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MINHA VIDA GAY

'Sempre me senti confortável com o que sou', diz Marco Nanini sobre sexualidade.


Acostumado a se transformar pela arte, Marco Nanini destaca ser um homem comum


Ator, o Pancrácio de ‘Êta mundo bom!’, também explica por que desistiu de ser pai em entrevista.

Desde 2011, quando saiu publicamente do armário, Marco Nanini se tornou uma referência na luta por dignidade, mesmo involuntariamente. Era ele, à época, o patriarca do seriado 'A Grande Família', a mais tradicional da televisão. O assunto, no entanto, é tratado com discrição extremada, deixando claro que, apesar dos inúmeros personagens na vitrine, ele faz questão de preservar certo mistério sobre a vida particular. O retrato do intérprete sobressai.
Marco Nanini, o Pancrácio de “Êta mundo bom!”.

"Esse assunto para mim começou e se encerrou na minha declaração. Nem penso nisso. Quem quiser falar de mim fale. Sempre me senti confortável com o que sou. É o que tenho a dizer, não insista", avisa Nanini durante entrevista ao jornal carioca Extra.

Apesar da forte relação com o universo lúdico da infância, o ator, que está vivendo o professor Pancrácio de “Êta mundo bom!”, também comentou não ter vocação para ser pai.

"Já pensei em ter filho, mas desisti. Se a criança tivesse uma dor de barriga, eu não saberia o que fazer. Ficaria desesperado. Ia querer salvá-la, protegê-la. Se quebrasse o dente, ia sofrer mais que ela. Resolvi não ter, mas tenho amigos crianças. Faço almoços, levo no shopping, junto um monte, mas com seus pais, porque cada um que cuide dos seus filhos. Só quero ser avô. Às vezes, deixo elas sozinhas, sumo, fico só observando..." destaca.

Casal gay fazem proposta de casamento um ao outro no topo das arvores.


Beijo na arvore


Sim, você leu certo. O ecologista Kevn McClean convidou seu namorado, Dan Aeschliman, para acompanhá-lo em um arvorismo ocasional no Panamá. Além da exploração vertical, McClean planejava propor enquanto os dois homens estavam no topo da árvore, escondendo câmeras em alguns ramos para capturar o momento.

Para surpresa de Mclean, no entanto, Aeschliman estava tramando exatamente a mesma coisa. Mas, o que é melhor do que uma proposta entre as folhas? Duas propostas!

Reverendo da zona sul de São Paulo abençoa união entre casais do mesmo sexo.


O reverendo Aldo Quintão, que abençoa união entre pessoas do mesmo sexo


Aldo Quintão, da Igreja Anglicana de Santo Amaro, celebrou mais de 300 uniões no ano passado, 5 das quais de casais do mesmo sexo.

Qual é a diferença entre a união de um casal do mesmo sexo e um casamento entre pessoas de sexo opostos? Na Igreja Anglicana de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, é a mudança de uma frase e de um verbo. "Em nome de Deus eu te recebo", proferida nos 300 casamentos realizados pelo reverendo Aldo Quintão, em 2015, virou "Em nome do amor que eu sinto por você eu te recebo" nas cinco celebrações entre pessoas do mesmo sexo feitas no ano passado.

Em entrevista a Folha de S.Paulo, Quintão prefere dizer que abençoa as uniões entre pessoas do mesmo sexo, em vez de afirmar que casa dentro da sua igreja frequentadores LGBT.

Além de fiéis lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, ele une e abençoa outras combinações recusadas por algumas igrejas: já casou judeu com cristão, divorciado com solteira e muçulmano com cristão. Quando um casal de fés distintas o procura, ele tem uma resposta pronta: "É claro que caso! Você já é de Deus, e eu não sou dono de Deus".


Falando em casamento gay.


IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


Por: MVG

“Casamento gay” foi o tema do primeiro post aqui no MVG. Porém, tive a oportunidade e ir em uma primeira celebração desse tipo, na real, num sábado. Casaram meus amigos Tiago e Michel, logo após completarem dois anos de namoro.

Se tive alguma influência para que os dois chegassem até esse ritual, posso dizer que foi mínima. Tiago recorreu ao Minha Vida Gay, há três anos atrás, numa época em que estava com metade do corpo dentro do armário. Existia o autopreconceito por ser gay e oriental, o medo de assumir para a família e amigos próximos e um punhado de decepções sobre “homens gays” que abusaram de sua ingenuidade naquele tempo.

Após três ano e uma sequência de experiências, felizes e igualmente decepcionantes, nos reunimos todos os “amigos do MVG” para comemorarmos juntos o feito do casamento: familiares e amigos espalhados pelo salão, altar, fotógrafo, pais, madrinhas, cerimonialista, buffet, bebidas, pista de dança e tudo que configura um casamento nos moldes clássicos.

Uma simbologia importante se estabeleceu, pautado no discurso de maneira sutil (ou nem tanto), da necessidade autoafirmativa de que “ser gay é normal”. Definitivamente, as sensações que reverberaram do casamento do Tiago e do Michel foram de ampla normalidade, daquilo que qualquer pessoa que já foi a um ritual desse tipo compreenderia os significados e as etapas sem surpresas.

Após meses,pude encontrar o meu ex-namorado. Das horas que o grupo – os “amigos do MVG” – passaram juntos, reservamos alguns minutos para nos questionar sobre nossas famílias, assunto que era bastante comum na época do namoro. Quase que em uma obviedade, quem puxou assunto fui eu, pela natural vontade de saber se estava tudo bem e pela vontade de quebrar um certo gelo e desconforto que se estabeleceu entre alguns dos demais amigos que não sabiam direito em como agir em nossa presença (rs). Sei que o meu ex também correspondeu com essas duas intenções, sensível e perceptível aos nossos amigos que se pegavam sem jeito. Quis perguntar para o meu ex como andava seu relacionamento, ciente pelo próprio Tiago que o ex estava “namorandinho”. Mas resolvi não fazer, imaginando que ele não se sentiria confortável em eu entrar em sua intimidade.

O fato de eu “ser aberto” é um das minhas virtudes e defeitos. Defeito, que culminou inclusive no afastamento do meu ex, depois que terminamos e de eu ter exposto demais meus feitos ou desfeitos pós-término. Virtude, em ter tomado a iniciativa de puxar uma singela conversa para quebrar o gelo que, talvez ele o fizesse em algum momento, mas que no registro do encontro foi estabelecido por mim. Sem méritos, sem deméritos, apenas relativizando o “bem ou mal” de ser assim ou assado.

Na roda entre os amigos do MVG, que inclui o Tiago, ficou novamente claro como os caminhos de cada um tomou forma, se consolidou e, possivelmente, não criaram muitas intersecções. Natural. No final, saber que tenho um pouco deles, no sentido de que o meu espírito conversa com cada um, individualmente, fica como um dos legados que é toda essa história de MVG. Autoafirma o que é o próprio MVG.

O que os unia de uma maneira geral era o armário e, enquanto a sombra do mesmo estava próximo, a conexão era legítima. Agora, cada um está (definitivamente) vivendo suas vidas, construindo suas identidades, pautadas fortemente em seus respectivos relacionamentos, idealizações, expectativas e formatos.

Tiago veio me perguntar, ao final, na despedida, o que eu tinha achado. “Simples, leve e gostoso”, foram as minhas sensações. De tudo que foi o casamento, faltou apenas o buquê. E essa falta, talvez, não tenha feito falta nenhuma.
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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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