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HOMOSSEXUALIDADE

Conheça comunidades anti-homofobia no futebol e como elas atuam.


Mais do que só gols, pontos, vitórias e recordes, o esporte em diversos momentos potencializa debates sociais por atitudes e sentimentos expressados por pessoas com status de ídolo ou simplesmente pelo comportamento do ser humano diante de algumas situações. Mais popular dos esportes mundiais, o futebol já protagonizou, entre vários casos, muitos que envolveram homofobia.

Felizmente, porém, muita gente que gosta de futebol e repudia a discriminação vem se mobilizando contra esse cenário. Reunidos em comunidades na internet, torcedores e amantes do esporte formaram grupos que combatem a homofobia no Brasil e no exterior. Algumas dessas representações ainda são pequenas, outras já contam com milhares de seguidores, algumas comunidades são ligadas a determinados times, enquanto outras representam entidades que apenas apoiam a causa, sem relação com alguma equipe. Conheça algumas delas a seguir.

Bambis, com orgulho



No Brasil, a Bambi Tricolor, ligada ao São Paulo, é uma das comunidades anti-homofobia no futebol mais atuantes. Sua página no Facebook é atualizada regularmente e conta com 3,5 mil seguidores. Além de compartilhar posts sobre a causa em geral, a Bambi Tricolor se posiciona oficialmente sobre determinados temas. A comunidade lançou, por exemplo, um manifesto contra a nova mania das torcidas de gritarem "bixa" na hora em que os goleiros adversários repõem a bola.

O grupo critica, por exemplo, que são-paulinos devolvam na mesma moeda aos rivais quando ouvirem xingamentos homofóbicos.: "Esses tricolores acusam o golpe, vociferam e negam a desonrosa pecha atacando com as mesmas armas que lhes feriram: dizer que os outros é que são gays".

Evidentemente, apesar do apoio que recebe, a comunidade precisa também lidar com os raivosos de sempre. E procura sair com classe. A um torcedor que escreveu "vocês mancham a imagem do soberano com essa página ridícula", a "Bambi" respondeu "Você mancha a nossa página glamurosa com esse avatar horroroso e mesmo assim a gente tem que tolerar... fazer o quê, não é mesmo?". Para outro, que postou "Essa página só pode ser do Curintia, olha o respeito com o Tricolor", a réplica foi "se você perdesse 5 minutos lendo qualquer post, concluiria que não, não é feita por corintianos. Não é tão difícil! Vamos lá, você consegue!"

Rivais gaúchos contra a homofobia



Outra comunidade anti-homofobia é a "QUEERlorado", que desde 2013 reúne torcedores do Inter em prol de um futebol sem preconceitos. A página tem 3,4 mil seguidores e, assim como a "Bambi Tricolor", traz tanto notícias sobre a campanha do time quanto relacionadas com a questão da homofobia. O grande rival do Inter também tem sua comunidade na rede social, porém com menos adeptos: a "Grêmio Queer", que publica conteúdo com viés semelhante ao da "QUEERlorado", possui hoje 1,2 mil seguidores.

Uma das fundadoras da "QUEERlorado", Fergs Heinz conta que, em geral, as pessoas próximas apoiam a ideia, mas lamenta que os clubes não apoiem com mais afinco tais iniciativas. "No começo, recebíamos mensagens com ameaças. Hoje, de tempos em tempos ainda surge algum seguidor equivocado que questiona os assuntos abordados na página, mas fica claro que é porque a pessoa está desinformada sobre o conteúdo dela", diz Fergs. Ela acredita que, apesar da maior visibilidade que os gays vêm conquistando nos últimos anos, eles ainda enfrentam "muito preconceito naturalizado e disfarçado de piada". Para ela, "esses são os mais difíceis de serem superados. Principalmente nas músicas que a torcida canta nos estádios ou nos xingamentos, sempre tem muita homofobia percebida como parte do jogo".

Outro time do Sul do Brasil com comunidade anti-homofobia relevante é o Atlético-PR. A página "Furacão – Sem homofobia" conta com 1,4 mil seguidores.

"Palmeiras Livre"


Voltando para São Paulo, a "Palmeiras Livre" tem 3,4 mil seguidores e o slogan "torcida que canta e vibra contra o preconceito". "O futebol é um ambiente extremamente machista e opressor. Acho que falta um posicionamento do clube e dos jogadores em relação à homofobia. Depois de séculos de omissão, na final do paulista deste ano é que fizeram uma campanha contra o racismo, em parceria com o governo do Estado. Desta forma, me parece que ainda há um longo caminho pela frente." diz Thais Nozue, administradora da "Palmeiras Livre".

Para ela, isso se deve porque, no Brasil, tradicionalmente futebol é "coisa para macho". "As pessoas não aceitam gays, mulheres palpitando no futebol. Eu vejo o futebol como reflexo da sociedade: é assim fora e dentro dos estádios. Falta posicionamento político no futebol. Falta coragem e hombridade. E muito, muito respeito."

Assim como a "QUEERlorado", a "Palmeiras Livre" inspirou sua criação na "Galo Queer", movimento anti-homofobia e anti-sexismo de torcedores do Atlético-MG que hoje possui 1,3 mil seguidores no Facebook e foi um dos pioneiros neste tipo de iniciativa.

