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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Austrália dá posse ao primeiro deputado abertamente gay de sua história.


Deputado não fez menção direta da homossexualidade na posse


Trent Zimmerman tornou-se, no sábado, 05, o primeiro deputado abertamente gay da Austrália a ocupar um assento no Parlamento.

O político de 47 anos pertence ao Partido Liberal e substituiu Joe Hockey, que renunciou ao cargo após 20 anos no Parlamento por North Sydney.



Segundo a mídia australiana, Zimmerman não fez nenhuma menção de sua homossexualidade em seu discurso de posse.

O mais próximo disso foi: “Eu sei que esta noite em alguns aspectos é um momento muito histórico para o Parlamento Australiano e estou muito consciente deste fato.”

Tyson Fury: Boxeador homofóbico rejeita título  de personalidade do esporte do ano.


Boxeador comparou gays a pedófilos


O campeão de boxe Tyson Fury disse que não quer receber o título de Personalidade do Esporte do ano do canal britânico BBC.

No Twitter, ele escreveu: “Espero que não ganhe o @BBCSPOTY já que não sou o melhor modelo do mundo para as crianças, deem para alguém que iria curti-lo”.

Uma petição foi aberta no site Change.org pedindo para que o canal volte atrás com a decisão de homenageá-lo pelo histórico de declarações homofóbicas que o atleta já deu.

Rio realiza casamento homoafetivo com 185 casais e bate novo recorde.



Segundo Rio Sem Homofobia, foi a maior cerimônia do mundo.

Numa cerimônia realizada no Tijuca Tênis Clube, na Zona Norte do Rio, 185 casais homoafetivos oficializaram a união na tarde deste domingo (6). A cerimônia foi uma iniciativa do Rio sem Homofobia em parceria com a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude e com o apoio da Associação de Registro de Pessoas Naturais. Esta é a sexta edição do evento, que acontece anualmente.

Segundo os representantes do Rio Sem Homofobia, é o maior casamento homoafetivo coletivo já realizado no mundo.

Em clima familiar, a cerimônia foi marcada pela confraternização de parentes e amigos. Crianças corriam pelo local, reforçando a atmosfera de celebração. Durante o casamento, noivos e noivas não seguraram a emoção e foram às lágrimas.

Devison e Diego, juntos há mais de um ano

Juntos há pouco mais de um ano, o cabeleireiro Devison Dernandes e o operador de micro Diego Barreira estavam planejando oficializar a união somente em 2016, na Argentina. O casamento coletivo foi uma oportunidade que decidiram aproveitar.

"O reconhecimento é importante. Isto que está acontecendo aqui hoje é uma conquista. É o reconhecimento de que somos iguais diante da sociedade", afirmou Devison.

A frentista Monalisa Fernanda e a cabeleireira Priscila Fernanda foram acompanhadas dos amigos para oficializar a relação de quatro anos.

"A gente tinha planos de se casar. Quando abriram as inscrições, decidimos não desperdiçar a oportunidade", afirmou Priscila.

Monalisa afirma que a união do casal é o reconhecimento de um direito.

"É um sonho. Estamos selando o nosso amor. Isso é mais do que uma aliança no dedo. É um símbolo de direitos iguais", afirmou a frentista.


Monalisa e Priscila: "Isso é mais que uma aliança no dedo'

 A igualdade também foi a tônica do discurso de Cláudio Nascimento, coordenador do Rio sem Homofobia.

"Este é um momento onde a comunidade LGBT garante o direito de reconhecimento, garantido pela Suprema Corte deste país. Todos podem celebrar as suas uniões e ter segurança jurídica de suas relações. Amar é um direito. E estamos aqui para celebrar o amor", afirmou Cláudio.

A atriz e cantora Jane di Castro participa do evento desde a primeira edição. Ela canta a música que se tornou um hino para os casais, "Emoções", de Roberto Carlos. Para ela, que se casou na edição do evento de 2014, selando uma união de 47 anos, a cerimônia tem dimensão histórica

Jovens denunciam shopping de Belém por tortura e homofobia.




