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NOTICIAS DO MUNDO GAY

ONU realiza 1ª reunião  sobre direitos LGBT.


Embaixadora dos EUA na ONU considera um momento histórico

O Conselho de Segurança da ONU começou nesta segunda-feira, 24, sua primeira reunião sobre direitos da comunidade LGBT na qual homossexuais sírios e iraquianos relataram a perseguição que sofrem por parte do grupo Estado Islâmico (EI).

“É um acontecimento histórico”, disse aos jornalistas a embaixadora dos Estados Unidos na ONU Samanta Power, antes do encontro.

Segundo a Agência France-Presse, o conselho espera ouvir depoimentos de Adnan, um iraquiano que escapou do norte do Iraque depois de ser perseguido por ser gay, e do sírio Subhi Nahas, que escapou de perseguições e agora trabalha para uma organização de refugiados nos Estados Unidos.

Desde julho de 2014, o grupo jihadista Estado Islâmico divulgou na internet ao menos sete vídeos ou fotos que mostram as brutais execuções de pessoas acusadas de “sodomia”, segundo a Comissão internacional pelos direitos das lésbicas e dos gays.

No Iraque, ser gay é sinônimo de morte,  diz homossexual no Oriente Médio.


Contatos e amigos de homossexuais são caçados assim que um gay é capturado pelos terroristas


Um iraquiano deu um depoimento revelador aos membros do Conselho de Segurança da ONU durante a primeira reunião dedicada aos direitos LGBT na história da organização.

“Nessa sociedade, ser gay é sinônimo de morte”, disse o homem em depoimento pelo telefone que escolheu o nome fictício de Adnan para ser identificado.

No depoimento de Adnan, o objetivo era detalhar os crimes sofridos por homossexuais nas áreas controladas pelos extremistas.

“Quando os jihadistas do Estado Islâmico capturam alguém, eles inspecionam seu telefone, os contatos e amigos do Facebook. Depois eles caçam os gays, um por um”, relatou o iraquiano.

A perseguição aos homossexuais, segundo ele, teria “efeito dominó”: quando um é pego, os outros também acabam sendo encontrados.

Chinesa processa governo que descrever  homossexualidade como 'transtorno'.


Livros didáticos diziam que gays podem ser curados com eletrochoque


Uma estudante da China está processando o Ministério da Educação do país por livros didáticos que descrevem a homossexualidade como um “transtorno”.

Chen Qiuyan afirma tê-los descoberto na biblioteca de sua universidade. Segundo ela, os livros sugerem que os gays podem ser “curados” com terapia de eletrochoque, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

Um tribunal de Pequim acolheu a denúncia e pediu que o material seja recolhido. “Os homossexuais já estão sob grande pressão”, disse Chen, que entrou com ação usando um pseudônimo, mas desde então vem usando o nome verdadeiro para falar com a imprensa internacional.

“O estigma adicional difundido por esses livros causam danos aos direitos dos homossexuais. O ministério deveria monitorar e supervisionar esse conteúdo”, acrescentou ela à BBC.

Lésbicas sofrem estupro  corretivo no Peru.


Estudos mostram que prática é comum, apesar de não haver números


Comum em muitos países africanos, o estupro corretivo em lésbicas tem sido relatado com frequência em uma nação vizinha nossa, o Peru.

Os casos “não estão documentados, nem costumam ser denunciados, mas são conhecidos desde 2005?, contou Maria Isabel Cedano, diretora da organização “Estudo Para a Defesa dos Direitos da Mulher” (Demus), uma ativista com 25 anos de experiência, à BBC.

Uma recente pesquisa do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos e da Rede Peruana LGBT, chamada “Informe Anual Sobre os Direitos Humanos de Pessoas Transexuais, Lésbicas, Gays e Bissexuais no Peru 2014-2015?, não traz número, mas voltou a colocar o tema em pauta ao reunir testemunhos.

“São resultado de um conjunto maior de violência, do sistema de pressão do patriarcado”, destaca Maribel Reyes, secretária nacional da rede Peruana LGBT, à reportagem.

“Essa violência se manifesta de diferentes formas, que vão desde insultos, passando pela agressão física e chegando a ameaças de estupro”, esclarece Reyes.

Segundo um outro estudo, chamado “Estado de violência: diagnóstico da situação das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, intersexuais e queer na Lima metropolitana”, referente à capital peruana e publicada em 2014 pelo coletivo Não Tenho Medo, de cada dez lésbicas, 4,3 já sofreram algum tipo de violência familiar.

 Maioria dos trabalhadores gays da  construção já foi alvo da homofobia.


