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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Apoio a transexuais: Universidade estimula alunos a  usarem pronomes neutros.


Instituição está empenhada na luta contra a transfobia


A Universidade de Tennessee, nos Estados Unidos, está estimulando seus alunos a deixarem os pronomes masculinos e femininos de lado e usarem pronomes neutros.

A instituição sugere que no novo ano letivo (que no Hemisfério Norte começa agora em setembro) os estudantes troquem he (ele) e she (ela) por they, ze ou he e também sugeriu pronomes possessivos (como their, hirs, zirs e xyr).

Donna Braquet, diretor do Centro orgulho da universidade, caloiro aconselhados a pedir pronomes preferenciais, bem como nomes durante as apresentações.

“Com o novo começo semestre e um influxo de novos estudantes no campus, é importante para participar na tomada de nosso campus acolhedor e inclusivo para todos. Uma maneira de fazer isso é usar o nome escolhido por um estudante e seus pronomes corretas “, escreveu ela em seu blog.

“Nós não devemos assumir o sexo de alguém pela sua aparência, nem por que está listado em uma lista ou em sistemas de informação do estudante”, disse Donna Braquet, diretora do Centro de Orgulho da universidade. “Pessoas transexuais e pessoas que não têm identidade dentro do binário do gênero podem usar um nome diferente do seu nome legal e pronomes de sua identidade de gênero, em vez de pronomes do sexo que foram atribuídos no nascimento”, disse.

USA: Político quer instituir lei  transfóbica para esporte.


Colégio norte-americano aprovou diretriz que permite que estudantes escolham em qual grupo de gênero querem competir


Um político norte-americano quer instituir a transfobia em seu Estado, Dakota do Sul.

Roger Hunt, um deputado estadual do Partido Republicano, propôs uma lei para que atletas tenham seus genitais examinados antes das competições.

O político também quer que os esportistas mostrem uma “certidão original de nascimento”.”Esta é a Dakota do Sul. Não adotamos a cultura da Costa Leste. Não adotamos a cultura da Costa Oeste. Mantemos nossa própria cultura”, Hunt disse ao jornal Rapid City.

O motivo de sua ira transfóbica foi porque a diretoria da Associação de Atividades do South Dakota High School mudou sua política para permitir que os alunos escolham em qual grupo de gênero querem competir.

Editora de livros infantis sobre casais gays recebe carta do Papa Francisco.




O Papa Francisco respondeu com uma carta, assinada pela Secretaria de Estado, à Francesca Pardi, escritora italiana de livros infantis que inclui famílias compostas por pais gays, e que tinham sido retirados das bibliotecas de Veneza.

A escritora, que junto com sua companheira é mãe de quatro filhos, enviou ao papa 30 de seus livros e pediu que os lesse e comprovasse que não debatiam ideologia do gênero, que unicamente pretendem ser um meio para evitar a discriminação das crianças, entre eles os filhos de casais homossexuais.

Além disso, garantiu que esse gesto era uma tentativa de “iniciar uma mudança nos tons que são usados sobre o tema de outras famílias”.

Seis livros desta escritora, junto com outros 43 de outros autores, tinham sido retirados das bibliotecas das escolas de Veneza por ordem do prefeito, Luigi Brugnaro, que afirmou que divulgavam a ideologia de gênero.

A denominada “ideologia ou teologia de gênero” sustenta que não existem diferenças biológicas entre homens e mulheres, e foi criticada várias vezes pelo papa Francisco, tachada de “colonização ideológica”.

A carta, assinada pelo membro da Secretaria de Estado vaticana Peter B.Wells, diz que o papa “está agradecido pelo delicado gesto e os sentimentos que o sugeriram” e “deseja uma profícua atividade à serviço das jovens gerações e da divulgação dos autênticos valores humanos e cristãos”. Além disso, o papa envia a bênção apostólica à família da escritora.

