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NOTICIAS DO MUNDO GAY

3º Estado australiano pode  reconhecer casamento gay.


Enquanto Parlamento australiano não legisla sobre união homossexual, alguns Estados tomam providências


Mais um Estado australiano pode legislar sobre o casamento gay, já que o governo federal continua ignorando os direitos LGBT.

O governo de Victoria propôs um projeto para registrar as uniões entre casais de mesmo sexo no livro de registros de casamentos do Estado desde que um dos cônjuges more na região.

O governo local também anunciou que pedirá que o recém-formado Grupo de Trabalho de Justiça e Força-Tarefa LGBT considere novas reformas para fortalecer o reconhecimento das relações de mesmo sexo.

O Território da Capital Australiana e Tasmânia também já propuseram legislações semelhantes.

Denúncia: Ex-padre católico diz que Vaticano  financia cura gay de religiosos.




Um ex-padre católico denuncia o Vaticano por financiar terapia de cura gay de clérigos homossexuais.

Ao jornal “La Repubblica”, o italiano Mario Bonfanti disse: “Existe um convento onde os sacerdotes que manifestam tendências sexuais impróprias são enviados para refletir.”

“É um lugar onde eles te ajudam a encontrar o caminho direto e curto. Eles queriam me curar mas me recusei a ir”, diz. Segundo o ex-padre, o local se chama Convento Venturini, fundado em 1928.

O chefe do convento, o padre Gianluigi Pasto, de 71 anos, confirmou que recebe religiosos com “problemas ligados ao sexo”, mas diz que não são lida com homossexuais ou pedófilos.

“Os sacerdotes vêm até nós por um período de formação e reflexão pessoal. No momento, não temos nem padres homossexuais nem padres pedófilos aqui. Certamente o nosso trabalho é acolher a todos. Nós não falamos de nosso trabalho, mas é bem conhecido por muitos bispos e dioceses. Eles sabem o que podemos oferecer”, disse à publicação italiana.

Roma: LGBT católicos de 31 países  lançam rede global arco-íris.




Um grupo de católicos LGBT de 31 países lançou uma rede global após se reunirem entre 1º e 4 de outubro em Roma.

A Rede Global de Católicos Arco-Íris divulgou uma carta aberta aos cerca de 400 bispos e cardeais que estão reunidos no Vaticano para o Sínodo de bispos, que começou no domingo, 04 e segue até o dia 25.

Na carta, eles escrevem: “Somos um grupo de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros católicos e junto com nossos amorosos amigos e famílias, passamos os últimos dias não muito longe de vocês, em Roma, consolidando dois anos de trabalho, juntamente com os preparativos do Sínodo.”

“Nós viemos de mais de trinta países, tanto como indivíduos e como representantes dos grupos, temos nos envolvido com o florescimento de pessoas como nós na vida de nossas igrejas locais (bem como com outras tantas tarefas).”

“Os últimos anos têm sido fáceis! Muitos em nossa Igreja achavam que estavam servindo a Deus por que nos odiar e alguns ainda o fazem, especialmente entre a hierarquia; mas nós podemos lhes dizer com alegria, que mantivemos viva nossa confissão na fé católica!”

“Nós mantivemos a fé mesmo sob perseguição, e estamos prontos para nos juntarmos a vocês no alegre anúncio alegre do Evangelho ao qual o Papa nos chamou.”

Parada do Orgulho Gay reúne 100 mil pessoas em Goiânia.




A vigésima edição Parada do Orgulho LGBT tomou conta das ruas do centro de Goiânia no último domingo, dia 04 de outubro. Com o apoio do 269 Chilli Pepper e do Governo do Estado de Goiás, o evento, realizado pela APOLGBT-GYN, reuniu cerca de 100 mil pessoas no centro da cidade, de acordo com dados repassados pela Polícia Militar. Esse ano o tema foi “Por uma Goiânia sem Violência” e teve como apresentadora a drag queen paulista Paulinha Flash.

Cerca de 100 mil pessoas participaram da manifestação

 DJs locais fizeram a alegria da multidão na concentração e durante a caminhada, que contou com três trios elétricos. Dois gatos Chilli Pepper animaram o principal trio  da manifestação e distribuíram flyers e kits com brindes personalizados do hotel.

 Homem é vítima de ataque  homofóbico no metrô de Nova York.


Polícia procura suspeito e não revelou se trata agressão como homofobia


O Departamento de Polícia de Nova York divulgou que um homem de 37 anos foi atacado com chutes e socos no rosto e insultos homofóbicos no metrô da cidade, em 23 de setembro.

