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HOMOFOBIA

Jovens espancadas por seguranças de shopping relatam as agressões.


Para Marcela, o caso também revela a “impunidade e a agressão contra a mulher” presentes na sociedade

Caso aconteceu após a Parada LGBT de Santo André; grupo marcou protesto para sábado (18).

Ao sair da Parada LGBT de Santo André, no ABC Paulista, no dia 5 de julho, um grupo de amigos não sabia o que estava por vir depois de um dia de luta contra o preconceito. Eles relatam que, quando foram buscar o carro no estacionamento do shopping Grand Plaza, foram duramente agredidos por seguranças do estabelecimento.

Segundo os jovens, quando chegaram ao estabelecimento, os acessos estavam fechados e eles foram barrados pelos seguranças. As agressões teriam começado quando os funcionários perceberam que a ação estava sendo filmada.

Nathália Góes, uma das meninas agredidas, conta que os seguranças ficaram “fora de si” e só pararam de bater no grupo quando Marcela Correa “levou um murro no nariz e desmaiou”. Segundo Marcela, enquanto o segurança batia no irmão dela, Rene Correa, também o ofendia verbalmente.

"Enquanto ele estava no chão e o cara estava batendo nele, chutando, socando, dando gravata, ele dizia: 'bate, bate no viadinho'" relatou Nathália.

Viviane Andrade também foi agredida e conseguiu fazer imagens da violência, mas o vídeo ainda não foi divulgado. Ela diz que o acontecido “tira aquela máscara que a homofobia tem na sociedade”.

As jovens afirmam que nenhuma provocação motivou as agressões. Segundo Nathália, o grupo voltava da parada tranquilamente com uma bandeira com as cores do arco-íris. "Dá um pouco de medo saber que a sociedade é intolerante dessa forma. Saber que de uma hora para a outra a gente pode passar por isso, sendo que não tinha motivo nenhum".

O grupo planeja um ato para o próximo sábado (18), às 14h, em frente ao shopping onde aconteceram as agressões. Marcela afirma que a ideia é chamar a atenção para o caso. "Eu quero mostrar que eu tenho direito de fazer o que eu quiser. Eu sou livre como qualquer cidadão que pode ir e vir de acordo com as leis. O meu limite começa onde acaba o seu".

Para Marcela, o caso também revela a “impunidade e a agressão contra a mulher” presentes na sociedade. "Foram quatro seguranças que me bateram com mais de 100 kg cada um. Eu peso 57 kg. Imagina a situação?".
Grupo de amigas antes dos ataques durante a Parada do orgulho LGBT de Santo André
Em nota, o shopping explica que o fechamento do acesso de pedestres em uma de suas portarias no dia da Parada se fez necessário “única e exclusivamente, para preservar a integridade física dos frequentadores do centro de compras e evitar danos ao patrimônio, face à ocorrência de tumultos na área externa ao empreendimento, quando da dispersão da Parada”.

Ainda na nota, o shopping diz que “lamenta o ocorrido e reitera ser totalmente contrário a qualquer tipo de manifestação ou ato preconceituoso”. Segundo a administração, o estabelecimento é usado desde 2006 como apoio pelos participantes da Parada.

“Esclarece, por fim, que segue colaborando com o levantamento dos fatos alegadamente ocorridos no interior do shopping para que sejam tomadas as devidas providências”, diz a nota

Para Viviane, na nota, o shopping "legitima a agressão em relação à proteção ao patrimônio e proteção das pessoas que estavam no local. Eles omitiram [a agressão] totalmente”. Os jovens se queixam, ainda, que estabelecimento não entrou em contato com nenhum deles para abordar o assunto.

A empresa Verzani & Sandrini faz a segurança do shopping e disse, por meio de nota, que os vigilantes “recebem treinamentos constantes quanto à abordagem e tratamento” e que “todos os nossos procedimentos foram para privilegiar a segurança de todos com base no respeito ao próximo, independentemente de classe, cor, gênero ou orientação sexual”.

(Andy: Absurdo!! Nessa hora, a empresa de segurança se omite das responsabilidades e fazem as mesmas alegaçoes de todas as empresas, sobre ``treinamentos de funcionarios`` ,ja bem manjadas). Ora, se ha treinamento, nao deveria ter essa conduta imbecil e arbitraria de seus funcionarios. JUstiça, cana neles !!)

Ensaio fotográfico "Sexualidade e Ignorância" mostra o preconceito por meio das palavras.


Faz algumas semanas desde que a Casa Branca se pintou de arco-íris. As cores transbordaram o território norte-americano e chegaram até nós em forma de comemoração e avatares temáticos nas redes sociais. Mas isso é suficiente? Ainda que o casamento igualitário seja uma conquista imensurável, os grupos LGBTT’s vivem entre intolerância e discriminação. A homofobia não aparece só nas agressões físicas, mas também nas falas do cotidiano: “cura gay”, “coisa de viado”, “cabelo de sapatão”. Tão brutais quanto os ataques diretos, essas expressões revelam a violência de um discurso preconceituoso, que essa galeria pretende denunciar. Que o amor seja livre e colorido para quem quiser amar.

(selecionamos algumas  dentre inumeras por falta de espaço)








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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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