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MINHA VIDA GAY

Fotógrafa registra as histórias de jovens que descobriram a homossexualidade de seus pais.


Hope, criada por seus pais em Nova York

“Minha mãe é lésbica. Mas demorei muito tempo para dizer essa frase em voz alta”. As palavras são de Gabriela Herman, jovem fotógrafa norte-americana que passou os últimos cinco anos de sua vida imortalizando e entrevistando mulheres e homens que, assim como ela, tiveram de encarar a verdadeira identidade sexual de seus pais quando crianças. O projeto, uma série fotográfica composta por mais de 20 imagens e suas histórias fascinantes, serviu de catarse para ela superar a própria experiência e parar de se sentir um peixe fora d'água.

A fotógrafa soube que sua mãe era homossexual quando tinha 15 anos. Depois de viver a separação de seus pais, a nova união de sua mãe com uma mulher e a decepção que era para ela descobrir toda essa história ainda adolescente, atravessou uma fase complicada em que era incapaz de aceitar o que estava vivendo.

“Fiquei um ano sem falar com minha mãe e sentia que tinha de esconder sua sexualidade, principalmente dos meus colegas de classe. O tema acabou virando um tabu em minha família”, conta a fotógrafa. Foram necessários mais de dez anos para Herman aceitar a nova realidade e decidir, em uma busca de compreensão, conhecer e retratar outros filhos de pais homossexuais. Assim nasceu The Kids, uma coletânea de experiências variadas em torno das famílias LGTB. Alguns de seus protagonistas foram adotados por casais homossexuais ou nasceram por inseminação artificial. Outros descobriram a verdadeira identidade sexual de um dos pais quando estavam no colégio ou deixaram de ter ‘pai e mãe’ para se tornarem filhos de dois pais ou duas mães depois de um deles decidir mudar de sexo. Todos os relatos têm peculiaridades que os tornam especiais, únicos e corajosos.

Com o projeto, Herman quer que as gerações vindouras encarem a situação com mais facilidade que ela, que desapareçam as desigualdades e que as crianças do futuro não precisem mais se perguntar o que há que estranho em nascer no seio de uma família formada por dois homens ou duas mulheres. “Talvez haja poucos estudos a respeito mas existem muitas histórias para contar. Os juízes, acadêmicos, especialistas e ativistas continuam se questionando como as crianças são afetadas pelocasamento gay. Talvez seja a hora de perguntar às próprias crianças”, diz.

Reunimos a seguir os testemunhos e declarações de vários protagonistas dessa série (o trabalho completo pode ser visto no site da fotógrafa):

Hope

“Sabia que existiam outros modelos de família porque via as de meus amigos ou meus tios e me dava conta de que as pessoas tinham algo chamado ‘mãe’ que eu não tinha, mas não, nunca me senti parte de uma minoria. Me perguntava sobre minha família biológica e a respeito de minha mãe verdadeira, mas por causa de meu próprio desenvolvimento, não porque sofresse por isso. Considero que meus pais fizeram um trabalho fantástico me criando e me transformando em uma mulher forte. Às vezes ainda penso de onde vim, outras vezes a dúvida desaparece”.

Mark, criado na Pensilvânia por sua mãe e seu pai, que se assumiu gay quando ele estava na universidade.

Mark

“Meu pai é gay. Na verdade, está ainda no processo de sair do armário. Tinha a suspeita de que meu pai era homossexual desde o começo. Também sempre soube que eu era gay, o que ajuda. Lembro-me de como meu pai, desde que eu era criança, usava os mesmos comportamentos para ocultar sua feminilidade que eu, como descruzar as pernas ou tentar parar de gesticular enquanto falava”.

Zach, criado em Iowa por duas mães.

Zach


“Acredito que a palavra correta para descrever minha família não seja LGBT, mas somente ‘família’. Se você vê a maioria das coisas que definem minhas mães é mais exato dizer que são torcedoras dos Packers ou que ambas trabalham no setor da saúde antes de destacar que são um casal gay”. Zach falou no senado de Iowa quando tinha 19 anos sobre sua família e lutou para se opor à proibição das uniões homossexuais em seu Estado.

Annie, criada em Ohio por sua mãe e seu pai, que mudou de sexo quando ela tinha 4 anos.

Annie

“Na verdade não me lembro de meu pai como homem, acho que é porque realmente cresci com duas mães. Mas para mim nunca foi algo importante. Até chegar à universidade não tinha enfrentado o momento de contar isso às pessoas. Nunca tinha falado sobre o assunto nem considerado que fosse algo social ou pelo que deveria lutar”.

