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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Itália discute legalização do casamento gay e Igreja retira apoio aos conservadores.



A Itália é o único país da Europa Ocidental que ainda não conta com uma legislação específica que autoriza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. O projeto de lei está em pauta na nação há algum tempo, com plebiscitos, e grupos organizados indo às ruas protestar tanto contra, quanto a favor do projeto de lei. Vale lembrar que Roma é a sede principal da Igreja Católica no mundo e, também, um centro de conservadorismo dentro do país, o que dificulta muito o avanço nas discussões. Entretanto, uma declaração recente do Papa Francisco pode retirar o apoio da igreja aos grupos contrários.
 
Após reiterar que não apoia o casamento homossexual, no Sínodo da Família em outubro do ano passado, o Papa Francisco pontuou também que é dever da Igreja ser um espaço de misericórdia e acolhimento, longe de uma instituição que faz julgamentos e aponta o dedo. Por esse motivo, ele afirmou que é dever dos membros da Igreja trabalharem em prol desta. O Papa Francisco pediu para que os bispos parem de interferir nos assuntos legislativos e cuidem dos trabalhos pastorais. Com essa declaração, a representação máxima da Igreja Católica na Itália e no Mundo estaria retirando as influências da religião na discussão sobre a aprovação das leis igualitárias.
 
O projeto
O projeto 2081, de autoria da Senadora Monica Cirinnà, busca instaurar uma forma de união registrada em cartório, para tanto é preciso se comprometer a levar uma vida fiel e  de assistência moral e material recíproca. O texto tem mais de 300 emendas e fala, também, sobre a adoção de crianças por casais homossexuais.

Elton John se torna alvo da  extrema-direita da Itália.


Cantor será uma das grandes atrações do Festival Sanremo 2016

Os intolerantes italianos estão criticando a emissora pública do país Rai e o cantor Elton John, que foi convidado para o Festival de Sanremo 2016.

“Elton John não deve falar no palco de casais gays. É um cantor, então que cante, e não faça política”, declarou o líder do partido ultraconservador Liga Norte, Matteo Salvini, segundo a Agência Ansa.

Ele também pediu para o músico, pago com dinheiro dos italianos, não defender a causa homossexual na Rai, que transmite o Festival de Sanremo com exclusividade. “Ele não pode falar de união civil e nem de adoção no palco”, acrescentou.

A polêmica se deu porque o Senado da Itália discute atualmente um projeto de lei proposto pelo governo que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo a prevê a “adoção de enteado”, quando, na ausência de um dos pais biológicos, um cidadão registra o filho do parceiro.

Mas nem todos os líderes conservadores do país saíram ao ataque de Elton John. O prefeito de Verona, Flavio Tosi, dissidente da Liga Norte, pediu o fim de “polêmicas instrumentais” e afirmou que Sanremo não pode ser objeto de “campanha eleitoral”.

“A discussão sobre a união civil é sagrada. Nós estamos do lado da família natural, mas acreditamos que o melhor lugar para manifestar nossa posição é o Parlamento, não o teatro Ariston [sede do festival]“, salientou.

Parlamento português aprova  novamente adoção gay.


Presidente português tem alguns dias para promulgar a lei

O Parlamento português confirmou, na quarta-feira, 10, a aprovação dos textos da adoção de crianças por casais homossexuais e a revogação das alterações à lei do aborto, tornando-o gratuito.

O presidente português Cavaco Silva, que vetou os dois projetos há três semanas, tem até a próxima semana para promulgar os textos.

A deputada socialista Isabel Moreira ironizou que Cavaco Silva, apesar dos seus vetos, “é um presidente quase arco-íris”, porque, “ainda que contrariado”, teve de promulgar ao longo deste 10 anos de mandato vários decretos contra os quais esteve contra: casamento entre pessoas do mesmo sexo e a mudança de sexo no Registo Civil”.

Pedro Delgado Alves considerou que “os portugueses vão poder perceber quem vai confirmar e quem não vai confirmar este veto”, admitindo que “não fica tudo feito”. “Permanecem outras discriminações e muito outro trabalho precisa de ser feito”, disse o deputado do PS.

Taxista preconceituoso do Rio de Janeiro é excluído de aplicativo 99Taxis.




Era terça-feira de carnaval, 2h da manhã, e Rogério (nome fictício), 34, pedia um táxi por um app próximo à Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, logo após sair da folia no Bloco Bunytos de Corpo. Acompanhado de um homem, ambos pegaram o táxi, só não sabiam que aquela corrida seria desagradável para os dois. Vítimas de homofobia, denunciaram o taxista no programa Rio Sem Homofobia e no aplicativo 99Táxis, de onde haviam feito o pedido. Em decisão modelo e rápida, a equipe do app excluiu o taxista da lista de prestadores de serviço.
 