A polícia não deixou claro se se trata de um crime de ódio. Segundo imagens de câmeras do lugar, o suspeito – que está sendo procurado – é homem entre 30 e 40 anos latino. Um retrato falado foi divulgado pela polícia (imagem abaixo).



No mês passado, uma mãe e uma filha ouviram insultos e apanharam de duas mulheres e um homem dentro de um restaurante após serem confundidas com um casal lésbico.

Com nome social, número de travestis e transexuais inscritxs quase triplica no Enem.


O nome social passou a ser adotado oficialmente na aplicação do exame no ano passado


De acordo com o Inep, São Paulo é o estado que lidera as solicitações do uso do nome social nos dias do exame.

O número de transexuais e travestis que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) este ano quase triplicou em relação ao ano passado. Em 2015, 278 solicitaram o uso do nome social nos dias do exame, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2014, foram feitos 102 pedidos.

O nome social passou a ser adotado oficialmente na aplicação do exame no ano passado, mas era preciso solicitar o uso por telefone. Neste ano, o pedido foi feito pela internet. Nos dias do exame, travestis e transexuais deverão ser tratadxs pelo nome com o qual se identificam e não pelo nome que consta no documento de identidade. Além disso, usarão o banheiro do gênero com o qual se identificam.

"Eu acho que os números por si só já mostram que quando se instrumentaliza, quando se atende uma solicitação que a gente faz há tempo, isso repercute de alguma forma", diz a vice-presidenta da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Keila Simpson. Segundo Keila, a segurança de que serão tratadas pelo nome social faz com que muitas pessoas se sintam mais tranquilas para se inscrever e fazer o Enem.

A produtora de TV Bárbara Alves, 25 anos, é uma das que fizeram a solicitação do uso do nome social. "O nome social é a sua identidade e quando não há garantia [de ser tratada assim], a pessoa se sente num ambiente hostil. O nome social respeita essa pessoa que tem o direito de ser tratada assim", diz. Bárbara quer usar o Enem para ingressar no ensino superior. "Quero usar o Enem para mudar a minha realidade".

De acordo com o Inep, São Paulo é o estado que lidera as solicitações, foram 89. Em seguida está o Rio de Janeiro, com 33, Minas Gerais, com 29, o Paraná, com 22, a Bahia, com 18, Pernambuco e o Rio Grande do Sul, ambos com 12. Os demais tiveram menos de dez solicitações. Roraima, Acre e Amapá não registraram pedidos.

O Enem neste ano será nos dias 24 e 25 de outubro. As provas serão aplicadas em todos os estados e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 7,7 milhões de candidatos confirmaram a inscrição.

Minas Gerais: Jovem de 17 anos é espancado por quatro pessoas por ser homossexual.



A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o espancamento de um jovem de 17 anos em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Ele foi agarrado por quatro pessoas e agredido a pauladas, chutes e socos. Os suspeitos alegaram, no momento das agressões, que cometeram o crime porque a vítima é homossexual.

Entre os agressores estão duas mulheres, a filha de uma delas e um homem. Há poucos dias, a garota teria discutido com um parente do estudante, que interveio na confusão.

Na segunda-feira (5), o estudante passava pela rua Assuene Antônio Ribeiro, no bairro Benfica, por volta das 21h, quando foi cercado pelos agressores, que estavam em um bar, segundo o delegado Rodolfo Rolli.

— Quando ele passou pela rua, o pessoal que estava bebendo no bar começou a chamá-lo de "viadinho". O homem o segurou e as mulheres aproveitaram para desferir pauladas no rosto, nas costas, nas pernas, na barriga. Enquanto isso, falavam que já que ele era gay ia levar pauladas.

Um amigo do estudante passava na rua naquele momento e conseguiu retirá-lo da emboscada. O jovem foi diagnosticado com lesões graves no rosto e passou por exame de corpo de delito. Com a ajuda do pai, prestou depoimento na delegacia.

A adolescente confirmou aos investigadores que participou do crime. Os suspeitos devem prestar depoimento na delegacia até sexta-feira (9).

— É um agravante, a discriminação pela orientação sexual pode ter sido a motivação para este crime. Os suspeitos podem ser indiciados por lesão corporal grave ou gravíssima, vai depender do próximo exame de corpo de delito, que tem pena de oito anos. E ainda devem ser enquadrados no artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que qualifica quem pratica crime com a ajuda de menor de idade.

O crime chocou moradores de Juiz de Fora. Nesta semana ocorre na cidade a Rainbow Fest, uma comemoração da comunidade LGBT. O Movimento Gay de Minas cobrou punição para as agressões e a tipificação de homofobia como crime para evitar a impunidade em crimes de discriminação.

