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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Hillary Clinton: 'Colocar um presidente republicano  é por em risco direitos gays.


Hillary é o principal nome dos democratas à presidência


Principal candidata à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, Hillary Clinton disse que os direitos LGBT estarão ameaçados se um candidato republicano vencer a eleição em 2016.

As declarações de Hillary vieram depois que três seis candidatos do Partido Republicano, incluindo três dos quatro principais, terem dito que apoiam uma nova lei de “liberdade religiosa”, a qual permite que LGBT sejam discriminados.

Durante o debate dos pré-candidatos democratas, no sábado, 19, Hillary: “Em 20 de janeiro de 2017, o próximo presidente dos Estados Unidos vai entrar na Casa Branca. Se, Deus me perdoe, que o próximo presidente for um republicano, eu acho que é bastante claro que nós sabemos o que vai acontecer.

“Muitos dos direitos que foram conquistados ao longo dos anos, desde os direitos das mulheres aos direitos dos eleitores, dos direitos dos homossexuais aos direitos dos trabalhadores, vão estar em risco”, disse.

Maioria dos cristãos nos EUA  quer mais tolerância aos LGBT.


Protestantes estão dentre os cristãos mais tolerantes aos LGBT


Uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center mostrou que 54% dos cristãos acreditam que a sociedade deve ser mais tolerante com os LGBT.

Em comparação com um estudo semelhante de 2007, a tolerância aos LGBT aumentou 10%. O aumento da aceitação pode estar ligado às pessoas mais jovens.

“Cerca de metade (51%) dos protestantes evangélicos da geração Millennial (nascidos entre 1981 e 1996) dizem que a homossexualidade deve ser aceita pela sociedade, em comparação com um terço dos que pertencem à geração Baby Boomers e um quinto da geração silenciosa”, diz o estudo.

A tolerância aos LGBT ficou em torno de 56% a 66% dentre os protestantes, 48% a 62% dos cristãos ortodoxos, 36% dos protestantes evangélicos e mórmons e apenas 16% dos testemunhas de Jeová.

Ministério do Cambodia pede fim  de zombaria a homossexuais.


No país, LGBT têm menos direitos que os não arco-íris


O Ministério da Comunicação do Cambodia enviou uma carta, na segunda-feira, 14, à mídia do país pedindo que pare de zombar de homossexuais.

Na carta, o órgão acusa programas e apresentadores de fazer piadas sobre os LGBT na tentativa de obter risos baratos.

“Este tipo de comentário degrada a honra e os direitos dos LGBT que também são protegidos pelo Estado, bem como outros cidadãos”, disse.

Uma recente pesquisa no país mostrou que quase um terço dos habitantes homossexuais jamais sairiam do armário e que um quinto da população desejariam que eles fossem héteros.

A homossexualidade não é penalizada no Cambodia, no entanto, LGBT não têm direitos como casamento e não são protegidos por nenhum lei contra discriminação.

Malta pode se tornar 1º país  da Europa a proibir cura gay.


País terá consulta pública por um mês sobre o tema


O pequeno país de Malta pode se tornar o primeiro da Europa a proibir terapias de cura gay.
Uma consulta pública foi aberta pelo governo com duração de um mês para saber se existe necessidade de proibir a prática

“Através deste projeto, o governo está tentando proteger esses indivíduos de práticas prejudiciais, independentemente da sua orientação sexual, identidade de gênero e/ou expressão de gênero”, diz trecho do documento.

A República de Malta é um arquipélago no meio do Mar Mediterrâneo ao Sul da Itália. A união civil entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada por lá este ano.

Casal de lésbicas processa Estado  americano para registrar filhos.


Mães entraram com processo contra a Carolina do Norte


Um casal de lésbicas está processando o Estado norte-americano da Carolina do Norte para colocar os nomes de ambas nas certidões de nascimento dos filhos.

Melissa e Meredith Weiss entraram com uma ação federal na quinta-feira, 17, dizendo que seus direitos constitucionais estão sendo violados.

