Slide 1 Slide 2 Slide 3

HOMOSSEXUALIDADE

Bicha: ser ou não ser, não é a questão (Bicha sim, pero no mucho).


RIP Laila Dominique que em 2010 já discutia o termo Bicha com Silvio Santos na TV


Por: Allan Johan

O recente documentário pernambucano Bichas abre a discussão de forma impactante com jovens dizendo que são bichas. O termo, carregado de preconceito, é absorvido por parte da comunidade LGBT como forma libertária de apropriação do significado pejorativo. Há diversas hipóteses para o uso no Brasil da palavra. A mais coerente é que, segundo o livro "Além do Carnaval", do pesquisador James Green, veio do francês, da palavra “biche”, fêmea do veado, também usado por lá no passado para designar as donzelas. Aqui virou sinônimo de rapariga ou puta. A palavra bicha ainda é sinônimo para vermes no Brasil.
 
E o preconceito dentro do preconceito aumentou mais a ainda o poder desta palavra. Ser afeminado, espalhafatoso, barulhento, sem caráter, virou ser bicha dentro da comunidade. Ser gay é respeitoso, a bicha é a escória.

Se apropriar de termos pejorativos e criar novos significados é uma forma comum das minorias se reafirmarem. A palavra Queer, antes “estranho”, ofensivo no século XIX, virou “diferente” no final do século XX, ao batizarem a Teoria Queer, que descreve as hipóteses de diversidade de gênero e orientação sexual além do binário homem-mulher, hétero-homo. Entre torcidas de futebol do Brasil, o “porco” e o “coxa branca”, usado por torcidas adversárias para ofender os adversários do Palmeiras e do Coritiba, viraram termos de orgulho entre os torcedores destes times, revertendo o discurso ofensivo.

Mas temos exemplos como o termo “macaco” que a comunidade negra não aceita absorver. Aidético, que não foi absorvido e ainda hoje tem peso ofensivo alto. Favela virou comunidade. Já macumbeiro, maconheiro, puta, afeminado passaram a ser absorvidos por parte destas comunidades, perdendo sim o poder de ofensa, dependendo para quem se fala. E a ofensa é assim: uma palavra, carregada de preconceitos, e um alvo que pode ou não se incomodar.

Na semana passada debatemos homofobia no BBB15 por parte da participante Ana Paula ao se referir ao modelo Renan como “querida”, “falsa” e “senhora”. Obviamente ser mulher não é ofensa, ser chamado de mulher não é ofensa, agora a intenção de ofender é que define se é ofensivo, se a pessoa a quem foram dirigidas as palavras se ofendeu é o que define se é ofensivo. Neste exemplo, a participante usou de ironia para desestabilizar o oponente ao trata-lo pelo gênero oposto ao seu. Usando linguagem das travestis, questão de gênero e não de orientação sexual, apropriada por muitos homossexuais.

Aliás, as travestis usam muito o termo bicha para se autodefinirem há muito tempo. Talvez esses dois exemplos devessem abrir outra discussão: a apropriação e esvaziamento da discussão de gênero por parte de algumas bichas ou reforço dos gays nas lutas pela discussão das transgênero e igualdade das mulheres. Travestis e bichas (as de verdade e não só as da balada) são quem levanta a bandeira da diversidade sexual 24h por dia e quem pagam o preço mais alto por suas transgressões.
 
Não importa quem você é. O que faz. Como te chamam. Ser bicha é maravilhoso, como diz no documentário basta você querer e aceitar o termo. “As bichas são livres”, diz um dos participantes do filme que está fazendo sucesso na internet. Ser chamado de bicha não é ofensivo para alguns. O poder de ofensa é esvaziado se a pessoa resignificar o termo subjetivamente, dentro dela. Aceitar ser bicha é aceitar os preconceitos e lutar contra eles. É uma nova bandeira mas que vem sendo levantada desde a Antiguidade, o direito do homem ser feminino e livre.
 