A publicação desta carta e as declarações da escritora foram interpretadas por alguns como uma “bênção” às famílias homossexuais. Por isso, o vice-diretor da sala de imprensa do Vaticano, Ciro Benedettini, emitiu um comunicado em que explicou que a Secretaria de Estado respondeu “com um estilo simples e pastoral” à carta de Francesca Pardi, “de tom educado e respeitoso”.

O Vaticano especificou que se tratava “de uma resposta privada e não destinada à publicação” e lamentou que isto “infelizmente tenha acontecido”. Além disso, segundo o comunicado, “em nenhum momento a carta aprova comportamentos e doutrinas que não estão conformes com o Evangelho”.

“A bênção do papa é à pessoa e não às doutrinas que não estão conformes com a doutrina da Igreja, como a ideologia de gênero, e não cabe qualquer instrumentalização do conteúdo desta carta”.

Francesca Pardi é fundadora, junto com sua companheira, Maria Silvia Fiengo, da editora de literatura infantil “Lo Stampatello” e autora de livros como “Piccola storia diz uma famiglia: perchè hai due mamme?” (“Pequena história de uma família. Por que tem duas mães?”) e “Piccolo Uovo” (“Pequeno ovo”), que recebeu o prêmiointernacional Anderson em 2012.

A ordem de retirar estes livros das bibliotecas de Veneza provocou a indignação de várias associações e coletivos homossexuais. A decisão também foi criticada pelo cantor britânico Elton John, homossexual e pai de duas crianças, que chamou o prefeito de grosseiro e intolerante em mensagem publicada em sua conta no Twitter.

Criminosos homofóbicos não são condenados por crime de ódio no Brasil.




Diversos casos brasileiros que terminaram com o julgamento de assassinos de homossexuais ilustram a necessidade de se ter uma lei mais rígida aos casos de homossexuais mortos com base em suas orientações sexuais. Os dados apontam para a impunidade em quase todos os casos dos mais de 200 homicídios homofóbicos registrados no país anualmente e casos solucionados não consideram a orientação sexual das vítimas em suas condenações. No Brasil, em média, apenas 8% dos casos de homicídio são solucionados. Crimes homofóbicos apresentam um risco maior de os assassinos cometerem outros crimes da mesma espécie. Mesmo nos casos acompanhados pela mídia e denunciados por familiares como crimes homofóbico, muitas condenações relevam o fato da vítima ser homossexual.

O jornalista goiano Lucas Fortuna, 28, foi achado boiando em praia de Pernambuco em 2013. Pelo crime foram condenados na semana passada por latrocínio (roubo seguido de morte) Felipe Maurício da Silva Livino, de 22 anos, deve ficar 25 anos preso, e Leonardo Manoel da Silva, de 21, recebeu a pena de 21 anos de prisão em regime fechado. Segundo as leis brasileiras de regressão de pena, eles poderão solicitar a mudança do regime da prisão ao completarem 1/5 da pena, ou seja, em 5 anos e meio poderão pedir a mudança do regime em que foram enquadrados. Com previsão de pena entre 20 e 30 anos, apesar do latrocínio ser considerado hediondo, os condenados não responderam pela homofobia do crime. Segundo o pai da vítima, os pertences de seu filho foram encontrados ao lado de suas roupas. "Não fiquei satisfeito pela forma como o inquérito foi conduzido, principalmente porque trataram o caso como latrocínio e não como um crime por homofobia. A forma como ele foi assassinado deixou isso claro. Meu filho teve o rosto destruído de tanto ser espancado e depois foi jogado no mar ainda vivo. Isso não foi um simples assalto", declarou o pai ao site G1.

Este semana polícia carioca prendeu David Rodrigues de Oliveira, suspeito de assassinar o líder comunitário "Guinha", do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio em dezembro de 2014. Um dos motivos para o crime na comunidade pacificada seria que Guinha realizou uma Parada Gay no local, o que desagradou os traficantes do complexo de favelas. Guinha foi morto a tiros, com indícios de execução, em frente a um centro cultural da favela. Mais um crime que não considera a possibilidade do fato da vítima ser homossexual ser uma motivação para sua morte, perdurando a idéia de que se matar homossexuais no Brasil é um crime comum e não de ódio.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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