Slide 1 Slide 2 Slide 3

MINHA VIDA GAY

Invisíveis: Homens gays relatam drama de viver casamentos de fachada com mulheres.


John, que criou grupo de apoio a homens gays casados com mulheres: 'Não existimos no mundo gay, nem no mundo hétero, somos invisíveis.'


Décadas atrás, quando os gays da Grã-Bretanha e de outros países ocidentais tinham de enfrentar o ostracismo e viviam sob a ameaça de serem processados, muitos optaram por se casar e esconder sua sexualidade. Mas mesmo agora, com uma aceitação crescente, alguns continuam optando pelo mesmo caminho. Nick, que está na casa dos 50 anos, é casado com sua esposa há 30 anos. Ele é gay. Ele acha que sua mulher suspeitava há muitos anos de sua sexualidade, mas conta que tudo veio à tona quando ele teve um relacionamento com outro homem. "Ela (esposa) perguntou se eu queria deixá-la, mas eu não queria. Acima de tudo, ela é minha melhor amiga. Então decidimos que continuaríamos juntos como melhores amigos", diz.

Nick não é seu nome real – muitos amigos e parentes do casal não sabem que ele é gay e ele prefere se manter anônimo para proteger sua esposa. Ele conta que, desde o começo, o casamento não era completo, com muitas dúvidas sobre se eles haviam feito a coisa certa. Ele sempre teve dúvidas sobre sua orientação sexual, e isso se agravou com o tempo.

Tolerância

Como muitos outros homens nessa situação, Nick se viu vivendo uma vida dupla. Na superfície, ele era um homem em um casamento feliz. Mas ele também tinha o hábito de ver pornografia gay. E conta que há seis anos, acabou se relacionando com um amigo gay quando ambos ficaram bêbados. Nick conta que sua esposa ficou irritada e desapontada quando ela descobriu, e que, àquela altura, ele não tinha mais como negar que era gay. "Senti que era a oportunidade ideal para ser honesto e contar para ela sobre algo que ela já suspeitava. Então, concordamos que eu se eu não fizesse mais isso, não tocaríamos no assunto – e quando voltasse a acontecer, iríamos falar sobre isso." Nick admite que seria melhor para sua esposa se ele tivesse admitido antes que era gay. Ela lhe disse que estava desapontada porque ele não havia confiado nela. "Eu ainda me sinto totalmente grato a ela todos os dias por ela ser tão tolerante", conta.

O casal optou por permanecer junto não por conta das crianças, já que eles não têm filhos, mas, sim, pelos sentimentos que nutrem um pelo outro. "Está tudo bem com a minha esposa. Tanto que ainda amamos um ao outro e ainda estamos juntos. Mas as coisas poderiam ter sido bem diferentes." Apesar de o casal continuar junto, eles agora dormem em quartos separados. Nick prometeu à mulher que ele não vai mais ter relações sexuais com outros homens – ele diz que deve isso a ela. Mas será que ele consegue manter sua promessa. "Espero que sim. Essa é minha intenção. Sinto como se não tivesse tido uma opção no passado, como se algo tivesse sido imposto a mim. Agora estou tomando a decisão que me parece acertada, que é manter o celibato."

Grupo de apoio

Nick participa de um grupo de apoio chamado Gay Married Men (Homens gays casados), que tem sede na cidade britânica de Manchester e foi fundado há 10 anos. Vários homens viajam de outras partes do país para participar das reuniões. O fundador do grupo, que prefere ser chamado apenas de John, conta que os homens são, em sua maioria, mais velhos, sendo que muitos casaram nos anos 70 e 80, quando a sociedade era mais hostil aos gays.

Mas por que então eles se casaram?

