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MINHA VIDA GAY

Refugiado homossexual da Coreia do Norte conta a sua história.




Ele fugiu do seu país em 1997 mesmo sem saber bem porque fugia, pensava que apenas fugia da esposa.

Jang Yeong-jin deixou a Coreia do Norte rumo à vizinha do sul e a pergunta que foi feita foi: ”o que o levou a atravessar a fronteira fortemente armada entre as duas Coreias?”.

Jang disse que tinha vergonha de confessar que o que o moveu foi o fato de não sentir qualquer interesse sexual pela sua esposa, disse que não poderia explicar o que o fazia tão infeliz na sua terra natal, Jang desconhecia que aquilo que sentia chamava-se orientação sexual e a sua era homossexual, sentimento e palavra que ele disse desconhecer o sentido.

Jang com 55 anos e tido como o único norte coreano a viver no sul abertamente gay, e só assim é porque em 2004 perdeu todas as suas economias por ação de um vigarista, situação que o levou a pedir ajuda junto de ativistas LGBT. A exposição não era coisa que Jang desejasse porque mesmo sendo mais fácil viver a sua sexualidade no Sul esta Coreia vê ainda a homossexualidade como um tabu.

“A Mark of Red Honor” é a autobiografia de Jang onde ele descreve as suas experiências enquanto um homem homossexual que cresceu na Coreia do Norte, onde o governo sustenta que a homossexualidade não existe, porque as pessoas norte coreanas vivem com uma mente sã e com valores morais.




Mas a luta de Jang continua, neste país onde se sente duplamente como um renegado primeiro porque fugiu do norte para o sul depois porque é gay.

“Na Coreia do Norte a pessoa comum não tem consciência do que é um homossexual” diz Joo Sung-ha da Universidade Kim ll-sung, Pyongyang, capital da Coreia do Norte, disse-o em 1990, mas hoje é jornalista na Coreia do Sul, disse ele que à época só metade dos seus colegas de universidade terão ouvido a palavra e que mesmo assim alguns tratam-na como sendo uma doença mental que afeta apenas sub-humanos e é apenas encontrada nos depravados países do Ocidente.

A Coreia do Norte não tem leis que proíbam expressamente as relações homossexuais, contudo não se envergonha em nada em expressar a sua homofobia. No passado acusou Michael D. Kirby um ex-juiz australiano que conduzia uma investigação das Nações Unidas sobre abusos sobre os direitos humanos na CN de que se tratava de “um velho devasso nojento de 40 anos de carreira na homossexualidade”.

Diz Jang que nunca ouviu falar de homossexualidade enquanto crescia em Chongjin na costa leste da Coreia do Norte, nem mesmo quando Jang se apaixonou por um outro jovem de seu nome Seon-Cheol, uma ligação com base na amizade que prosseguiu durante os estudos.

Conta Jang, “quando andávamos de metro e estava cheio eu sentava-me no colo de Seon-Cheol e ele abraçava-me por trás, as pessoas não se importavam porque pensavam que eramos amigos de infância”.



Ouvir Jang é voar dentro da realidade portuguesa aos tempos da ditadura, conta ele que os abusos sexuais no serviço militar são mais que muitos e já foram relatados nos canais da comunicação social por ex-militares e oficiais. Conta ainda que muitos homossexuais acabam por casar com mulheres e viverem vidas duplas, porque diz Jang, “essa é a única realidade que conhecem”.

Conta ainda que alguns militares são destacados em missões por dez anos sem contato algum com o sexo oposto e que quando regressam a casa casam-se, os amigos visitam-se e dormem juntos e as suas mulheres deixam assumindo que isso seria um hábito de infância, confessa Jang que uma noite em que Seon-Cheol o visitou a meio da noite Jang deixou o leito da sua esposa e arrastou-se até junto do amigo mesmo ele o tendo ignorado e continuado a roncar.

É assim que Jang percebe a “prisão” que era a sua vida e mais concretamente o seu casamento vivido sem amor, “eu queria voar para longe como um ganso selvagem, e deixar a minha esposa definir a sua vida deixando-a livre para tal”.

