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EDUCAÇAO

Beauvoir no Enem 2015.




A abordagem da frase célebre "Não se nasce mulher, torna-se mulher" da filósofa francesa Simone de Beauvoir na prova de Ciências Humanas do Enem 2015 abriu uma guerrilha dos conservadores nas redes sociais que acusaram a prova de promover a ideologia de gênero. Ditos defensores da família criticaram a abordagem da filósofa feminista na prova do sábado e começaram a surgir textos acusando Simone de ter sido pedófila e nazista.
 
De fato, Simone de Beauvoir viveu sob regime nazista na França, coordenou uma rádio de Paris que inegavelmente fazia propaganda nazista, e antes chegou a ser afastada de suas funções de professora acusada de aliciar estudantes universitárias e não crianças como tentam imputar à feminista em um vilipêndio a sua imagem e legado inegável.

Como intelectual, ela e Sartre, seu esposo com quem tinha uma relação fora dos padrões, sempre questionaram a definição de crime aos pedófilos, sendo que a pedofilia hoje é entendida como doença e não crime, como eles defendiam, inclusive em carta assinada nos anos 70 questionando a falta de critérios para definir a pedofilia. Os crimes que podem cometer os pedófilos se referem hoje à corrupção de menor e sexo com vulnerável (no Brasil menores de 14 anos), lembrando que em 1940 as meninas já casavam bem cedo (o casamento burlava a lei - ao mesmo tempo que na visão de Simone aprisionava as mulheres). É preciso lembrar também que 18 anos era a idade de consentimento na época, depois virou 15.

Nossa Educação.




O que você vê na foto acima? A foto foi tirada este mês em frente ao curso Positivo de Curitiba. Ela mostra alunos que tiveram a brilhante idéia de fazer uma contra-protesto organizado no dia de uma manifestação contra a homofobia e padrões de gênero. Os rapazes, de elite, classe alta, de uma das escolas que formará com certeza boa parte da próxima geração de gestores paranaenses e catarinenses, estão de preto, como skinheads, Ku Klux Klan ou  Isis, e fazem com a mão o sinal da genitália feminina. Eles defendem o orgulho hétero, o direito de protestar contra os direitos de Igualdade proposto pelas minorais. Seria triste o suficiente se não fosse em Curitiba, a cidade dita modelo, e se a instituição que o Positivo representa não tivesse se mantido calada toda esse tempo.

O protesto foi motivado pela homofobia sofrida por um aluno que foi com uma cropped shirt no mês passado e sofreu homofobia de alunos  e funcionários. O curso Positivo teria suspendido o funcionário por um dia, soltou uma nota interna alegando que o regimento proíbe vestimentas "não condizentes com o ambiente" e no final ficou por isso mesmo. O Grupo Dignidade solicitou providências ao Positivo, que ainda não se manifestou.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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