Slide 1 Slide 2 Slide 3

HOMOFOBIA

Temos um pastor homofóbico nos direitos humanos do Rio de Janeiro.


Deputado Apóstolo Ezequiel Teixeira 1100


Um fundamentalista homofóbico está prestes a atentar contra os direitos de homossexuais, afrodescendentes, mulheres, pessoas com deficiência, religiões de matriz africana e outras minorias no Rio de Janeiro.

Temos que admitir que muita coisa mudou a respeito dos direitos humanos: em um passado nada distante, gays eram tratados como criminosos ou doentes mentais. A luta ampliou o escopo e vem batalhando por igualdade de direitos para o coletivo LGBT, valorizando nossas identidades. As batalhas em prol do casamento homoafetivo, pela cirurgia de redesignação sexual através do SUS e pela legitimidade do nome social estão longe de terminar. Entre outras pautas, aguardamos o STF julgar a ADO26, que fará a equiparação da homotransfobia ao racismo, além de diversas outras pautas que asseguram direitos.

Infelizmente fundamentalistas se organizaram e estão em nosso Congresso Nacional, atravancando o avanço das leis. Nestes dias reacionários, nosso esforço tem sido barrar absurdos, a exemplo do “estatuto da família”, a “cristofobia”, “dia do orgulho hetero”, entre outros projetos de lei sensacionalistas que são usados como cometas midiáticos para promover parlamentares mal intencionados.

Mas nada é tão ruim que não possa piorar. Agora o ataque vem do executivo, fundamental para a garantia dos tão importantes programas e projetos de direitos humanos. Deixando de lado o total descaso da Presidenta com nossa pauta, e a recém extinção do Ministério dos Direitos Humanos, agora também os estados – inclusive os considerados modelos no que tange as questões de políticas públicas – vem sofrendo forte influência do fundamentalismo.

Primeiro foi São Paulo; a Coordenação de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual ficava dentro da pasta da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, pasta esta que estava sob influência do Celso Russomano (PRB), vinculado a Igreja Universal do Reino de Deus. Isso representou um sério enfraquecimento da coordenação, que só foi resolvido recentemente quando Soninha Francine (PPS) assumiu a pasta e esta foi vinculada à Casa Civil. Imaginamos quanto trabalho rendeu reestabelecer as políticas públicas no estado de São Paulo.

Rio de Janeiro já foi modelo de combate à homotransfobia. Nosso representante Cláudio Nascimento (PT), com postura sempre democrática e importante capacidade política, enfrentou as mudanças na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, mantendo com muito esforço o importante projeto “Rio sem Homofobia”, entre diversas outras políticas de enfrentamento e assistência aos LGBTs.

Mas algo jamais visto vem causando indignação ao movimento LGBT fluminense. Se já havia um enfraquecimento da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, a recente nomeação do Deputado Apóstolo Ezequiel Teixeira (foto acima) para esta secretaria coroa o período de sucateamento dos projetos sociais. Esta liderança prenuncia aumento deste retrocesso, promovendo um verdadeiro desmanche dos direitos conquistados por famílias, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, mulheres, idosos, afrodescendentes, pessoas com deficiência (PCD), o contingente LGBT, pessoas que vivem com HIV/AIDS, e o combate a intolerância religiosa.

Não esqueçamos que é temeroso que na assistência social possamos regredir ao tempo onde religiosos tinham prioridade em programas sociais como o “Minha casa, Minha Vida”. Diversos serviços serão afetados a partir da influência deste senhor, que se auto intitula “apóstolo”, e que é exatamente o mesmo que fez uma cartilha contra os direitos humanos, usando falsamente a imagem da então candidata Marina Silva na ocasião das eleições de 2014. Esta continha pérolas facistas, como:

•“Rebelião contra Deus na sociedade moderna. Os aliados do anticristo vêm preparando o cenário da nova ordem mundial” (Isso inclui os LGBTs)
•As forças do Anticristo, através da PL122 e o PNDH-3 tem como objetivo a desconstrução da família tradicional (heteronormatividade) e a queima de bíblias.
•Gays querem ser cidadãos de primeira classe e os demais de segunda (essa eu ri)
•Acusar os gays de injúria qualificada contra pastores e discriminação religiosa.
•Crianças adotadas por pessoas com essa “patologia” (LGBTs) irão ter danos, e que o estado não deve permitir que crianças sejam expostas a famílias “patológicas”
São tantas as insanidades que posto aqui o link da cartilha para que todos leiam, o “apóstolo” critica claramente a subordinação da igreja ao estado e prega discurso de ódio.

