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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Itália: Senado aprova uniões civis entre casais do mesmo sexo. Adoção fica de fora.




São boas notícias, mas pela metade.  O Senado italiano votou esta quinta-feira favoravelmente a união civil entre casais do mesmo sexo. Em Itália, é este o primeiro reconhecimento legal desde sempre dado a favor dos casais do mesmo sexo. O Senado é uma das duas câmaras de decisão política em Itália. Falta agora a aprovação pela Câmara dos Deputados do Parlamento.

A proposta hoje aprovada distancia-se, contudo, da inicial proposta por Monica Cirinnà, do Partido Democrático (PD). Nas negociações entre os principais partidos políticos, a adopção e a perfilhação de crianças que já se encontrassem em seio familiar foram excluídas. Se a lei final aprovada se mantiver nestes termos continuará, por isso, a permitir a discriminação contra crianças em famílias arco-íris, já que perpetua a incerteza jurídica existente.

Apesar de se distanciar do casamento por pressão dos conservadores e da Igreja Católica, o projecto de lei aprovado contém, no entanto, várias outras disposições encorajadoras, como a igualdade em matéria de impostos, segurança social e heranças.

Ao mesmo tempo da aprovação da união civil para casais do mesmo sexo foi também aprovada a união civil para casais heterossexuais. Para este último tipo de união, apenas, foi introduzida uma cláusula de fidelidade que não agradou a nenhuma das facções.

A campanha que antecedeu esta votação ficou também marcada por um inflamado discurso de ódio quer por parte de políticos, quer online.

Recorde-se que há escassas semanas foram efectuadas manifestações em várias cidades italianas a favor da igualdade para os casais do mesmo sexo e para as suas crianças. Calcula-se que um milhão de italianos tenha saído às ruas.

Itália estava sobre pressão de um acórdão europeu para legislar sobre o reconhecimento legal de casais do mesmo sexo, já que segundo o TEDH o país estava a violar a Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

Jornal australiano pede desculpas quase 40 anos depois por capa homofóbica.




O Editor Chefe do The Sydney Morning Herald, Darren Goodsir, escreveu um pedidos de desculpas oficial à comunidade LGBT por conta de uma capa homofóbica do jornal, 40 anos atrás, sobre a 1ª Parada do Orgulho da cidade australiana, em 1978. Na época, cerca de 500 pessoas saíram às ruas para protestar contra as leis anti gays do país e, mesmo com autorização da prefeitura, os policiais prenderam 53 manifestantes. Há relatos de violência e abuso policial na prisão arbitrária. O jornal divulgou o nome e profissão de todos eles, fazendo com que muitos saíssem do armário publicamente e perdessem seus empregos.
 
Mesmo a homossexualidade sendo descriminalizada em 1984, o jornal só veio a público falar sobre o caso agora, período em que a Austrália comemora o mês do Orgulho LGBT e o seu famoso Mardi Gras. Em nota oficial, Goodsir escreveu: “Em 1978, o jornal reportou nomes, endereços e profissões das pessoas detidas durante os protestos a favor do avanço dos direitos gays. A publicação, naquela época, seguia os costumes e práticas do seu tempo. Nós reconhecemos e pedimos desculpas pela dor e pelo sofrimento causado pela reportagem. Aquilo nunca aconteceria hoje em dia”.
 
Ele ressaltou também que a empresa que detinha os direitos sobre o periódico na época, entrou em contato com todas as pessoas e famílias para fazer um pedido de desculpas formal. Em resposta, muitos dos manifestantes aceitaram as intenções mas ressaltam que nada vai reparar as perdas dos tempos que passaram, comentando inclusive sobre pessoas que se suicidaram depois do incidente. Os sobreviventes ouviram ainda um pedido de desculpas oficial do Parlamento australiano pelo episódio mas ainda esperam um pedido formal de desculpas da polícia de Sidney.

Estudante gay é agredido brutalmente em frente a escola no estado de São Paulo.




Um caso de agressão homofóbica chocou a comunidade escolar de São José dos Campos, em São Paulo. Um aluno de 18 anos foi agredido no portão da escola por quatro adolescentes, todos entre 14 e 16 anos, com pauladas, chutes e socos. Ele conta que já se sentia ameaçado dentro da instituição e que frequentemente era perseguido por um desses jovens, que o xingava por ser homossexual. O estudante precisou ser encaminhado ao UPA e levou 7 pontos na cabeça.