Apenas 16% dos gays na construção acreditam que área é inclusiva aos arco-íris

A construção civil não é lá um bom lugar para os arco-íris. Uma pesquisa revelou que 85% dos trabalhadores já e defrontaram com a homofobia em alguma vez na vida.

O estudo, realizado pelo Architects’ Journal, também demonstrou que 63% dos empregados gays dessa área enfrentaram comentários homofóbicos nos últimos 12 meses.

Ao todo, apena 16% dos funcionários homossexuais acreditam que a indústria da construção seja inclusiva aos LGBT e mais de um terço sentem que a sexualidade cria barreiras à progressão em suas carreiras.

Transexual assume a Secretaria de Direitos Humanos da República.




Você precisa conhecer a paraense Symmy Larrat, que assumiu a função de coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Formada em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Pará, Symmy faz parte de uma minoria de trans que conseguiu superar os obstáculos do preconceito para estudar e ocupar um lugar no mercado de trabalho. Até de chegar ao escritório político em Brasília, percorreu um longo caminho.

De família católica, ela afirma que desde criança já tinha noção de que não era como a maioria, e os parentes e colegas de escola percebiam. “Eu sabia que se falasse como eu me sentia eu seria recriminada ou tratada de forma diferente. Mas eu não tinha nitidez de que eu era uma menina no corpo de um menino, até porque a criança não trata a questão dessa forma”, disse ela em entrevista à Agência Brasil. “Meu gênero é feminino e eu sou mulher. A minha genitália não me faz homem”, ressaltou.

Mesmo formada, Symmy relembra que foi difícil conseguir uma colocação no mercado de trabalho. “Era explícito, o tempo todo. Eu andava na rua durante o dia e as pessoas me recriminavam porque achavam que aquele horário não era pra mim, é como se tivesse um toque de recolher para os diferentes”. Ela não conseguiu trabalho. “Tive que me prostituir com o diploma no bolso. Só me restavam as duas opções que eram dadas às trans. Ou eu ia montar um salão – mas nunca tive aptidão – ou ia pra esquina”.

Nessa época, Symmy trabalhava como prostituta de madrugada e era voluntária do Centro de Referência LGBT de Belém pela manhã, onde recebia denúncias de homofobias – homofobia, lesbofobia e transfobia – e encaminhava as vítimas para a polícia. Ela também sempre esteve envolvida com movimentos sociais e com a vida política.

Direitos
Por achar que o acolhimento das mulheres e dos homens trans é a única maneira de permitir que se tornem médicos, professores ou tenham qualquer outra profissão, e assim ganhem espaço na sociedade, Symmy diz que uma das suas prioridades na Secretaria de Direitos Humanos é fazer com que os serviços públicos, principalmente escolas e hospitais, entendam as necessidades desse grupo.

Segundo ela, muitos trans não encontram acolhimento, e nesse contexto, a escola sai de cena. “É imenso o número de pessoas trans de 14, 15 anos, na rua, já se drogando, já se prostituindo, vivenciando toda essa mazela”, lamenta.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) estima que 90% das travestis e transexuais brasileiras estejam envolvidas com prostituição.

Symmy disse que é prioridade da sua coordenação lutar para que a sociedade brasileira trate essas pessoas de forma igualitária. “Falta esse olhar nos profissionais de todo o serviço público. Isso só muda com o convívio, por isso também é tão importante que as travestis frequentem a escola, para que possam conviver e aprender a se relacionar”. Symmy acredita que essa convivência pode fazer o preconceito diminuir e mudar a forma de tratamento de quem é trans. “Precisamos com urgência transformar as escolas em locais acolhedores. Hoje, quando uma aluna diz que não quer usar o banheiro junto com uma travesti, a escola não sabe como lidar, não sabe o que fazer e tem medo dos pais.”

Outra pauta prioritária é o acesso ao Processo Transexualizador, que já é um direito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas não está capilarizado nos estados.

O processo transexualizador é um conjunto de procedimentos que auxilia travestis e transexuais, como psicoterapia, tratamento hormonal e cirurgias de mudança de sexo para as mulheres transexuais interessadas.

“Hoje, pela Portaria 2.803, uma travesti deveria poder chegar a um hospital público e fazer o tratamento. Mas o SUS está lutando para conseguir disseminar hospitais nos estados e municípios que queiram se credenciar, e é difícil.”

Segundo Symmy, há poucos médicos preparados e interessados em trabalhar com complementação hormonal, etapa importante do processo. “Não é porque a gente conquistou a portaria que o processo está garantido. A dificuldade de acesso ainda é muito grande. Precisamos levar o acesso para todo o Brasil”
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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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