Ficamos inertes com a invasão de fundamentalistas às câmaras de vereadores e o congresso nacional, toleramos a isenção de impostos para igrejas com prejuízo para toda a população, assistimos mais de 800 cidades terem orientação sexual e identidade de gênero retiradas dos planos nacionais de educação. Não podemos admitir que um homofóbico, mentiroso e raivoso assuma os direitos humanos de um dos maiores estados do Brasil e um dos principais polos turísticos LGBT do mundo.

Um sujeito que disseminou a descrença na juventude votando pela diminuição da idade penal, que fez campanha contra a dignidade das pessoas trans vetando o uso dos banheiros conforme a identidade de gênero e que participou da exclusão de mais de 50% dos modelos familiares não tem perfil humanitário nem intelectual para assumir a pasta de direitos humanos, tendo o anticristo como interlocutor imaginário. Deveria ser internado ou processado, mas jamais empossado.

Quando um direito civil é quebrado, todos os outros entram em xeque. É imprescindível que todos, heteros, brancos, negros, judeus, ateus, cristãos, gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgeneros, cisgeneros e toda a sorte de pessoas que lutam por um mundo mais humano e justo entendam a gravidade da situação para que, unidos, lutemos para frear o retrocesso.

Jair Bolsonaro é vaiado por jovens militantes e leva glitter rosa na cabeça.




Hoje (26), ativistas do Levante Popular da Juventude fizeram um pequeno protesto contra o deputado Jair Bolsonaro.

Ao aparecer, o deputado foi vaiado e chamado de homofóbico e fascista enquanto os manifestantes jogavam glitter rosa sobre ele.

O vídeo foi compartilhado de tarde com a legenda “Levante e Brilhe contra a transfobia!!!! Jogamos glitter no Bolsonaro!!!!Fora transfobia!!!”. A ação foi em prol do Dia da Visibilidade Trans, que acontece nesta sexta-feira (29).

O ato dividiu opiniões nas redes sociais. O político é famoso por dar declarações homofóbicas, uma delas foi dizendo que seria incapaz de amar um filho homossexual.

Em 2011 ele foi condenado a pagar mais de 150 mil reais dar esses tipos declarações em um programa de tv.

Em decisão inédita, TJ-SP proíbe a veiculação de mensagens homofóbicas com respaldo religioso.



A diversidade humana ganhou. Em uma decisão poucas vezes vistas no mundo, a comunidade LGBT conseguiu uma liminar na justiça que proibiu a propagação de um outdoor homofóbico em Riberão Preto, interior de São Paulo. A mensagem, que trazia versículos bíblicos que condenam a homossexualidade, foi elaborada pela Igreja Casa da Oração em 2011, em resposta à Parada da Diversidade da cidade. A liminar que foi pedida em 2011 e acatada em primeiro grau na época, só teve a sua sentença pela 4ª Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo no último dia 11 de janeiro, cerca de 4 anos depois. A decisão rejeita a publicação de mensagens com trechos bíblicos condenando a homossexualidade em peças publicitárias com base na liberdade religiosa. A multa estipulada foi de R$ 10 mil/dia por desacatado.
 
A mensagem do outdoor trazia os versículos Levítico 20:13, Romanos 1:26 e 27 e Atos 3:19, que, nessa sequência, apresentavam a homossexualidade como uma prática a ser vergonhosa, antinatural e condenada. O trecho de abertura, do Levítico, dizia: “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável”.
 
Desta vez, a voz que prevaleceu foi a do desembargador Natan Zelinschi de Arruda, redator do caso: “A autodeterminação da pessoa dá o direito de optar ou eventualmente praticar a sua sexualidade da maneira que lhe aprouver, não cabendo ao Estado e a nenhuma religião se manifestar publicamente em afronta à mencionada liberdade”.
Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (1) Comente aqui!

Um comentário:

  1. Olha uma vez eu esculte uma senhora muito sabia ele me falo que Jesus não veio para julgar e nem condenar ninguém e sim para ajudar ela falo que tem muitos religiosos que usam apalavra de Deus para condenar mais esquecem que Cristo não condena ninguém

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...