Nick conta que muitos dos participantes participam do grupo justamente para tentarem se entender. Andy, de 56 anos, dá seu depoimento: "Alguns achavam que estavam apenas passando por uma fase e que logo encontraria uma mulher que o transformaria em uma homem de verdade, como muita gente dizia." John, um professor de Manchester que foi casado por sete anos, diz que ele demorou para perceber que era gay. Ele sabia que sua sexualidade era ambígua, mas ele não tinha nem vocabulário para defini-la. "Eu não sabia como era um homem gay. Na verdade, eu sabia que os gays era afeminados. E eu não me sentia assim. Logo, eu não poderia ser gay, não é?"

'Não existimos no mundo gay porque somos casados'

Os membros do grupo estão em diferentes estágios. Alguns apenas suspeitam que sejam gays, enquanto outros vivem ou viveram com suas esposas, sendo que algumas delas já se casaram com outros homens. John agora é casado com um homem que é seu parceiro há 23 anos. Andy está se divorciando de sua mulher após 30 anos de casamento e quatro filhos. "Eu ainda a amo. Nós somos muitos próximos. Somos melhores amigos – o que pode soar estranho para alguns, mas temos quatro filhos juntos…"

Mas muitos outros continuam casados seja por conta da expectativa de amigos e parentes ou porque eles têm filhos e não querem que a família se separe. Jonh diz que muitos homens se veem desesperados e sem nenhum apoio – muitos sofrem de depressão severa. "Já vimos muitos caírem no choro porque eles estavam decepcionados e agora estão aliviados por terem descoberto que há outros homens na mesma situação. Porque isso é parte do problema, nós somos um mito, não existimos", conta John.

"Não existimos no mundo gay. Estamos no limite do mundo gay porque somos casados. E não existimos também no mundo hétero. Então, somos invisíveis." Os membros do grupo dizem que não julgam pessoas como Nick e que a mensagem principal é a de que esses homens não precisam passar por isso sozinhos. "Há pessoas que estão conseguindo lidar com sua sexualidade e sua família. Eles ainda se relacionam com os filhos, não foram cortados do relacionamento familiar", conta Nick. "Eu, definitivamente, estou mais feliz agora – ser honesto com a minha mulher me tirou um peso das costas."

Casal homoafetivo adota três filhos através de programa da Prefeitura.




O feito acontece pela primeira vez nos nove anos do Projeto Família Acolhedora

Elas só queriam um filho, mas ganharam três, inclusive uma bebê de 1 ano. Casadas há seis anos, Zuleica Rodrigues de Melo e Mariangela dos Santos Reis são pioneiras no Projeto Família Acolhedora, da Prefeitura do Rio, como o primeiro casal homoafetivo a adotar temporariamente crianças em situação de vulnerabilidade. O programa, por onde já passaram 2.900 pessoas, completa nove anos.

A família de Zuleica e Mariangela começou a crescer com a chegada de Maria, de 13 anos. Depois de peregrinar por dezenas de abrigos e até viver na rua, há dois anos a adolescente enfim encontrou um lar definitivo. “Ela é uma aborrecente completa. Começamos nossa experiência de mãe com pé direito”, brincou Zuleica. O casal já conseguiu a adoção definitiva da menina e agora batalha pela guarda do outro filho adotivo, de 15 anos, o segundo da dupla. “Ele já ficou na nossa casa antes, com a irmã, de 12 anos, mas teve que retornar para o abrigo. Na época, choramos dia e noite pela falta dele”, explicou Mariangela.

Em julho do ano passado, o adolescente voltou a ser acolhido por elas. “Ele já é nosso filho, não tem jeito”, apontou Zuleica, que se orgulha pela criação do menino. “Ele chegou aqui cheio de problemas. Bebia e fumava quando era criança. Hoje, ele é um outro menino e até trabalha como jovem aprendiz”, completou.

A integrante mais recente da prole é um bebê, de 1 ano. Sua chegada na família foi de supetão. “Estava no shopping, meu celular tocou e era a assistente social perguntando se eu poderia acolher uma criança de 1 ano. Nem tive tempo de respirar. Disse logo que sim”, relembrou Zuleica. No dia seguinte, lá estava a menina na casa delas. “Nunca cuidei nem de sobrinho. Sempre achei que eu não tinha dom para ser mãe e essas crianças me ensinaram o contrário”, desabafou Mariangela.

