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CONFISSÕES DO DIVÃ






Os textos apresentados nesta seção buscarão ilustrar situações, angústias, problemas e experiências vivenciadas por alguns homens gays. Não existem experiências universais, comuns a todos os homens gays, cada um de nós é constituído e atravessado por diversas características que tornam a sua experiência única.  Nossa principal ideia aqui é pensar em possibilidades de enfrentamento para as questões aqui representadas, que em menor ou maior grau podem ser semelhantes com alguma das histórias vivenciadas por você. Essas histórias não são uma representação literal de histórias reais e sim textos fictícios.


O Dr. Alexandre é formado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como psicólogo clínico no Espaço Recontar na região de São José / SC. Fundamenta seu trabalho pelos princípios da Psicologia Sistêmica. Compreender os fenômenos psicológicos sistemicamente significa, literalmente, “colocá-los” dentro de seu contexto, estabelecendo a natureza das suas relações.


Você pode fazer perguntas e sugerir temas que nosso psicólogo responderá com todo prazer.

Bem, vamos ao tema de hoje:



Quando o amor torna-se doença?
Não quero que meu amante se envolva com mais ninguém!

Alexandre de Souza Amorim, Psicólogo
alexandresouza.psicologo@gmail.com






Depois de 21 anos de relacionamento, cansado um pouco da rotina, do desgaste e da falta de tesão pelo meu parceiro, eu conheci em um site de relacionamento um jovem de 24 anos chamado Igor. Aos poucos Igor foi me conquistando até finalmente nos tornarmos amantes. Transávamos loucamente às escondidas e sua declarada devoção por mim só me instigava mais e mais. Porém sempre deixei claro que jamais seria algo mais do que isso. Nunca pensei em separar do meu companheiro, pois além da segura há um laço de amor que nos une que não quero desatar. Eles já se conhecem, mas meu companheiro nem imagina que ele é meu amante. Apresentei-o como meu amigo. Passado 1 ano dessa louca história, eu descobri que Igor estava transando com outra pessoa. Fui tomado por um sentimento avassalador, um ciúme que não podia controlar. Ligo para ele constantemente para saber onde está e com quem esta. Não consigo imaginá-lo com mais ninguém. Ele é meu e somente meu. Assim como meu companheiro. Essa história tem me feito perder o sono, tenho sofrido muito com isso, me sentindo angustiado e estou pensando em contar tudo para meu companheiro e pedir que ele aceite. Assim poderei dar mais atenção ao Igor e evitar que ele se envolva com outras pessoas. E essa é a melhor solução para acabar com meu sofrimento? Existe algum tipo de amor que é doença?
Herbal, 36 anos

           
Olá Herbal.   Existe sim uma possibilidade de o amor enquadrar-se em um quadro clínico... Em uma patologia. É o que chamados de amor patológico, que resumidamente é um comportamento exagerado de oferecer cuidados e atenção ao parceiro, de maneira sufocante e que exige que a pessoa muitas vezes abandone atividades e interesses para dedicar-se exclusivamente ao outro.

O cara passa a viver para o outro e passa a ter comportamentos excessivos na esperança de que esse outro retribua todo esse carinho e atenção, que também o ame exclusivamente e intensamente. Ainda podemos dizer de maneira simples, que ao constatar que mais “dá mais do que recebe”, ficam tristes, magoados, sofrem e podem até ficar depressivos.

Não é preciso muito esforço para entender que viver dessa maneira é muito prejudicial para saúde. A repetição, a intensidade e a falta de controle podem acarretar prejuízos irreparáveis na vida pessoal, social, profissional e no convívio com os familiares.         

            Há vários fatores que podem dar vida ao amor patológico. Ele tanto “nasce sozinho” (por meio de uma construção ao vivenciar algumas várias experiências que favoreçam a maneira de ser com o outro) ou surge acompanhado a quadros depressivos, ansiosos e de personalidade dependente.


Os sintomas e critérios diagnósticos são:

- Sintomas de abstinência (como angústia, insônia, taquicardia e suor) na ausência ou no distanciamento (mesmo afetivo) do “amado”;

- Preocupação e cuidados excessivos com o outro;

- Atitudes para reduzir ou controlar alguns comportamentos do parceiro, dedicando tempo e energia para isso, que em geral são mal-sucedidas;

- Abandono de interesses pessoais, objetivos e atividades que eram importantes antes;

- Mesmo tendo problemas pessoais com amigos e/ou familiares ou ainda problemas na vida profissional, a pessoa não consegue mudar.

A mais eficaz maneira de tratar um Amor Patológico é com psicoterapia. O trabalho será realizado auxiliando a desenvolver habilidades mais saudáveis de amar. Também devem ser trabalhados sentimentos de raiva, culpa, tristeza entre outros que possam coexistir.

É importante lembrar que quem está envolvido por um relacionamento não-saudável também pode precisar de ajuda.           

            Sobre o seu caso Herbal, acho que você deveria conversar pessoalmente com um psicólogo. Ele certamente vai lhe ajudar e orientar para encontrar a melhor solução.

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Postado por Mac Del Rey | (6) Comente aqui!

6 comentários:

  1. Não vou julgar, até porque o que mais sofremos o tempo todo é julgamentos injustos. cho que vc deveria procurar ajuda mesmo, para o seu bem.

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  2. Bicha escrota! Sem vergonha! Se quer viver na pegacao! Nao se envolva num relacionamento serio! Perdeu o desejo pelo seu companheiro ? Entao o recupere!
    nao vai procurar em outro lugar sua vadia! E por essa promiscuidade esse fogo no " Edi " que as relacoes gays nao sao reconhecidas pela maioria " hetero " espero que voce pegue aids e morra! Essa sera a melhor contribuicao que voce dara a nos lgbt

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  3. tambem não vou julgar, o herbal está apaixonado pelo igor e precisa falar sobre isso tanto com o igor quanto com o parceiro.

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  4. Só acho o seguinte...não faça com os outros oque vc, não quer que faça com vc.....tome vergonha na cara e seja mais fiel.....

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  5. Confesso que são casos de pessoas assim que me desanimam. Parece que é mais acentuado no mundo lgbt e me envergonha.

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    1. você esta enganado, não é exclusividade lgbt, relações heterossexuais tem muito mais disso.

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