Gaivotas da Fiel

Em detrimento ao número de torcedores na arquibancada, o Corinthians, time da maior torcida paulistana, é o que parece ter a menor representação entre os que formam o chamado Trio de Ferro. Ao buscar por "gaivotas da fiel" – teoricamente, a torcida gay do Corinthians - no Facebook, são encontradas várias páginas tirando sarro da iniciativa. Na suposta página oficial do grupo (Gaivota da Fiel), estão apenas 1,5 mil seguidores, e o tom é muito mais festivo e descontraído do que de militância. Praticamente não há posts debatendo questões relacionadas aos direitos dos homossexuais ou sobre a homofobia no futebol, como ocorre nas demais comunidades.

Mobilização no exterior


Outra comunidade anti-homofobia no Facebook, esta estrangeira, é a "Football V Homophobia", com 1,7 mil seguidores. O grupo é parte de uma campanha feita pela entidade britânica "Pride Sports UK", que promove a igualdade e o desenvolvimento esportivo entre a comunidade LGBT.

Escritora, ativista e apaixonada por futebol, a canadense Keph Senett é uma das envolvidas com o "Football V Homophobia". Ela explica que a campanha vai muito além da internet. "A campanha atua junto a clubes profissionais e amadores, torcedores e organizações ligadas ao futebol. Em fevereiro, promovemos um mês de atividades como jogos de exibição, conferências e treinos."

Keph acredita que a homofobia tem, no futebol, consequências diferentes para homens e mulheres. "O futebol ainda é considerado como um domínio do homem. Mulheres que invadem esse espaço correm o risco de serem vistas como possuidoras de qualidades masculinas", diz a ativista. "Essa percepção tem muito a ver com o porquê de, no futebol feminino, as jogadoras profissionais já serem automaticamente consideradas lésbicas".

Keph lembra que, enquanto no futebol feminino diversas profissionais já "saíram do armário", e não receberam atenção da mídia, no masculino a ideia é a de que um jogador simplesmente não pode ser gay. "Do mesmo modo que a habilidade é ligada à masculinidade no futebol feminino, o sexismo atua para sugerir que os melhores jogadores do futebol masculino devem ser héteros. Isso, claro, não faz nenhum sentido", completa Keph.

Por enquanto, as ações das comunidades mencionadas aqui estão restritas à internet. É importante reforçar que elas não são torcidas organizadas.

Homofóbico xinga, tenta agredir militares gays e se dá mal.




Eu não apoio e nem incentivo nenhum tipo de agressão física, mas confesso ter ficado… satisfeito com a lição que um homofóbico levou nos Estados Unidos.

Segundo o jonal The Mirror, o tal homem teria xingado e tentado agredir um casal gay, mas ele não esperava que Larry e Daniel fossem militares formados pela West Point, a Academia Militar americana. O

O casal, que serviu os EUA no Iraque e Afeganistão, estava fazendo compras no mercado domingo à tarde e disseram que o homem começou a gritar frases preconceituosas. Ao perceber que o rapaz iria partir para uma agressão física, Daniel revidou e acabou imobilizando o homofóbico no chão.

“Ele saiu de lá coberto no seu próprio sangue e com o rabo entre as pernas, depois de eu ter tratado dele e tê-lo deitado ao chão por ser o covarde que é”, escreveu Larry em sua página no Facebook.

“Nós nos recusamos a ser vítimas e estamos gratos por conseguir nos defender, mas ficamos tristes por outras pessoas que se deparam com este homem”, acrescentou.

Larry disse ainda que é difícil acreditar que em pleno 2015 eles ainda tenham que lidar com crime de ódio contra a comunidade LGBT. O homem está sob investigação pela suspeita de crime de ódio.

Casal português faz experimento social e não detecta homofobia nas ruas de Lisboa.




O casal gay de youtubers Lorenzo e Pedro, conhecidos pelo canal de receitas culinárias em inglês, resolveu fazer um vídeo reproduzindo outros feitos pelo mundo que mostra a reação de pessoas nas ruas à presença de um casal gay. Ao contrário de casos de insultos verbais e até agressões constatadas nas ruas de Kiev (Ucrânia) e Moscou (Rússia), depois de três dias de gravação, o casal passeou pelas ruas da capital lusitana sem ser incomodado. Eles circularam por diversos bairros e se beijaram, se abraçaram e teve até quem pediu para tirar foto deles.
 
Muitos olhares mas nenhum xingamento ou agressividade foi percebida pelo casal que confessou que normalmente não anda de mão dadas ou se beija nas ruas. Para os dois, os olhares de curiosidade são normais e o vídeo mostra o grau de civilidade atingido pelos portugueses que desde 2010 legalizaram o casamento gay. “Se você mora em um país onde ser gay não é crime, você deveria sempre andar com seu amor de mãos dadas. Pode imaginar se todos fizermos isso? Até mesmo os olhares curiosos acabariam”, sugere o casal que ainda convida as pessoas a visitarem o país e receberem o mesmo respeito.

Confira o experimento:

 
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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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