O niilismo na proposta do uso do termo bicha, ou mesmo da Teoria Queer, de desconstruir o conceito social para implementar outro, não resolve o âmago da questão: as pessoas são diferentes e se reúnem entre iguais. As bichas continuarão em um canto, os gays não bichas em outro, os brancos em um e os negros em outros, ricos e pobres continuarão separados. A apropriação de termos não destitui a classificação e hierarquização social. A humanidade pensa e se constrói em cima de preconceitos, significados, termos relativos, pontos de vistas subjetivos e impostos: ou seja, de preconceitos.

O importante é você se entender e ser o que quiser para ser feliz, sem exigir nada do outro, além de respeito. Não é porque estou confortável na escala machista-heteronormativa que não vou apoiar os que não se sentem adequados. Ainda não me sinto confortável em ouvir o termo “bicha” fora do meio... Mas quem sabe um dia... Mas se for preciso dizer “sou bicha com orgulho” para que meus amigos mais liberais se sintam amados e incluídos, eu digo #soubichasim !

Sexo oral faz bem para a saúde do casal, aponta estudo.




Já dizia o velho ditado: boquete e copo d’água não se nega a ninguém. Pois fique sabendo que a prática – quando bem feita –  além de ser uma das formas mais gostosas de obter orgasmos, também é capaz de proporcionar muitos benefícios para a saúde do homem e da mulher.

Isso foi provado por uma pesquisa da State University of New York, que monitorou 150 casais, metade dos quais foram orientados a se concentrar fortemente em sexo oral em seu relacionamento, a outra metade não tanto. O estudo revelou uma diferença notável na forma como os dois grupos dormiram.

Os 75 casais que se concentraram mais em sexo oral mostrou melhor qualidade de sono, níveis de ansiedade e estresse mais baixos e aumento da intimidade, dentro e fora do quarto, com seus parceiros.

Fazer ou receber sexo oral ajuda a produzir hormônios como a ocitocina e dehidroepiandrosterona (DHEA), que têm efeitos protetores contra câncer, doenças cardíacas e algumas outras. Algumas pessoas usam suplementos de DHEA para melhorar o seu desejo sexual, construir músculos, combater os efeitos do envelhecimento e melhorar algumas outras condições de saúde.

A ocitocina é conhecida por ter efeitos sedativos, oferecendo benéficos para seu sono, de acordo com o relatório. Sexo oral também produz endorfina, que também é benéfico para aqueles que sofrem de insônia ou noites agitadas e pode até aliviar dores de cabeça da enxaqueca, o estudo sugere.

Somado a isso, existe uma estátistica de que 25% dos homens vai ou já sofreu de ejaculação precoce em algum momento de suas vidas. Por isso, psicólogos e terapeutas sexuais recomendam este método alternativo para prolongar a experiência para ambos os parceiros.

Pastor dorme em barraca para demonstrar apoio a pessoas LGBTQs.




O reverendo Michael Tupper, da Igreja Metodista Unida de Michigan, tem feito um trabalho importante de protesto e visibilidade para a comunidade LGBTQ nos Estados Unidos. Dormindo em uma barraca desde o dia 30 de novembro do ano passado, o religioso pretende manter o gesto até completar 175 noites consecutivas. A ação é uma metáfora para mostrar aos superiores da igreja que eles estão afastando e deixando pessoas da comunidade no relento.
 
O ritual começa às 21h30, quando Tupper sai de casa e se recolhe para a tenda, em frente ao seu lar. Fica lá até cerca das 6h da manhã. Mas a barraca não fica apenas ali não, o pastor contou ao Kalamazoo Gazette que já acampou em frente aos locais das conferências da Igreja Metodista, e pretende, ainda, acampar em frente aos escritórios de Ohio, Columbus e Des Moines. Além, é claro, da Conferência Geral que vai acontecer em Portland.
 
“Meu principal objetivo é conscientizar sobre os problemas de discriminação e inspirar as pessoas a buscarem mudanças que permitam os LGBTs de se casarem em nossas igrejas e servirem como líderes religiosos”, revelou Tupper. Ele já sofreu diversas advertências disciplinares por apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tendo realizado o da sua filha e o de um pastor gay.

Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...