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MINHA VIDA GAY

Antes, eu era homofóbico.


POR:  MVG


Passei a tarde toda com a minha mãe para depois, a noite, receber um convite repentino de um amigo muito querido que, de última hora, resolveu comemorar seu aniversário. Fui conhecer a Pan-Am, balada da turma que faz o Volt, a Yacht, a Lions e outras das baladas e festas gays mais tops de São Paulo.

Gente bonita por todos os lados. Bálsamo para os olhos.

Mas foi numa conversa com a minha mãe, que iniciou o assunto sobre os g0ys os quais ela viu num programa de tevê, que caímos no assunto da homofobia internalizada em muitos gays, antes deles se assumirem. Tal fenômeno, de gays ainda enrustidos serem homofóbicos é bastante comum num contexto social como o brasileiro, quando machismo e heteronormatividade são dois conceitos tão conectados. Diferente de outros países, no Brasil ainda é assim e, por mais que a lei referente a união civil de casais homossexuais tenha se estabelecido anos antes em solo nacional, vibramos quando a Suprema Corte dos EUA aplicou algo semelhante, em todos os estados americanos, porque fica aquela sensação “de que lá as coisas realmente funcionam”. Em outras palavras, há um fosso largo entre a implantação de uma lei e a consciência social do que ela efetivamente representa. Por mais que no Brasil tal liberdade legal tenha se estabelecido anteriormente, a mentalidade do brasileiro não acompanha certa “evolução”.

Minha mãe falava dos g0ys, quando eu complementei com a seguinte ideia: a cultura machista é tão presa a heteronormatividade por aqui, que muitos gays não estabelecem uma identificação com uma certa homonormatividade. Vivem um conflito. Como não se ensina sobre homossexualidade dentro de casa, nem na escola, a ideia de “ser gay” é um funil estreito e apertado, preso aos rótulos e estereótipos tanto do universo hétero, como do universo gay. Exemplo: jogar futebol, praticar MMA, gostar de carro ou rachas em avenidas é “coisa de macho”, do “homem bruto” que se afasta da pseudo ideia do que é o gay. Ter maior incidência a contrair o HIV, ser promíscuo, desmunhecar a toda hora e curtir Beyoncé é “coisa de gay”.

Vivemos num contexto social que, ainda, se fixa e acredita demasiadamente nesses valores os quais, de fato, são rasos e sugerem a falta de cultura e visão. Tal mentalidade, muitas vezes, é como se fosse uma prisão circular de paredes largas e altas. Precisamos dar inúmeras cabeçadas e até mesmo assumir uma postura homofóbica em determinados momentos em rodas de amigos e familiares, sofrer calado com isso, se inquietar ou se esquivar mentalmente, para que – as duras penas – tal camada psicológica se desconstrua. As vezes, leva-se anos para isso e fatalmente virá uma sensação de perda de tempo.

Quando alguns gays assumidos e acalorados lançam ao vento a ideia de que “todo homofóbico é gay”, retira-se a parte da generalização infantil, e sobra uma parcela de verdade. Não é que todo homofóbico é gay, mas muitos desses assumirão cedo ou tarde, nem que seja para aqueles parceiros rotativos em situações de sexo furtivo.

Ao mesmo tempo, alguns homens se fixam tanto a ideia de exalar a sua heterossexualidade, gostando de futebol, praticando MMA e fazendo rachas, e outros homens se prendem tanto a ideia de sua feminilidade, dos “gostos musicais gays” e certas “conversas gays” que, ambos grupos de homens, proporcionalmente, continuam a alimentar essa cultura rebaixada. Fatalmente, haverá gays lá e cá e, invariavelmente, viverão suas sofrências.

Isso é ainda internalizado num contexto brasileiro e estou afirmando que existem heterossexuais e gays que não colaboram para sairmos dessa condição. Certa vez, na timeline do Facebook, um jovem gay de aproximadamente 17 anos lançou assim: “gay que gosta de carros é muito heteronormativo para mim”.

Taí o jovem homossexual perpetuando uma mentalidade que bate nas minhas canelas. Numa sociedade rica em cultura e educação, “gostar de carro” nada tem a ver com sexualidade.

