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HOMOSSEXUALIDADE

EUA: Fazendo a diferença- Embaixador gay americano defende lei anti-homofobia para coibir crimes.


O 'embaixador' gay Randy Berry defende lei anti-homofobia para coibir crimes



Randy Berry, enviado especial dos Estados Unidos para direitos humanos da população LGBT, defendeu neste domingo (7) a importância de uma lei anti-homofobia para reduzir a violência contra gays. "O fato de termos legislação contra crimes motivados por orientação sexual fez toda a diferença", disse Berry.

"Teve um efeito positivo dissuasório não apenas pelas punições, mas pelo debate, que sensibiliza a população."

Legislação que pune a homofobia está em discussão no Congresso e é alvo de ataques da bancada evangélica. Nos EUA, foi aprovada em 2009 a Lei Matthew Shepard contra crimes de ódio, em homenagem ao adolescente gay assassinado em 1998.

Berry participou da Parada Gay ao lado do ex-senador Eduardo Suplicy e da senadora Marta Suplicy e ficou "impressionado" com o apoio da população ao evento.

Sua recepção no Brasil foi mais tranquila do que na Jamaica, onde foi recebido, no fim de maio, por protestos contra "a tentativa dos EUA de impor sua agenda gay". A Jamaica tem leis contra "sodomia" e homossexualidade.

Do Brasil, ele parte para a República Dominicana, onde também deve enfrentar clima tenso. O atual embaixador dos EUA no país, James Brewster, foi hostilizado por representantes da Igreja Católica por ser gay.

Leia trechos da entrevista:

O BOTICÁRIO

Assisti à propaganda [de O Boticário, que mostra casais do mesmo sexo]. Nos EUA, apesar de termos tido grande progresso na questão LGBT, também teríamos esse tipo de reação a uma propaganda assim. Pessoas podem acreditar no que quiserem e dizer o que quiserem. Desde que o discurso que incite o ódio.

FUNÇÃO DE SEU CARGO

O cargo de enviado especial para direitos humanos de LGBT foi criado em abril, alguns anos após ser idealizado pela ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Queremos usar a defesa dos direitos humanos de LGBT em política externa como forma de impedir as piores formas de discriminação. Não estamos defendendo ou atacando casamento gay, essa não é nossa agenda. Cada país tem seu processo.

Em dez países ser gay não só é ilegal mas também é passível de pena de morte [como no Irã e na Arábia Saudita]. Em quase 80 países, homossexualidade é crime.

EUA PATERNALISTA?

Não estamos aqui para impor nada, é só uma conversa. Nossa mensagem é mostrar o que fazemos nesse campo nos EUA e aprender com outros países. E o Brasil é extraordinariamente próximo dos EUA em termos de políticas de inclusão.

BRASIL

A dimensão do evento [Parada Gay] e o apoio e participação do público são um tremendo produto de exportação do Brasil, que prospera ao abraçar a diversidade.

O Brasil tem sido um líder internacional nessas questões, vide a ONU [propôs resolução em 2014 condenando discriminação por orientação sexual]. Queremos ver o Brasil fazendo mais isso.

ASSASSINATO DE GAYS

Nos EUA e no Brasil temos problemas persistentes de crimes contra LGBT. O importante é saber o que o governo vai fazer sobre isso, o que a polícia e os tribunais vão fazer. Nos EUA conseguimos diminuir os crimes motivados por orientação sexual. Uma maneira de lidar com isso é comparar legislações do mundo, ter políticas de educação e combate ao estigma.

LEI ANTI-HOMOFOBIA

O fato de termos legislação contra crimes motivados por orientação sexual fez toda a diferença. Nossa legislação nasceu de uma enorme tragédia [assassinato do adolescente gay Matthew Shepard em 1998].Foi um exemplo muito palpável de que as pessoas se tornam alvos somente por serem quem elas são.

Do ponto de vista dos EUA, ter uma lei que explicitamente identifica crimes contra gays foi muito importante. Teve um efeito positivo dissuasório não apenas pelas punições, mas pelo debate, que sensibiliza a população.

PRECONCEITO

Precisamos fazer uma coalizão de países para falar sobre os direitos da população LGBT. É mais difícil ignorar uma crítica se ela vem só dos EUA, mas com vários países expressando preocupações, fica mais eficaz.

Cristãos de verdade atiram pedras?



Lea T manifesta apoio a transexual crucificada e fala de Caitlyn Jenner.




A modelo internacional brasileira Lea T., 33, foi entrevistada pela revista Veja SP esta semana e se manifestou sobre a polêmica envolvendo a travesti Viviany Beleboni que fez um protesto na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo no último Domingo que causou ira em religiosos por todo o país. Para a modelo, não houve má fé e Viviane foi mal interpretada.

“É algo delicado de se tratar, ainda mais no Brasil. Mas vamos ser corretos: por que esse assunto deu tanto drama? Eu entendo que ela possa ser má interpretada, mas não agiu de má fé. Queria passar uma mensagem sobre o que nós, trans, sofremos. Ninguém quer comparar nossa história a de Jesus Cristo. Ela quer falar do nossos problemas. Muitos famosos, como Neymar, já apareceram crucificados em capas de revista. A Madonna surgiu de pernas abertas na frente da cruz em shows. Ninguém fala nada. Mas agora, por se tratar uma transexual, o ato virou blasfêmia”, declarou Léa que disse ser uma pessoa de fé.

“Ela foi muito corajosa, mas tocou em um assunto que eu não teria tocado. Tenho uma imagem de Jesus – na verdade, de qualquer divindade e de qualquer religião – que não me atrevo a tocar em um contexto que não seja religioso. Mas isso não significa que eu não precise respeitar a filosofia dela. É bem claro que ela não queria ofender ninguém. Mas são escolhas. Há artistas que usam a imagem de cruz em teatro, cinema, museu… Eu fico indignada: por que ela não pode e os outros podem?”, reforçou a modelo.

Ao ser perguntada sobre a transexual Caitlyn Jenner, a modelo disse: “Na verdade, não sigo tanto aquela família (Jenner-Kardashian). Mas vi a história dela, que me chamou a atenção. É muito punk conseguir fazer o que fez. Para mim, a coragem maior foi passar por tudo isso tendo filhos. Precisa de uma força absurda para olhar para cara da sua filha e dizer que vai fazer tudo isso”, disse a modelo que operou em 2012 sobre a transexual de 65 anos que foi medalhista em decatlo e símbolo de virilidade nos Estados Unidos e se assumiu transexual há dois meses.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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