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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Após caos, Senado da Itália adia votação sobre união civil gay.


Primeiro-ministro Matteo Renzi


A pedido do partido do governo, pleito ficará para dia 24. O atraso coloca ainda mais pressão sobre o governo, já que havia uma promessa de que as uniões civis começassem a ser registradas ainda em 2016

Após uma tensa tentativa de votação na noite desta terça-feira (16), o Senado italiano decidiu adiar até o dia 24 o pleito para aprovar ou não o projeto de lei sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

O debate deveria ser retomado hoje (17), mas a pedido do partido do governo, o Partido Democrático (PD), os senadores voltarão a se reunir daqui a uma semana. A reviravolta ocorreu porque a sigla de oposição Movimento Cinco Estrelas (M5S) – que era favorável ao projeto assim como o governo – deixou transparecer que poderia votar contra o “canguru” proposto pelo senador Andrea Marcucci – e em questões fechadas, como a “stepchild adoption”.

O “canguru” é uma manobra utilizada em votações de grandes temas para eliminar, de uma só vez, uma grande quantidade de emendas ao projeto de lei. Na Itália, é comum parlamentares que se opõem ao algum texto propor centenas – ou até milhares – de emendas apenas para retardar a votação.

Neste caso, o dispositivo apresentado por Marcucci visava excluir cerca de 780 emendas propostas pela oposição e dar andamento ao pleito da nova lei. Para se ter uma ideia, antes de ser apreciada pela Casa, a medida já tinha mais de seis mil emendas sugeridas.

Já a mudança de postura sobre a “stepchild adoption” – que permite a adoção de crianças por casais do mesmo sexo desde que um dos genitores seja o pai ou mãe biológico da criança – foi surpreendente e considerada um “erro” e “traição” por membros do PD.

O líder dos senadores do governo, Luigi Zanda, afirmou que a pausa é necessária para reorganizar a maioria para a votação.

“Ontem, nós registramos um fato político novo em que um grupo que parecia favorável ao projeto, quis repensar. Agora, é preciso um trabalho de reflexão para realinhar a questão política”, destacou Zanda. Ele ainda informou que os líderes da legenda farão uma reunião de emergência nesta quarta.

O plano, chamado de “Lei Cirinnà”, foi apresentado pela senadora do PD Monica Cirinnà. A madrinha do projeto se revelou bastante frustrada com a postura do M5S nesta terça e afirmou que assumia a responsabilidade pelo “erro” de estratégia.

“Eu confiei no Movimento Cinco Estrelas e pagarei por esse erro.  Assumo a responsabilidade deste erro e a minha carreira política terá essa marca.”, falou a amargurada senadora.

Apesar de surpreendente, especialmente na questão da adoção, a postura do M5S dava sinais de que poderia seguir para esse caminho. No dia 7 de fevereiro, o líder da sigla, Beppe Grillo, resolveu dar “liberdade de consciência” para seus representantes. Ou seja, eles não precisariam mais votar de acordo com as diretrizes do partido. Os votos do M5S são fundamentais para os senadores do premier Matteo Renzi já que parte da base aliada do governo é contra a medida.

A questão foge dos laços apenas políticos por grande parte dos senadores se dizer profundamente católica. Para eles, a aprovação da “Cirinnà” poderia por fim ao modelo de “família tradicional”.

O projeto começou a ser votado no dia 10 de fevereiro e tinha conquistado uma vitória naquele dia. Uma das emendas pedia que a lei fosse encaminhada para uma comissão especial, que analisaria – e atrasaria – a votação final do projeto. Naquele dia, PD e M5S votaram unidos e impediram essa manobra.

A “Cirinnà” prevê, em seu texto uma equiparação entre as uniões civis de casais homo e heterossexuais, com direitos e deveres iguais para ambos os casos. Porém, além da “stepchild adoption”, os casais gays não poderiam adotar crianças de outras pessoas.

Papa se recusa a comentar  união civil gay na Itália.


Antes de se tornar papa, no entanto, Francisco foi contra casamento gay na Argentina


O papa Francisco se recusou a dar sua opinião a respeito do projeto de lei que regulariza a união civil entre pessoas do mesmo sexo que está sendo analisado no Senado italiano.

Na quinta-feira, 18, Francisco disse que um pontífice “não se intromete” na política do país europeu.

“Na primeira reunião que eu tive com os bispos, em maio de 2013, uma das coisas que eu lhes disse foi: com o governo, se arranjem vocês”, contou Jorge Bergoglio, durante entrevista coletiva no voo que o levou de volta a Roma, após cinco dias de visita ao México.

De acordo com a Agência Ansa, para Francisco, um Papa não pode se meter na política interna de um país. “Esse não é o papel do pontífice. E aquilo que eu penso é aquilo que pensa a Igreja e muitos já disseram, porque este [a Itália] não é o primeiro país que faz essa experiência”, acrescentou.

Entretanto, quando ainda era apenas arcebispo de Buenos Aires, em 2010, Francisco se posicionou contra o projeto de lei que legalizou o casamento gay na Argentina, dizendo que era uma “pretensão destrutiva contra o plano de Deus”.

Adolescente refugiado que matou gay na Suécia é condenado.