Kerry, criada em Nova Jersey por seu pai e sua mãe, que se assumiu homossexual quando ela tinha 11 anos.

Kerry

“Lembro de uma conversa com minha mãe em que ela me dizia que queria se casar com outra mulher. Quando eu era muito pequena queria me casar com minha melhor amiga, assim foi um simples ‘Ah, igual a mim com a Sarah?’ Ela respondeu: ‘Não, não é exatamente igual a Sarah e você’. Kerry foi educada na doutrina cristã evangélica e, quando descobriu a verdadeira identidade sexual de sua mãe, sentiu que “devia salvá-la”.

Elizabeth, criada em Boston por sua mãe e seu pai, que se assumiu quando ela estava na universidade.

Elizabeth

“Ele me disse: ‘é hora de enfrentar minha identidade’. Perguntei se ele era gay e me respondeu: ‘Bom, não tive nenhuma experiência para ter certeza disso’. Lembro-me que as próximas palavras que saíram da minha boca foram: ‘Pai, tenho certeza absoluta de você que é gay’“.

Darnell, criado na Califórnia por suas duas mães e seu pai.

Darnell

“Vivia rodeado de lésbicas o tempo todo e acreditava que era algo normal. Lembro-me que escutava música pop na rádio e achava que quem cantava o fazia para uma pessoa do mesmo gênero”.

Dori, criada em Nova Jersey por seu pai e sua mãe, que se assumiu gay quando ela tinha 8 anos.


Dori

“Comecei a falar da homossexualidade de minha mãe com as pessoas depois da universidade. Deixou de ser um assunto do quarto ou quinto encontro para ser contado no primeiro”.

Lucas, criado na Flórida, filho de pais divorciados (sua mãe se assumiu homossexual quando ele tinha15 anos).


Lucas

“Foi fácil admitir que minha mãe era lésbica porque me ensinaram a aceitar todo mundo. Era estranho, mas não foi nada difícil. Se a situação tivesse sido pior para minha mãe, se para ela fosse mais difícil ser gay, então eu provavelmente teria sido mais decidido em lutar por seus direitos”.

Lauren, criada em Kansas City (Missouri) por sua mãe e seu pai, que revelou ser gay quando ela tinha 7 anos.

Lauren

“O divórcio dos meus pais eclipsou de alguma forma o fato de meu pai ser homossexual. Hoje acredito que é ótimo para meu filho, porque cresceu com dois avôs e nunca saberá a diferença. Para ele, meu pai é tão avô quanto seu companheiro”.

Executivo gay português é o novo CEO mundial do HSBC.



No próximo mês, o executivo português António Simões, 40, substituirá Alain Keir na presidência do grupo HSBC mundial, um dos maiores bancos do mundo. Gay assumido, ele chegou a declarar no ano passado: "Se não fosse gay, provavelmente não seria CEO do banco", quando era o presidente do grupo no Reino Unido e comandava 43 mil pessoas. Eleito o executivo gay mais influente, ao lado de Tim Cook, CEO da Apple, os dois integram a lista dos executivos mais importante do planeta que saíram do armário.


Com uma carreira de 8 anos no HSBC, ele começou chefiando o departamento de recursos humanos e chega ao topo da empresa com mérito de ter comandado a matriz do maior banco da Europa que hoje enfrenta uma grave crise e fecha as subsidiárias do Brasil e da Turquia.

Fundado em 1865, o HSBC (The Hongkong and Shanghai Banking Corporation) teve sua primeira sede em Hong Kong, então território britânico. Presente em 72 países, o grupo tem 266 mil funcionário e faturou no primeiro semestre deste ano 12,5 bilhões de euro.

Travestis e transexuais invadem sauna do Põe na Roda e dão aula de cidadania.




Eu trabalho criando conteúdo para a comunidade LGBT, principalmente para os gays, desde 2008. E, de lá pra cá, houve um consenso de que devemos dar mais visibilidade para as pessoas transgêneras, que são as que mais sofrem nessa sopa de letrinhas.

Baixa escolaridade, clandestinidade, a luta pelo corpo desejado, entre outras coisas, alimentam uma escabrosa estatística: a expectativa de vida de transexuais e travestis no Brasil é de apenas 36 anos.

E é olhando para esta realidade que nós abrimos espaço nos nossos meios de comunicação para essas pessoas se emponderarem e apresentarem suas demandas.

Abaixo, você confere uma série especial de três episódios do Sauna Justa, o programa de bate-papo do Põe na Roda, que recebeu Renata Peron, Symmy Larrat  e Lindsay Lohanne.

Vamos ao primeiro bloco!



Vídeo Clipe Lésbico: Francisca Valenzuela em "Insulto"



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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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