Em 1997 um punhado de norte coreanos atravessou a fronteira coberta de minas para a Coreia do Sul entre eles Jang Yeonng-jin, foram noticia pelo ato destemido de enfrentar um campo de minas em busca de liberdade.

Jang não entendia a sua sexualidade até ler um artigo sobre direitos homossexuais estávamos no ano de 1998, viu a foto de dois homens a beijarem-se e outra de nus numa cama, e dizia que havia bares gay em Seul, “foi como se as luzes se acendessem no meu mundo”, disse. 2004 não foi um bom ano para Jang, um vigarista roubou-lhe todas as economias, soube por outro norte-coreano que também havia fugido para sul que três irmãos seus e uma irmã tinham morrido depois de terem sido expulsos da sua aldeia devido à fuga de Jang. A ex-mulher de Jang havia também sido expulsa da sua aldeia mas mais tarde reintegrada.

Hoje Jang vive em Seul como empregado de limpeza num edifício, diz que não é uma vida fácil mas é de longe preferível à vida que tinha no norte. Jang termina assim, “há muitos homossexuais na Coreia do Norte que vivem uma vida miserável mesmo sem saber porquê, que tragédia é viver uma vida sem saber quem você é”.

Conheça Ellie-Jo Hughes e a família da menina trans de apenas 9 anos que está ensinando amor ao mundo.



Em setembro, Ellie-Jo Hughes, de apenas 9 anos de idade, deve entrar na escolar que frequenta em Rhyl, North Wales, na Inglaterra, como sonha desde os 2 anos de idade, quando manifestou pela primeira vez que gostaria de ser uma menina. Com o apoio crucial dos pais e dos cinco irmãos, Ellie-Jo é mais um bem documentado caso de transexualidade manifestado na primeira infância.

No último Natal, Ellie, que é apaixonada pela Barbie, bailarinas e princesas da Disney ganhou uma peruca que havia pedido, super loira. Quando ela usa a peruca, ela se transforma de Joseph para Ellie Jo. Por causa da escola, mesmo se vestindo de menina desde os dois anos de idade em casa, Ellie tinha que ir com as roupas de Joseph estudar. Mas este ano Ellie pediu aos pais para ir para a escola como menina. Então a família procurou a escola e fez um pedido ao Conselho de Educação do distrito, que deve ser aprovado, já que outro caso de transexualidade infantil, em Kent, já havia aberto o caminho para que as escolas locais aprendessem a lidar com o tema.

Ellie pinta as unhas e veste o que quer em casa. Desde muito cedo ela já mostrava que se incomodava em cortar os cabelos ou ter que se adaptar ao mundo lá de fora. Para sua mãe, Sam, de alguma forma ela se identificou de maneira diferente que seus irmãos nas brincadeiras de se vestir de mulher ou interagir com as meninas da casa. A família tenta não pressionar e o dia que a escola permitiu que os alunos fossem sem o uniforme, Ellie foi com um vestido de princesa e a sua peruca. A família apoia que ela decida seu gênero eaté  procurou especialistas que afirmaram que apenas aos 11 anos de idade, quando os hormônios agirem em seu corpo, que poderá ser feito o diagnóstico final de disforia de gênero.

“Que menino de 9 anos teria coragem se sair vestido de menina? Como adulto já não seria normal, eu não faria isso, isso exige coragem. Ele é meu filho e eu vou apoiar ele em tudo que ele quiser fazer”, afirmou Sam ao tablóide The Mirror. “Se em cinco anos ele vier e dizer eu quero ser um menino ou eu quero fazer a mudança de forma permanente, eu nunca ficaria em seu caminho”, revelou a mãe que afirmou que deseja que as outra famílias se sintam tão confortáveis com o assunto como ela é. A mãe conta que o filho é nitidamente mais feliz como Ellie e que desde os dois anos de idade age como uma menina e que ela nunca ensinou, que veio naturalmente do filho.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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