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MINHA VIDA GAY

Vocalista da banda Union J, do X Factor UK, sai do armário mas sem assumir rótulos.




George Shelley, 22, fez bastante sucesso quando participou da 9ª temporada do X Factor UK. Integrante da banda Union J, que foi até a semifinal do programa, o boymagia enfrentava rumores constantes e duvidosos sobre a sua sexualidade, mas nunca havia se pronunciado sobre o assunto. Seguindo o exemplo de outro membro do grupo, Jaymi Hansley, que é noivo de Olly Marmon, Shelley gravou um vídeo falando sobre a sua sexualidade e postou no seu canal do Youtube. Ele deu uma aula de sabedoria para todos os fãs. Confira o vídeo e a tradução do desabafo:
 
“Olá, há algo sobre o que eu preciso falar com vocês. Então, eu vou fazer um vídeo curto apenas para compartilhar com vocês. Eu estou em uma jornada pessoal e gostaria que vocês pudessem fazer parte dessa jornada comigo, por isso, comecei 2016 refletindo sobre isso. Eu tive muito tempo para pensar o que é o mais importante para mim. E o que é importante é que eu possa ser quem eu sou. Então, acho que eu não esconder nada.
 
Está rolando muita especulação online sobre eu ser hetero, gay ou bissexual e queria dizer que tudo isso não passa de rótulos antiquados, e por isso não vou colocar um rótulo em mim. Eu tive namoradas, que eu amei, e essa foi uma experiência única na minha vida, mas eu também tive namorados. E eu queria que vocês soubessem que se eu decidir que terei uma mulher ao meu lado ou um homem é porque eu realmente os amo. E eu não quero que isso seja um grande acontecimento.
 
O que acontece é que eu não quero ter medo mais, quero ser quem eu sou e não quero ter que me preocupar com o que vão falar de mim ou o rótulo que vão me dar. Eu continuo sendo a mesma pessoa”.

Um grande desabafo, não?



Monge budista abandona templo e se transforma em modelo famosa na Tailândia.


Mimi Tao começou a questionar sua identidade real quando estudava para ser monge


Apesar da juventude, Mimi Tao, de 22 anos, já percorreu um caminho de grandes transformações na vida.

Quando nasceu, homem, recebeu o nome de Phajaranat Nobantao.

"Meus pais enfrentaram muitas dificuldades econômicas e me enviaram a um templo budista. Ali passei por período de treinamento, em que os mestres queriam saber se tínhamos paciência suficiente, vontade de aprender e desejo de seguir os ensinamentos de Buda", disse a modelo.

Mimi foi ordenado monge aos 12 anos e viveu por seis anos no tempo com outros 200 jovens. Foi nesse período que começou a explorar sua verdadeira identidade.

"O tempo era um lugar com muita paz. Tinha muito tempo para contemplação se vivesse de forma autêntica."

Mudança gradual

Segundo Mimi, o desejo de ser mulher se tornou cada vez mais forte. "Chegou uma hora em que não podia mais esconder meus sentimentos. Pensava que se fosse realmente um homem por dentro eu deveria estar em paz com isso."

"Tinha sentimentos femininos, mas não quis dizer nada porque sabia que a sociedade tailandesa não aceitava abertamente o terceiro sexo, sobretudo no caso de um monge."



Trancada no quarto e de forma escondida, a jovem começou a se maquiar, e passou a tomar anticoncepcionais.

"As pílulas me faziam sentir feminina. Minha pele ficou mais suave e os seios começaram a crescer. Comecei a disfarçar as mudanças, mas uma vez minha mãe veio me visitar, percebeu e ficou furiosa."

"Apenas disse a ela: 'Mãe, sou eu, você tem que me aceitar como sou. Sou uma pessoa boa e um dia você terá orgulho de mim.'"

Começo da carreira

Mimi passou mais um ano no templo para terminar sua educação, mas decidiu procurar emprego quando sua família passou a enfrentar dificuldades financeiras ainda maiores.

Após trabalhar em um espetáculo de cabaré por um tempo, ela decidiu se tornar modelo. "É um trabalho bem visto na sociedade tailandesa e eu esperava ser aceita."

Depois de meses de tentativas frustradas, Mimi conseguiu se aconselhar com uma modelo profissional em seu país.

"Ela me disse que deveria trabalhar o dobro do que outras jovens porque no começo não me aceitariam como mulher."

Ela enviou fotos a agências em Milão, Paris, Londres e Nova York. Algumas se interessaram em conhecê-la, mas Mimi não tinha dinheiro para as passagens.

"Falei a mim mesma: preciso ir a algum lugar em que possa crescer. Sou uma boa semente, e uma boa semente não crescerá se for plantada em pedra. Precisa de terra boa."

Mimi se mudou para Cingapura, onde fez várias campanhas publicitárias para marcas de roupa íntima, e logo voltou para a Tailândia, onde hoje é uma das modelos mais conhecidas.

Mimi Tao compartilhou a história de sua transformação em imagens no Instagram.

Discriminação

A popularidade, contudo, nem sempre impede o rechaço de setores da sociedade.

"Quero pensar que ajudei a mudar a forma como os transexuais são vistos no meu país. Mas ainda há ocasiões em que sinto discriminação em minha comunidade", diz Mimi, citando a vez em que foi expulsa de uma entrega de prêmios.

Mimi Tao: "Se sua mente está em paz e é uma pessoa boa, já é um monge."
"Se isso ocorre apesar da minha fama, nem imagino as situações difíceis que outros devem enfrentar."

A modelo, contudo, conseguiu a aprovação de uma das pessoas mais importantes em sua vida.

"Minha mãe disse estar orgulhosa de mim. Quando saímos juntas, ela me apresenta dizendo 'esta é minha filha, é modelo e famosa'."

"Ser aceita pela minha família me dá muita força. Se somos aceitas por nossas famílias, a sociedade, o país e o mundo nos aceitarão."

Passos de Buda

A jovem diz esperar que um dia, após conseguir pagar as dívidas de sua família, tenha uma vida "mais simples" em um sítio.

Por ora ela continua a carreira de modelo e diz levar consigo muitos ensinamentos do templo, como a importância de lembrar que sempre recebemos o que damos.

Ela descarta, contudo, retomar a vida monástica. "Não acho que isso seja preciso para seguir os passos de Buda. Se sua mente está em paz e é uma pessoa boa, já é um monge."


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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