Intolerância: Grupo evangélico do Mato Grosso tenta impedir aluna transexual de usar banheiro feminino.



Diretor informou que documento foi apresentado por grupo de evangélicos. Segundo ele, aluna usa o banheiro feminino há pelo menos quatro anos.

Um grupo de evangélicos de Ribeirão Cascalheira, a 893 km de Cuiabá, tenta impedir uma aluna transexual, de 16 anos, de utilizar o banheiro feminino da Escola Estadual Coronel Ondino Lima, naquela cidade, de acordo com a direção da unidade.

Um abaixo-assinado foi protocolado na unidade escolar cobrando providências. Segundo a escola, a aluna já frequenta o banheiro feminino há pelo menos quatro anos.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que a orientação passada a todas as instituições é de que não ocorra exclusão social de nenhum tipo. Ainda de acordo com a pasta, uma equipe foi enviada à escola para acompanhar o caso.

O diretor da escola, Pedro Henrique de Oliveira, afirmou que a confusão começou quando o grupo religioso apresentou esse abaixo-assinado contendo 72 assinaturas, exigindo que um terceiro banheiro fosse construído para a aluna.

“Em agosto [deste ano], eles entregaram o documento cobrando que a aluna deixasse de usar o banheiro feminino e voltasse a usar o banheiro masculino ou que construíssemos um terceiro banheiro”, contou. Conforme a instituição, a aluna já usa o sanitário feminino há quatro anos.

O preconceito com a aluna diminuiu quando ela deixou de usar o banheiro masculino. “Quase todos os dias haviam ocorrências de que algum aluno passando a mão no corpo dela dentro do banheiro. Porém, quando ela passou a ir ao banheiro feminino após convite das próprias amigas, esses problemas diminuíram”, afirmou o diretor.

Protesto

Segundo Oliveira, o documento foi encaminhado à Seduc e à Assessoria Pedagógica daquela cidade. O Ministério Público do Estado (MPE) também emitiu um parecer a favor da permissão de que ela usasse o banheiro feminino. “Nós encaminhamos o documento para que os órgãos pudessem apoiar a escola e defender os direitos da aluna”, comentou.

No entanto, segundo o diretor, durante uma reunião convocada para a leitura do parecer, a comunidade religiosa realizou um protesto na instituição e teria humilhado publicamente a aluna. “Eles chegaram a ofender quem defendia a aluna também”, lembrou o diretor. Para conter a população, a Polícia Militar foi acionada e aluna teve que ser escoltada até a residência dela.

Abaixo-assinado

O pastor da igreja Casa de Oração, naquele município, Deocarlos Villas Boas, uma das pessoas que assinou o abaixo-assinado, disse que a ideia se de fazer o abaixo-assinado partiu dos pais dos estudantes e não da comunidade evangélica.

"Algumas mães ouviram as filhas falando que estavam se sentindo constrangidas por usarem o mesmo banheiro que um homossexual e resolveram fazer um abaixo-assinado. Foi sugerida a construção de um terceiro banheiro para que quem não ver problema em compartilhar o mesmo banheiro, possa usá-la", afirmou.

Ele disse ter procurado o MPE para questionar se o abaixo-assinado era um ato homofóbico, como a direção da escola teria dito a ele, ou não.

Parecer contrário

No parecer sobre o documento, o MPE diz que a escola tem se atentado aos princípios constitucionais e 'reprovou' a conduta das pessoas que se manifestaram favoráveis à "exclusão de pessoas tidas por diferentes".

"É totalmente reprovável uma conduta que busca a exclusão de pessoas, somente por serem tidas por diferentes. A sociedade é plural e, de tal forma, o estado e a sociedade devem assegurar e respeitar o direito de todos, sob pena de incorrer, inclusive, no crime de homofobia, discussão esta em trâmite no Supremo Tribunal Federal", diz trecho do parecer da Promotoria de Justiça de Ribeirão Cascalheira.


Trecho do parecer do MPE reprova abaixo-assinado

A promotora Mariana Coelho Brito disse ainda que a aluna estuda nessa escola desde os 10 anos e que os professores e funcionários da escola sabem que ela é transexual. "Foi orientado ao pastor que a tentativa de obstar pessoas cuja identificação civil não reflita adequadamente sua identidade de gênero vai de encontro ao princípio da dignidade da pessoa humana (...). Conclui-se que a instituição de ensino vem lidando corretamente com a situação em voga, sendo inadmissível em um estado democrático de direito, comportamento diverso", diz trecho do documento.
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