A vítima estava parada na frente da Escola Estadual Lourdes Maria de Camargo, perto das 23h de segunda-feira, 22, na região leste de São José dos Campos. Enquanto conversava com uma amiga, viu quatro jovens se aproximando com pedaços de pau na mão, entre eles, um aluno do colégio que já o tinha ameaçado de morte. "Desde o primeiro dia de aula, eu sabia que ia apanhar. Fui xingado e ofendido. No dia que apanhei, estava com o coração apertado. Quando vi, já levei uma, duas pauladas. Depois, socos, chutes e eu apaguei. E tudo isso por ser homossexual”, conta o jovem que prefere não ser identificado.
 
Ele foi socorrido por moradores do bairro, porque a escola não prestou auxílio, e encaminhado a um UPA próximo. Lá, foi atendido e levou 7 pontos na cabeça, sendo esta e o abdómen as regiões com maiores lesões. Na manhã de terça-feira, o estudante passou por exame de corpo de delito para comprovar os ferimentos. Os jovens já prestaram depoimento, mas, por serem menores de idade, vão responder por ato infracional pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, tendo a internação por três anos como pena máxima. Os pais do menor infrator e o Conselho Tutelar já se reuniram para decidir o futuro do jovem.
 
O jovem agredido revelou ainda que já havia procurado a direção da escola para informar sobre os ataques homofóbicos, mas a única atitude da gestão foi trocá-lo de sala. Segundo a Diretoria, o agressor foi suspenso e um professor mediador foi destacado para acompanhar a situação do jovem agredido. O rapaz afirma que não pretende voltar a estudar naquela escola.

 Piauí: Irmãos são indiciados por  defender morte de gays.




Dois irmãos foram indiciados, na sexta-feira, 26, por suspeitas de defenderem mortes de homossexuais no Piauí.

Segundo o site Cidade Verde, o indiciamento de Dijael Verissimo de Sousa e Lucas Verissimo de Sousa foi confirmado pelo delegado Emir Maia, titular da Delegacia de Direitos Humanos e Repressão as Condutas Discriminatórias.

Em fevereiro de 2014, o grupo Matizes, que defende os direitos LGBT, denunciou a atuação de uma suposta “irmandade homofóbica” em Teresina.

O grupo estaria distribuindo um bilhete escrito à mão que usa o símbolo do nazismo e que pede a morte de homossexuais e estaria “recrutando” seguidores na capital.

De acordo com a reportagem, o bilhete trazia desenho da suástica e a mensagem “Morte aos homossexuais. IMHO Irmandade de Homofóbica”, seguida de um número de telefone celular para que os interessados “filiassem-se”.

O bilhete foi entregue ao delegado que abriu inquérito para investigar o caso. Uma das vítimas foi Marinalva Santana, uma das fundadoras do grupo Matizes.

 Homem oferece curso online para 'cura gay' e entra na mira do MPF.


Homem oferece curso online contra homossexuais


Brasília - Uma propaganda de um curso online tem chocado os internautas nos últimos dias. Com o intensivo denominado de "Homossexualismo (sic): Prevenção, Tratamento e Cura", Claudemiro Soares promete ensinar aos alunos a "cura gay". Na imagem, ele destaca que o conteúdo das aulas é chancelado pelo Ministério Público Federal, mas o órgão negou essa informação e ressaltou ainda, nesta quinta-feira (25), que o caso está sendo investigado pelo Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos do MPF. A entidade destacou que já foram registradas oito denúncias sobre o caso.

Publicado na última terça-feira (23), o anúncio tem provocado grande discussão na Internet. Indignados, vários usuários debocharam da postagem com memes que fazem alusão à comunidade LGBT e com brincadeiras, como a frase "Por gentileza, não exista". Além disso, muitas pessoas enviaram de fotos de beijos entre homens e mulheres. "A cura gay é você tomar vergonha na sua cara", ironizou um internauta. "Aceite os gays", pediu outro. Até as 19h a publicação tinha quatro mil curtidas, 800 compartilhamentos e quase 20 mil comentários.

Na imagem, Claudemiro afirma que as aulas "terão orientações para famílias e educadores à luz da Ciência e da Bíblia".

Para dar mais credibilidade ao curso, ele enumera também suas possíveis formações acadêmicas: mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e especialista em Políticas Públicas pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

A assessoria de imprensa da Fiocruz confirmou que ele é formado no mestrado da instituição, mas a dissertação apresentada era sobre gestão pública, sem nenhuma relação aos homossexuais. Já a assessoria da UFG afirmou que Claudemiro começou o curso na faculdade em 2002, mas abandonou a disciplina sem justificativa.

Procurado pela reportagem, o responsável pelo curso se recusou a comentar sobre o assunto.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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