Por Luka- Homem trans adiou tratamentos hormonais de readequação sexual para dar à luz.


AJ parou o tratamento hormonal para engravidar de Luka.

AJ Kearns tem 41 anos e é o primeiro "homem trans-identificado" que gerou uma criança, segundo o psiquiatra Fintan Harte. Kearns decidiu adiar o processo de transexualidade para dar à luz um dos filhos (Luka, hoje, com três anos) com a, agora, ex-mulher, Zu White. Ele se autodenomina pai, mas diferente dos outros, pois é o único que pariu. As informações são do site "Buzzfeed".


AJ e Zu com os filhos Jasper, de seis anos, e Luka, de três, gerada pelo pai.

O homem transgênero começou sua família com Zu quando ela engravidou de Jasper, o primogênito do casal. Porém, por conta das complicações durante o parto, eles resolveram que, para terem o segundo filho, Kearns engravidaria. Para tanto, ele deixou de lado os tratamentos hormonais para transição de readequação sexual.

O pai que deu à luz considera o dia do nascimento de Luka um dos momentos mais felizes de sua vida. "Me sinto privilegiado por ter tido essa experiência, fui testemunha do milagre da vida. Sou um homem de família e esse é o meu maior bem", falou ao "Australian Story", programa de TV da rede ABC.

Sobre como conversam com os filhos a respeito das gestações, White disse que sempre foram honestos. "AJ e eu sempre falamos a verdade para as crianças. Quando eles nos perguntam de onde vieram, dizemos que um deles veio da barriga do pai e o outro da barriga da mãe", disse White ao programa de TV.

Americanos gays conseguem se casar após serem humilhados por escrivão no Texas.


O oficial se recusou a reconhecer a validade da união entre os dois americanos, que estão juntos há 27 anos


Quando os americanos Jim Cato e Joe Stapleton se dirigiram até o escritório do escrivão do condado de Hood, no Texas (Estados Unidos), para oficializar a união homoafetiva que já dura 27 anos, "quebraram" a cara. A alegria de terem o casamento reconhecido, ainda mais após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, em junho deste ano, que autoriza a união entre pessoas do mesmo sexo em todo o país, não durou muito. Ao tentarem conseguir o certificado, foram barrados, e os funcionários disseram que isso "ia contra as crenças religiosas do escrivão do condado".

Segundo o casal, eles foram humilhados e expulsos do escritório por nada menos que seis policiais. "Foi como se alguém me tirasse todo o ar. Não podíamos acreditar naquilo. Foi uma clara violação dos direitos civis. Após 27 anos esperando por esse momento, esperar mais uma hora, para mim, seria inaceitável. Fomos humilhados, degradados", diz Jim Cato ao portal de notícias The Huffington Post.

Logo após o incidente, os dois contraram um escritório de advocacia para terem seus direitos garantidos. O problema ocorreu no dia 6 de julho deste ano e, após apenas 12 horas, com a ajuda de uma decisão da corte federal americana, conseguiram, enfim, oficializar a união. "Jim Cato e Joe Stapleton estão felizes por terem, finalmente, adquirido a certidão de casamento e poderem voltar para casa, para realizarem a cerimônia", informam os advogados Jan Soifer e Austin Kaplan, contratados pelo casal, em nota à imprensa. "É uma vergonha que tiveram de contratar advogados e abrir um processo para conseguirem se casar", completam os bacharéis em Direito.

Igreja permite que transexual  seja padrinho de batismo.


Alexander Salinas foi considerado 'adequado' para o batismo


Um transexual conseguiu permissão para ser padrinho de batismo de seus dois sobrinhos em uma igreja católica de San Fernando, na Espanha.

No primeiro momento, a paróquia local e o bispo de Cádis (no Sul do país) vetaram Alexander Salinas de ser padrinho. Foi alegado que ele precisava ter um estilo de vida “consistente” com as disposições da Igreja e que ele não poderia “mudar 2 mil anos de história da igreja”.

Entretanto, após uma pressão social iniciada no final de julho, a igreja mudou de ideia. Disseram que após revisarem a vida de Salinas perceberam que ele tem “adequação” para ser tutor espiritual dos sobrinhos.

Mãe sempre sabe?



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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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