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MINHA VIDA GAY

Com declaração de amor, casal gay emociona jurados em reality na Itália.


O casal Roberto, de 22 anos, e Umberto, 23, que está junto há dois anos.


Participantes conquistaram aprovação de júri e plateia no programa.

O reality Italia's Got Talent foi palco de uma bela cena de arte e amor ao mesmo tempo.

O casal Roberto, de 22 anos, e Umberto, 23, que está junto há dois anos, resolveu contar ao mundo e a seus pais o seu amor por meio da dança. Apenas suas mães sabiam do relacionamento.

"Esta noite queremos fazer algo que sonhamos há muito tempo", disseram. Com movimentos sutis, coreografos e repletos de sentimento, os gatos conquistaram sim dos quatro jurados e os deixaram emocionados, além de serem aplaudidos de pé pelo público.



Escola municipal de SP adota “Dia da Família” e aviso aos pais viraliza na rede.




O ambiente escolar é, pra muitas pessoas, um dos lugares mais inóspitos durante a infância. No caso de gays e transexuais, a sala de aula se transforma em um local de tortura homofóbica, prejudicando o aprendizado e provocando traumas para o resto da vida dessas pessoas. Isso se deve aos padrões conservadores que repetimos diariamente, além da falta de preparo do corpo docente.

Como você já viu aqui no Superpride, a homofobia é um dos principais preconceitos disseminados nas escolas. Pelo menos foi o que revelou um recente levantamento que mostrou, entre outras coisas, que quase 20% dos alunos de escola pública não gostariam de ter um colega de classe travesti, homossexual, transexual ou transgênero.

Obviamente, o número assusta, mas também precisamos olhar pelo o outro lado: 80% dos alunos não teriam problemas com isso. O fato é que esse número é endossado por iniciativas de instituições de ensino privadas e públicas, como o EMEI Desembargador Dalmo do Valle Nogueira, que fica no bairro da Vila Sônia, em São Paulo.

Em sua página oficial no Facebook, a direção da escola municipal questionou a celebração de algumas datas comemorativas e o prejuízo que isso pode causar nas crianças. Em outras palavras, eles mandaram um recado poderoso aos pais: a necessidade de criar uma escola mais tolerante e inclusiva.

Confira a publicação abaixo:

``Prezadas famílias,

Em mais um ano de bastante discussão, a escola resolveu não realizar eventos nas tradicionais “datas comemorativas” (páscoa, dia das mães, dia dos pais, natal, etc). Achamos importante dividir com vocês algumas razões:

1) As datas comemorativas foram tomadas por um aspecto muito comercial (compras, presentes, consumo) e reforçar essa ideia (do carinho estar necessariamente ligado ao presente) não faz parte dos nossos objetivos;

2) Dia das mães e dia dos pais desconsideram a diversidade das famílias existentes. Tem família que não tem mãe presente, família que não tem pai, famílias dos mais variados tipos. Por que dar tanto valor para o dia das mães e dos pais sabendo que não corresponde à realidade de todas nossas crianças? Não seria muito melhor fazer “dia da família”? Achamos que sim!

3) A escola pública é laica e não professa nenhum credo, respeitando a pluralidade de religiões de nosso povo. Portanto, datas comemorativas cristãs não serão tema do nosso dia a dia por também considerarmos que a religião é da intimidade de cada família e deve ser tratada em casa.

4) Algumas festas insistem em colocar as crianças em “apresentações” que acabam se tornando uma tortura para professoras e crianças: ensaios, vergonha de participar e se apresentar, tristeza pela ausência de um familiar na apresentação, choro… Podemos brincar muito de cantar e dançar na escola sem ter que passar por momentos como esse. A intenção da apresentação tem q surgir da própria criança, e não somente responder a um desejo do adulto.

A nossa escola é espaço de cultura brasileira e trabalharemos para ampliar o repertório de todas as crianças, sem discriminação e exclusões. Todas as famílias são bem vindas nos eventos abertos e também para conhecer o nosso trabalho, que busca trazer novidades e conhecimentos, sempre respeitando as crianças pequenas e seu modo vivo e alegre de ser.

Atenciosamente,
Emei Des. Dalmo do Valle Nogueira

32% dos homossexuais brasileiros sofrem preconceito na escola, diz estudo.




Segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, 32% dos homossexuais entrevistados afirmaram sofrer preconceito dentro das salas de aula. O levantamento mostrou ainda que os educadores não sabem reagir apropriadamente diante das agressões, que podem ser físicas ou verbais, no ambiente escolar.

Os dados, de acordo com os pesquisadores, convergem com aqueles apresentados em pesquisa do Ministério da Educação que ouviu 8.283 estudantes na faixa etária de 15 a 29 anos, no ano letivo de 2013, em todo o país, e constatou que 20% dos alunos não quer colega de classe homossexual ou transexual.