Como toda família, a rotina na casa do casal também tem regras. Há revezamento para limpeza e hora certa dos estudos, mas a diversão também é garantida. “Fazemos nossa bagunça. Saída em casal, nem pensar. Quando vamos para rua, levamos todo mundo”, contou Mariangela, contente.

Com a família completa, o novo sonho das duas é sair do pequeno apartamento onde moram em Deodoro e construir uma casa para dar mais conforto a todos. “Daria até para adotar mais crianças”, brincou Zuleica, que encara as críticas com muito otimismo. “Dizem que somos malucas por colocar pessoas estranhas em casa. Eles não são estranhos, são nossos filhos”, rebateu a mãe adotiva.

Muito amor e carinho para vencer o sofrimento dos filhos no passado

Por trás das crianças adotadas por Zuleica e Mariangela, estão histórias de muito sofrimento. A mãe da bebê de 1 ano, que foi adotada temporariamente pelo casal, perdeu a guarda da criança duas vezes. “O juizado afirma que ela (a mãe biológica) não tem condições de criar ninguém. Por isso, nós sentimos o dever de dar muito amor a este bebê”, declarou Zuleica.

Apesar da pouca idade, a vida de Maria também tem traços cruéis. Por causa do abandono da mãe, ela foi obrigada a se separar dos oito irmãos, mas graças ao empenho das novas mães, Maria está reencontrando sua família biológica. “Achamos um na internet, o outro foi através de amigos e aos poucos ela está encontrando os irmãos”, explicou Zuleica. O outro filho adotivo também se separou da irmã de 12 anos, que vive no abrigo. “É muito difícil de se adaptar às regras”, completou.

Adotados estão felizes e orgulhosos

Se as mamães adotivas estão radiantes com os novos filhos, a prole também se sente lisonjeada. Maria confessa que, no início, tinha vergonha de dizer aos colegas que era criada por duas mães. Mas agora, ela faz questão de contar para todos. “Tem gente que não entende e eu explico que elas são casadas e são minhas mães”, contou Maria.

O adolescente de 15 anos também se orgulha das mães e faz questão de dar muito carinho a elas. “Eu amo as duas de verdade”, afirmou. Para dar conta dos filhos, o casal assume papéis diferentes. “Eu sou o pai carrancudo e a Zuleica é a mãe exigente”, explicou Mariangela.

Atualmente, 210 crianças e adolescentes estão temporariamente com 118 famílias. O programa credencia pessoas até os 18 anos, vítimas de violência doméstica ou em situação de vulnerabilidade. Para cuidar dos filhos, cada família recebe uma bolsa que varia de dois a cinco salários mínimos.

Qualquer um pode se inscrever pelo telefone 2976-1527. “O Projeto Família Acolhedora representa a continuidade da convivência familiar em um ambiente sadio e seguro”, definiu o secretário de Desenvolvimento Social, Adilson Pires.

Cheia de homens lindos, descobrimos o que acontece na praia gay de Tel Aviv.



Eu sei que é difícil imaginar que exista um lugar em pleno Oriente Médio onde os LGBTs podem viver tranquilamente, mas acredite: esse lugar existe e chama-se Tel Aviv, em Israel.

Uma cidade fascinante, absurdamente tolerante e com um povo sem igual. E você vai ter mais uma prova desse oásis gay no mais recente vídeo do Põe na Roda.

Conheça a Hilton Beach, a praia gay de Tel Aviv, o apartamento luxuoso da Madonna e se joga na balada com os homens mais lindos do Oriente Médio…


Clipe Especial LGBT: Todrick Hall em "Low" (Mágico de Oz Gay).



Clipe LGBT: Anna Naklab feat. Alle Farben & Younotus em "Supergirl".


Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...