Vídeo mostra jovens sendo agredidos a chineladas em sala de segurança. Parque Shopping informou que os funcionários envolvidos serão demitidos.



Dois jovens registraram, nesta quarta-feira (2), denúncia de tortura, racismo e homofobia sofridos no Parque Shopping, localizado na avenida Augusto Montenegro, em Belém. Fanny Castro, 18 anos, e Sidivaldo Ferreira, 20, aparecem em vídeos sendo agredidos a chineladas. As imagens teriam sido gravadas por seguranças de uma loja, e foram publicadas na internet. Procurado peloG1, o Parque Shopping informou que todos os funcionários envolvidos no caso serão demitidos.

O caso ocorreu por volta de 12h, do último sábado (28). Segundo as vítimas, eles estavam nas Lojas Americanas quando foram abordados por seguranças, e acusados de furtar um protetor solar, o que a dupla nega ter cometido. Segundo dados da Polícia Civil e do Tribunal de Justiça do Pará, Fanny e Sidivaldo já foram detidos anteriormente acusados de furto.

Violência gravada

Os vídeos que circulam pela internet mostram os jovens sendo agredidos a chineladas, que atingiram as mãos. Foram ao menos 30. Os jovens aparecem gritando, pedindo para que o segurança parasse a agressão. Ao menos três pessoas estavam na sala, além dos dois estudantes, e o autor das gravações das imagens, que filmava com celular. As sessões de agressão teriam durado cerca de uma hora.

Segundo o boletim de ocorrência registrado no Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (DIOE), além das chineladas, os seguranças teriam desferido socos, pontapés e dado choques elétricos na dupla.

Homofobia

“Isso foi homofobia, até porque ele falou que eu era menino, que iam cortar o meu cabelo e eu sairia de lá menino, careca. Diziam que lá eles não gostam de homossexuais, que quando roubam, eles dão mesmo porrada. Mas a gente não estava roubando, é isso que dá revolta”, diz Fanny de Castro, que é transsexual.

“Pensei que ali eu iria morrer, que ali mesmo eu iria ficar. Bateram muito na gente. Foi um momento de pânico, de terror dentro daquela sala, pegando choque, pegando porrada, de humilhação dentro do shopping. Ainda sinto dores na minha perna dos chutes que levei, estou mancando, e dos choques que tomei no maxilar, que doem principalmente na hora de dormir. Não me senti dentro de um shopping, mas dentro de uma sala de tortura. Fizeram de tudo e mais um pouco”, relata Fanny.

Para Richard Callefa, membro do movimento pelos direitos LGBT, o caso reflete ainda outros crimes, já que Fanny, transsexual, e Sidivaldo, homossexual, teriam sido discriminados por sua condição sexual e racial. “O que motivou a abordagem foi isso: dois jovens pobres, negros, LGBTs. Eles fizeram juízo de valor medíocre que os jovens não poderiam comprar e pegaram eles. Os seguranças pegaram um protetor solar, colocaram numa sacola e levaram para dentro da sala, pra justificar a abordagem. Eles foram xingados, socados, levaram choque, jogaram água gelada e davam choque neles. Pegaram a sandália do Sidivaldo e deram na mão e na cara. Eles levaram socos, chutes e pontapés. Pegaram uma sacola e colocaram na cabeça deles. Os seguranças disseram que iam fazer a tortura e iam sair ilesos. Isso sugere que alguém acima deles endossa essa conduta. Quantas outras pessoas mais não foram violentadas e agredidas lá dentro?”, critica.

Em nota enviada ao G1, a administração do Parque Shopping Belém informou que tomou conhecimento, apurou os fatos e suas circunstâncias e, por não aprovar e repudiar quaisquer atos de violência em suas dependências, sobretudo por parte de seus colaboradores, “está tomando as devidas providências cabíveis, o que inclui a demissão de todos os envolvidos, e do agressor, por justa causa”.


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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