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MINHA VIDA GAY

Padre beija pés de trans e pede perdão pelo preconceito do mundo.




Durante a Via Sacra do Povo da Rua em São Paulo, no último sábado, véspera do Domingo de Páscoa, uma cena emocionou os participantes da tradicional celebração da Via Crucis. Sheila chegou próximo ao grupo e os interrompeu enquanto o padre Júlio Lancellotti falava ao microfone e atores encenavam uma cena de “O filho Pródigo” em que o rapaz apanha. O religioso se sentiu tocado e começou a conversar com ela. De repente, o padre pede licença e beija os pés da trans e pede perdão pelo jeito que as pessoas a tratam e foi aplaudido imensamente.
 
“Ela estava deitada em meio a um grupo, quando passamos fazendo a Via Sacra, e veio em nossa direção falando sobre sua fé, muito emocionada, envolvida com a encenação de "O filho pródigo". Aquela reação me tocou, porque sei que ela é uma figura extremamente vulnerável e, para muitas pessoas, censurável e indesejável. Então, quis dizer a ela ‘Deus ama você do jeito que você é’”, contou o religioso para o jornal Extra que viralizou o vídeo postado pelo padre.
 
Sheila beija de volta os pés do padre na cena é inusitada e linda. Um verdadeiro milagre.

Padre Fábio de Melo se emociona ao lembrar amizade com a travesti Luana Muniz.


Padre Fábio de Melo e a travesti Luana Muniz em foto tirada na quadra da Mangueira


Luana é uma travesti conhecida por fazer trabalho social no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.

O padre Fábio de Melo se emocionou no palco do programa "Eliana" neste domingo (27) ao lembrar o início de sua amizade com Luana Muniz, conhecida por fazer trabalho social no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.

O padre lembrou que a relação dele e Luana começou no fim de 2015 quando ela pediu para tirar uma foto. A imagem compartilhada nas redes sociais não agradou alguns católicos e o próprio padre admitiu ter ficado "desconfortável".

"Não foi natural, eu não quis estar perto dela", admitiu Fábio de Melo. "Eu percebi que não era capaz de amá-la. Eu me senti um fracassado", continuou.

Fábio de Melo contou então que ficou sabendo que Luana ajudava pessoas carentes na região da Lapa e que a partir daí repensou seu preconceito.

"A coisa que eu acho mais odiosa é quando eu vejo as pessoas usarem a religião para serem melhores que os outros", disse. "Nunca tenho o direito de me sentir melhor do que ninguém. Não tenho o direito de me sentir melhor pelo outro ter uma educação diferente da minha ou uma escolha sexual diferente da minha", acrescentou.


Corpo, voz e poder: Conheça Liniker, o cantor gay e ousado apontado como o futuro da MPB!




Ele veio de Araraquara, interior de São Paulo. É de uma família de sambistas e desde pequeno se interessou pela música. “Bicha, preta e pobre”. Esse é o jeito que Liniker, de 20 anos, se resume. O cantor lançou-se ao mercado em outubro passado, quando lançou na internet mesmo o EP Cru, com três canções, Louise Dú Brésil, Zero e Caeu, e em pouco tempo caiu nas graças do circuito alternativo.


Duas palavras que o definem? Empoderamento e desconstrução. Turbantes, batons, brincos, saias e colares fazem parte do visual e do estilo autêntico do cantor em uma época em que o que mais temos são artistas genéricos, principalmente na cena nacional. De forte presença, ele gosta mesmo de botar a cara a tapa e encarar o mundo só pelo direito de ser quem ele quer ser. E isso é lindo!

E o que Liniker canta? A boa e velha soul music. Só pra você ter uma ideia de como esse menino tem tudo para dar certo na música. Imagine alguém com um quê de Ney Matogrosso* no palco, uma voz que lembra a clássica Nina Simone, com uma influência musical que remete a Tim Maia e Os Originais do Samba? Não acha suficiente? Adicione Caetano, Gil, Gal e até Tulipa Ruiz.

Mais do que um estilo andrógino, black e com influências musicais inquestionáveis, mais um fator que marca a presença de Liniker é seu corpo – que ele usa como arma política. Porque afinal, um gay, negro e pobre que adere à moda sem gênero tem que ter muita coragem: “Me colocar assim, com essa força, é muito importante. As pessoas precisam saber que eu sou negro, pobre e gay e posso ter uma potência também. Sou um artista que se expressa assim”, declarou o cantor ano passado em uma entrevista ao El País Brasil.

Em apenas cinco meses de carreira, o músico já mostrou que tem um destino promissor: já se apresentou para um público de 30 mil pessoas em um festival em Pernambuco, foi responsável pelo show de abertura de Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci no Circo Voador, no Rio, e seus vídeos já somam mais de 2 milhões e meio de views no Youtube.

Mais um pra representar artista dessa nova geração maravilhosa pra marcar a música. A gente torce muito por você, Liniker!

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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