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CONFISSÕES DO DIVÃ





Os textos apresentados nesta seção buscarão ilustrar situações, angústias, problemas e experiências vivenciadas por alguns homens gays. Não existem experiências universais, comuns a todos os homens gays, cada um de nós é constituído e atravessado por diversas características que tornam a sua experiência única.  Nossa principal ideia aqui é pensar em possibilidades de enfrentamento para as questões aqui representadas, que em menor ou maior grau podem ser semelhantes com alguma das histórias vivenciadas por você. Essas histórias não são uma representação literal de histórias reais e sim textos fictícios.

O Dr. Alexandre é formado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como psicólogo clínico no Espaço Recontar na região de São José / SC. Fundamenta seu trabalho pelos princípios da Psicologia Sistêmica. Compreender os fenômenos psicológicos sistemicamente significa, literalmente, “colocá-los” dentro de seu contexto, estabelecendo a natureza das suas relações.

Você pode fazer perguntas e sugerir temas que nosso psicólogo responderá com todo prazer.

Bem, vamos ao tema de hoje:


Namoro ou amizade? Estamos apaixonados, e agora?       
Alexandre de Souza Amorim, Psicólogo
alexandresouza.psicologo@gmail.com


 

Eu me chamo Alexsandro, tenho 36 anos e estava solteiro há nove meses. Durante esse período voltei a sair muito com em amigo, Fabrício. Nos conhecemos na faculdade há muitos anos atrás e embora a gente se distanciasse um pouco, buscávamos sempre manter algum contato. Compartilhamos muitos bons momentos e nesses últimos tempos nos aproximamos muito. Viajamos, fomos para balada, para saunas e dividimos muita intimidade.               

(Fabrício) E não deu para evitar, acabamos ficando em uma festa. Estávamos muito bêbados, mas acho que esse na verdade foi um pretexto. Tudo aconteceu muito rápido e quando nos demos conta já estávamos completamente apaixonados. Estamos namorando há dois meses e todos nossos amigos ficaram muito surpresos com isso. O que acontece é que estamos com medo, pois compartilhamos coisas muito intimas durante a amizade e temos medo que isso possa comprometer a relação em algum momento.
                                                     
                                                                            Alexsandro, 36 anos e Fabrício, 34 anos
 


A história desse casal é fantástica. Vocês não se deram conta do que estava acontecendo, pois estavam desatentos, sem mascaras, sem medo do julgamento do outro, sem medo de ser quem são e foi justamente isso que os pegou de surpresa e fez com que se apaixonassem.

            Agora que abriram os olhos e viram o que aconteceu deu aquele frio na barriga. O medo de vocês é compreensível. Junto com o medo, é comum às vezes, que venha o receio de machucar e de decepcionar o ‘ex-amigo’.

Vocês conheceram o lado mais devasso ou obscuro um do outro e se mesmo assim se apaixonaram, está aí um sinalizador da força do amor de vocês. Amamos alguém não só pelas suas qualidades, mas também amamos o diferente ou incoerente que estão presentes nele.

É preciso pensar agora que foi a verdade e a espontaneidade da amizade de vocês que os uniu. A transparência os aproximou, os encantou e muito improvavelmente será ela que irá os separar.

Você tem uma amizade fantástica, foram muito felizes como amigos e podem ser como namorado. Conversem muito e estabeleçam novas regras para essa relação, se acharem necessário.  

            Em geral, quando iniciamos uma relação tememos mostrar alguns defeitos e até omitimos algumas opiniões por medo de ‘estragar’ ou ‘comprometer’ aquilo que esta começando, por medo de perder a pessoa. Parece-me que vocês avançaram essa etapa.

Mas agora um alerta. Cuidado para não perderem aquilo de mais precioso uma amizade oferece: a cumplicidade. Amigos aceitam e torcem pela felicidade do outro e é preciso manter isso.

O amor nem sempre trás somente coisas positivas, às vezes vem com ele o ciúme, a insegurança, a inveja... Mas é também o amor quem nos ajuda a crescer e conseguir lidar melhor com todos esses sentimentos.

           
            


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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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