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MINHA VIDA GAY

Número de gays que usam o Facebook para sair do armário explodiu em 2015.




Segundo um levantamento realizado pelo Facebook, a quantidade de pessoas nos Estados Unidos que usaram a rede social para “sair do armário” quase triplicou ao longo do último ano.

A maior rede social do planeta na atualidade considera que uma pessoa saiu do armário quando ela atualiza seu perfil para informar que tem interesse em pessoas do mesmo sexo ou quando ela adota um gênero personalizado com a ferramenta introduzida em fevereiro de 2014 e que chegou ao Brasil neste ano.

Neste exato momento, mais de 6 milhões de americanos com conta no site se declaram homossexuais, e 800 mil deles explicitaram isso ao longo dos últimos doze meses. O curioso é que houve alguns picos em 2015. Em 26 de junho, quando a Suprema Corte decidiu que todos os Estados deveriam respeitar o casamento entre pessoas de mesmo sexo, por exemplo, o número de pessoas que se assumiram disparou em 250%, percentual 2,5 vezes maior que o visto em 11 de outubro do ano anterior, quando o país comemorava o National Coming Out Day.

Além disso, no dia da decisão histórica mais de 26 milhões de usuários no mundo inteiro trocaram suas fotos de perfil por uma com as cores do arco-íris, símbolo de apoio à causa LGBT.


HOMOFOBIA INTERNALIZADA.




Por: Fabricio Viana

Bacharel em Psicologia e autor do livro:
"O Armário - Vida e pensamento do desejo proibido"

Quando me perguntam sobre a saída do armário, conflitos, fatores psicológicos ou dinâmicas psíquicas do "assumir-se gay" eu costumo enfatizar que, por mais difícil que seja aceitar seus desejos e assumir uma identidade homossexual, é necessário também se livrar da homofobia internalizada.

Ela é a grande vilã por trás de muitos homossexuais que, sem eles perceberem, ajuda não só a promover uma baixa auto-estima como também a cultura desta baixa auto-estima, transformando o problema individual em algo coletivo, quase comum a todos os homossexuais.

Para quem nunca ouviu falar em homofobia internalizada ela é a introjeção de valores e conceitos negativos da homossexualidade em nosso inconsciente através dos anos. Em outras palavras, desde pequenos nós, homossexuais, escutamos que a homossexualidade é anti-natural, que ela é errada, negativa, condenada por Deus, etc. Estes conceitos ruins ficam gravados em nosso inconsciente ao ponto de, mesmo ao assumirmos nossa plena homossexualidade - para si e para os outros - eles continuam agindo e condenando tais desejos.

E a lógica é simples. Se a homo é errada, eu, por ter tais desejos, também sou. Se ela é um desvio, eu também sou. E a lógica extravasa: se eu sou tudo isso o que ela é, todos os outros homossexuais também são.

Por causa destas associações, que acontecem em nível inconsciente, muitos homossexuais não confiam em si mesmos e se vêem da forma mais negativa possível. Exemplos? Já viu um gay que acha que outros gays não devem demonstrar afeto em público? Já viu um gay dizer que os gays são todos promíscuos? Ou ainda, um gay não se importar pela militância e pela causa gay? Não ler livros para gays ou não freqüentar lugares gays? Embora cada caso seja um caso, muito desta negação tem suas raízes na homofobia internalizada.

E é isso precisa ser evitado. Infelizmente não existe uma receita básica para se livrar dela. O primeiro passo é saber de sua existência. O segundo é começar a se perceber no dia-dia e ver qual sua relação com o assunto. Você vai notar que ela aparece tanto em piadas ingênuas como também em atitudes e comportamentos contra outros homossexuais, sendo mais comum do que se imagina.

Esta é raiz da cultura da baixo auto-estima. Vamos acabar com ela?

Depoimentos de mulheres homossexuais. (Relatos retirados da Revista Epoca)


imagem meramente ilustrativa



“Quando tinha seis anos, gostava de me deitar com uma amiguinha só para sentir o cheiro do cabelo dela.

Namorei homens, tive filho e pode ser que um dia volte a namorar rapazes. No momento estou desencantada. Não acho que eles sejam confiáveis.Quando resolvi namorar uma mulher, fui direto para as páginas de anúncio da Internet. Foi a primeira escolha. Cheguei a conhecer uma menina que não queria um relacionamento, pois ela já tinha namorado.

O curioso é que muitos homens retornaram meu anúncio. Eles não se conformam, acham que é falta de uma figura masculina. Estava preocupada comigo mesma porque perdi completamente o interesse sexual até encontrar uma mulher que me fez tremer toda. Relação com mulher é mais completa. Ela é mais companheira, amiga, amante. Ri com você, chora com você. A mulher se permite experimentar mais. Essa coisa de separar amor e sexo, que os homens sempre souberam fazer, é uma descoberta recente para mulheres como eu. No final das contas, eu não quero que me julguem. Sou missionária de minhas idéias e se no meio do caminho descubro que aquilo não me interessa mais, mudo meu percurso sem a menor culpa.”

Raíssa do Amaral, de 22 anos, secretária.



imagem meramente ilustrativa

Foi um baque quando me apaixonei por uma mulher, há quatro anos. Entrei em depressão profunda. Antes tive a fase do bissexualismo, quando os meninos só queriam saber de ficar. Hoje em dia é até cool, moderno, dizer que é bi. As meninas se acham modernas, abertas. Não gosto de me relacionar com elas, pois não posso competir com os homens nesse campo. Até já fui trocada por um. Guardo experiências sexuais maravilhosas com eles, já os amei até. Nunca tive medo de perder emprego por causa da minha decisão, mas perdi amigos quando me assumi.

Sabia que meus pais iriam me aceitar, mas eu tinha medo de fazê-los sofrer porque eles são de outra geração. Quando contei para eles, rolou a famosa cena do choro, mas as lágrimas caíram do meu rosto, não dos deles. Tenho uma namorada de um ano e meio e a gente se acaricia em público, sim. Confesso que nem percebo a reação das pessoas. Não é para provocar ninguém. Agimos como se fôssemos uma hetero. Mas se mexerem comigo, eu revido. Sou uma ótima cidadã, mas viro um bicho quando me desrespeitam. Não vou dizer que nunca mais ficarei com homem, até porque nunca me imaginei homossexual. Há preconceito, claro, mas a tendência é diminuir. A sociedade precisa de alguém para crucificar.”

Carolina “Bobbi” Franchon, de 22 anos, estudante.

Música/Clipe Especial (bisex): "Hollow" com Harel Skaat.



Música/Clipe Especial (gay friendly): "Y Que?" com Axel



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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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