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HOMOSSEXUALIDADE

 Preconceito motiva nova epidemia de HIV com ligação entre apps de encontro.


O Grindr tem usuários em 196 países - inclusive no Brasil


Pesquisa aponta que o problema maior está ligado ao preconceito sofrido pela população LGBT.
Um estudo da Organização das Nações Unidas concluiu que o uso de aplicativos de paquera contribuiu diretamente para a formação de uma nova epidemia de HIV na Ásia.

Os resultados, divulgados pelo The Guardian, revelam uma explosão na quantidade de infecções entre jovens gays de 10 a 19 anos na região Ásia-Pacífico, onde vive mais da metade dos 1,2 bilhão de adolescentes do mundo.

Foram dois anos de pesquisa até que se chegasse às conclusões, que, embora apontem diretamente para os aplicativos, deixam nas entrelinhas que o problema está ligado ao preconceito sofrido pela população LGBT. 18 países da região possuem leis que criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo, então quem está contaminado evita procurar ajuda médica por temer represálias, assim como deixa de falar sobre o assunto com os parceiros.

O Guardian falou com um filipino de 30 anos que explicou como os aplicativos estão ajudando a criar uma sensação de liberdade em lugares onde os gays são naturalmente criminosos. Quando estava na universidade, o homem procurava parceiros usando sites de encontro, mas o processo não era tão simples, porque seria necessário conversar por um tempo, concordar em alugar um quarto por algumas horas e se deslocar até o local.

Com aplicativos isso muda, já que os serviços são baseados na localização em tempo real. “Mesmo se você ainda está na escola e sente a necessidade de fazer sexo, basta apenas abrir o Grindr”, contou ele.

Tudo acontece de forma rápida, e é aí que mora o perigo. Como não podem falar abertamente sobre sexualidade, muitos desses jovens não possuem informações suficientes acerca dos perigos do sexo sem proteção e acabam se expondo à contaminação. Nas Filipinas, a quantidade de infecções de jovens por HIV dobrou nos últimos quatro anos, enquanto em Bangkok os jovens gays têm uma em três chances de contrair o vírus.

“Aplicativos de paquera essencialmente te prendem a uma rede central”, disse ao Guardian a conselheira da Unicef Wing-Sie. Um porta-voz do Grindr ressaltou ao jornal que a idade mínima para usar o app é 18 anos. “Como maior plataforma gay do mundo, levamos as questões de saúde sexual muito a sério”, afirmou. O app exibe propagandas sobre o tema aos usuários que possui em 196 países - inclusive no Brasil.

Esta não é a primeira vez que apps do gênero são ligados a doenças sexualmente transmissíveis. Em setembro, um grupo de combate à AIDS espalhou banners publicitários em Los Angeles em que era possível ver a silhueta de casais formados pelos personagens “Tinder e clamídia” ou “Grindr e gonorréia”.

A ação gerou críticas das empresas, mas o presidente da entidade responsável, Michael Weinstein, disse que a campanha seria mantida. “Não somos contra esses aplicativos - não estamos tentando tirá-los do ar”, garantiu o executivo. “Mas a realidade da questão é que existe uma conexão  entre esses sites de paquera e um aumento que temos visto nos casos de DST.”

Por que nos apaixonamos por pessoas que nos fazem mal?




Você já ouviu aquele papo de que homem bonzinho só se dá mal? Bom, segundo um novo estudo espanhol publicado na revista Evolution and Human Behavior, há um pouco de verdade por trás desta afirmação.

Afinal, porque a gente gosta de pessoas que não são boas para nós? De acordo com a pesquisa, quanto mais neurótica e impulsiva uma pessoa é, mais propensa também é de ter mais parceiros sexuais.

O estudo analisou diversos traços de personalidade de 959 homens e mulheres com idades entre 16 e 67 anos, incluindo distúrbios comportamentais, mentais e físicos extremos, variando em gravidade de inexistentes a medicamente diagnosticáveis.

Os indivíduos responderam perguntas relativas ao seu histórico de relacionamento, o número de filhos que tiveram, seu tipo de trabalho e renda, nível de escolaridade e outros fatores socioeconômicos. Os pesquisadores buscavam traços de neuroticismo, transtorno obsessivo-compulsivo e impulsividade.

Os resultados revelaram que pessoas impulsivas, que agem sem pensar muito ou sem ter cuidado, atraíram muito mais parceiros de curto prazo do que os participantes com personalidades “médias”, que não mostravam traços patológicos pronunciados.

“Enquanto [tomadores de risco] são egoístas, quebradores de regras, imprudentes e rebeldes, eles também são corajosos, temerários, independentes e autossuficientes, e vivem vidas frenéticas. Isso cativa muitas pessoas”, disse Fernando Gutiérrez, do Hospital Clínico de Barcelona, que liderou a pesquisa.

Obsessivos e neuróticas

Uma diferença entre os sexos foi observada no quesito transtorno obsessivo-compulsivo: apenas homens com essa característica foram mais bem sucedidos em garantir parceiras de longo prazo.

Isso estava fortemente associado ao elevado rendimento que os homens obsessivo-compulsivos tendiam a ter – eles ganhavam duas vezes mais que seus colegas, de acordo com os autores do estudo.

“Do ponto de vista darwiniano, dinheiro significa sobrevivência, segurançae recursos para as crianças. Eles [os homens obsessivos-compulsivos] também são sérios, confiáveis e cautelosos”, afirmou Gutiérrez à revista Scientific American.

Para a mulher, valia mais a pena ser neurótica. O estudo concluiu que as mais neuróticas tinham 34% mais companheiros de longo prazo e 73% mais filhos do que a média.

É importante lembrar que o estudo tem suas limitações: envolveu um número relativamente pequeno de participantes em apenas uma cidade, Barcelona, sem contar que muitas vezes as pessoas mentem sobre seu histórico sexual.

“Isso pode ser especialmente verdadeiro para indivíduos cujas características de personalidade os tornam mais propensos a desonestidade”, comenta Corinna E. Löckenhoff, psicóloga do desenvolvimento humano da Universidade de Cornell, que não estava envolvida no estudo.

Apesar disso, os pesquisadores observam que transtornos de personalidade podem ter evoluído nos seres humanos como uma estratégia social e sexual, em oposição a ter se desenvolvido como uma doença desvantajosa.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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