Segundo a Agência Associated Press, a ação judicial diz que Melissa deu à luz a dois filhos, depois que elas se casaram no Canadá em 2003. Elas afirmam que o Estado da Carolina do Norte só colocou o nome de Melissa nos registros.

A ação diz que os cônjuges do mesmo sexo que tiveram filhos após o casamento gay ter se tornado legal na Carolina do Norte devem receber certificados com os nomes de ambos os pais ou ambas as mães.

Mudança de imagem: Campeão de boxe beija homem para  provar que não é homofóbico.


Esportista tenta mudar imagem de homofóbico

Acusado de homofobia, o campeão de boxe Tyson Fury se aproximou de um homem para tentar limpar sua barra.

Segundo Paul Cole, um gerente de loja, os dois se esbarraram num pub londrino. Paul disse a ele: “Eu não posso apoiar você”.

“Ele disse que não era homofóbico e de repente esfregou a minha barba e beijou as minhas bochechas”, contou o homem ao The Sun. “Eu mudei de ideia sobre ele. Ele é um gigante amigável.”

Fury comparou gays a pedófilos e disse que a homossexualidade é um sinal do Apocalipse. Indicado a um dos esportistas do ano pela BBC, o boxeador virou alvo de protestos e petição para tirá-lo da lista.

Bolsonaro é condenado a indenizar Maria do Rosário por ofensa sobre estupro.




O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi novamente condenado a indenizar a deputada Maria do Rosário (PT-RS) por ter dito que não a estupraria porque ela “não merecia”. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios informou que a 3ª Câmara Cível manteve a decisão de primeira instância, anunciada em setembro deste ano.

Ainda segundo a assessoria de imprensa do tribunal, além do pagamento de indenização no valor de R$ 10 mil, a Justiça determinou que Bolsonaro se retrate das ofensas em todas as suas páginas oficiais e não apenas no canal YouTube, como havia sido decidido anteriormente.

Há dois anos, Maria do Rosário havia chamado Bolsonaro de estuprador, acusando o deputado de incentivar a prática, mesmo “sem ter consciência disso”. Ele a empurrou e disse que ela era uma “vagabunda”. Em dezembro de 2014, Bolsonaro afirmou que só não estupraria a deputada porque ela “não merecia”.

Crime passional gay: quando o amor se transforma em morte.




Esta semana foram noticiados na mídia dois casos de mortes causadas por namorados ciumentos. Faz tempo que esses crimes são usados por fundamentalistas para dizer que os gays se matam e que não existe homofobia. Ao final, verá que a homofobia também cria a homofobia internalizada e que o machismo, assim como com as mulheres, torna o amante uma propriedade, a ponto de que a ofensa de uma traição dispare junto com o ciúme, um sentimento mortal, muito diferente do amor.

Em São Paulo, o jovem de 26 anos Renan Túbero (esq.), vendedor, foi encontrado morto com uma faca cravada em seu peito em seu apartamento, no bairro Pinheiros. Um homem de 37 anos assumiu o crime, disse que o motivo foi que a vítima teria transado com o seu namorado. O detalhe mais macabro é que o assassino estava hospedado na casa da vítima, ou seja, eram no mínimo conhecidos. O assassino afirmou que estava sob efeito de drogas quando cometeu o crime.

Já em Cosmópolis, interior de São Paulo, um casal de homens se matou com facas de cozinha também esta semana (dir.). Um jovem de 24 anos e um cabeleireiro de 39, Hélio Henrique Brito de Assis e Jaslei Xavier, discutiram e se agrediram com facadas até a morte na noite desta segunda-feira. Os dois foram encontrados pelos pais de um dos homens. A discussão da relação se transformou em ataques físicos e os dois sangraram até a morte. Segundo o padrasto do mais jovem, ele estaria se relacionando com uma mulher, o namorado descobriu e não aceitou a traição.