Assassinato em Gotemburgo foi descoberto e culpado, punido


Um adolescente refugiado que matou brutalmente um homem gay na Suécia foi condenado, na quarta-feira, 17, a quatro anos num centro de detenção infantil.

O refugiado, de 16 anos, originário do Marrocos, também foi condenado a pagar uma multa e será deportado para seu país após cumprir a pena.

Em junho de 2015, o adolescente e outro homem, de 19 anos, também do Marrocos, seguiram a vítima até seu apartamento em um bairro da cidade sueca de Gotemburgo, após a vítima lhes oferecer roupas e comida.

No apartamento, a dupla espancou a vítima até a morte, vestiu-a com roupas femininas e envolveu-a numa cobra morta. O adolescente mais jovem, cujo sangue foi encontrado na cobra, disse ao tribunal que ele agiu em legítima defesa quando o homem tentou estuprá-lo.

“Tenho muito medo de cobras, como eu poderia tê-la colocado lá?”, perguntou ele durante o interrogatório policial. Mas um vídeo foi encontrado em seu celular mostrando o homem golpeado e obrigado a deitar no chão de seu apartamento enquanto insultos anti-gays podiam ser ouvido ao fundo.

Brasileiros gays são agredidos na Recoleta, em Buenos Aires.




Área nobre da capital argentina, a Recoleta é conhecida também como um dos principais redutos gays de Buenos Aires. Entretanto, para os jovens Gabriel Chiappini, produtor cultural e bar man carioca, de 25 anos, que mora há seis meses na capital portenha e Arthur Almeida, mineiro, 25 anos, estudante de Medicina, a região pareceu não ser muito acolhedora. No final do mês de janeiro, os dois brasileiros foram agredidos física e verbalmente por dois homens no bairro, vítimas de homofobia.

Tudo aconteceu quando os dois amigos estavam abraçados em uma praça e os homens se aproximaram proferindo os insultos: “Vou ensinar que na Argentina não se admitem viados e pouca vergonha”, disseram. Logo depois, desferiram uma série de socos, chutes e pancadas com capacete. Os jovens sofreram várias escoriações no corpo todo e Chiappini precisou levar 4 pontos na boca.
 
Ambos foram atendidos no hospital e logo depois se encaminharam para a delegacia mais próxima, onde fizeram a ocorrência. Diferente do Brasil, a polícia de lá foi bastante solícita e chegou a ir duas vezes na casa dos rapazes para dar informações sobre o andamento do inquérito, que chegou a buscar imagens em câmeras de edifícios próximos.

Em sua página do Facebook, o produtor cultural fala sobre o ódio dos agressores e incessante busca por um mondo sem intolerância: “Eles gozavam de ódio. Nós sangrávamos, Mas havia, e há, muito amor do lado de cá. A tristeza vem sem dúvida. Mas a esperança de um mundo tolerante e mais amoroso é maior, muito maior”.

'A Garota Dinamarquesa': Defensoria do Pará quer explicação  pela não exibição de filme.


Longa estreou em diversas capitais brasileiras no dia 11/02 (Postado aqui no nosso blog)


O Núcleo do Consumidor (Nucon) da Defensoria Pública do Estado do Pará solicitou, na segunda-feira, 22, explicações às redes de cinema Moviecom, Cinepólis e Líbero Luxardo sobre por quais motivos o filme “A Garota Dinamarquesa” ainda não foi exibido nas salas da rede.

Segundo a defensoria, o núcleo foi acionado por consumidores depois que circularam informações nas redes sociais de que o filme não entraria em cartaz em Belém.

O longa-metragem narra a história da primeira transexual a se submeter à cirurgia de redesignação sexual e estreou no circuito comercial brasileiro em 11 de fevereiro.

“A questão é que em Belém não está acontecendo nenhuma sessão, sem qualquer justificativa plausível”, explicou a defensora Rossana Parente.

O documento foi encaminhado às redes de cinema “considerando a demanda apresentada” e requerendo “acerca das razões da não exibição do filme em questão, bem como se existe previsão de exibição do filme em nossa cidade”.

De acordo com o pedido da defensoria, os cinemas têm o prazo de cinco dias úteis, a partir do recebimento do expediente, para responder as indagações feitas pelo Nucon. “As providências que serão tomadas dependerão das explicações fornecidas pelas administrações das salas”, disse Rossana Parente.

Atraso: Livros didáticos que tratam de união  gay causam polêmica no Tocantins.


MEC diz que uso dos livros é facultativo


Alguns livros didáticos disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) têm causado polêmica em Araguaína, norte do Tocantins. As obras incentivam o uso da camisinha, abordam a ideologia de gênero e fazem menção ao casamento gay.

Segundo o G1, por causa do conteúdo, vereadores e comunidade se reuniram na Câmara Municipal, no início de fevereiro, para debater o assunto e tentar impedir a circulação dos livros na cidade.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) disse que não impõe o uso dos livros e que quem escolhe é a escola. Segundo a Secretaria de Educação de Araguaína, o uso dos livros ainda não foi aprovado. Mas a comunidade alega que os exemplares teriam chegado a algumas escolas da cidade. Eles são destinados aos alunos do ensino fundamental e médio.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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