O passageiro conta que seu acompanhante estava com muito sono, então decidiu dormir no percurso e encostar no seu ombro. Ao abraçá-lo, Rogério percebeu que o taxista parou o carro, virou para trás e disse: “Eu não concordo com esse tipo de perversão no meu carro. Eu gostaria que vocês se retirassem”. Depois de argumentar e não obter respostas positivas, os dois homens desceram do veículo e solicitaram outro pelo mesmo app, onde não tiveram nenhum problema.
 
O empresário de 34 anos decidiu fazer as denúncias por acreditar que a impunidade não deve ser regra no país. “Não queria que o taxista ficasse impune. A certeza da impunidade no país está tão grande que as pessoas estão cheias de si. Por mais que a gente tente preservar a nossa imagem, a gente tem que fazer algum barulho, a gente não pode se omitir”, revela.
 
Em nota de retratação, a empresa 99Táxis afirmou repudiar qualquer forma de preconceito e ser a favor do respeito e do carinho ao próximo. O taxista não faz mais parte dos prestadores de serviço do aplicativo.

Em Goiânia, casal foi hostilizado e ameaçado com faca por garçons em bar.


Casal diz que foi hostilizado em bar


Cliente afirma que beijo e carinho no parceiro foram 'comuns'.

Um casal alega que foi hostilizado por garçons do bar Carne de Sol 1008, em Goiânia, enquanto almoçava no local nesta segunda-feira (8). O advogado Leo Wohlgemuth Lôbo, de 30 anos, diz que ele e o namorado, o produtor cultural João Lucas Ribeiro, de 32, foram repreendidos por se beijarem e protagonizar cenas de carinho em público. O dono do estabelecimento rebate a denúncia e diz que o casal promoveu "cenas obscenas".

Leo explica que já havia ido ao restaurante outras vezes, mas nunca passou pelo mesmo problema. Ele afirma que não havia motivo para a situação. "Fomos lá almoçar e tomar cerveja. Estava pegando na mão e nos beijando na boca, um carinho comum, como qualquer casal. Aí veio um funcionário e pediu para parar, que era inapropriado porque no local havia crianças", disse.

O advogado conta que, naquele momento, decidiu ir embora. Antes, no entanto, pediram mais uma cerveja e a conta. Porém, ele alega que ficaram 40 minutos esperando e não receberam nem o pedido nem a comanda e resolveram deixar o local.

"Pensei: 'já que não querem receber, vamos embora'. Mas aí uns 15 garçons saíram logo atrás e nos acompanharam e nos hostilizando até o carro pedindo que pagássemos a conta", afirma.

Para sair da confusão, ele diz que deu R$ 100 a um dos garçons. Antes de entrar no carro, porém, um homem, que Leo alega não conhecer, o ameaçou com uma faca no pescoço.

Avaliações no Facebook
Após o ocorrido, centenas de pessoas avaliaram o estabelecimento com uma estrela na página no Facebook. "Dono, gerente e garços homofóbicos que hostilizam as pessoas que trocam beijos e carinhos", comentou Markos Oliveira.

Dono rebate
Um dos proprietários do bar, José Teodoro Neto, afirmou que não houve hostilidade e que o casal acabou se excedendo. Ele salienta ainda que o a casa proíbe cenas amorosas, independente do sexo de quem pratica.

"Troca de carinhos entre héteros ou homossexuais, sim. Mas nada de cenas obscenas, que era o que estava acontecendo. Do mesmo jeito que no cardápio está escrito 'proibido a venda de bebidas alcoólicas para 18 anos', está proibido cenas amorosa, tanto para homem com homem, mulher com mulher ou casal de homem e mulher", diz.

Carne de Sol 1008: OAB-GO divulga nota de repúdio à  discriminação de casal gay em bar.


Estabelecimento nega a homofobia


A Comissão de Diversidade Sexual (CDS) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Goiás (OAB-GO), divulgou, na quarta-feira, 10, uma nota oficial em repúdio à imposição de limites à expressão de afeto entre casais em bares e restaurantes em Goiânia, com a preocupação de que tal medida afete de modo discriminatório casais homossexuais.

Ainda na publicação, a presidente da CDS, Eliane Ferreira Pedroza de Araújo Rocha reiterou o repúdio da comissão a quaisquer atitudes que configurem homofobia. “A construção de uma sociedade igualitária, livre de qualquer forma de discriminação, é um exercício de cidadania que será perseguido com afinco e celeridade pela CDS/OAB-GO”, afirma.

A nota foi emitida após um casal gay alegar ter sofrido homofobia no bar Carne de Sol 1008, em Goiânia. No domingo, o advogado Leo Wohlgemuth Lôbo e o produtor cultural João Lucas Ribeiro foram convidados a se retirarem do estabelecimento por estarem “trocando carícias”.

Por outro lado, o proprietário do Carne de Sol 1008, Cleiton José Gonçalves, nega a versão deles e diz que eles estavam fazendo mais do que trocando carícias.

Ao Jornal Opção, a comissão disse ao fazer nenhum “juízo de valor”, porém “reitera seu firme repúdio a quaisquer condutas que configurem homofobia ou que incitem a discriminação de pessoas em razão da sua orientação sexual”.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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