Quando o jovem homossexual está em processo de auto aceitação muitas vezes ele utiliza o machismo para mascarar o que ele rejeita ser, pois a homofobia impõe a ele que ser homossexual é algo ruim. Por isso tantos gays assumidos no passado foram eles mesmos preconceituosos, resultado dos ensinamentos machistas e homofóbicos que recebem. Dentro da comunidade as posições de ativo e passivo são vistas de formas diferentes por alguns, como se o ativo fosse mais “homem”. Em uma relação conturbada, o passivo é visto como inferior, uma posição submissa que leva ao abuso de poder, ao desequilíbrio.

Outro fator é sobre aquele que provém ou tem maior poder econômico, que sustenta ou ajuda o outro. Como se o outro fosse propriedade, ele não aceita a traição ou a falta de submissão, culminando em violência ou mesmo morte. Muitos gays estão em posição de vulnerabilidade pois precisam sair de casa cedo ou mesmo saem de casa com medo da rejeição. Muito parecido do que acontece com mulheres assassinadas pelos companheiros.

Quando o homossexual deixa a sua família de maneira traumática, ele fica emocionalmente desamparado e se apega mais facilmente. Por isso as relações homossexuais normalmente tem um peso maior em suas vidas, são mais profundas no sentido de dependência emocional. Em um universo onde o amor é desacreditado e a conjunção carnal uma forma de exercício da identidade, amor e sexo recebem pesos diferentes e é nessa falha de comunicação que muitos casais pecam mortalmente.

Cada casal precisa fazer um contrato de valores e objetivos da relação. O modelo heteronormativo (namorar, casar, ter filhos, viver felizes para sempre) raramente funciona para dois homossexuais se não estiverem em sintonia dos objetivos da relação. Primeiro pois a sociedade não absorve com naturalidade estes processos, apesar de hoje ser possível casar e adotar. Há quem diga que o problema seja o instinto sexual masculino, que homens traem e não se contentam com um só. Por outro lado, os crimes passionais são igualmente altos entre lésbicas. Parece que a questão posse e dependência emocional são fatores mais relevantes.

Analisando por este lado, um homossexual solteiro e um homossexual em um relacionamento se distanciam muito mais, do que um heterossexual, de quem costumava ser antes de se relacionar com uma outra pessoa. Aos poucos, o ciúme e a insegurança vão distanciando o gay que está namorando dos amigos, de seus hábitos comuns, criando uma prisão e uma relação de dependência não normal, não saudável. O crime passional gay não tem a ver com a homossexualidade ou o fato de serem dois homens, mas sim de duas pessoas que por algum motivo se uniram para enfrentar as adversidades de uma realidade e esqueceram de pensar como dois em determinado momento. Além do que as pessoas ainda podem mudar seus planos durante o curso, do que esperam para a sua vida. Esse rompimento de "contrato" é muito comum entre homens, já que as amarras sociais familiares não são comuns nos relacionamentos gays. Um casal hétero pensará no filho ou no impacto de uma separação, o casal gay não tem esse ponto de questionamento.

O sexo, que muitas vezes os uniu, torna-se secundário, como em qualquer relação. O amor precipitadamente entregue perde força ao se deparar com a verdadeira personalidade possessiva ou insensível do outro. Aos poucos o respeito dá lugar a brigas constantes e vai criando, junto com a esperança insistente de que a relação dê certo, uma espécie de depósito de sentimentos que um dia explode e leva a uma inevitável briga final, ou acerto de contas. Neste momento, o fato de serem dois homens machistas faz sua diferença. Acreditando que sua honra foi violada, que foi engado, usado, que o outro é inferior de alguma forma (em parte por ser uma bicha), o homossexual desequilibrado luta contra sua própria imagem, traumas, rejeições, medo da solidão e mata aquele que um dia jurou amar.

Há ainda o fato de que no Brasil a vida do outro tenha perdido o seu valor. A impunidade que dá a certeza de que o crime não será descoberto... Porém, parece claro que a homofobia internalizada é um fator importante ao percebermos a crueldade destes crimes passionais gays. Ter a auto estima necessária para sair de relações doentias antecipadamente é crucial para que o que um dia foi chamado de amor não se torne o último de uma vida.
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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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