A professora do Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE) da Ufscar, que é uma das autoras do estudo, Viviane Melo de Mendonça, afirma que o entendimento desse cenário e a busca por estratégias capazes de revertê-lo não são questões do movimento LGBT, mas sim uma questão da educação que deve ser defendida e compreendida por todos os educadores.

“A educação para a diversidade não é uma doutrinação capaz de converter as pessoas à homossexualidade, como se isso fosse possível. O objetivo é criarmos condições dentro das escolas para que professores e alunos possam aprender e ensinar o convívio com as diferenças que naturalmente existem entre todos”, disse a pesquisadora.

Segundo ela, este e outros estudos de gênero e sexualidade “contribuem para levantar questões e pensar em ações na escola em uma perspectiva da educação para diversidade e, desse modo, para uma educação que combata a discriminação e preconceitos, as violências de gênero, violência contra mulher e a violência homo, lesbo e transfóbica”. Para a pesquisadora, a escola tem que ser um espaço aberto à reflexão e de acolhimento aos alunos em sua individualidade e liberdade de expressão.

Para a promoção da diversidade e dos direitos humanos nas escolas, de acordo com a pesquisadora, é necessária a formação de educadores para a questão. “É necessário que a formação de professoras e professores tenham um debate mais aprofundado sobre as questões de gênero e sexualidade, com disciplinas obrigatórias que tratem do tema. É fundamental também que se desconstruam as resistências para se falar da diversidade sexual e das diferenças, bem como das desigualdades persistentes e estruturais em nossa sociedade que são, sim, produtoras das violências”, disse.

Plano Municipal de Educação
O tema da educação para a diversidade foi bastante debatido no ano passado durante a formulação dos Planos Municipais de Educação (PME), projeto que tem o objetivo de nortear o planejamento da educação para a cidade nos próximos 10 anos.

Na capital paulista, após muitas discussões e protestos favoráveis e contrários, o projeto de lei que trata do PME foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo, em agosto de 2015, mas o texto não incluiu questões de gênero e sexualidade.

Na época, o vereador Ricardo Nunes se referiu ao assunto como “ideologia de gênero” e justificou a retirada do tema do PME com referências a Deus e à religiosidade. Ele acredita que a educação relacionada à sexualidade cabe à família.

Já a vereadora Juliana Cardoso ressaltou os diferentes modelos de família que existem hoje. Algumas têm mulheres como chefes de família, pais homossexuais ou heterossexuais, somente pai ou somente a mãe, avós como referência materna e paterna, entre outros casos. “Essas famílias precisam ser visibilizadas na escola, porque refletem a realidade brasileira”, disse na ocasião.

Ela elencou ainda algumas mentiras, que estariam sendo disseminadas sobre a inclusão de gênero no PME, e disse que a exclusão de banheiros separados, os professores ensinando os alunos a serem transexuais e a destruição da família não correspondem à realidade: “queremos discutir gênero nas escolas para garantir respeito à diversidade.”

A pesquisa da Ufscar apontou ainda que os ambientes familiar e religioso também são locais predominantemente de discriminação devido à orientação sexual. Com isso, os pesquisadores acreditam que a análise das questões familiares e religiosas como causadoras da violência homofóbica deve estar na agenda de proposições e ações para que haja superação desses problemas no cotidiano escolar.

“Apenas aceitando o desafio de um debate mais aprofundado sobre as questões de gênero e diversidade sexual é que se torna possível superar as dificuldades de se implantar uma perspectiva de gênero nas escolas e, assim, trazer para a cena a família e a comunidade de seu entorno”, disse Mendonça.
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Postado por Andy | (2) Comente aqui!

2 comentários:

  1. A escola pública, que não visa lucro, com profissioanais concursados e efetivos, é uma instituição que tem tudo para tomar iniciativas progressistas como esta da EMEI, pois suas atitudes não estão atreladas a dinheiro ou perda de emprego sem justa causa. Sem clientelismo ou medo de perder clientes preconceituosos, há liberdade para iniciar a revolução do bem, através da educação. Nada contra o lucro no setor privado, mas isso o impede de ser esse detonador de evolução.

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  2. A iniciativa desta escola e´ um exemplo a ser seguido pelos demais. O respeito a diversidade esta condizente pela nota emitida. Em tempos atrás, a religião era obrigatório, depois passou a ser optativa devido a variada religião professadas pelas famílias dos alunos e acabou por não entrar no currículo escolar. Hoje, as familias também são diversificadas, onde alguns membros do governo ditas cristas, nao compreendem essa diversidade que NAO são compostas de apenas pai e mae.
    Apesar da contrariedade destes membros, a razão e o bom senso do povo, prevalecera sempre.

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