desgraças e desamor, nunca devemos esquecer que EXISTEM pessoas MARAVILHOSAS que nos faz acreditar na esperança de um mundo melhor.)

"Meu amigo gay"




Por: Ruth Manus


Você acha que o conhece?

Se tem uma coisa que me cansa é quando eu digo que sou uma advogada paulistana e a pessoa automaticamente conclui que eu ganho rios de dinheiro, voto no Alckmin e uso conjuntinho de blazer e saia-lápis. Não, essa não sou eu. Mesmo. Ou quando alguém diz que eu sou blogueira, e os outros já presumem que eu sou magra, ultra saudável, ando sempre bem vestida, com calça esquisita e salto fino. Não, outra vez, não sou eu. 

É chato quando tiram conclusões precipitadas sobre a gente e, ao invés de podermos mostrar quem somos, temos que perder tempo demonstrando quem não somos, comprovando o que não fazemos, esclarecendo do que não gostamos.

Pois é. Essa é a história diária dos meus tantos amigos gays.

“Que legal, você tem um amigo gay? Ele deve ter dar vários conselhos sobre moda, arrumar seu cabelo, te ensinar coreografias, dançar descamisado até o dia amanhecer, ir com você às compras, te ligar te chamando de gaaaaaata.”

Então. Na verdade não.

Eu até tenho um amigo gay que entende muito de moda. Mas tenho outro que só entende de terno. Outro que se veste que nem o Agostinho Carrara. Outro que não tá nem aí pra moda, tem um jeans velho e olhe lá.

Eu, de fato, tenho um amigo gay que é cabeleireiro. E tenho outro que é um super advogado. Outro que trabalha em plataforma de petróleo. Outro que tá sem emprego, na luta, com várias contas atrasadas.

Eu tenho um amigo gay que me ensinou a coreografia do Show das Poderosas. Outro que me apresentou uma banda dinamarquesa fantástica. Outro que toca bateria numa banda de rock. Outro que mal consegue bater palma no ritmo certo no “parabéns pra você”. Eu tenho um amigo gay que me leva para as melhores baladas, das quais nunca voltamos antes das 8 da manhã. Outro que só gosta de sair pra correr no parque. Outro que me chama para ir assistir jogo da Champions no bar. Outro que só me encontra depois da missa. Outro que nunca sai porque está estudando que nem louco pra concurso público.

Eu até tenho um amigo gay com quem gosto de ir ao shopping. Mas tenho outro que é a melhor companhia para hamburger cheio de bacon e milk shake. E outro que é ótima companhia para ir na Leroy Merlin porque entende tudo de obra. Outro com quem adoro abrir uma garrafa de vinho e conversar sobre filosofia.

Eu tenho um amigo gay que me liga e fala “gaaaaaaaaaata vamos pra balada?”. Mas que às vezes me liga e fala “Rú, vem almoçar aqui, minha mãe fez bacalhau”. E me liga e diz “to ferrado no trabalho, não vou ter fim de semana”. E me ligou e disse “minha avó morreu, vem pra cá por favor”.

Às vezes dá vontade de dizer: meu amigo gay? Meu amigo gay é uma pessoa sobre a qual você só sabe duas coisas- que é meu amigo e que é gay. Para saber o resto, o jeito, o gosto musical, o tom de voz, a profissão, você precisa conhecê-lo. Te garanto que ele não cabe em nenhum molde que você tenha na cabeça.

Com amigas lésbicas é pior ainda. “E você não acha que ela quer te pegar? E ela calça 42? E ela fala grosso? Tem cabelo curtinho com gel?”. Caceta. Não, ela não quer me pegar, nem me atacar durante a noite. Ela é minha amiga e eu sou amiga dela. Ela calça 36. Tem uma que fala grosso, outra parece uma gralha. Uma de cabelo joãzinho, outra que gasta mil reais no cabeleireiro fazendo luzes.

Será possível que nessa altura do campeonato ainda precisamos explicar que“gay” não é um tipo de pessoa, mas uma característica de uma pessoa como qualquer outra? Que eles não pertencem a uma espécie à parte? Que eles não cabem numa forma padrão, com personalidades, atitudes e discursos pré-definidos?

Complicado…

E no dia em que me perguntaram “mas por que você tem tanto amigo gay?” eu só consegui responder “ah, sei lá”.

Mas, pensando melhor, eu não tenho muito amigo gay. Eu tenho, graças a Deus, muitos amigos. Dentre eles, tem hétero, tem gay, tem jogador de poker, fã do NX zero, hippie de estrada, testemunha de Jeová. Tem muita gente. Muita gente amada, do jeito que é. E é isso que importa.

Meu amigo gay é super gente fina. Você vai gostar de conhecê-lo. Mas, por favor, não se esqueça: você ainda não o conhece.

'Eu sou uma mulher': Bruce Jenner  confirma transexualidade


Milionário foi padrasto de Kim e Kourtney Kardashian quando era casado com a mãe delas, Kris Jenner

Ex-campeão olímpico e estrela do reality “Keeping Up with the Kardashians”, Bruce Jenner confirmou que está em processo de transição de gênero.

“Para todos os efeitos, eu sou uma mulher”, disse Jenner à jornalista Diane Sawyer, em entrevista que ainda não foi ao ar nos Estados Unidos.

“As pessoas olham para mim de uma forma diferente. Elas o vêem como este macho, mas o meu coração e minha alma, e o que eu faço na vida … é uma parte de mim – esse lado feminino é parte de mim”, explicou.

Jenner, de 65 anos e que foi casado com a mãe de Kim e Kourtney Kardashian, virou reportagem de tablóides em janeiro que o fotografaram com cabelos longos, unhas pintadas e até seios e, segundo uma fonte, ele estava assumindo sua transexualidade.

Heterossexuais Respondem Parte 2 (Caras Bonitos / Olhares / Falar xingando / Coisas de viado).



Clipe Especial LGBT: "Kiss All The Bullies Goodbye" com Sir Ivan.



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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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